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Warren
Ham, vocal, flautas, sax, harmonica. Nick
Taylor, guitarras & wolf. Ed Grundy, baixo.
Steve Hill, teclados, melodica, disguises.
Rick Cobb, bateria. Randy Reeder, bateria.
William Ham, guitarra.
Faixas:
1. It'S
GONNA BE LOVE
2. SUNDAY SONG
3. PARALLAX
4. VOICES
5. STILLED BY WHIRLWIND TONGUES
6. GUESS WHAT I AM
7. LADY OF LOVE
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Bloodrock
- Whirlwind Tongues (1973)
Por zambinha
De
fato, estou e não estou falando da banda do
guitarrista de blues texano John Nitzinger. Com um
nome ligado ao hard rock e ao hard blues, o
Bloodrock construiu uma reputação sólida no cenário
do rock americano no início dos anos 70. John
saiu da banda logo após o primeiro trabalho
deixando-a a cargo da dupla Hill/Ham. Deste modo o
som foi progressivamente se modificando e a partir
de 1972, quando a banda gravou Passages, já
deveria ser considerada uma banda pop progressiva.
Em 1973, encontrava-me em frente de uma loja de
discos no bairro em que morava, esperando minha
condução após a aula, quando fui surpreendido
por uma linda progressão de um violão acrescido
de uma doce flauta. Não resisti e entrei na loja,
perdendo inclusive dois ônibus que me "serviam"
para chegar ao meu destino para checar o que era
aquilo. O lojista me mostrou o disco: gostei do
nome da banda, mas não do nome do disco:
Bloodrock/ Whirlwind tongues, um nome que
considerei muito complicado. Ouvi toda música
Stilled by Whirlwind Tongues e de fato adorei. Não
tinha dinheiro para compra-lo, mas prometi que o
faria assim que pudesse. Perguntei: saiu em
compacto esta ? e o lojista disse que não mas
tinha o L.P nacional, o que já era um grande
consolo.
Quando consegui finalmente adquiri-lo minha
impressão na época foi ligeiramente
decepcionante porque esperava um disco de "bloodrock"
e não de progressivo. Com efeito, incluindo
passagens jazzísticas, melodias sofisticadas,
harmonias delicadas e dissonantes com instrumentação
variada que inclui flauta, sax, harmônica,
timbres característicos do Hammond e apoio
orquestral, chegando a incluir a musica mais
progressiva dos Beatles , Eleanor Rigby, com um
arranjo bastante interessante este trabalho merce
ser admirado por todos os amantes da chamada
"musica para pessoas de bom gosto".
Depois de ouvir Jungle, musica que menos gostei na
época e que mais gosto hoje neste trabalho, você
não terá mais receio de considera-lo um
autentico progressivo americano do início dos
anos 70. Não é sinfônico e aproveita aspectos
da música pop de excelência e qualidade. Nesta
época o Bloodrock não vendia muitos discos,
embora tivéssemos este trabalho lançado em nosso
mercado ele parecia não ter muita força para
chamar a atenção do público, a não ser que
fortuitamente você estivesse esperando um ônibus...
Se você não conhece o Bloodrock, comece pelo
Whirlwind Tongues. A identidade desta banda será
algo patente e cristalino em seus ouvidos, além
do que você conseguirá sair do progressivo
tradicional e experimentar o que uma banda de rock
pode fazer com ele. |