Fabrizio Pellicciaro, vocais, guitarra,violão e flauta. Marco Angelone, guitarra elétrica e violão clássico. Fabiano Cudazzo, Teclados. Maurizio Di Tollo, bateria e percussão, vocais de apoio; Salvatore Marchesani, baixo;

Com:
Luca Latini, flauta.


Faixas:
1- Allegro con brio (5:56)
2- Phoebus (9:24)
3- Melodia di fine autunno (8:42)
4- Aria e vento (13:24)
5- 5 / 5 / 1555 (11:32)

 

Todas as faixas compostas por Fabrizio Pellicciaro


Distillerie di Malto  - Il Manuale dei Piccoli Discorsi (2001)

Por rodrod

Grupo contemporâneo surgido em 1988 na pequena cidade litorãnea de Ortona (Sudeste da Itália), o Distillerie di Malto teve várias formações até conseguir gravar seu primeiro cd, Manuale Dei Piccoli Discorsi (produção independente de 2001), sempre liderados pelo compositor, guitarrista, cantor e flautista Fabrizio Pellicciaro .
Esse disco de estréia apresenta uma proposta musical calcada numa simbiose entre sonoridades pesadas(embora não guarde grande semelhanças com grupos de metal progressivo), e um enfoque vintage do prog, explicitado nas freqüentes aparições do moog, do órgão elétrico e na própria timbragem das guitarras, quando pesadas remetendo mais ao Black Sabbath do que a Metallica ou qualquer coisa mais moderna, quando leves ( com na faixa 3) trazendo ecos da singeleza hackettiana, talvez howeana.
Essas suas diretrizes musicais, é claro, não permitem que os caracterizemos como um grupo inteiramente original e ousado (apesar de algumas passagens dissonantes que se mais constantes fossem os distanciaria do prog mais tradicional). No entanto, salta aos olhos a extrema competência e criatividade com que o grupo consegue trabalhar essas formas estabelecidas: As composições são marcantes, muito fortes e estruturadas de forma coesa, sem passagens soando inúteis ou fora de contexto, algo que, embora seja fundamental no progressivo, infelizmente nem sempre é tão comum vermos na prática, principalmente em músicas com um grau considerável de complexidade,como é o caso das do Distillieri.
Tudo isso em conta, pode-se considerar essa estréia do Distillerie di Malto bastante promissora e recomendável , principalmente aos entusiasmados com a cena italiana contemporânea, que já trouxe a tona expoentes como DFA e A Piedi Nudi.