|

Andrew
Latimer - guitarras
elétricas, acústicas, violão, flauta, vocais.
Andy Ward - baterias, percussão. Colin Bass
- baixo, vocais. Kit Watkins -
sintetizadores, mini-moog, sequenciadores
eletrônicos. Jan Schelhaas - piano acústico
e elétrico, mini-moog.
Faixas:
1. Wait (4:50)
2. Your Love Is Stranger Than Mine (3:14)
3. Eye Of The Storm (3:42)
4. Who We Are (7:26)
5. Survival (1:04)
6. Hymn Ho Her (5:23)
7. Neon Magic (4:39)
8. Remote Romance (4:01)
9. Ice (10:10)
|
Camel - I Can See Your House From
Here (1979) Por
Steve Hillage
"I can
see your house from here" é o oitavo album do
Camel e foi decerto que um dos trabalhos que
repercurtiu muito a banda, pois justamente nele
tinha saído um integrante que possuia uma vital
importância ao grupo e nada menos era que o
tecladista Pete Bardens (que estava na banda desde
1.971), além de ser um forte compositor para o
Camel sendo este fazendo um duo vital para a
grande parte das composições junto com o
guitarrista Andrew Latimer. A saída de Bardens
ocorreu precisamente na metade do ano de 1.978
próximo do mês de agosto quando havia saído seu
último album de estúdio ainda com o Camel
entitulado "Breathless" sentindo suas primeiras
diferenças musicais que ele já havia tendo desde o
album "Rain dances" (1.977), um deles é que
Bardens preferia ser algo mais voltado a música
americana e Latimer preferia manter a tradição da
música inglesa; e inevitavelmente o tecladista não
perde tempo e salta fora adquirindo uma carreira
solo que de cara acaba sendo um colaborador do
trabalho de "Van Morrison" em "Wavelenght" (1.978)
e só retornaria novamente ao Camel por uma curta
duração pelo ano de 1.984.
O detalhe é que Bardens havia saído numa ocasião
muito inesperada porque iniciava-se uma turnê de
"Breathless" e sem perder muito tempo o baixista
da ocasião Richard Sinclair (fundador do "Caravan"
e "Hatfield and the North") sugere a contratação
do tecladista Jan Schelhaas que vinha da banda
canterburiana chamada "Caravan" desde julho de
1.974, a mesma inclusive que fazia parte Richard,
além disso por ora foi reforçado o primo do
baixista e também fundador do "Caravan" e do
"Hatfield and the North" (por que será?), e
adicionam o tecladista Dave Sinclair e quando a
turnê terminava ocorriam mudanças muito fortes na
formação do Camel para a elaboração de "I can
see..." que se iniciariam as gravações no final de
1.978. Vale uma ressalva para Schelhaas: o músico
iniciou sua carreira em 1.969 com a "National Head
Band" gravando um trabalho chamado "Albert one"
(1.971) que continham inusitadamente 2 bateristas,
mas logo após esta gravação Schelhaas faz parte do
"Gary Moore Band" liderado pelo guitarrista Gary
Moore gravando também um album antes que se
associasse ao "Caravan".
Além dos músicos citados anteriormente também se
encontrava o instrumentista de sopro Mel Collins,
um session-man do instrumento que iniciou sua
carreira em 1.963 numa banda chamada "The
Stormsville Shakers", depois entrando e fundando o
"Circus" em 1.969 e participando com muitos outros
artistas sendo até um dos membros do "King
Crimson" e neste trabalho no caso já deixa de ser
membro integral. Um outro "Collins" estaria também
de forma ocasional neste trabalho e é simplesmente
até então o baterista do "Genesis", Phil Collins
que coopera com algumas percussões. Detalhe: na
época, Phil Collins estava gravando um trabalho
para o "Brand X", banda fusion que o genesiano
fundou e aqui ele parece ter ficado um tanto
contente por colocar alguns toques um tanto
jazzísticos. Peter Gabriel que foi o fundador do
"Genesis" e também quase que um líder da banda
após a sua saída teve uma ocasião de excursionar
solo junto com a banda "Happy the Man" trazendo
todos os músicos para fazer parte de sua banda
solo sendo estes se recusando e Kit Watkins é
justamente um dos integrantes que está presente
neste trabalho.
