Adrian Belew - guitarras, violões, teclados, pianos, percussão, baterias, arranjos, vocais


Faixas:
1. Oh daddy - 3:05
2. House of cards - 3:44
3. One of those days - 3:21
4. Coconuts - 3:29
5. Bad days - 3:06
6. Peaceable kingdom - 3:36
7. Hot zoo - 4:24
8. Motor Bungalow - 3:36
9. Bumpity bump - 3:46
10. Bird in a box - 3:16
11. 1.967 - 5:23
12. Cruelty to animals - 4:23


Adrian Belew - Mr. Music Head (1989)
 


Se alguém do "King Crimson" que é apontado pelos fãs em tornar a banda pop nos anos 80 na trilogia da banda formada por "Discipline" (1.981), "Beat" (1.982) e "Three of perfect pair" (1.984), este só deve ser justamente o americano Robert Steven Belew, ou simplesmente mais conhecido por Adrian Belew, nome artístico adotado pelo músico em 1.975.

Nascido em 23 de Dezembro de 1.949, Belew iniciou sua carreira musical em 1.962 como um fanfarrista na percussão e aos poucos foi exercitando baterias e vocais seguido por violões e guitarras numa banda chamada "The Denems" (seus guitarristas preferidos são Jimi Hendrix, Jeff Beck e também Frank Zappa; este último a saber o porque). Em 1.974, se associa numa banda de covers chamada "Sweetheart" do qual se vestiam a caráter nos anos 40 e a chance que Belew teve de entrar no mercado fonográfico foi quando numa certa apresentação desta banda o ilustríssimo guitarrista Frank Zappa o observou e deu-lhe a oportunidade de ingressar no conjunto do músico tendo sua primeira participação em "Wax flags" (1.978) ocupando o lugar da guitarra junto com Zappa.

A partir de então, outras oportunidades foram lhe surgindo estando junto com David Bowie, Herbie Hancock, "Tom Tom Club", "Talking Heads" e muitos outros até sendo observado por Robert Fripp, líder do "King Crimson" observando a atuação de Belew numa turnê do "Talking Heads" na ocasião da apresentação do album "Remain in light" (1.980) do qual foi também convidado a participar e a partir de 1.981 como um membro definitivamente do "King Crimson" até nos dias atuais até em "Power to believe" (2.003), album inclusive recentemente sendo aclamado pela crítica como um trabalho excepcional.

Na época dos anos 80, Belew além de ter feito a trilogia do "King Crimson" em ocasião se ingressou e estreou também como um artista solo gravando "Lone rhino" (1.982) e quando o "King Crimson" encerrou uma nova etapa da carreira do grupo na metade de 1.984, Belew voltou novamente a fazer outras participações com outros artistas como Jean Michael Jarre, Laurie Anderson, Paul Simon até que em 1.985 forma uma banda chamada "The Bears" que tinham Rob Fetters, Chris Arduser de uma banda na época na metade dos anos 70 chamada "The Raisins" excursionando junto com a "Sweetheart" de Belew. Isto fez com que em pouco tempo eles fizessem uma turnê que teve sucesso o que fez incluir até Israel na agenda como uma primeira aparição internacional e em 1.987 eles lançam o primeiro trabalho entitulado sob o nome da banda seguido no ano seguinte de "Rise and Shine" (1.988).

No final de 1.988, Belew começa os preparativos de seu quarto album solo que acaba sendo lançado em Maio de 1.989 entitulado como "Mr. music head" e que resultou num único compacto. Belew agora pertence a uma nova gravadora, a Atlantic Records, já que desde sua estréia em "Lone rhino" até em "Desire caught by the tail" (1.986) pela Island Records (gravadora inclusive que o "King Crimson" também fez parte). Este é um trabalho considerado pela boa parte do público tornando uma simpatia de Belew muito agradável, já que o mesmo também é odiado e julgado por tornar o "King Crimson" uma banda pop nos anos 80. Detalhe: impressionantemente a formação do "King Crimson" dos anos 80 que é composta além de Belew, por Fripp, Bill Bruford nas baterias e Tony Levin no baixo é considerada como uma das melhores formações existentes do grupo pelo público e crítica.

