Japão, 2005.


Tabata Mitsuru : baixo, vocal, maratab
Higashi Hiroshi : electronics, dancin'king
Shimura Koji : bateria, latino cool
Okano Futoshi : bateria, god speed
Kawabata Makoto : guitarra, speed guru


Faixas:
1- Starless And Bilble Black Sabbath (tabata / kawabata)
2- Woman From A Hell (tabata / kawabata)


Acid Mothers Temple & The Cosmic Inferno

Starless and Bible Black Sabbath

 
Dados da resenha:
Autor: Pedro Ivo Araújo (Satanas); recebida em: 28/02/2006.
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Mal conseguimos nos recuperar do maelstrom psicodélico de "IAO Chant from the Cosmic Inferno", e o sr. Kawabata Makoto e seus asseclas detonam em nossos ouvidos mais um torpedo sônico: "Starless and Bible Black Sabbath".

Seguindo a tendência dos últimos registros do soul collective, o AMT revisita outra banda clássica, no caso, o Black Sabbath. Não se trata de um simples paródia ou imitação, confrades, e sim evolução. O Sabbath avançou com sua música até determinado ponto. O AMT, partindo deste ponto, criou algo novo. Assim me parece ser o habitual caminho da evolução musical. Peço perdão aos leitores se me tornar passional demais no decorrer desta descrição, mas isso é inevitável quando falo desta obra.

Abre o álbum um épico homônimo de mesmerizantes 40minutos, que nada mais é do que uma dissecação de riffs sabbáticos, invocados diretamente de um certo arauto do mundo inferior chamado Tony Iommi, recheados de feedbacks e freak out guitars, redemoinhos eletrônicos, baixo esquizofrênico e tudo o quanto duas baterias podem oferecer. Acrescente a esse panorama uma morosidade e lentidão pertubadoras, além de um ocasional vocal maleficamente osborniano oriundo de algum inferno cósmico, e talvez consigas imaginar o que quero dizer. Intercalando essa orgia lúgubre, uma devastadora revisitação do riff da canção "Black Sabbath", levado ao extremo; literalmente, virado ao avesso.

Após a mortificante faixa inicial, fecha o álbum "Woman from a Hell", um pequeno e certeiro esporro psicodélico como só o AMT sabe fazer. Mas, diante da grandiosa faixa título, essa faixa chega a soar relaxante.


Pedro Ivo