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Jon
Lord - teclados
Ian Gillan - vocais
Richie Blackmore - guitarra
Roger Glover - baixo
Ian Paice - bateria
The Royal Philharmonic Orchestra
Malcolm Arnold - condutor
Faixas:
CD 1 (*)
1. Intro - 3:28
2. Hush (Joe South) - 4:40
3. Wring that neck (Blackmore, Lord, Simper,
Paice) -13:24
4. Child in time Blackmore, Gillan, Glover, Lord,
Paice) - 12:02
CD 2 (Concerto For Group And Orchestra)
1. First movement: Allegro (Jon Lord) - 19:22
2. Second movement: Andante (Lord) - 19:11
3. Third movement: Vivace - Presto (Lord) - 13:09
4. Encore : Third movement (Lord) - 5:53
(*)
não incluído no original
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Deep
Purple
- Concerto For Group And Orchestra (1970) Por
guitarzeus
Concerto for Group And
Orchestra, ao contrário do que muitos podem
imaginar, foi o primeiro trabalho de Ian Gillan no
Deep Purple, antes mesmo do In Rock. Tendo Jon
Lord formação em música clássica, pensava
desde os tempos em que tocava com The Artwoods em
algo semelhante. Era um ambicioso projeto
misturando rock e música erudita concebido por
Jon Lord e que foi concretizado em 24 de setembro
de 1969 pelo Deep Purple e pela Royal Philharmonic
Orchestra no famoso Royal Albert Hall de Londres.
O talento de todos os integrantes da banda
certamente facilitou a realização deste. Malcolm
Arnold - como grande entusiasta - foi de
fundamental importância para que este projeto
fosse aceito pela direção da orquestra.
A introdução é feita pelo clarinete, um motivo
pastoral que depois é seguido pela orquestra com
grande riqueza dinâmica. Depois finalmente entra
a banda com Richie Blackmore repetindo com energia
e irreverência a mesma melodia da introdução
precedendo momentos que já mostram muitos
ingredientes das longas jam sessions que o Purple
faria ao vivo. Consta que Ian Gillan compôs e
completou as letras para o segundo movimento na última
hora. Não preciso dizer que quem não aprecia
orquestras corre o risco de ficar entediado em
algumas trechos.
Em 2002 um relançamento em CD duplo remasterizado
permitiu que fossem adicionadas Hush, Wring That
Neck e Child In Time, gravadas na mesma noite mas
omitidas no original de 1970.
Este trabalho certamente teve peso decisivo para
que Gillan fosse incluído em 1970 no cast das
gravações da ópera-rock Jesus Christ Superstar,
de Tim Rice e Andrew Lloyd Weber, no papel
principal. Além disso, abriu caminho para que Jon
Lord realizasse outros projetos semelhantes.
Uma obra de importância inestimável na história
do rock.
Marcus
(16/12/2002)
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