
Itália, 2003.
Vittorio
Nocenzi - Piano, órgão, teclados e voz
Francesco Di Giácamo - Voz
Rodolfo Maltese - Guitarra, violão e voz
Maurizio Masi - Bateria
Tiziano Ricci - Contrabaixo
Filippo Marcheggiani - Guitarras e
violões
Alessandro Papotto - Saxofone, clarinete
e flauta
Convidados:
Gianni Nocenzi - Teclados
Mauro Pagani - Violinos
Pierluigi Calderoni - Bateria
Morgan - Contrabaixo
Federico Zampaglione - Guitarras
Filippo Gatti - Teclados, viola e corais
Andrea Satta - voz
1 - Prologo#1 (V. Nocenzi) - 1'13"
2 - R.I.P. (V. Nocenzi - F. Di Giácomo) - 8'24"
3 - Il Ragno (V.Nocenzi - F. Di Giácomo) - 5'18"
4 - Cento Mani Cento Occhi (V.Nocenzi - F. Di
Giácomo) - 4'29"
5 - Quando la Buona Gente Dice (V.Nocenzi - F. Di
Giácomo) - 6'28"
6 - Canto di Primavera (V.Nocenzi - F. Di Giácomo)
- 7'27"
7 - La Caccia/Fa# Minore (V.Nocenzi) - 4'30"
8 - Moby Dick (V.Nocenzi - F. Di Giácomo) - 7'30"
9 - Non Mi Rompete (V.Nocenzi - F. Di Giácomo) -
10'37"
10 - Come due Treni/Intro (G.Nocenzi ) - 3'09"
11 - 750.00 Anni Fa... L'Amore (V.Nocenzi - F. Di
Giácomo) - 6'34"
12 - Traccia I (V.Nocenzi) - 3'01"
13 - T5accia II (V.Nocenzi) - 5'00"
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Banco del Mutuo
Soccorso
No Palco
Dados da resenha:
Autor:
Flavio (Grobsch);
recebida em:
27/04/04.
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Este novo álbum do Banco
del Mutuo Soccorso é um achado, não apenas pela
qualidade das já clássicas composições
escolhidas, como pela revisão melódica e
harmônica de algumas delas. Incluindo sempre que
possível algo novo que transforma velhos
clássicos em novos clássicos.
Gravado ao vivo no Hipódromo romano em julho de
dois mil e dois, no concerto comemorativo dos
trinta anos do grupo, é distribuído pela Sony
Music.
Depois de um breve discurso de poucos palavras
onde Vittorio conclama o público a relembrar o
bom e velho rock, o disco abre com uma canção de
abertura instrumental chamada "Prologo#1". Logo
a seguir, vem um dos maiores clássicos do Banco,
"R.I.P.", obra prima do primeiro disco recheada
nesta versão com mais guitarras e instrumentos
de sopro. Os teclados também aparecem mais e
falta a boa flauta do original. Talvez seja
R.I.P. a mais bela das canções italianas, e a
potente voz de Francesco nesta música é algo
fabuloso.
A terceira canção é outra bela escolha, "Il
Ragno", original do disco "Come in'ultima Cena",
também recebe uma boa versão.
"Cento Mani cento Occhi", lindíssima canção do
disco "Darwin" é outro achado, bela neste disco
como em poucos.
A quinta canção talvez seja a menos afortunada,
"Quando la Buona Gente Dice", bonita música do
"Come in'ultima Cena" ganha uma versão mais
orquestrada e acelerada, com forte participação
dos metais, mas mantém a grande qualidade do
álbum.
"Canto di Primavera" é daquelas músicas eternas,
a sexta na ordem do disco é a melhor versão
desta maravilhosa canção. Com a especialíssima
participação do genial ex-PFM Mauro Pagani, a
música é pura inspiração, de levar as lágrimas,
um dos pontos mais elevados do disco.
Segue-se outra instrumental de Vittorio e logo a
mais comercial e recente das músicas incluídas,
ainda assim de boa qualidade sobretudo pela
força das guitarras, segue-se "Moby Dick".
A nona escolhida abre como se não fosse a lugar
nenhum, mas quando os primeiros acordes da mais
famosa canção do Banco, do disco "Io Sono Nato
libero", começa, o público vai ao delírio, os
primeiros versos de "Non Mi Rompete" não tem a
voz famosa de Francesco e sim apenas o público,
em coro, é versão linda, com diversos solos que
a alongam e dão ares de suíte a esta balada
marcante. Destaque para o duelo de instrumentos.
Depois da pequena participação de Gianni Nocenzi
em uma instrumental de autoria do próprio, vem a
linda versão para outro clássico do "Darwin",
"750.000 Anni fa... L'Amore". Aplaudidíssima.
O disco se encerra como todo bom show, com
agradecimentos, apresentação dos convidados,
como uma grande festa e com duas canções
instrumentais clássicas do Banco.
Este disco mantém vivo o fã deste extraordinário
grupo, um dos melhores da história e,
certamente, um dos mais originais. O disco é
soberbo, um acerto e digna homenagem aos trinta
anos de carreira, aos trinta anos do primeiro
disco.
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