David
Gilmour – Guitarra, Teclados, Vocais. Rick
Wills – Baixo, Vocal. Willie
Wilson – Bateria, percursão. Carleno
Willians, Debbie Doss e Shirley Roden–
Backing-Vocals em “There's No Way Out of Here”
e “So Far Away”. Mick
Weaver – Piano em “So Far Away”.
Faixas:
1. Mihalis (Gilmour) - 5:46
2. There's No Way Out of Here (Baker) - 5:08
3. Cry from the Street (Gilmour/Stuart) - 5:13
4. So Far Away (Gilmour) - 6:05
5. Short and Sweet (Gilmour/R.Harper) - 5:30
6. Raise My Rent (Gilmour) - 5:33
7. No Way (Gilmour) - 5:32
8. It's Deafinitely (Gilmour) - 4:37
9. I Can't Breathe Anymore (Gilmour) - 3:05
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David
Gilmour
- David Gilmour (1978) Por
Cavalo
Alado
Quando ainda era um garoto, em 1963 em meio a
explosão da Beatlemania, David formou sua
primeira banda que segundo ele “Era uma bandinha
horrível!!, mas que tinha o mérito de abrir um
concerto para Paul Simon em inicio de carreira
!!”. O nome da banda era Joker's Wild e chegaram
a gravar um mini-lp que na época vendeu apenas 50
cópias. Na verdade foram compradas por amigos e
parentes. Ao que parecia,eles chegaram a ser
sondados pelo empresário dos Beatles, Brian
Epstein,que era homossexual não-declarado, e que
empresariava também varias bandas como Gerry and
the Packermaker, entre outros. Comentava-se que
Brian estava mais interessado no visual de David
do que no som da banda que era bem ao estilo pop
beat, como nos primeiros anos de Beatles. A banda
tinha alem de David na Guitarra, Rick Wills no
Baixo, John Willie Wilson na Bateria e David
Altham nos vocais e se apresentou em vários
lugares sem expectativa alguma de obter sucesso
comercial. Com a saída do vocalista D. Althan em
67, eles se tornam um trio, com David assumindo os
vocais e agora passam a se chamar Bullitt, até
que um dia, começo de 68, um amigo de David o
convida a integrar sua banda e assim, os Bullitt
se separam em definitivo.O amigo em questão era
Syd Barret líder do Pink Floyd.
Mas você deve se perguntar, para que biografar o
inicio de carreira de Gilmour se o assunto aqui é
o seu disco de estréia solo. Ora, simplesmente
por que o seu disco de estréia de 1978 foi
gravado nada mais nada menos pelos proprios
Bullitt !! Sim ! David reuniu os velhos
companheiros de vacas magras para gravar seu
disco, e assim, pode matar a saudade dos
companheiros que a dez anos não tocavam juntos.
Claro que o som seria bem diferente agora, mas a
verdade é que depois que o Pink floyd lançou
seus clássicos The dark Side of the Moon e Wish
you where here, vazou a história de que David já
era mais velho de guerra do que se pensava e que já
tinha material gravado muito antes de se pensar
existir o que seria o Pink Floyd. E por essa ração
os fãns da banda exigiam de qualquer maneira o
relançamento do disco dos Joker´s Wild e assim
foi feito, só que em edição limitada. Esse lançamento
não agradou muito David já que eram musicas
totalmente diferentes e que no entender dele não
havia nenhuma razão para se relançar tal
material que não acrescentava em nada, pelo
contrario, poderia decepcionar muitos fãs do
guitarrista, mas é claro que isso não
convenceria nenhum fã ardoroso.
Mesmo sendo um musico do gênero rock progressivo,
poderíamos dizer que Gilmour em sua estreia solo
estava “regressivo”, voltando as oringens, no
que diz respeito a fazer canções mais simples,
para equilibrar a balança com as recentes e
cansativas turnês grandiosas do Floyd.
David estava com uma alta estima elevada, já que
alem de ser um excepcional guitarrista melódico,
se destacava como um ótimo cantor e compositor.
