Vittorio Nocenzi - teclados/vocais. Gianni Nocenzi - teclados. Rodolfo Maltese - guitarra. Pierluigi Calderoni - bateria. Gianni Colaiacomo - baixo. Francesco Di Giacomo - vocais.


Faixas:
1-Ciclo (4:20)
2-Canto Di Primavera (5:30)
3- Sono La Bestia (4:35)
4- Niente (4:00)
5- E Mi Viene Da Pensare (3:20)
6-Interno Citta' (6:30)
7-Lungo Il Margine (4:50)
8-Circobanda (5:30)


Banco del Mutuo Soccorso - Canto di Primavera (1979)

Por rodrod


Depois de dois discos totalmente instrumentais, mais voltados para o fusion , Canto di Primavera marca o retorno da poderosa voz de Francesco Di Giacomo ao grupo. Também marca um período de transição para o Banco, que , a exemplo do que aconteceu com outros grupos prog, começava a procurar alternativas sonoras, uma vez que o progressivo já não estava mais no gosto das massas.

Assim o que temos em Canto di Primavera é a banda optando para um formato mais compacto para as composições , e utilizando em vários casos melodias mais leves e acessíveis ( Canto di Primavera, E Me Viene da Pensare). A influência fusion ainda é presente, como é verificável em Ciclo (brilhantemente emendada com a faixa-título), Circobanda e Interno Cittá.

Nessa busca por caminhos sonoros mais viáveis a banda alcança um resultando bem mais positivo que a maioria dos grupos que tentavam o mesmo (embora isso ocorra apenas nesse álbum - os discos do Banco na década de 80 são fraquíssimos) . As canções mais acessíveis são verdadeiras pérolas, com performances excelentes de Giacomo - aparentando querer mostrar serviço após seu afastamento- e instrumental impressivo: O solo de piano em E me Viene da Pensare é um dos mais belos momentos de toda a discografia da banda, instante de sensibilidade e virtuosismo simultâneos. Belos também são os teclados pungentes de Niente, canção mais dramática do álbum.

Um porém do disco é a timbragem dos teclados em certas músicas, que talvez represente a última moda da época, mas hoje soa um tanto estranha . Não é a toa que a extendida versão da faixa-título executada em turnês recentes, onde os teclados são substituídos pelo piano, soa muito superior a versão do disco (Quem ouvir o cd duplo Live in Mexico City , terá uma idéia do estou falando).

Mas de qualquer maneira Canto di Primavera é um disco bastante agradável de se ouvir , principalmente para os que não tiverem preconceito em ver o Banco em uma versão um pouco menos prolixa que nos trabalhos anteriores (embora mantendo a maior parte das características progressivas , o que não ocorreu nos trabalhos dos anos 80) .[img][/img]