Paulo Preto, vox. Zé Renato, guitarras. Fábio Ribeiro, teclados. Ronaldo Lobo, baixo.
Henrique Iafelice, bateria.


Faixas:
1. Na Corrente Ácida da Loucura
2. Como se eu Fosse o Máximo
3. Onde o Céu era Cinza
4. Imagens no Vale do Tempo
5. Passional Violência

6. Ritos

7. Anônimos

8. Baile das Máscaras

9. Prá Você


Desequilíbrios  - Desequilíbrios (1992)

Por Relayer


Este álbum é muito fraco. Claramente eles se juntaram para tocar rock progressivo, não a dúvida disso, e talvez por isso que a maioria das bandas novas não chegam a originalidade das bandas setentistas, e há muito pouco, se não quase nada de música folclórica brasileira nas influências, uma pena pois é uma das características que mais gosto no prog nacional. Não há dúvida quanto a capacidade técnica dos instrumentistas, algumas passagens são boas e bem complexas, a maioria delas com os teclados, onde se nota muita influência de Tony Banks. O guitarrista parece ter vindo de uma banda de progmetal, utiliza muito da velocidade e tem pouca coesão músical com o todo quando sola, as passagens instrumentais baseadas na guitarra no geral são fracas, o pior é quando ele tenta dar uma de Van Halen.. O vocal é o ponto mais fraco da banda, parece que ele tenta soar como o Peter Gabriel mas seu timbre de voz e suas melodias vocais fazem com que ele fique só nessa tentativa frustrada, e simplesmente não há química entre o vocal e a banda. A produção do álbum também não ajuda muito, como eu disse salvam-se algumas passagens instrumentais (que as vezes não passam de exibicionismos), mas no geral o álbum é fraquíssimo, há muito coisa boa progressiva nacional a se conhecer antes de Desequilíbrios.