Kadhu - vocal, baixo, esraj, sitara, harmonica. Kiko - guitarra, vocal. Boxexa - teclados, vocal, piano (faixa 14). Bhydhu - bateria, percussão, flauta.

Convidados:
Lincoln Meirelles - piano, orgão Eminet 650 e teclados. Lrstoff Silva - violão de 6 e 12 cordas, vocal. Robson Fonseca Ferreira - cello. Lucio Gomes - baixo acústico. Antonio Carlos Magalhães - harpsichord. Chico Amaral - saxofone. Anor Luciano Junior - trompete.


Faixas:
1. Prologue
2. From the Hands of God
3. Knights Nightmare
4. King's Song
5. King's Fugue
6. She Smiled
7. Guinevere
8. Marriage
9. Show Me Where Love Lives
10. Lily Fears
11. The Warning
12. March Of Despair
a) She's Coming!
b) Cool Down Emily Whith
c) Song Of Despair
13. Apocalypstic Man
14. Alberich's Blues
15. Letter To Marion
16. In The Gates Of Hell
17. The Last Battle
18. The Great Gates Of Freedom


Cartoon - Bigorna (2002)

Por Relayer

Segundo álbum da banda Cartoon é uma ópera rock baseada no conto do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda sendo feita de uma forma parodiada (já notada na substituição da famosa espada presa na pedra por um martelo preso a uma bigorna).

Há algumas diferenças na sonoridade do grupo em comparação com o primeiro álbum, uma delas é a substituição do guitarrista Vlad por Kiko que é menos "aventuroso" e mais ortodoxo no que diz respeito ao rock progressivo sinfônico, outra é a utilização da língua inglesa em todo o álbum inclusive no encarte dando a idea de que o grupo está tentando atingir um público internacional. O vocal de Kadhu é sempre impressionante, constantemente variando seu timbre e explorando-os de forma extrema nas também excelentes linha vocais. Há também mais espaço para o teclado de Boxexa que aqui se consolida como um dos melhores tecladistas nacionais de progressivo.

Em uma análise mais pessoal diria que é um bom álbum, mas noto uma preucupação em agradar um público mais abrangente, certamente alguem fora do Brasil com certo gosto por progressivo sinfônico irá gostar deste álbum, mas não tenho muito certeza se iria gostar do primeiro pela maior mescla de estilos, a originalidade apresentada, e evidentemente pela nossa estranha língua. Isso é bom para quem procura um bom progressivo sinfônico, mas é ruim para os fans da banda como eu que gostavam da originalidade diretamente ligada as influências nacionais da banda.