
Japão, 2001.
Músicos:
Wata - guitarra elétrica
Takeshi - baixo elétrico
Atsuo - bateria
Faixas:
1) Absolutego - 65:34
2) Dronevil 2 - 7:50
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Boris
Absolutego [Special
Low Frequency Version]
Dados da resenha:
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Nomeado a partir de uma
música dos Melvins, o insano
power trio
japanoise
Boris vem desde 1994 se afirmando como o
pináculo absoluto da cena
stoner/doom/sludge,
deixando a ver navios notórios terroristas
sônicos como Sleep, Earth, Thrones, Khanate,
Sunn, Electric Wizard ou High Rise. O álbum em
tela (o segundo em sua discografia, lançado
originalmente em 1996 pelo selo da banda -
Fangs Anal
Satan -, e depois em 2001 pela
norte-americana
Southern Lord)
é o mais agressivo e experimental destes mestres
da distorção inclemente, o que sem dúvida não
significa pouco, uma vez que o trio japonês leva
às últimas e mais extremas consequências o
ethos
delineado a princípio por bandas como Kyuss e
Melvins: ralentar ao máximo a batida 'sabbathiana'
e soterrá-la sob toneladas e mais toneladas de
microfonia implacável,
drones
abissais e devastadoras sonoridades graves; na
vertente nipônica, a receita ainda inclui
aterradoras injeções de psicodelia
dark side,
desvarios de
space rock nos confins do Universo e
brutais perversões industrialistas.
A primeira faixa do álbum é a devastadora
sinfonia do caos
Absolutego, com seus inacreditáveis 65 de
minutos de duração divididos em três movimentos.
O primeiro deles se desdobra num oceano
magmático de cataclísmicos
drones
de baixo ultra/mega/hiper-saturado e distorcido,
com intervenções crescentes de microfonia
guitarrística; na marca dos 25 minutos, a
bateria faz sua entrada triunfal e a banda
inicia o segundo movimento, tocando
in full effect
por 15 minutos uma massacrante
jam
psicosônica, com animalescos
wah wah's
de guitarras, explosões termonucleares de graves
ensandecidos e terremotos percussivos em
progressão geométrica; finalmente, uma
ensurdecedora avalanche de 25 minutos de
white noise
encerra este inesquecível monumento à virulência
sonora. A segunda faixa,
Dronevil 2, funciona como uma espécie de
coda
para sua antecessora, com seus quase 8 minutos
de sombrios
drones se arrastando como um dinossauro
ferido.
Enfim,
Absolutego [Special Low Frequency Version]
é distorção
brontossáurica em último estágio de
desespero elétrico, é
stoner metal
levado aos mais extremos paroxismos de
morosidade,
white noise e peso catatônico, é o
heavy metal
'sabbathiano' mergulhando no buraco negro da
devastação sônica por intermédio da espaçonave
transpsicodélica pilotada por Guru Guru & Cia.,
é uma nuvem radioativa de
drones
psicoativos de densidade máxima, é Melvins
in a bad mood
tocando mastodônticas covers de Flipper no
hospício central de um Estado totalitário
intergaláctico, é Godzilla devastando Tóquio sob
as benções cibernéticas de Tetsuo, é... SÓ
OUVINDO!!!!!
Alfredo RR de Sousa
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