"Mr. music head" é claro não é diferente em se tratando de música pop, Belew gosta sim de música pop e não esconde isto adorando gente como "The Beatles" ou Elvis Presley (para muitos ouvintes Belew está longe de ser um compositor como John Lennon ou Paul McCartney); é claro que nunca foi tocada constantemente por semanas e meses seguidos (o que iria se esperar de um album como esse que alcançou o posto máximo de n.114 da Billboard ?). O lado 1 de "Mr. music head" é pop e a outra metade já é um tanto mais bizarra o que Belew propôs para o novo selo que era ideal ao músico. Para muitos fãs de Belew em sua carreira solo esquecem até que completamente que existem 3 albums gravados a frente deste apesar de que também possuem similaridades de melodias, ritmos e esquisitas guitarras sendo tocadas e pelo visto este foi um trabalho que lançou Belew a ser um tanto mais conhecido em forma de marketing e estratégia e mostrando-o em uma época de sua melhor performance.

Tem evidentemente que a criatividade também do músico que se torna multi-instrumentista gravando todos os instrumentos e puramente solista mas não tem nada a ver com coisas do tipo Vangelis ou Mike Oldfield (aliás neste ano de 1.989 Belew participa do album "Earth moving" emprestando seus vocais para este trabalho de Oldfield). Para muitos também é algo que induz a dizer que "Belew imita David Byrne (líder do "Talking Heads")" ou "Belew copia David Bowie" algo característico de alguém que já cooperou com estes artistas ou outros mais. Belew imita "King Crimson" ? É um tanto difícil de ser respondida a esta questão porque aparentemente se a carreira de Belew é solo o que inclui "Mr. music head" o músico procura se resguardar do que faz no "King Crimson" e a música puramente de Belew em carreira solo quase pouco lembra a banda.

Belew é claro não é um idealizador exclusivamente da música, mas possui talento e valor que não deve ser desmerecido tanto aqui como em qualquer outro album de sua carreira solo. A sua elaboração como escritor musical vão desde o melhor até o rídiculo como os riffs de guitarras que são até exagerados e com seus vocais em determinados momentos um tanto desafinados e desajeitados mas mesmo assim trabalha em melodias até sensíveis e agradáveis que lhe garantem a sua confiança ao ouvinte equilibrando os pontos negativos que lhe atribue. Os ritmos um tanto "pesados" e rudimentares fogem dos padrões da dança conceitual e vale reforçar que o músico iniciou sua experiência no meio musical com percussões.

Para se ter uma idéia do resultado deste album, David Bowie o qual Belew havia excursionado no final dos anos 70, ficou fascinado tanto o suficiente que Bowie decidisse chamá-lo para uma nova turnê chamada "Sound + vision" em 1.990 chegando até o Brasil e resultando inclusive em "Young lions" naquele mesmo ano seu próximo album solo o que confabularia um novo desafio para Belew. O músico inclusive considera que "A finalização de "Mr. music head" ficou 10 vezes melhor do que qualquer trabalho feito até então pela banda "The Bears"".

A produção do album ficou por conta do próprio Adrian Belew com o auxílio de Rich Denhart que cooperou nos 2 trabalhos feitos pelos "The Bears" antes de "Mr. music head", Michael Gettel, Jim Bartz e entre outros. A capa foi elaborada também por Belew (criativa até por sinal) com ajuda de Sandy Ostroff e fotografia de Stan Hertzman.


