Eslovênia,
1989.
Músicos:
“Mr.
Doctor”?!: Vocal
(Homem Das Mil Vozes), Órgão,
Composição.
Edoardo
Beato: Piano
Sasha
Olenjuk: 1
Violino
Katia
Giubbilei: 2
Violino
Bor
Zuljan: Guitarra
Albert
Dorigo: Guitarra
Jani
Hace: Baixo
Davor
Klaric: Teclados
Lucko
Kodermac: Bateria
WITH:
Paolo
Zizich: Vocal
De Apoio
Mojca
Slobko: Harpa
“THE DEVIL
CHORUS” Conduzido Por: Marian Bunic
Faixas:
The
Girl Who Was... Death (38:48)
+ 26:20 of Silence + 1:56
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Devil
Doll
The Girl Who
Was... Death
Dados da resenha:
Autor:
Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel
Schmitt); recebida
em: 29/07/2006.
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O álbum de estreia do Devil Doll não é fácil de digerir, uma vez que
não tem comparação, e qualquer descrição da banda e do Mr. Doctor
ficaria pequena aqui. Aliás como próprio diz: “A description doesn't
do it justice” (Uma descrição não faz justiça. Porém mais
impressionante que o som da banda, é o vocal do Mr. Doctor. Usando sua
voz como um instrumento, é ele quem dá a tônica de todo o clima das
músicas. Conhecido como o homem de mil vozes, ele consegue criar todo
tipo de voz (criança, mulher, demoníaca, angelical, tenor, etc...) e
oscilar isso numa mesma frase.
O álbum tem apenas uma música com períodos de silêncio. Retirando a
parte ‘silenciosa’, temos 39 minutos que totalizam um épico que leva o
mesmo nome do disco. A curiosidade é que só um disco da banda tem mais
de uma música o Eliogabalus que tem duas músicas.
“The Girl...” em sua longa duração mostra-se uma trilha sonora para
seus pesadelos, com momentos hora tensos e hora engraçada chegando a
níveis circenses em alguns momentos. Apesar de sua longa duração o
álbum não cansa, pois os andamentos mudam com muita freqüência, o que é
uma característica maçante da banda.
É importante lembrar que Mr. Doctor, nesse álbum e em todos os
outros, compõe todas as músicas, e TODAS as letras são de autoria dele,
não é exagero falar que a banda é um grupo de apoio, para Mr. Doctor,
trazer ao mundo suas demências criações.
O conceito do álbum gira em torno de uma trama de morte,
surrealismo, e mais morte. Mr. Doctor é um grande apreciador de filmes
de horror, sobretudo branco e preto, esse álbum foi todo inspirado no
episódio 15: The Girl Who Was... Death, de uma série chamada “The
Prisoner”, série essa de grande apreciação da parte de Doctor. Sim, eu
nunca assisti tal série, mais informações em inglês sobre álbum e série
aqui.
É difícil determinar na música onde começa e termina cada uma das
partes que compõem o épico, visto que a mesma é por demais fragmentada.
The Girl... conjura em um só tempo uma mescla de inocência e malicia, e
tendo isso como base para ouvir uma obra tão fora de padrões como esse
disco o resultado pode ser muito interessante.
Por fim pego de empréstimo essa excelente citação do saudoso mestre
Valdir Zamboni sobre a banda em seu excelente review sobre o não menos
excelente Dies Irae:
| zambinha escreveu: |
| Você
certamente não encontrará nada parecido no rock. A música é
deslumbrante, mas aviso os curiosos que ela pode alterar seu estado
mental! |
Concordo.
Gabriel Schmitt.
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