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Andrew
Latimer, guitarra, vocais, flauta, koto,
teclados
Andy Ward, bateria, percussão
Colin Bass, contrabaixo, vocais
Mel Collins, flauta, saxofone
Duncan Mackay, teclados
Faixas:
1. City Life
2. Nude
3. Drafted
4. Docks
5. Beached
6. Landscapes
7. Changing Places
8. Pomp & Circumstance
9. Please Come Home
10. Reflections
11. Captured
12. The Homecoming
13. Lies
The Last Farewell:
14. The Birthday Cake
15. Nude's Return
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Camel
- Nude (1981)
Por Mindflash
Este
álbum pode não se qualificar entre as principais
obras do Camel, mas é muito querido por mim, pela
presença de duas das minhas canções preferidas
dessa banda.
O álbum é conceitual, baseado numa história verídica
em que um ex-combatente da Segunda Guerra foi
encontrado 29 anos após seu sumiço, numa ilha do
Pacífico na qual ocorrera uma batalha em que ele
se perdeu do batalhão. Voltando a civilização,
ele se sente deslocado e retorna à sua ilha. Tem
poucas canções, e bastante passagens
instrumentais.
A primeira faixa tem uma sonoridade ainda um pouco
pop, sob influência da mudança de sonoridade na
banda (como na maioria das bandas da época), se
voltando à canções menos complexas e mais acessíveis.
Não deixa de ser, no entanto, apaixonante e de
extremo bom gosto, na minha opinião.
Segue-se a terceira faixa (ligada pela curtíssima
Nude), uma outra belíssima canção, ainda que
mais lenta e melódica, com sons mais simples e
uma guitarra mais lenta em diversos trechos (a la
David Gilmour). É definitivamente uma das músicas
mais emotivas do grupo, e confesso que fico tocado
com a linha de guitarra que segue-se a terminar a
faixa.
A quarta faixa é instrumental, com uma sonoridade
mais perturbada, carregada pelo contrabaixo,
guitarras psicodélicas e teclados ora caóticos,
ora apoteóticos.
Segue-se a quinta, Beached, com uma sonoridade
mais próxima dos primeiros discos da banda, com
bastante improviso de guitarra.
A sexta faixa, Landscapes, retorna ao aspecto melódico,
com um agradabilíssimo som de flauta, que evolui
a um toque mais tribal na sétima faixa, Changing
Places, com percussão e um sopro mais nervoso. A
presença da flauta continua na oitava faixa,
agora com teclados, que vão se silenciando, dando
graças a volta dos vocais no disco, na curta nona
faixa, Please Come Home.
De volta aos instrumentais, a décima faixa é
basicamente composta de teclados e um tema de
guitarra que completa e encerra a faixa, que dá
início a uma das melhores, senão a melhor faixa
progressiva do disco, Captured, com uma levada bem
típica do rock sinfônico.
A faixa 12 é puramente a performance de sons
representando uma banda militar comemorando, como
o próprio nome diz, a volta para casa. Segue-se a
faixa 13, Lies, outro ponto alto do disco, uma das
poucas faixas com vocais, também costuma lembrar
o som do Pink Floyd da segunda metade dos anos 70.
O disco tem seu fim com a curta faixa 14 que dá
início a última, Nude's Return, com um tema melódico
simples na guitarra, e agradáveis arranjos de
teclado, que adornam a melodia que vai se
apagando, encerrando a obra.
Nude talvez não seja o álbum ideal para fazer
alguém amar essa banda, nem é um grande exemplo
de inovação e originalidade sonora, mas se
destaca na minha opinião como um retorno as idéias
do rock progressivo, resgatando os elementos melódicos
e sinfônicos, sem exagero no uso da eletrônica e
das letras pop como nos álbuns recentes a este.
Pra mim, ele valeria até somente pelas faixas
iniciais, que soam como obras primas aos meus
ouvidos. Talvez, se não fosse tão instrumental,
poderia ter se tornado um tesouro de belas canções
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