Dos membros originais estariam além de Latimer,
apenas o baterista Andy Ward e os dois pensam na
criatividade neste album que acabou sendo muito
diferente até a permanência de Bardens; além de
Schelhas que era pela avaliação dos dois músicos
muito competente eles apostam na inclusão de mais
um segundo tecladista já que acabaram por se
contentarem com a turnê de "Breathless" que
continham dois tecladistas, e assim é chamado Kit
Watkins que vinha da banda americana de rock
progressivo chamada "Happy the Man" que era também
um dos fundadores em 1.973 gravando 2 albums sendo
o último entitulado "Crafty hands" (1.978)
(detalhe: o "Genesis" no início dos anos 70 gravou
uma faixa com o nome desta banda e bem é provável
que foi retirado o nome desta para a criação então
do "Happy the Man").
Sairia Dave Sinclair que retornaria a sua banda
nativa, o "Caravan", e Richard Sinclair que sairia
a pedido do Camel sendo este fundando uma banda
camada "Native" (e mais tarde retornaria ao
"Caravan") estreiando no album "1st album" (1.979)
e sendo substituido por Colin Bass (na realidade
um dos motivos da saída do baixista anterior é que
Latimer sentiu que Richard Sinclair não dominava
com a excurção que estiveram fazendo em do album
"Breathless") que já havia trabalhado com uma
banda de country chamada "Clancy" gravando 2
albums desde 1.972 tendo várias transformações
tendo um dos membros, o tecladista Dave Skinner,
fazendo parte do "Roxy Music" de Bryan Ferry. Além
disso, passou a fazer parte da metade de 1.976 até
março do ano seguinte auxiliando o guitarrista da
banda francesa "Gong", Steve Hillage, resultando
um album ao vivo chamado "Live Herald" (1.979) e
em seguida permanecendo numa banda chamada "The
Casual Band" também num curto período de tempo e
sentindo o dinheiro curto quando surge a
oportunidade de substituir Richard Sinclair.
A produção do album foi feita por Rubert Hine
fazendo a mesma tarefa em trabalhos de artistas
como Kevin Ayers, "Cafe Jacques", "Quantum Jump" e
o ex-Genesis Anthony Phillips numa demonstração
muito esforçada neste trabalho do Camel tendo
auxílio de Peter Kelsey também cooperando com o
"Cafe Jacques", Brian Eno, Elton John, Linda
Ronstadt e outros e mais um segundo auxiliar,
Richard Austen. Eram ainda pertencentes do selo
Decca Records, o mesmo que pertencia o "Caravan"
(numa certa ocasião em palco Andrew chegou a citar
que o Camel deveria ser chamar "Caramel", tanto
que os músicos das duas bandas tinham boa
afinidades entre si).
A arte gráfica foi feita por Gered Mankowitz e
Adrian Boot retratando a recente saída de Pete
Bardens a banda já que o músico explorava também
no Camel alguns tímidos temas de space-rock como
um exemplo em "Lunar sea" no album "Moonmadness"
(1.976), isso sem contar que a banda também
colocou uma charge de um camelo vestido de
astronauta e além disso pode ser observado um
camelo dentro de uma espécie de disco voador
(induzindo um vinil) na capa do "Alive record"
(1.978). O astronauta cruxificado relacionava que
Bardens estava pretendendo inclusive se "prender"
no gênero musical citado anteriormente. Na época
inclusive fizeram de piada a capa do album se
referindo que o astronauta cruxificado (induzindo
Jesus Cristo) estaria chamando por diversas vezes
Bardens, sendo este chegando ao pé do cruxifixo e
então subindo mais na cruz se agarrando e
apavorado perguntando o que motivou a chamá-lo por
diversas vezes até que o astronauta cruxificado
(induzindo Jesus Cristo) pergunta: "É você mesmo,
Peter? Peter, eu posso ver sua casa daqui (I can
see your house from here) !". Evidentemente que
não se tratava de ser este fato mas a "Camel
Productions" achou a idéia mais cômica até então
para uma banda que sempre possuia sérias propostas
de gravações, consequentemente muitas pessoas se
sentiram muito ofendidas e lojas de gravções até
recusavam expor posters, cartazes e anúncios. Um
outro detalhe é que na trajetória solo de Bardens,
o ex-tecladista gravaria um album que se baseou no
conceito deste trabalho em "Seen on Earth" (1.986)
referindo-se em resposta tipo "Eu (também) posso
ver...". Observe que o título do album também tem
um significado hilário pois a maneira como o
astronauta está na capa deste trabalho parece ser
de fato uma espécie de satélite (sonda) artificial
espacial, o que entre palavras os mesmos da altura
como estão tendo alguém dentro poderiam ver as
coisas afora do espaço e o título faz sentido se
for bem analisado criteriosamente.
