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Jarno Sarkula
- sax soprano, shehnai. Erno Haukkala -
trombone, didgeridoo. Marko Manninen -
cello. Miikka Huttunen - órgão de
bomba, grand piano. Teemu Hanninen -
bateria, percussão.
Faixas:
1. Mamelukki & Musta Leski
(2:45)
2. Perikunta (3:57)
3. Lakeus (3:22)
4. Unikkotango (2:46)
5. Asuntovelka (3:05)
6. Kebab Tai Henki! (3:02)
7. Jano (3:21)
8. Tankkaustunti (4:42)
9. Merikäärme (4:09)
10. Häntä Hellii Käärme (4:07)
11. Hakumies (7:51)
12. Delhin Yöt (3:04)
13. Siltojen Alla (5:28)
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Alamaailman Vasarat - Vasaraasia (2000) Por
guitarzeus
Esta banda finlandesa surgiu em Helsinki no ano de
1997, a partir de um projeto paralelo de dois
membros da conterrânea Höyry-Kone, Teemu Hänninen e
Jarno Sarkula. A próxima etapa foi chamar Marko
Manninen, Miikka Huttunen (também do Höyry-kone) e
Erno Haukkala, completando ao formação. No ano 1998
surgiu a oportunidade de participar na trilha sonora
de um curta-metragem, a banda continuou ensaiando,
compondo e gravando material, muito do que resultou
em Vasaraasia. No ano de 2002 a banda adicionou um
segundo cello, Tuukka Helminen, lançando em 2003 o
segundo disco, Käärmelautakunta.
Este disco do Alamaailman Vasarat, nome que
traduzindo para o português significaria algo como
"Martelos do Submundo", foi uma das mais gratas
surpresas que eu ouvi recentemente em termos de
progressivo e chamber-rock. Não é tão experimental,
complexa e dissonante como muitas bandas do RIO, mas
traz uma originalidade ímpar dentro do gênero.
A análise de influências contidas na música permite
observar um híbrido de estilos envolvendo jazz,
avantgarde, ska, trance, música étnica árabe,
indiana e cigana, rítmos de valsa, tango e polka,
incluindo heavy rock, sempre com criatividade,
erudição, dinâmica, bom gosto e apurado senso de
melodia, harmonia e rítmo. A música é difícil de
categorizar, mas uma definição para a sonoridade da
banda ficaria em algum lugar entre chamber-rock,
world music, coisas inusitadas como 'ethnic brass
punk' e uma terminologia à qual ainda não me
acostumei, kosher-kebab jazz.
O contraste de sentimentos, entre um senso de humor
dançante com passagens pesadas, climas sombrios e
texturas densas como se reações maníacas atingissem
a música, faz com que nas primeiras audições seja
difícil predizer para que direção a música irá a
seguir, é sempre uma grata surpresa.
A música é inteiramente instrumental, bastante
acústica e orgânica, a ênfase da instrumentação se
dá nos instrumentos de sopro (trombone e sax
soprano), cello (algumas vezes bastante distorcido),
contando com ritmos percussivos envolventes, piano e
órgão, além de instrumentos inusitados como
didgeridoo e shenhai, surgindo uma mistura de
timbres bastante original. Não há créditos para
guitarras no disco, mesmo que sejam atribuídas ao
cello algumas vezes parece mesmo que estão lá! Se é
mesmo um cello, emula a função de guitarra de forma
inacreditável, bastante distorcido por sinal. De
acordo com a própria banda, 'To rock you need no
electric guitars!'
Unikkotango, as mais sóbrias e sombrias Hakuumies,
Lakeus, Jano, a complexidade rítmica heavy-trance de
Asuntovelka, Häntä Hellii Käärme, junto a momentos
nos quais o cello aparece em destaque ou como
solista, um dos instrumentos que mais me atrai,
estão entre minhas favoritas. Não há muitos solos no
disco e algumas vezes aparecem ritmos acelerados e
frenéticos como em Mamelukki & Musta Leski, Kebab
Tai Henki! e Delhin Yöt.
Boa produção, músicos extremamentes competentes,
boas músicas e arranjos, uma música ao mesmo tempo
complexa e agradável, esta é uma audição obrigatória
para fãs de RIO, ou quem está entediado com a falta
de criatividade que reina na música contemporânea.
Marcus
26/03/2003
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