Neil Brewer, baixo. Dane, guitarra, vocal. Andrew McCrorie Shand, teclados. Cedric Sharpley, percussão, bateria.


Faixas:
1. Voices 
2. Remembering 
3. Theme 
4. Toward the Sun 
5. Red Carpet for an Autumn 
6. Dawn of Evening 
7. Shangri-La


Druid - Toward the Sun (1975)

Por zambinha

O vinil do Druid, Toward the Sun e a música homônima, me trazem recordações muito agradáveis de 1977, ano em que ingressei na Faculdade de Medicina da U.S.P e conheci o centro acadêmico Oswaldo Cruz,no porão da escola, que não existe desde há 3 anos após um incêndio criminoso.Neste ano, quando conheci sua discoteca, escutei uma doce canção que tocava naquele momento, com caractísticas folk e que lembravam muito o Yes. Verificando melhor constatei que se tratava de um L.P de edição, nacional do selo Harvest, de uma banda chamada Druid, cujo lançamento no nosso mercado tinha ocorrido dois anos antes. Pude apreciar o acervo da discoteca e fui informado que fazia parte do trote cultural pedir aos calouros que contribuíssem com discos para a o acervo. No começo de todo ano letivo as solicitações eram feitas aos calouros e, deste modo, renovava-se e aumentava-se o acervo. Claro que quando me tornei responsável pela discoteca procurei aumentar significamente o acervo de progressivo dela, assim como os colegas que me antecederam. Mas falemos do Druid. A banda surgiu de um trio chamado Maggot, de 1970, que incorporou um tecladista e tornou-se Druid, gravando Toward the Sun 1975 e Fluid, 1976. O disco é um progressivo sinfônico muito bem feito com influencias de Yes e Gênesis, utilizando instrumentação analógica de sintetizadores;
(Moogs, e Hammond) e mesmo ouvindo o formato digital é possível identificar claramente o timbre peculiar do baixo Rickenbaker e a influencia de Cris Squire no baixista.As melodias são muito bonitas e as vozes em falsete são excelentes assim como o vocal doce e com timbragem lembrando Anderson, embora as letras beirem a mediocridade porque não querem dizer nada, são etéreas e sem sentido,todas as faixas do disco são boas, destacando-se Red Carpet for an Autumn, cujo final parece muito com o Gênesis (a identificação é instantânea!) enquanto que Shangri-la parece muito Yes. Ambas têm influencias folk marcantes e o disco não têm pegadas hard ou mais pesadas e os músicos são excelentes. Um detalhe interessante. É um disco onde predominam harmonias e não solos. Se você conseguir um exemplar do Druid, é provável que o som, embora datado, venha lhe agradar bastante mesmo que não tenha tido nenhum envolvimento emocional com um "certo vinil", nos meados dos anos 70 "Recordar é viver".