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Michele
Bavaro, Vocals. Alfonso Olive, Baixo. Pietro
Pellegrini, Teclados. Giorgio Santanderea, Bateria.
Guido Wasserman, guitarra.
Faixas:
1. Peccato D'Orgoglio - 12:22
2. Dopo L'Uragano - 5:05
3. Croma - 3:16
4. Le Menta Vola - 9:20
5. Ombra Muta - 9:43
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Alphataurus
- Alphataurus (1973) Por
guitarzeus
Essa
é uma excelente banda, que ficou pouco conhecida
e que lamentavelmente lançou apenas este disco em
1973. O segundo disco, Dietro L'uragano (gravado
no mesmo ano), ficou engavetado até meados da década
de 90 antes de ser lançado. Com apenas cinco músicas
em seus 42 minutos de duração, garante uma das
grandes obras que o prog italiano produziu na época,
não fica devendo nada a ninguém.
A sonoridade tem uma característica épica bem
italiana (não poderia ser diferente), fica em
algo próximo ao ELP ou mesmo de seus conterrâneos
do Banco ou Il Balleto de Bronzo, predominando os
teclados, moog, mellotron, hammond, etc. Cantado
em italiano, o timbre e o registro da voz do
vocalista Michele Bavaro lembra John Lawton
(Lucifer's Friend e Uriah Heep), uma voz forte,
energética - mas harmoniosa e melódica, com bons
backing vocals.
A primeira música, Peccato D'Orgoglio, tem um início
bem jazzístico, dando lugar a uma balada bem
emotiva e contagiante torneada por deliciosas
guitarras acústicas. A seguir, um moog dá a
tonalidade viajante à canção e o que se ouve é
um alucinante e maravilhoso instrumental digno de
Keith Emerson e cia.
Em seguida a simples Dupo Lúragano, faixa
maravilhosa introduzida apenas pelo baixo e por
voz, ganhando dramaticidade e intercalando pesados
riffs de guitarra e órgãos com algumas partes
lentas e rápidas.
A terceira faixa abre com um som de mellotron
tipicamente italiano, uma curta e tranquila faixa
instrumental com jeito de ELP dos primeiros discos
(ELP e Tarkus), excelente!
La Mente Vola é na minha opinião a melhor faixa
do disco. No início e em diversas partes lembra
um pouco a sonoridade do tecladista Ken Hensley e
consequentemente do Uriah Heep dos anos 70. Apesar
do começo ser aparentemente rápido, tansmite uma
sensação de tranquilidade. Algumas partes ter
ares de balada, um refrão forte que horas depois
anda fica grudado nos ouvidos da gente. O que eu
mais gosto no Alphataurus é essa personalidade
forte, essa tendência a dramaticidade épica
introjetada com grande dose de sentimento. Ou
seja, você não ficará apenas com a impressão
de estar ouvindo uma cópia do ELP, mas uma banda
com "cara" própria.
Ombra Muta dá a impressão que será uma música
bem amena para fechar o disco, mas a veia
megalomaníaca do bom tecladista Pietro Pellegrini
fala mais alto, um final pomposo e triunfal. A
bateria nesta faixa poderia estar melhor, mas nada
é perfeito... A guitarra também não é grande
maravilha, até nesse aspecto lembrando o ELP - se
eu falar nesta banda novamente, pode me jogar um
tijolo!
Um disco emotivo, de alta qualidade, cativante.
Quem gosta de ELP (ih, falei!!) e prog italiano
vai ter muitos e bons momentos de entretenimento
com este disco, um clássico, altamente recomendável.
Marcus
Por
Novalis
Se
você não conheci muita coisa de progressivo
italiano, uma boa forma de ser introduzido neste
imenso universo musical pode ser através deste
disco, uma obra prima do progressivo setentista,
embora a influência do ELP seja indiscutível, o
som dessa banda é de muita personalidade, a onde
o tecladista além de muito técnico é um
excelente compositor(todas as músicas foram
compostas por ele), todos os timbres usados pelo
tecladista se encaixam perfeitamente nas músicas(uso
consistente do piano,órgão,moog,vibrafono) e
embora o teclado se sobressaia um pouco mais que
os outros instrumentos, tanto o baixo quanto a
bateria tem um papel fundamental nas músicas,
outro ponto forte do disco é o vocal que é
cantado em italiano e é muito bom! Embora a
guitarra não esteja tão presente nas músicas
contidas nesse disco, à algumas passagens, em que
você será agraciado com belas notas de guitarra.
O disco não tem música ruim, mas os destaques vão
para as músicas "Croma", pequena, mas
maravilhosamente bonita, "Peccato
D'orgoglio" que com seus doze minutos de duração,
é excelente, agora, o ápice do disco é a 4º
faixa, intitulada: "La mente vola" que
para mim é um hino! Este disco foi lançado em cd
na Coreia pela Si-Wan, na Itália pela Vinil
Magic, e no Japão pela King Records. Um clássico
do prog italiano, e altamente recomendado!!
Por
Waters
Floyd
Excelente
álbum italiano desta incrível e peculiar banda
que deu uma cara diferente ao progressivo fora do
Reino Unido. Seu som, na minha opinião bem tenso
e dramático, é muitas vezes comparado ao inglês
ELP. Eu diria apenas a última faixa, "Ombra
Muta", em certo momento, em que a guitarra e
bateria interrompem o trecho em que os teclados
fazem a linha instrumental, fazendo frases
quebradas como em certo ponto da faixa
"Tarkus" (71). Pra mim a sonoridade
lembra muito o álbum "Lar de
Maravilhas" do brasileiro "Casa das Máquinas"
(ou o contrário, pois este veio um ano depois)
sobretudo o timbre do hammond e as notas agudíssimas
dos sintetizadores, como na primeira música, a
sensacional e super progressiva "Pecado
D'Orgoglio" e na longa e transcendental
introdução de "La Mente Vola", um
espetáculo de arranjos de teclados, bateria
constante e um violão de cordas de aço (ou será
um cravo) que pontua todo este trecho estupendo,
fazendo notas simples e constantes numa progressão
harmônica que vai além de nossas existências.
Faz lembrar também certas vinhetas televisivas de
reportagens em noticiários da época. As comparações
com os vocais e teclados a la Uriah Heep também
procedem, num tom de tensão e suspense.
Injustamente, aqui no forum já andei dizendo que
o álbum é superestimado entre as obras
italianas, mas se o for faz jus à idolatria, pois
é algo fascinante. "Croma" tem dois
temas que se alternam: um é o da introdução,
bem regional e folclórico de sua nação e o
outro é uma maravilhosa profusão de teclados que
faz uma linda e nostálgica seqüência até o
desfecho. Na verdade, somente dois momentos no
disco não me agradam: o primeiro é toda a
segunda parte de "La Mente Vola" (a do
refrão, que acho super enjoada e repetitiva) e o
outro é a faixa "Dopo Luragano" (a
segunda), muito comum! Daria nota 8 ao disco!
Muito bom!!!!!
Abraços
Cristiano
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