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Egberto
Gismonti : Piano (1,3,4,6,7 e 9), Percussão
(1,4,7 e 10), Violão (2,5,8 e 10), Órgão (2,4 e
9), Piano Elétrico (3), Piano Percussivo (7 e 9),
Gaita (7), Baixo (4) , Bateria (4) e Voz
(1,2,3,4,5,6,7,9 e 10). Dulce : Voz (1 e
10). João Palma: Bateria (1 e 10). Novelli:
Baixo (1,2,3,6,9 e 10) e Percussão (5). Peter
Dauelsberg : Violoncelo (2 e 8). Piri :
Violão (2). Robertinho Silva : Bateria (3
e 9) e Percussão (5). Paulo Moura: Sax (8
e 10) e Clarinete (8). Mário Tavares : Regência
(1,6 e 7).
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VIOLONCELO :
Gerhard Peter Dauelsberg
Rafael Jannibelle
Marcio Eynard Malard
Anna Bezerra de Mello Devos
Atelisa de Salles
Alceu de Almeida Reis
Edmundo Oliani
Giorgio Bariola
Faixas:
1- ANO ZERO
Egberto Gismonti / Geraldo Eduardo Carneiro
2- FEDERICO
Egberto Gismonti / João Carlos Pádua
3- JANELA DE OURO (A Traição das Esmeraldas)
Egberto Gismonti / Geraldo Eduardo Carneiro
4- VILA RICA 1720
Egberto Gismonti / Geraldo Eduardo Carneiro
5- PR’UM SAMBA
Egberto Gismonti
6- ÁGUA E VINHO
Egberto Gismonti / Geraldo Eduardo Carneiro
7- VOLANTE
Egberto Gismonti / Geraldo Eduardo Carneiro
8- ETERNA
Egberto Gismonti
9- TANGO
Egberto Gismonti / Geraldo Eduardo Carneiro
10- MULÉ RENDEIRA
Adaptação de Egberto Gismonti
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Egberto
Gismonti
- Água & Vinho (1972) Por
Space
Rock
Assim
como é difícil definir um artista de extrema
versatilidade como Gismonti, também é muito difícil
definir seus álbuns, cada qual com sua própria
linguagem e fascínio. Instrumentista, arranjador
e compositor como pouquíssimos no Brasil, ele nos
surpreende a cada música, que transitam por vários
estilos de jazz, progressivo e música popular. Em
seu disco de 1972, primeiro em parceria com
Geraldo Eduardo Carneiro , seus arranjos são
encaixados perfeitamente nas letras do poeta,
resultando em uma das peças mais extraordinárias
já feitas na música brasileira. Um disco capaz
de impressionar tanto os amantes da música
popular quanto erudita, o que ao mesmo tempo causa
um pesar por não ter tido a atenção que merece.
Mesmo com a participação de grandes nomes da música
mineira da época como Novelli e Robertinho Silva,
Egberto surpreende com sua multi-instrumentalidade
na música “Vila Rica 1720” usando piano,
baixo, bateria , percussão , órgão e a voz com
perfeição. Dá uma aula de violão na sua versão
para “Mulé Rendeira” e assusta com
“Tango”, que se fosse realmente um tango
deixaria “El Loco” Astor Piazzola de queixo caído.
As únicas músicas que deixam a desejar são a
instrumental “Eterna” e “Pr’um Samba”
que talvez se percam devido ao excesso de
qualidade do restante do álbum.
É extremamente recomendável ver o tratamento
musical dado às poesias de Eduardo Geraldo
Carneiro pelo “poeta musical” Egberto
Gismonti. Uma sonoridade diferenciada, mas que não
causa impacto nem na primeira audição, e que
sempre mostra algo novo. Nota 10.
Danilo Vanguarda Musical do Práneta
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