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Vedres Csaba - piano, vocal;
Pejtsik Péter - Violoncelo, sintetizador, vocal;
Winkler Balázs - Trompete, sintetizador, vocal;
Gacs László - bateria, percussão, vocal.
Convidados:
Winkler Orsolya - Violino(2);
Winkler Zsófia - Violino (2); Fias Gabriella - Oboé(1,3);
Maroevich Zsolt - Viola (2,5); Andrejsky Judit - Vocal (1,2);
Makovecz Pál - Trombone (1); Ács Ákos - Clarinete (1);
Tüske Aladár - Fagote (1).
Faixas:
1. A Gadarai Megszállott (22:10)
2. A Kis Hõs (3:23)
3. Noktürn (1:52)
4. Megalázottak és Megszomorítottak (10:59)
5. Végül (2:25)
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After
Crying
- Megalázottak és Megszomorítottak (1992)
Por Davi
Megalázottak
és Megszomorítottak (Insultado e Ferido) é o
segundo disco do After Crying e, seguindo o
costume de seus discos de estúdio, difere
bastante de qualquer outro. É o disco mais
sombrio já lançado pelo grupo --- no sentido de
ser triste, fúnebre ---, é mais direcinado ao
clima da música, os ocasionais trechos rápidos e
alegres estão ausentes.
A formação do After Crying em seus discos de estúdio
sempre é orquestra de câmara com alguns
incrementos, neste encotram-se sintetizadores
(pouco usados) e bateria --- sim, nenhum baixo elétrico
ou guitarra. A bateria, quando surge, tem presença
forte; raramente ela é usada para marcar ritmo.
Em relação ao primeiro disco, a ênfase nos
vocais (agora em húngaro) foi bastante reduzida e
o piano cedeu destaque para o violoncelo.
A primeira música, é a maior e, em minha opinião,
a melhor música do grupo. A música vai
lentamente crescendo e crescendo durante 17
minutos, cada vez com um clima mais fechado e
forte. As melhores passagens do After Crying estão
aqui, a força da música do meio para o fim do
crescendo é surpreendente!
O final da primeira música é inusitado, e de início
não gostei, pois o crescendo é bruscamente
destruído com a entrada de um rápido tema
dissonante. Após este "golpe", a música
volta a crescer do zero e termina bem antes de
atingir a força que detinha em seu auge. Com o
tempo, passei a gostar do resultado final.
A segunda, a terceira e a quinta músicas são
mais suaves, mas continuam com o lado sombrio e
elegante. A quarta é a mais rápida do disco,
possui um bom contraste com o restante, talvez a
melhor comparação seja Sailor's Tale do disco
Island do King Crimson. A "violência"
inicial desta dissolve-se depois em uma espécie
de lamento.
Quem aprecia temas tristes (sem melodrama) e a junção
de progressivo com música erudita deve colocar
este disco em sua lista de compras urgentes. Este,
junto de Overground Music e De Profundis, são, em
minha opinião, os três melhores discos do grupo.
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