"Oh, daddy" - começa a primeira parte (primeira metade do album) de Belew em que as faixas estarão muito sob a forma da arte pop. Na edição do trabalho Belew se manteve muito a vontade em se fazer algo do tipo e que os seus talentos como músico não sejem exclusivamente observados pela guitarra, um dos instrumentos que mais é observado por Belew no "King Crimson". Existem vários momentos de criatividade do artista na boa parte das trilhas, mas o foco realmente estava voltado na música popular (algo que já insistia na banda "The Bears") de uma forma congênita e simples. O destaque de quebra não vai nem para Belew e nem os seus instrumentos, especialmente o piano que sustenta a alegria da melodia, e sim a sua filha pré-adolescente Audie que na época da gravação estava com apenas 11 anos de idade. Impressiona nos vocais de apoio muito melhor do que até algumas cantoras profissionais em determinados momentos. É um tanto cômica por sinal porque se trata de uma conversa da sua filha que questionam quando o pai (no caso Belew) será um rock star como é o caso na frase "Oh daddy, when you gonna be a big star?" que quer dizer "Pai, quando você irá se tornar um grande astro?" em inglês além de fazer outras diversas questões de uma adolescente inocente sobre como estará vestido e o que irá tocar. Belew confessa a origem desta canção começou puramente quando suas crianças o questionavam quando elas assistiam a programas musicais e em especial na MTV quando Belew também seria um rock star, mas o mais engraçado é que a faixa se resultou num compacto e chegando uma posição de n.58 dos compactos da época quando foi lançado.

"House of cards" - trata a respeito da fragilidade da própria vida de qualquer indivíduo sobre um mundo muito grande. A existência da ameaça humana em explodir o mundo inteiro através de dispositivos nucleares amendrontando a civilização e sendo assim ninguém existente que tenha segurança de si mesmo com a este propósito em todos os lugares tendo as pessoas se confundindo em si mesmas se desesperando. O vocal de Belew se apresenta muito deslumbrante em suas mensagens da faixa como em "wake up, get out of that house of cards" que significa "acorde, saia desta casa de cartões". Inicia com vários efeitos sonoros como o de alguem dando a descarga de um vaso sanitário, de uma galinha e um telefone seguido de uma explosão (este último talvez o que é referido ao sentimento da letra de Belew) ao fundo de riffs de uma guitarra induzindo um blues. O piano é direcionado como o ritmo da faixa se for bem analisado junto com a percussão e a guitarra que faz parte das melodias com o vocal de Belew que vai aos poucos ficando crescente até terminar o primeiro refrão e a partir dai retornará fazendo mais outros 2 refrões simples que irão dar o fim da faixa em uma repetência na melodia deixando apenas o piano junto com a percussão. Tem a participação de Mike Barnett que toca o baixo e mais tardar estará nos outros 2 albums posteriores de "Mr. music head" de Belew.

"One of those days" - quase que a faixa se chama com uma parecidíssima do "Pink Floyd" em "Meddle" (1.971)!!!! Trata-se de algo muito rotineiro; para Belew é referente a jogos de volei que fazia na praia durante toda a época do verão aos Domingos de um sentimento de amigos, pais e filhos que estão todos juntos na brincadeira. Aqui Belew procura formar uma identidade própria no som pop para que muitos não pense que "Belew copia fulano". Mas parece que não adiantou muito também neste caso porque ficou bem um estilo característico idêntico do roqueiro dos anos 50 Jerry-Lee Lewis numa melodia muito parecida com "End of the road" gravada em 1.958. Também ficou uma melodia tanto parecida com a "Wake me up before you go-go" da banda "Wham!" do artista George Michael em "Make it big" (1.984); a única diferença é que ele investe as suas letras para "embelezar" a sonoridade da qual aqui ele é o compositor. Mesmo para uma música que tem os acordes incansavelmente repetitivos, talvez o que salva Belew de esquecer que ele é pop por alguns instantes são os seguintes detalhes: a entrada de uma harpa (aparenta ser das cordas do piano), o coro (feito por ele mesmo), o sopro de uma clarineta junto com um suave violino na parte solo instrumental e que irão fazer a finalização da faixa aos poucos. Possui uma versão ao vivo no album "Belew prints: The acoustic Adrian Belew, Vol. 2" (1.998).

"Coconuts" - se Belew representasse o Brasil neste album provavelmente esta seria a faixa ideal. A melodia mesmo de maneira também pop é bem característica de um pais tropical (isso sem contar o nome da faixa que significa "coco" em inglês). Belew premeditou esta faixa que fosse algo referente a sol, praia e diversão e foi uma das faixas inclusive que o músico teve muita dificuldade para fazer até que o produtor do album, Stan Hertzman, o ajudou tendo inclusive crédito na faixa como compositor e sendo assim a única que possui parceria junto com alguém. Destaque para a percurssão elaborada por Belew.

