Mattias Olsson: bateria percussão. Johan Högberg: baixo. Thomas Johnson: Hammond, Mellotron, teclado. Jonas Engdegård: guitarra. Tord Lindman: guitarra. Anna Holmgren: flauta.


Faixas:
1.  Jördrok
2.  Vandringar i Vilsenhet
3.  Ifrån Klarhet Till Klarhet
4.  Kung Bore


Tempo total: 44:04

 

Anglagard - Hybris (1992)

Por Relayer

Hybris é o primeiro album dessa magnífica banda sueca que conta com seis músicos: 2 guitarras, baixo, teclado, bateria e flauta.

Quem escuta esse album acha que ele foi feito nos anos 70, o auge do prog rock, devido a influência sinfônica que se nota. O álbum tem 4 musicas, todas elas consideravelmente longas, são basicamente intrumentais mas tem algumas passagem, muito curtas, com vocais em sueco (e isso não é uma coisa ruim pois eles são ótimos). O timbre dos instrumentos foram um atrativo na primeira vez que escutei esse album, um exemplo seria o do baixo, que é um Rickenbacker com um timbre mostruoso (similar ao do Chris Squire e Geddy Lee), no melhor estilo retrô sem parecerem saudosistas no mal sentido da palavra.

Geralmente é um album pesado mas não chega a cair no rótulo de metal, com algumas graciosas passagens de flauta e vocais. Todos os intrumentos ganham atenção no mesmo nível, ninguem se exalta muito, ou devo dizer todos se exaltam ao mesmo tempo!

Hybris é um marco no progressivo e traz de volta tudo que os anos 70 trouxeram. Unanimidade entre os fãs, esta banda agrada do mais ortodoxo ouvinte de sinfônico aos apreciadores de progressivo vanguardista. 


Por Hammill
 
Simplesmente imagine o Genesis clássico da época do Peter Gabriel com ênfase maior na parte instrumental e mais flauta ainda e você terá Anglagard!
 
Essa banda sueca é parte dos novos roqueiros progressivos que beberam da fonte do King Crimson, com longas faixas instrumentais com temas próprios e concisos com surpreendentes mudanças repentinas de andamento, duelos de guitarra com teclados e baixo acompanhados de uma bateria intensa e ativa, como a de Phil Collins na época do Genesis.
 

Por Novalis
 
Anglagard foi uma das grandes surpresas do progressivo na década de 90, tendo em sua formação excelentes músicos, quase todos com formação musical formal, apresentava em suas músicas elementos do rock, jazz, folk escandinavo, e é claro da música clássica. Uma 1º audição de Hybris pode até lembrar Genesis ou King Crismon, no entanto, a medida que se escuta este disco é que se nota o quanto esta banda é original e inovadora, músicas extremamente complexas, cheias de variaçãoes de rítmos, em que todos os instrumentos são muito explorados, e sem deixar para traz o lado melódico que também é fenomenal. Hybris é daqueles discos que mesmo depois de ter escutado 50 vezes, você perceberá algo que não havia notado antes, devido a riqueza das músicas. O trabalho do baterista é de cair o queixo, o mesmo é verdade para o tecladista que mata a pau mesmo, e o timbre usado tanto pelo guitarrisra quanto pelo baixista são bem característicos, além de gratas passagens de flauta!
As influências mais diretas do Anglagard foram: Host que foi uma conhecida banda norueguesa, Atlas, Trettioariga Kriget, ambas bandas suecas da década de 70. Hybris foi um dos melohres trabalhos lançados na década de 90 e é um dos 20 melhores discos que já escutei!
 

Por Rael
 
Um minuto chega para se perceber que estamos perante uma obra-prima. Basta ouvir as primeiras notas do piano de JORDROK (em português, "névoa") e depois seguir, álbum fora, até ao fim, numa viagem de prazeres intensos. Em Hybris, o seu primeiro álbum, de 1992, os Anglagard levam-nos por estranhas estradas melódicas, pelo meio de dissonâncias misteriosamente harmónicas, numa visita permanente à "drommärnas land",a "terra dos sonhos" em que se transformam as suas paisagens sonoras. A extraordinária musicalidade deste trabalho, dividido na sua versão original em quatro temas de média duração (a que foi acrescentado um quinto tema, nesta feliz reedição) reside sempre, em primeiro lugar, na música.

Só depois somos levados a concluir que para além disso estamos também na presença de músicos extraordinariamente talentosos. A banda faz lembrar o que poderia ser uma orquestra de câmara a tocar instrumentos rock. A utilização de sons de outros tempos, como os do mellotron ou a própria afinação das guitarras e do baixo, poderia sugerir que este é um album datado, mas esse é o maior dos enganos. Hybris é também uma obra-prima por isso. Vive juntamente com algumas referências a trabalhos de King Crimson, Genesis ou os suecos Samla Mammas Manna, mas isso só sucede porque essas referências estão cronologicamente no passado. Apenas isso. Porque Hybris tem vida própria, respira por si só, como trabalho único que é. Por isso, e porque tem tido edições extremamente raras e reduzidas, transformou-se na última década num objecto de culto para os apreciadores de progressivo. Mas trata-se de um trabalho que ultrapassa largamente as fronteiras de um só género. É um album imprescindível na colecção de qualquer amante da boa música contemporânea.

A certa altura, os Anglagard dizem-nos "kung Bore är död", "o rei Inverno morreu". Também os Anglagard parecem ter desaparecido, misteriosamente, depois de apenas dois álbuns de estúdio e um ao vivo. Mas, como o rei Inverno volta ano após ano, também a música dos Anglagard faz sempre o regresso. Está condenada à eternidade.