
Brett
Garsed - Guitarra.
T.J. Helmerich - Guitarra. Gary Willis
- Baixo. Dennis Chambers - Bateria.
Scott Kinsey - Teclado. Virgil Donati -
Bateria em SighB.org.
Faixas:
1. Colliding Chimps (6:16)
2. tjhelmerich@earthlink.net (7:06)
3. Swarming Goblets (7:24)
4. SighB.org (7:14)
5. He's Havin' All That's His to Be Had (7:17)
6. Minx (9:11)
7. I Want a Pine Cone (6:46)
8. A Thousand Days (9:54)
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Brett Garsed/Dennis Chambers/Gary
Willis/Scott Kinsey/T.J. Helmerich- Uncle Moe´s
Space Ranch (2001) Por
Kotzen
A princípio, este álbum deveria ser o quarto
capítulo da parceria da excelente dupla de
guitarristas Brett Garsed e T. J. Helmerich. Os dois
primeiros trabalhos, Quid Pro Quo e Exempt, são
álbuns instrumentais já fora de catálogo (pois foram
lançados pela extinta Legato Records), enquanto o
terceiro, Under the Lash of Gravity, é um trabalho
bem distinto dos anteriores, apresentando vocais.
O australiano Brett Garsed, atualmente dono de um
magnífico timbre de Telecaster, já tocou com nomes
como Nelson, Bobby Rock e Derek Sherinian. Garsed
também é conhecido no underground guitarrístico por
ter participado do segundo Mike Varney Project,
intitulado Centrifugal Funk, ao lado de Frank
Gambale e Shawn Lane.
Helmerich, além de guitarrista, é um requisitado
engenheiro de gravação da área de Los Angeles, sendo
responsável por essa área em álbuns de bandas com o
Tribal Tech e o Gambale/Hamm/Smith.
Para completar o time, Garsed e Helmerich convocaram
ninguém menos do que o mestre da bateria Dennis
Chambers, o baixista Gary Willis e o tecladista
Scott Kinsey (estes dois últimos são integrantes do
Tribal Tech). O resultado? A parceria entre Garsed e
Helmerich acabou se transformando no mais irrestrito
álbum fusion e álbum solo já gravado, nas palavras
da Shrapnel Records. De fato, este trabalho é uma
verdadeira exploração de estruturas e solos não
convencionais, sendo absolutamente impecável em
termos de produção, composição, arranjos e
performances.
O álbum já abre com Dennis Chambers incendiando a
bateria em Colliding Chimps, seguindo-se um riff de
guitarra avassalador. Na seqüência, Garsed faz um
solo jazzístico simplesmente fantástico utilizando o
timbre limpo de sua Telecaster. Já foi o suficiente
para me convencer a acompanhar atentamente o seu
trabalho daqui pra frente. O resto da música é
marcado pela linha de baixo bizzarra, e todos os
membros têm a oportunidade de solar. Mais um momento
brilhante ocorre no solo de Scott Kinsey, onde
Dennis Chambers e Gary Willis fazem um groove
infernal enquanto o tecladista demonstra uma
criatividade impressionante em cima da harmonia
sugestiva.
A segunda faixa, tjhelmerich@earthlink.net, tem um
clima bem Tribal Tech, mas é marcada por um dos
solos de guitarra mais inventivos que eu já escutei
na vida. O responsável por essa maluquice, executada
com o devido abuso do whammy e da alavanca, é o
guitarrista que pretende receber mais e-mails com o
título da música. Em seguida, destaque para mais um
excelente solo de Gary Willis, acompanhado somente
pelas quebradas do baterista. A seguinte, Swarming
Goblets, alterna momentos pesados com solos mais
limpos, com um pequeno crunch. Novamente, há a
inserção de elementos do Tribal Tech.
Como se não bastasse a presença de Dennis Chambers,
que tem neste álbum uma das atuações mais
impressionantes da sua carreira, sem exagero, um tal
de um compatriota do Brett Garsed chamado Virgil
Donati vem fazer uma humilde participação na que eu
definiria como Fusion-Industrial SighB.Org. Se você
for um baterista, por favor escute essa música
preparado, porque esta é a típica "depois dessa eu
vou pra casa". Simplesmente não tenho comentários
diante de tanta técnica. Corrigindo, o Virgil Donati
não é da Austrália: é de outro planeta, só pode ser.
Após a boa mas não muito marcante He's Havin' All
That's His to Be Had, o quintento ataca em um
terreno mais progmetal em Minx. Dennis Chambers,
mais uma vez, toca de forma incendiária e
espetacular, mesmo fugindo ao seu estilo habitual.
Scott Kinsey presenteia o ouvinte com mais um solo
de extremo bom gosto, dobrado com um solfejo. No
mais, Garsed e Helmerich, fazem outros solos
memoráveis, desta vez apresentando sonoridades menos
jazzísticas, seguindo a orientação mais prog da
música, o que acaba lembrando bem vagamente algo
como o Liquid Tension Experiment.
As surpresas continuam quando uma fantástica levada
de violão inicia a música I Want a Pine Cone,
influenciada por Frank Zappa. Mais uma brilhante
bateria de Dennis Chambers se junta à maravilhosa
linha de baixo executada por Gary Willis. Os dois
dão um verdadeiro show no decorrer da música, na
alternância de levadas, grooves e quebradas,
enquanto Scott Kinsey mais uma vez é genial.
O álbum fecha com a "pop" e mais prog A Thousand
Days, que conta principalmente com o uso de um slide
por Brett Garsed. É uma espécie de pouso depois de
tantas músicas totalmente fora da convencionalidade.
Resumindo: se você gosta de fusion e está disposto a
ouvir uma incrível insanidade sem precedentes, corra
para procurar este álbum. Caso contrário, vale a
pena dar uma conferida apenas por conta das atuações
dos músicos envolvidos. Em termos de guitarra, fique
de olho em Brett Garsed e procure conhecer seus
trabalhos.
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