"I can see..." é sem dúvida alguma um dos albums
da banda gravado ainda nos anos 70 que está com a
presença razoável do pop visto que naqueles finais
dos anos 70 o advento punk estava "derrotando"
diversas bandas de rock progressivo tradicional
como "Yes", "Genesis", "Emerson, Lake & Palmer" e
muitas outras, talvez pelo fato da presença dos
dois tecladistas tenha feito com que a
originalidade da criatividade do tipo de formação
pudesse conquistar os fãs da banda já que havia a
saída do tecladista Pete Bardens um trabalho
antes. É verdade que os teclados de Bardens foram
muito vitais a banda uma vez que estava desde o
primeiro trabalho "Camel" (1.973), mas a banda
ainda possuia Andy Ward que tocava entre o leve e
o pesado e o album tem ainda um tanto da
sonoridade do que o grupo podia ainda manter com
esta nova formação que duraria até 1.981 que foi
gravado "Nude". Curiosidade: coincidentemente o
album ao longo do tempo teve o mesmo título "I can
see..." sugerido em trabalhos feito por outros
artistas como o guitarrista de fusion Pat Metheny
numa parceria feita com John Scofield em 1.993 e
uma banda inglesa recente chamada "The Scooters"
em 2.002 e hilariamente é considerado como o
melhor album da banda até então gravado.
"Wait" - justamente aqui no início deste trabalho,
nesta faixa já é bem observada a melodia do Camel
de uma forma pop e tendo uma parceria da
composição de John McBurnie que escreveu as
letras. McBurnie inclusive ajudou o ex-tecladista
do "Yes", Patrick Moraz, em seus albums solos como
o de sua estréia em "The history of I" (1.976)
gravado uma grande parte no Brasil com
percussionistas brasileiros. A princípio alguns
fãs acham um tanto estranha e seguindo um caminho
meio de estilo "New wave" e existe uma versão
gravada ao vivo em "Pressure points" (1.985). Tem
um estilo parecido com a faixa "Unevensong" em
"Rain dances" (1.977). O vocal principal é feito
por Colin Bass. Começa com uma entrada da banda
bem de a um estilo bem rock e relativamente
estruturado em seus dois refrões com os
integrantes num estilo meio em forma de coro
quando citam a palavra "Wait" que obviamente é o
título principal da faixa. Quando a banda entra na
parte solo instrumental esta é composta de 4 solos
alternados que faz sob uma disputa entre os dois
tecladistas, Schelhaas e Watkins, o primeiro e
terceiro são feitos por Watikns e o segundo e
quarto por Schelhaas e tocados coincidentemente
pelo mini-moog. Assim que finaliza o último solo a
banda retorna em liderança citando novamente a
palavra "Wait" e assim irão fazer uma melodia que
se tornará repetida até o final da faixa com
Latimer que vai solando com a guitarra.
