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Andy
Ward, bateria, percussão; Doug Ferguson,
baixo e vocal; Peter Bardens, orgão,
mellotron, VCS3 synthetiser, vocal; Andy Latimer, guitarras,
vocal
Faixas:
1. Slow Yourself Down
2. Mystic Queen
3. Six Ate
4. Separation
5. Never Let Go
6. Curiosity
7. Arubaluba
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Camel
- Camel (1973)
Por Relayer
O
auto-entitulado álbum 'Camel' é o primeiro desta
banda e certamente está entre seus melhores,
apesar de não ter vendido muito na época
apresentava já um excelente grupo com característica
própria. A força principal deste album é o fantástico
orgão de Bardens, destaque para as músicas
"SixAte" e "Arubaluba", ambas
intrumentais. É excencial mencionar que o Camel não
possuia um vocalista (isso por opção pois até
audicionaram alguns, mas prefiriram continuar sem
um frontman)
quem cantava eram os próprios integrantes da
banda, limitadamente, mas que de forma alguma
comprometiam a sonoridade geral, o que é notado
na agradabilíssima salsa-prog "Slow Yourself
Down" cantada por Latimer. Latimer que já se
mostrava um excelente guitarrista, mas ainda um
pouco encabulado em suas performances.
O álbum da
espaço para muita improvisação, o que é ótimo
pois Peter Bardens, principalmente, e
Andrew Latimer são impecáveis no assunto. No
geral Camel é cheio de ótimas passagens
instrumentais e improvisações, as vezes beirando
o jazz-rock. Um excelente álbum para conhecer
banda e suas propostas.
Por
Waters
Floyd
Este
primeiro álbum do grupo inglês já dava as
coordenadas do que seria o som da banda em toda a
sua trajetória: um rock sofisticado seguindo uma
tendência jazzística e a linha canterbury, com
destaque para a maravilhosa e suave flauta de Andy
Latimer, marca registrada no som CAMEL. O subseqüente,
Mirage (1974), mostrou um salto abrupto dado pelo
conjunto em termos de qualidade no processo de
composição e elaboração do som e vocais mais
evidentes. Já em "The Snow Goose"
(1975) e "Moonmadness" (1976), o grupo
mostrou seu lado mais sinfônico nas belas canções
dos quais fazem parte. Todos os instrumentos do
Camel sempre funcionaram muito bem juntos, com
demonstrações de agilidade e destreza e de altíssima
qualidade entre os membros da fase clássica
(1972-1976). Parecem sempre tocar as notas certas
na hora certa (eu ia afirmar isso somente em relação
ao tecladista Peter Bardens mas na última hora,
achei injustiça com os demais, pois
instrumentalmente, todos se equivalem, cada qual
na sua função). Este álbum de estréia,
portanto, já apresentava canções que
identificava cada integrante, pois os vocais foram
revezados entre Peter, Andy Latimer e Doug na
medida exata. Mas o Camel, como todos sabem,
sempre preferiu trabalhar em cima de temas
inteiramente instrumentais, pois a voz nunca foi o
forte de nenhum dos integrantes, embora eu pense
que não comprometa de forma alguma! Pelo contrário,
eu diria que a entrada do ex-Caravan Richard
Sinclair em 1977, embora seja realmente um
vocalista, só contribuiu para quebrar a
identidade da fase clássica da banda, cujos
vocais eram agradavelmente intercalados pelos
membros originais, muito mais a cara do grupo do
que Richard. Percebemos neste primeiro álbum
influências fortes de jazz na deliciosa "Six
Ate", de hard rock em "Separation"
chegando até a lembrar "Iron Maiden"
(reparem no riff de guitarra de Latimer).
"Curiosity" já é algo bem próximo do
"Gentle Giant", diria eu! A melhor faixa
do disco na minha opinião é a última,
"Arubaluba": um instrumental enérgico
lembrando muito o eficiente hard blues do
"Atomic Rooster"! "Never Let
Go" dá prioridade às harmonias melódicas
nos vocais de Bardens. O Camel nunca teve um
estilo progressivo de alta complexidade, mas a
grande tacada do grupo sempre foi explorar temas
instrumentais de extremo bom gosto, perfeitamente
conjugados entre flauta, guitarra e teclados!! |