Porem, um disco solo naquele momento viria bem a
calhar, pois tinha varias razões para tal, como
por exemplo, responder as criticas que naquele
momento começava a duvidar de sua capacidade como
compositor, já que no ultimo disco lançado pelo
Pink Floyd, Animals -77, mesmo tendo um excelente
trabalho de guitarras, todas as musicas eram
assinadas por Roger Waters, com exceção de uma,
Dogs, parceria com David. Outro motivo era alem de
rever os amigos,trazer a atenção da mídia para
esse disco, ao invéz da aventura adolecente dos
Joker´s Wild recém relançada. Os compromissos
com o Pink floyd iria demorar um pouco mais. Só
voltaria para gravar The Wall em 79, dando tempo
suficiente para gravar canções que talvez não
fosse “Pink Floyd o suficiente”, e que teria
de repente mais coerência com o momento de David,
e ele esperava que houve-se uma certa valorização
do compositor Gilmour. Mas o certo é que o tiro
acabou saindo pela culatra. David perdeu
totalmente autonomia dentro da banda quando
decidiram voltar, Waters não era mais o mesmo. Ao
invéz de lançar um material solo como os outros,
guardou as canções e assim, com seu profundo
conhecimento em produção e arranjo, e com uma
mala cheia de canções, ninguém tinha a menor
duvida que ele monopolizou o Pink Floyd. E daí
para diante a banda deixou de ser unida como
antes. Havia supremacia de Waters em Animals, mas
neste trabalho havia ainda um sentimento de banda,
porem ponto que culminou no The
Wall , acabou por expludir no Final
Cut mudou os rumos da historia da banda.
Sobre o desmanche dos Bullitt em 67, o baixista
Rick Wills e o batera John Willie Wilson,
montariam a banda Cochise em 69, uma banda que
tocava na onda do Creedence, e que chegou a obter
um relativo sucesso na época, lançando alguns
bons discos hoje classicos. Rick ainda tocaria com
Peter Frampton e integraria duas grandes bandas, o
Roxy Music e Small faces. E ainda, depois de
colaborar com David, integraria a formação do
Foreigner e Bad Company.
A arte gráfica do disco, mostra como Gilmour
estava unido com seus companheiros naquele
momento. O trio esta na capa com um descaque
obviamente para David, e na capa interna do disco
ha varias fotos em momentos de descontração e
ainda uma foto de David da Época dos Joker´s
Wild.
O Disco abre com Mihalis
canção instrumental com aquela base de
Stratocaster com timbre limpo e suave. Começa a
melhorar quando sai das bases repetitivas e começa
os solos improvisados de David sempre encaixando
notas de bom gosto absurdo. A cozinha baixo e
batera é competente, mas faz um serviço modesto.
Gilmour usa e abusa do reverb.
There's No Way
Out of Here é um dos melhores momentos do
album, pois a guitarra esta mais tensa e contrasta
com os vocais suaves de David. Bom trabalho de
backing-vocals.
Cry from the
Street, tem guitarras distorcidas e
teclados climáticos , com nuances e mudanças
contantes de cadencia. É algo mais para o rock,
mas que caberia bem num disco do Floyd.
So Far Away
é uma balada linda que depois de ouvi-la duas
vezes seguidas, é capaz dela ela não sair da
cabeça. Um ótimo arranjo e interpretação como
poucas dentro do repertorio de David. Tem
guitarras dobradas exatamente como tem no Animals
do Pink Floyd.
Short and Sweet,
começa impressionando com uma guitarra
distorcida, em uma serie de pausas. Logo depois
entra um instrumento de cada vez, mas logo cai no
erro da repetição, parecendo quase um mantra que
nunca muda de direção. É talvez o ponto fraco
do disco.
Raise My Rent
, inicio com uma base dedilhada com teclados para
David voar com seus solos que inclusive é muito
semelhante a alguns temas do The Wall. É um
deleite para quem é fã da guitarra do chamado
por muito como “O rei da guitarra melódica”
No Way,
parece ter alguma intenção country, percebe-se
que a guitarra é quem acaba roubando mesmo a
cena. Lembra muito coisas do Jeff Beck, mas com o
pé no freio obviamente. Boa canção, apesar de não
ser nada de excepcional.
It's Deafinitely,
outra faixa mais roqueira, começa com um
sintetizador misturando mini-moogs em uma parede
sonora com a base de Gilmour. Depois endra David
fazendo o que sabe fazer melhor que é criar suas
belas frases pentatonicos mas com com a diferença
desta faixa ser mais experimental do que as
demais..
I Can't Breathe
Anymore, encerra o disco, começando de uma
maneira meio repetitiva e não contagia muito,
para depois vir um riff pesado de guitarra
distorcida. É curioso, mas apesar da sonoridade não
ter nada de parecido, ela lembra um pouco o jeito
de compor de Syd Barret em seus discos solos,
seguindo a linha te tema sem refrão e mudança drástica
de andamento.
Este disco foi muito injustiçado pela comparação
inevitável e sem o menor sentido com o Pink
Floyd. É um disco com toques que lembra muito de
fato a banda, mas Coloca-lo no mesmo peso que um
disco da banda é desnecessário, já que as
informações aqui são outras. O curioso é que
os poucos vacilos deste disco, acaba sendo muito
repetido a exaustão no segundo disco de David, o
inferior About A Face –84.
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