
Inglaterra, 2003.
Integrantes:
- Keith Emerson: teclados (órgão Hammond,
sintetizador Yamaha, Moog, piano e acordeão)
- Greg Lake: baixo, guitarra, violão e
vocais
- Carl Palmer: bateria e percussão
Faixas:
1. Intro [Abaddon's Bolero Excerpt]
2. The Enemy God...
3. Karn Evil 9 - Part 3
4. Pictures At An Exhibition [Excerpts]
5. C'est La Vie
6. Lucky Man
7. Keith Emerson Piano Concerto [Excerpt]
8. Tank
9. Nutrocker
10. Pirates
11. Fanfare For The Common Man & Hammond
Improvisation
Informações técnicas:
- Áudio: Linear PCM 48 kHz 16 BIT
- Codificação: Region 1
- Formato de Tela: Widescreen (16:9) (tela cheia)
- Sistema: NTSC
- Duração total: Lado 1: 87 minutos (show ELP e
Orquestra) e Lado 2 (Documentário): 52 minutos
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Emerson, Lake And Palmer
Works
Orchestral tour 1997 (DVD)
Dados da resenha:
Autor:
Maximiliano
von Zierer (Maximiliano);
recebida em:
25/01/2006.
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Este DVD do ELP lançado
em 2003 é uma produção meio mal cuidada. A
qualidade de imagem do show de 1977 é apenas
razoável, e é muito difícil distinguir alguma
cor. A iluminação não ajuda muito, com muita
escuridão e imagens indistinguíveis. A banda e a
orquestra só são perfeitamente visíveis nas
imagens mais próximas, mas que felizmente são
abundantes.

No Menu, não há disponibilidade da lista das
músicas do show, também ausente da contracapa do
DVD. Em nenhuma parte do DVD você vai achar a
relação das músicas! Onde já se viu isso? E
quando vamos em “scenes selection”, as opções
são apenas 4 capítulos de acesso: scenes 1, 2, 3
e 4. Também não é possível avançar de música em
música, mas apenas dar pulos com cerca de 20-25
min cada através do concerto! E não há nenhum
extra: nada de imagens de bastidores,
entrevistas da época ou uma entrevista atual
comentando aquele show, nadica!
A qualidade de som também está longe dos padrões
atuais de DVDs. A única opção para o áudio é o
Linear PCM 48 kHz 16 BIT. O som em geral é até
razoável, mas há muitas partes em que se ouve
muito barulho da platéia ao fundo. O mais
prejudicado é o baixo de Lake, nem sempre
audível. Para Emerson, Palmer, os vocais de Lake
e a Orquestra, o som está ok!
Com tantos aspectos negativos, será que esse DVD
vale a pena? A resposta é: vale e muito! Este é
um show espetacular do ELP no auge de suas
habilidades, num estádio lotado no Canadá
(Montreal Olympic Stadium) diante de 70.000 fãs
enlouquecidos!
De quebra, há o acompanhamento de uma orquestra
sinfônica completa com 65 músicos. Para o
repertório desse show, foram cuidadosamente
escolhidas músicas que permitiam o melhor
aproveitamento da orquestra junto à banda.
O DVD começa mostrando imagens de helicóptero do
estádio (ao som de Abaddon's Bolero), depois a
chegada da banda nos bastidores, a expectativa
da platéia na escuridão, e até o telão com os
dizeres “Bienvenue Emerson, Lake & Palmer”
(Bem-vindos...). Depois do tiro de canhão (!),
banda e orquestra atacam com “The Enemy God” e o
estádio vai abaixo: o barulho é tanto que mal se
ouve a música nos primeiros 40 segundos! O
destaque para esta curta música de abertura é de
o Palmer, muito rápido e preciso.
Logo em seguida vem Karn Evil 9 - Part 3: aqui
Emerson toca aparentando uma facilidade
incrível, Lake detona no baixo e depois no solo
de guitarra (muito bom ver e ouvir guitarra no
ELP!), e Palmer destrói a bateria mais uma vez!
Num crescendo, a bola da vez é a Pictures At An
Exhibition [Excerpts], música que ficou
simplesmente magnífica junto a orquestra! Aqui o
Emerson sozinho é um show a parte, a voz do Lake
está belíssima, e Palmer massacra impiedosamente
a bateria! O Grand Finale, quando Lake canta
“there’s no end... to my life...” é de chorar!
