
Jean-Luc Manderlier
- Hammond organ, piano elétrico, Clavioline.
Daniel Denis - Bateria, apitos.
Patrick Cogneaux - Baixo (1-7) e
sintetizadores (1-7).
Claude Berkovitch - baixo (3). Claude
Deron - electric flugelhorn (8,9).
Christian Ramon - baixo (8,9).
Faixas:
1. Upstairs in the granary (5:11)
2. Eve's eventuful day (part 5&6) (3:22)
3. Monolitic progression with antecipated rupture
(8:00)
4. Brussels shortly after (8:30)
5. Bleriot: visibility poor (8:18)
6. With assays of bias (10:21)
7. Eve's eventuful day (part 3) (4:45)
8. Riff 14 (8:48)
9. Tight Trousers (4:37)
|
Arkham - Arkham (1972) Por
Davi
Ótimo canterbury experimetal, lembra um pouco bandas
como Soft Machine e Egg, porém totalmente
instrumental. Em relação aos grupos citados, o
estilo do Arkham me soa como mais técnico e, às
vezes, mais próximo do fusion. Suas músicas, embora
algumas tenham certo improviso, são mais planejadas.
Arkham, além de ser uma cidade que aparece nos
livros de H. P. Lovecraft, é a lendária banda belga
na qual Daniel Denis (baterista e principal
compositor do Univers Zero) e Jean-Luc Manderlier
(tecladista do Magma da época do MDK) tocavam. O
Arkham fez várias pequenas apresentações na Bélgica
e se dissolveu em 1972, quando Christian Vander
(Magma) convidou Denis e Mandelier para seu grupo, o
que ocorreu antes de gravarem o primeiro disco.
Mandelier permanesceu no Magma por mais de um ano,
enquanto Denis fez apenas umas poucas apresentações.
Posteriormente, Daniel Denis fundaria o
Necronomicon, que mudaria de nome para Univers Zero.
Em 2002, a gravadora Cuneiform lançou o disco
Arkham, cujo material é proveniente de algumas
gravações ao vivo das apresentações do grupo,
ocorridas entre 1970 e 1972. A qualidade de gravação
realmente não é das melhores e varia um pouco de
música para música; mas, em geral, elas têm
praticamente o mesmo nível de qualidade do Third do
Soft Machine.
Por somente agora ter sido lançado este disco,
imaginava que ele só teria valor histórico; mas
estava completamente enganado: a qualidade artística
é ótima. Também contrariamente ao esperado, o estilo
do Arkham difere muito do Univers Zero, pois todas
as músicas são compostas pelo Jean-Luc Mandelier.
Somente em Tight Trousers encontro uma espécie de
marcha em estranho tempo que me lembra Univers Zero,
e parece ser inspirada em Stravinsky.
A bateria rápida e precisa de Daniel Denis é uma
constância neste disco, exceto em "Bleriot:
visibility poor", que é inteiramente tocada por
teclados dissonantes. Não há uma música sequer neste
disco que não seja muito boa, todas são
incrivelmente bem tocadas, são bastante elaboradas e
"quebradas". Recomendo enfaticamente este disco para
quem aprecia o lado experimental do progressivo
(especialmente do canterbury).
Mais informções podem ser encontradas na
Cuneiform Records e na
DPRP.
|