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"Mr.
Doctor", vocal; Francesco Carta,
piano; Sasha Olenjuk, violino; Roman
Ratej, bateria; Bor Zuljan, guitarra;
Jani Hace, baixo; Davor Klaric, teclados; Michel
Fantini Jesurum, orgão
Faixas:
1. Part 1
2. Part 2
3. Part 3
4. Part 4
5. Part 5
6. Part 6
7. Part 7
8. Part 8
9. Part 9
10. Part 10
11. Part 11
12. Part 12
13. Part 13
14. Part 14
15. Part 15
16. Part 16
Tempo
total: 45:46
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Devil
Doll
- Dies Irae (1996)
Por zambinha
Comentar
sobre a música desta banda eslovena em Dies Irae,
seu último trabalho, de 1996, cujos registros
apontam cerca de 900 horas de gravação e apenas
45 minutos de edição final é submergir num
mundo obscuro e rico em imagens vitorianas, góticas
e mórbidas. Num um estúdio localizado a 2 horas
de Llubjana, em Venice na Itália, Mr Doctor e
Francesco Carta, que parece ser o único com quem
Doctor se relaciona e discute composições e
arranjos não fazem um clássico progressivo
italiano, mas uma música clássica e sinfônica
orientada para o rock. Com incursões de piano,
interlúdios folk, majestosos coros e timbres de
church organ, um sinistro acordeon, violinos,
soprano, movimentos calmos, interrompidos por
inesperados fragmentos esquizofrenicos com Mr
Doctor, que quando canta, antes de tudo, nos
tortura com sua voz desgarrada e lastimosa, mas na
verdade a usa como se fosse um instrumento.Tudo
isso faz do Devil Doll algo absolutamente impar em
toda a história do progressivo moderno. O dia do
Juízo final foi a inspiração de Doctor
analisando a vida e obra de George H. Boné e os
poemas de Edgar .A Poe, Emily Bed e Isidore
Ducasse,que serviram de base para o trabalho.
São 16 segmentos concisos e interligados, onde
tudo parece ter sido milimetricamente planejado e
mixado, como se esculpíssemos um diamante único.
Claro que 45 minutos são absolutamente
insuficientes para exprimir sua grandiosidade. Se
você nunca ouviu Devil Doll, esteja certo que
quando o fizer, pela primeira vez, ficará
perplexo tanto quanto Júri Tori, seu produtor,
ficou a primeira vez que tomou contato com a música
de Mr Doctor. Posso garantir aos senhores que também
fiquei.. Bem, também não era pra menos! Ouvir um
trabalho que começava com o barulho de uma
orquestra se preparando para tocar, cortada por
uma marcha marcial usada quando Mussolini passava
revista na tropa, entremeada por um anúncio de
que tínhamos um novo papa e um riff macabro e mórbido
que dizia: Sacrillégiun e ainda por cima tinha
uma sonoplastia de um enterro de alguém vivo! .Não
era pra menos!!! Foi assim que conheci o Devil
Doll. Em Dies Irae, já era totalmente apaixonado
pela música de Mr Doctor. Você certamente não
encontrará nada parecido no rock. A música é
deslumbrante, mas aviso os curiosos que ela pode
alterar seu estado mental! |