
Itália, 1973.
Músicos:
Enrico Rosa: guitarra,
vocais, melotrom
Alfredo Barducci:
trombone, flauta,
piano, órgão, vocais
Paul Richard: baixo, vocais
Mauro Sarti: bateria, percussão, flauta,
vocais
Carlo Felice Marcovecchio: bateria,
percussão, vocais
Faixas:
1. Primo Tempo
(8:10)
2. Secundo Tempo (3:20)
3. Terzo Tempo (6:20)
4. Quarto Tempo (3:15)
5. Quinto Tempo (5:58)
6. Sesto Tempo (5:12)
7. Settimo Tempo (8:28)
Tempo total:
40:43
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Campo di Marte
Campo di
Marte
Dados da resenha:
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Nos anos 70, tantos foram
os temas de discussão, que acabaram sendo
reproduzidos nos discos, a maioria tomada como
ideais, que suscitaram emoções que foram capazes
até de formar movimentos de grupo. Alguns
morreram com o tempo, outros permanecem até os
dias de hoje, como por exemplo o da paz.
Não se sabe se o nome do grupo inclua o
mitológico deus da guerra como manifesto de
luta, mas o textos e a atmosfera levam para esse
lado realmente.
Estranha a escolha dos títulos: Uma numeração em
tempos (do primeiro ao sétimo).
É formidável a vontade do grupo de propor um
trabalho variado e original: Muitas composições
(como por exemplo "Primo tempo") se desenvolvem
em mais temas, ligeiros e pesados, acústicos e
elétricos, lentos e mais longos. Se nota uma
atmosfera extremamente tirada (... Quase de um
campo de batalha...) com guitarras distorcidas
em primeiro plano acompanhadas de longas
cavalgadas de baixo e bateria com ótimos
teclados, enquanto que as flautas se cruzam os
cornos num sutil mosaico de notas em "Secondo
tempo" e "Quinto tempo".
Há ainda acenos para fora do progressivo:
"Quarto tempo" tem uma apronta clássica enquanto
"Sétimo tempo" quase jazz, ao menos em algumas
partes. Há ainda algumas intervenções de
guitarra que não podem catalogar como rock e se
nota já desde a primeira audição uma mercada
diferença entre o violão, sempre linear, preciso
e limpo e a guitarra, potente e, em algumas
partes, quase maltratada. Basta sentir o início
de "Terzo tempo" (a faixa melhor do disco ao
lado de "Settimo tempo"). Um sólo inicial,
caótico e perfeccionista ao mesmo tempo, que
introduz ao belíssimo canto com ótimas partes de
piano. Assinala-se ainda o grandioso sólo
central que leva para o enérgico início.
Um disco aconselhadíssimo a todos fãs do
progressivo italiano. A qualidade em muito se
deve a Enrico Rosa, grande idealizador da obra e
da volta da banda para 2003!!! Uma ótima
notícia!!!
Dados da resenha:
Autor:
v00;
recebida em:
04/12/04.
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O Campo di Marte assim
como Museo Rosenbach, Maxophone, Racomandata
Ricevuta Ritorno, entre outras, lançou apenas um
disco de estúdio, mas não um disco qualquer.
Este álbum é muito bem composto e junta trechos
pesados com trechos sinfônicos, por meio da
flauta e do trombone, lembrando o único disco da
banda Maxophone. As letras criticam as guerras.
Muito recomendado para quem aprecia o
progressivo sinfônico.
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