"Your love is stranger than mine" - é a menor
faixa do album com pouco mais de 3 minutos de
duração como banda pois tem outra menor mas apenas
de arranjos de orquestração e inclusive a única
que possui a participação do instrumentista de
sopro Mel Collins e além disso pode ser observar
algumas percussões também feitas pelo outro
"Collins", Phil Collins. A faixa inclusive é
adorada por muitos, mesmo um tanto "melosa" mostra
ao mesmo tempo um lado do Camel que parece ter
dado sinais de enfraquecimento ao longo dos anos
70 para se preparar na sua própria melhoria ao que
viria nas décadas seguintes. Com a autoria de
quase todos os membros principais, exceto Watkins
tendo como o vocal principal liderado também por
Colin Bass. Começa de uma forma magnifica com os
dois tecladistas arpejando os acordes e sendo
acompanhados por todo o restante da banda quando
Bass inicia os vocais e feito sobre uma forma
cantada muito delicada feita pelos dois refrões
sendo que a próxima sequência vem a parte solo
instrumental que apresenta Mel Collins no saxofone
e irá finalizar a faixa. Observe que existe uma
outra percussão acompanhando Ward nas baterias e
de uma forma um tanto desordenada e justamente
onde que se percebe o Phil Collins.
"Eye of the storm" - instrumental, muito mélodica
e emotiva lembra algo do Camel já gravado em
"Mirage" (1.974) na faixa "Supertwister" é
composta exclusivamente por Kit Watkins que pôde
ser aproveitada em seu retorno com a sua banda de
origem, o "Happy the Man" após a sua saída no
Camel no album "3rd: Better Late" (1.984). Aqui
inclusive a banda ficou na forma de um quarteto o
que significa que Jan Schelhaas não está presente.
A música entretanto é tocada em 3 refrões e
incansavelmente por arpejos feitos pela guitarra
de Latimer que acompanha o solista e neste caso é
Watkins que toca o teclado como se estivesse
fazendo um instrumento de sopro. Os refrões
entretanto vão ficando crescentes e a uma certa
altura a percussão de Ward chega a ficar num
estilo bem ritmo de marcha.
"Who we are" - com quase 8 minutos de duração,
possivelmente um dos momentos bem glamourosos do
trabalho estão gravados nesta faixa num estilo
romântico e esperançoso sendo um tipo de melodia
que "agarra" o ouvinte pelos ouvidos e coração já
que a mesma possui uma orquestração feita por
arranjos muito delicados num estilo "Alan Parsons
Project". Iniciam com uma entrada introdutória
instrumental muito notória e empolgante com a
melodia repetindo-se por duas vezes quando o tema
fica um tanto tranquilo antes de receber Latimer
nos vocais tocando uma flauta e tocando um violão
acústico e vindo aos poucos a orquestração que é
responsabilizada por Simon Jeffes que trabalhou
junto por anos com "The Penguin Cafe Orchestra"
(detalhe: este faleceu em 1.997) e finalizando o
primeiro refrão e assim Latimer posteriormente
apresenta no final do mesmo um pouco de seu solo
de guitarra acústico e partindo para o segundo
refrão que está mais vibrante do que o primeiro.
Na parte solo instrumental a calmaria da banda é
muito enorme por uns instantes feitos pela
orquestração e que vai abrindo espaço aos poucos
para a banda retornar e finalizar a faixa
sucessivamente que tem no solo instrumental
Watkins com o sintetizador mini-moog.
"Survival" - instrumental, é a menor faixa do
album com um pouco mais de 1 minuto de duração.
Algo que de "volta as origens" do "Snow goose"
(1.975) tem apenas uma orquestra conduzida e feita
sob os arranjos de Simon Jeffes e liderado por
Gavin Wright e serve também de uma introduçaõ para
a próxmima faixa que também por sinal é melódica
sem a intromissão dos músicos do Camel.
