Brasil, 1977.


Beto Guedes: bandolim, violão, guitarra, flauta, moog, vocais.
Toninho Horta: baixo, orquestracão e regência.
Robertinho Silva: bateria, percussão.
Vermelho: órgão e piano.
Flávio Venturini: piano.
Hely: bateria, percussão.
Zé Eduardo: violão, guitarra.
Faraó: moog.
Paulo Guimarães: flauta.
Novelli: piano. 
 


1. A Página do Relâmpago Elétrico (05:21)
2. Maria Solidária (03:01)
3. Choveu (04:25)
4. Chapéu de Sol (04:26)
5. Tanto (03:52)
6. Lumiar (03:25)
7. Bandolim (4:25)
8. Nascente (03:40)
9. Salve Rainha (03:02)
10. Belo Horizonte (02:33)


 

Beto Guedes

A página do relâmpago elétrico

 
Dados da resenha:
Autor: Stephen Hackett (Hackett); recebida em: 10/04/04.
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Primeiro disco da carreira de Beto Guedes, essa estréia não poderia ter sido mais inspirada.
Contando com a colaboração de um belo time de músicos e com músicas de sua autoria e de amigos como Milton Nascimento, Flávio Venturini e até de seu pai Godofredo Guedes(autor da última faixa, Belo Horizonte), esse trabalho é um exemplo da fortíssima influência que a música progressiva exerceu na história de muitos talentosos músicos mineiros da década de 70.O Clube da esquina – nome que representa e simboliza essa geração de músicos vindos de Minas Gerais – foi um movimento que teve entre seus maiores ícones,músicos e letristas como Milton Nascimento, Lô Borges, Wagner Tiso, Beto Guedes, Fernando Brant ,Márcio Borges e mais uma dezena de gente talentosa e irrequieta.
Beto Guedes foi sem dúvida um dos maiores nomes vindo dessa turma e apesar de ter lançado outros excelentes discos como Amor de índio, Sol de Primavera e Contos da Lua Vaga, é em A Página do Relâmpago Elétrico que Beto mais flerta com o som progressivo que nessas alturas(1977) já tinha vivido seu auge no mundo.
Vários são os destaques desse disco, Lumiar tornou-se um clássico da carreira de Beto Guedes e ainda é executada em qualquer um de seus shows, a faixa-título, música de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, começa num ritmo lento ao acompanhamento preciso de um violão e um chocalho contínuo, depois segue com a bateria e percussão duelando até o fim, trata-se de uma das mais interessantes canções de toda a carreira do cantor.
Neste disco temos 3 faixas instrumentais(Chapéu de sol,Bandolim e Belo Horizonte),sendo que Chapéu de sol(Beto Guedes/Flávio Venturini) é uma das mais lindas faixas já feitas no progressivo brasileiro(aqui já admitindo que esse trabalho poderia ser incluído sob tal rótulo).Ao som de moog, flautas e da bateria quebrada e sempre precisa de Robertinho Silva, a canção é a mais bela faixa instrumental da carreira de Beto Guedes(nesse disco ainda temos a faixa Bandolim, outra pérola!) e a segunda da carreira de Flávio Venturini(a primeira é 1974 do disco Criaturas da Noite do Terço, escrita também por Venturini).
Poderíamos descrever faixa a faixa pois todas são muito bonitas e muito bem tocadas, dignas de linhas e mais linhas de comentários positivos, porém, independente do rótulo indicado, independente se se viu esse cd à venda em prateleiras de MPB, Progressivo, Música Regional, etc, esse trabalho é sem dúvida um dos pontos altos da música feita no Brasil dos anos 70.