"Bad days" - é a menor faixa do trabalho com pouco mais de 3 minutos de duração e é inclusive uma das favoritas de Belew. Trata-se de uma faixa relativamente simples, o que Belew exatamente queria para que se saisse muito bem, e se for observado realmente isto é bem verdade. É o tipo de melodia que Belew toca de uma maneira alegremente em cima de uma melancolia e tendo o piano como a principal vedete responsável pelo resultado. Algo que parecido feito pelos "The Beatles" em "For no one" do album "Revolver" (1.966). Inicia com o piano sendo explorado e recebendo a bateria e o vocal de Belew que vai ficando de forma crescente ao poucos no primeiro refrão. No segundo refrão entra um violão acústico sendo tocado em forma de acordes com uma tímida guitarra elétrica que se apresentam apenas no início. Na parte solo instrumental a guitarra parece tentar "duelar" com o piano mas não dá muita presença a não ser o vocal de Belew que retorna finalizando a faixa. Possui uma versão ao vivo no album "Belew prints: The acoustic Adrian Belew, Vol. 2" (1.998).

"Peaceable kingdom" - a idéia foi de um amigo de Belew que sugeriu o que tornou o resultado desta faixa numa casa com muitos pássaros, cachorros, peixes, plantas e flores em tudo quanto era lugar. Quando Belew acendia a lareira da residência este colega se sentia estar num ambiente propício ao de um "reino no pacífico", que é a tradução da faixa. Belew não pensou duas vezes ao gravar. A sonoridade aqui é muito calma, charmosa e simpática de um ambiente que parece tornar o ouvinte a imaginar que ele esta ou numa ilha paradisíaca ou de uma selva africana devido a maneira que Belew soa tanto na forma da sonoridade dos instrumentos que são puramente os de percurssão étnica e o jeito de expressar o vocal. Repare também que o ritmo é feito de uma maneira muito profissional que nem sempre é justo dizer que o músico é sempre rotulado em fazer pop e note ao fundo os efeitos sonoros de possíveis chimpanzés, papagaios e outras aves, além de um barulho de alguma fogueira estando presente neste meio (a idéia do amigo de Belew que também proporcionou o meio).

"Hot zoo" - a partir desta faixa do album as sonoridades já se tornam um tanto mais densas e relativamente também complicadas em termos de elaboração, deixa de ter o lado pop da música. Quem acha que é só o "Pink Floyd" que trabalha com efeitos sonoros de animais como em um exemplo de "Several spicies..." do album "Ummagumma" (1.969) como um exemplo se enganou. Belew também fez algo resumidamente em forma de efeitos sonoros de animais nesta faixa e não é preciso dizer o motivo, vide o título da faixa. É a respeito de um passeio num zoológico que tem como a guitarra a principal nos efeitos e melodia da faixa, além da caracterização do vocal que soa um tanto meio em forma de eco. Belew teve o interesse de ocupar a faixa com efeitos sonoros que caracterizassem um evidente meio natural ocupado por animais e é justamente o que tem no decorrer da música. Detalhe: Belew faz uma parte da percussão com pedaços de pequenos bambus o que fez a sonoridade também se tornar notariamente como se fosse feito por homens selvagens. Direito dos animais (até de formigas e tarântulas!!!!!) sobre a forma de pensar de Belew.

"Motor Bungalow" - é a única faixa do album que Belew se inspirou sob a forma lírica tentando-se projetar ao que parece tudo de uma só vez e posteriormente está se viajando de automóvel. Tudo porque acabou sendo muito inspirada na pesquisa de livros históricos sobre automóveis. Feita sob o trabalho de percussões eletrônicas, o único ponto negativo é que às vezes a faixa acaba se tornando muito repetitiva e monótona para alguns ouvintes.