"Hymn to her" - feita sobre uma parceria de
Latimer com Schelhaas, na realidade a faixa é bem
um estilo de "balada", meio a uma canção estilo de
amor. Inicia com a guitarra e bateria juntos que
coordenam o tema inicial, com o baixo e os
teclados numa melodia crescente que se torna
repentinamente tranquila com arpejos de piano de
Schelhaas tendo o vocal de Latimer fazendo os
refrões que quando terminam surgindo ao tema
inicial. No segundo refrão Latimer fica com os
músicos sob uma forma de coro que seguirá para a
parte solo instrumental onde percebe-se também uma
possível presença de Phil Collins na percussão ao
fundo tendo a guitarra iniciando o solo vindo
posteriormente os teclados de Watkins e retornando
novamente a guitarra de Latimer quando a banda
retorna ao tema que deu origem ao início da faixa
do qual finalizará a faixa.
"Neon magic" - uma outra parceria de Latimer com
Schelhaas, mas tendo Vivienne McAuliffe (trabalhou
também para o tecladista Patrick Moraz) como
responsável pelas letras. A faixa de maneira geral
é bem de um estilo também de rock, algo que
aparenta estar representando algo que seria do
final dos anos 70, mas soa ao mesmo tempo um tanto
de maneira estranha e bem simples, talvez da
maneira como é tocada em partes o ritmo da bateria
em seu início, algo que talvez foi uma experiência
para o Camel. Curiosidade: o final da faixa ouvida
em um volume alto apresentará um parquinho de
diversão com no fundo um órgão que está fazendo
uma melodia da faixa "Rhayader" do album "Snow
goose".
"Remote romance" - a faixa neste caso está mais
para o lado eletrônico do que para o acústico.
Fizeram uma melodia extremamente repetitiva com os
acordes que chegam a lembrar o "Devo", banda
inclusive que estava surgindo no meio musical no
final dos anos 70, algo do tipo gravado em albums
como "Oh no, it´s Devo" (1.982) ou "Shout"
(1.984). O curioso é que o "Devo" teve por alguns
de seus trabalhos o produtor e músico Brian Eno
(ex-Roxy Music) e o mesmo trabalhou com Latimer no
album "Rain Dances" na faixa chamada "Elke", um
tanto até ambiental, mas não aplicado aqui neste
caso. Foi feito em forma de quarteto, desta vez
sem a presença de Colin Bass e feita sobre a
parceria de Watkins. Eles utilizaram
sequenciadores eletrônicos e o vocoder durante a
gravação da mesma. O que possivelmente só não fez
com que a faixa fosse 100% eletrônica foi a
presença de Ward nas baterias, mas ainda assim
pouco se observa o acústico de uma maneira geral.
Pelo visto Latimer deve ter até gostado de gravar
pois em alguns momentos ele canta de uma maneira
muito alegremente e em determinado momento até ri
e quase perdendo o ritmo da música.
"Ice" - é a maior faixa do album com pouco mais de
10 minutos e é praticamente o último dos épicos
que a banda tenha gravado em momento de sua
carreira desde sua inserção ao meio musical, isso
sem contar a grande maioria dos fãs da banda que
também acreditam que isto seje verdade. Uma versão
ao vivo e que muito pouco se modificou está no
album ao vivo "Never let go" (1.993).
Instrumental, dramática e hipnotizante, realmente
é um das favoritas pelo público e com um dos
pontos também mais altos do album em si, isto
devido o fato da maneira como é tocada muito
lentamente. Latimer a sua experiência entre o
instrumento do qual mais toca entre o elétrico e o
acústico e a faixa foi inclusive gravada ao vivo.
Conta-se que Latimer quis desfazer desta faixa
para incluir neste album porque ele considerou o
início a notas do violão muito rápidas, mas os
produtores do trabalho com a ajuda também de Phil
Collins retrabalharam em cima da mesma e
mantiveram a o resto da maneira como ela foi
gravada. Falando-se em Phil Collins, do "Genesis",
a música ficou a um estilo do que o também
guitarrista do "Genesis", Steve Hackett, fez em
algo também em "Spectral morning" (1.979), sem
dúvidas de que Latimer estava realmente com muita
liberdade de poder expressar algo mais cativante
para uma faixa instrumental agora sem o tecladista
Peter Bardens. A ordem dos solos instrumentais é:
Schelhaas, Watkins e Latimer.
|