Aí temos o set acústico do show: Emerson e
Palmer saem um pouco para se refrescar, enquanto
Lake dedilha C'est La Vie no violão com cordas
de aço, um belíssimo som. Esta é uma música
simples, mas que com o acompanhamento da
orquestra cresceu bastante. E para completar,
ainda temos a volta do Emerson com um genial
solo de acordeão que dá um toque todo especial a
música! Depois Lake emenda com Lucky Man, outra
canção que o público apreciava bastante nos
shows.
Na seqüência, o show se aproxima do seu ápice: é
a vez de Emerson brilhar com seu Piano Concerto,
acompanhado da orquestra. Emerson toca
alucinadamente e literalmente frita as teclas,
numa ótima composição com um tema sombrio de
arrepiar!
Detalhe para Carl Palmer que acompanha tudo na
percussão, utilizando vários recursos, como
sinos tubulares, um pandeiro, um glockenspiel,
etc...
Depois, a banda executa a endiabrada Tank, uma
música muito forte, com espaço até para um solo
de clarineta muito doido e fusion de um dos
integrantes da orquestra! No meio desta música
temos o solo de bateria arrasa-quarteirão de
Palmer: espetacular técnica, malabarismos
diversos, rufos velozes, massacre nas peles,
violência nos gongos, sensibilidade nos pratos,
nitroglicerina pura! Só mesmo uma bateria feita
de aço inoxidável para suportar tamanho massacre
(no bom sentido!). É de deixar qualquer um de
queixo caído!
Após o incrível solo de Palmer, um detalhe
curioso: a banda volta com Emerson solando no
synth Yamaha, e podemos ver atrás da bateria, em
várias tomadas, dois músicos da orquestra (que
nem ouvimos) acompanhando o ELP, sendo um
baixista e um guitarrista! E precisava disso?
Quando a música termina, a platéia está em
êxtase, e Emerson ao microfone ainda aproveita
para atiçar ainda mais o público! É gasolina
jogada no fogo!
Detonam a rápida Nutrocker, muito alegre e com
muito jazz, mantendo o pique e o altíssimo
astral.
Logo em seguida vem a Pirates, excelente
composição na qual a interação grupo-orquestra é
perfeita, com outro ótimo solo de Emerson no
synth Yamaha e belos vocais de Lake.
Para encerrar o show (com apenas 85 minutos:
curto não? não teve bis…), a instrumental
Fanfare For The Common Man: aqui Emerson explora
diversos timbres de sintetizador enquanto sola
sobre uma agradável base de Lake e Palmer. No
meio da música, há uma parte onde Emerson
arrasta o órgão Hammond para o meio do palco e
aplica-lhe vários empurrões, maltratando o
bichão e tirando sons totalmente insanos! Chega
até a tocar deitado, de cabeça para baixo, com o
órgão sobre seu corpo!
Depois desta mise en scene, volta ao synth
Yamaha retornando ao tema inicial da música, não
sem antes beber um gole de vinho e molhar a
cabeça com outro tanto diretamente da garrafa!
É interessante notar que Emerson esteve bastante
comportado ao longo do show, sem fazer muitas
firulas, sem esfaquear o órgão ou colocar fogo
nos sintetizadores! A única exceção foi a
performance na última música, mas no geral
Emerson esteve menos louco que o normal para se
apresentar junto com a orquestra!
Finalmente, é preciso também mencionar que o
lado 2 do DVD traz o documentário de 52 minutos
“the Manticore special”, gravado durante o
processo de criação do LP "Brain Salad Surgery"
e incluindo cenas da turnê que se seguiu, em
1973. A qualidade de imagem e som também não é
lá essas coisas, mas podemos ver a vida
interessante da banda na estrada (muito álcool,
cigarros...) e várias performances incompletas
de clássicos do grupo. Aí a única música inteira
é a Hoedown, e há também, de quebra, o videoclip
da música Black Moon (da fase anos 90).
Avaliação
final: Nota 10 para este show clássico de
1977 + nota 6,0 para a produção do DVD:
média final=
8,0
[]s
Maximiliano von Zierer
Santa Teresa-ES
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