"Bumpity bump" - é um estilo bem blues. Tudo: a forma de tocar a guitarra, a maneira cantada e o estilo de ritmo e inclusive as letras; "What's a man, what's a blue man gonna do, when he knows the truth of the blues" que quer dizer "Que homem, que homem do blues surgirá, até quando ele sabe sobre a verdade do blues" em inglês. Deu pra sentir o efeito ?

"Bird in a box" - é considerada uma das favoritas de Belew e o mesmo desejaria que a grande maioria das canções pop fosse moldadas da maneira como é esta no caso. As letras são um tanto incompreensíveis, mas em alguns momentos são espertas e veja porquê. "Dead-end streetcar of desire caught by the tailpiece" combina com o título do album solo de Belew feito em 1.986 "Desire...", "Loose tooth three of a perfect paradiced onions cheese" combina com o título do último album do "King Crimson" executado por Belew na sua trilogia dos anos 80 "Three..." (1.984), "There's a mando-Linda Evans talking on the phone call" combina com a palavra mandolin, cita nomes como Marlon Brando, Linda Evans, Bette Midler e etc. Tem guitarras um tanto "pesadas", observe em alguns momentos que a guitarra parece estar "rasgando" algo. De fato é uma faixa que empolga o ouvinte do início ao fim .

"1.967" - é a maior faixa do trabalho com quase 5:30 de duração. Considerada por Belew como uma parte de sua autobiografia relacionando aquilo que foi para ele o final dos anos 60 do qual passou a sua juventude, uma espécie de aventura no sentimento de Belew dizendo sobre suas emoções em formas de imagens. Parece inclusive que se torna um tanto "refrescante" para os ouvintes em seus ouvidos que até então haviam escutado após a faixa "Peaceable kingdom" melodias que caracterizassem apenas música e ritmo; Belew agrada muito na sua forma de fazer música acústica. Ele ajuntou pelo visto 5 pedaços (temas) de música e procurou a fazer o melhor em melodia em cada parágrafo o que tornou a faixa bem acústica por sinal com sons de animais e de melodias em fitas gravadas colocando a sonoridade sendo feita de trás para frente. A faixa teve realmente um resultado bonito. A primeira seção inicia com uma espécie de coro tendo Belew tocando um violão acompanhado pelo estalo dos dedos e em determinados instantes ouve-se efeitos sonoros de algo sendo tocado de trás pra frente com algumas oitavas de piano e sendo feito em 2 refrões. A segunda seção parece ser um tanto mais lenta em forma de sonoridade também com um coro que vai sendo perceptível. A terceira seção de uma maneira meio blues e agitada com a ajuda de Barnett no contrabaixo e com percussão ao fundo ouvindo-se ruído de algum animal. A quarta seção volta a ficar mais tranquilo com o violão, o piano e o contrabaixo e repentinamente de uma sonoridade mais moderada com o violão sendo acompanhado por um violino e retornando a maneira de como era a tranquilidade da melodia desta seção. A quinta seção é a forma da melodia da primeira seção. Possui uma versão ao vivo no album "Belew prints: The acoustic Adrian Belew, Vol. 2" (1.998).

"Cruelty to animals" - serviu para o album "Mr. music head" como uma faixa extra para quem possui o trabalho em CD. Segundo Belew tudo ocorreu ocasionalmente porque na época já tinha fechado as faixas que gravaria no caso em vinil mas com a tecnologia e facilidade do CD conseguiu inclui-la. Ele havia recebido do correio albums com sonoridades exclusivamente de efeitos especiais e sonoros sendo que no estúdio foi sendo feita a união deste material com a inclusão de guitarras, percussão e pianos. O outro fator interessante é que Belew incluiu alguns dos efeitos que postou nas faixas fazendo um mix de "House of cards", "One of those days", "Peaceable kingdom", e em especial "Hot zoo". O título sugere uma explicação mais ainda forte de que Belew gosta dos animais e odeia quando são maltratados. A adoração do músico pelo bichos é notável em "Hot zoo". Detalhe: um dos efeitos que Belew gosta nesta faixa são as pessoas rindo e um dos animais que se encontra presente, o elefante. Alguém arrisca o por quê? "Discipline" (1.981) do "King Crimson" tem uma faixa chamada "Elephant talk"!!!!!!