
Frank
Bornemann, guitarra,
vocal. Luitjen Janssen, baixo. Fritz
Randow, guitarra, bateria. Wolfgang Stocker,
baixo. Manfred Wieczorke, orgão, teclados,
guitarra, vocal.
Faixas:
1. Floating
2. The Light From Deep Darkness
3. Castle in the Air
4. Plastic Girl
5. Madhouse
6. Future City
7. Castle in the Air
8. Flying High
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Eloy - Floating (1974)
Por
Waters Floyd
A primeira metade da década de 70 talvez tenha sido
o auge da criatividade e formação de vertentes
musicais no mundo da arte neste século. O rock'n
roll, nascido nos EUA nos 50 e difundido amplamente
na GRÃ-BRETANHA na década seguinte, fez surgir em
seu final e no início dos 70 movimentos culturais em
seu universo que se alastraram por quase toda a
Europa. O krautrock e o prog alemão foram dois
deles. O Eloy, aqui em questão, considerado um
progressivo tradicional alemão, originou-se tocando
músicas a la beatles para depois, com o aparecimento
de bandas como DEEP PURPLE, LED ZEPPELLIN, PINK
FLOYD & GENESIS, fundirem os dois elementos musicais
do rock'n roll que caracterizaram estes grupos (hard
rock e prog sinfônico respectivamente) na época,
mergulharem no hard rock progressivo, incluindo aí
alguns elementos de psicodelia, rock espacial,
atmosferas densas e muito peso. O álbum FLOATING, de
1974, na minha opinião, foi o ápice desta banda em
termos de criatividade e ousadia, mesclando todos os
itens citados na medida certa. Nele, Bonnermann
saiu-se até bem nos vocais, onde estão mais
agressivos e dementes do que nunca, e faz um
trabalho de guitarra acima da média. Aqui vão alguns
destaques:
01-FLOATING- A arrebatada faixa-título inicia-se
como uma eloqüente batida de bateria que vai
culminar de repente num tema (o
principal)guitarrístico de Bonnermann em uníssono
com loucos solfejos que se repetirá em seu desfecho.
02-THE LIGHT FROM DEEP DARKNESS- Magnífica suíte,
durando 14 minutos. Pra mim a melhor da carreira do
grupo. As variações e quebras de climas nela são de
tirar o fôlego. Mistura passagens de hard com densas
e sombrias atmosferas. Seu último tema vai
infalivelmente lembrar o virtuosismo e agilidade do
tecladista Keith Emerson (ELP).
03-CASTLE IN THE AIR-Mais uma grande faixa (em
qualidade, pois é relativamente curta). Os riffs de
Bonnermann estão demoníacos. Estes introduzem a
faixa e vão pontuando toda a veia melódica inicial
até o curto, porém eloqüente, trecho cantado. A
partir daí, fica por conta do exibicionismo com
bastante criatividade por parte da guitarra até
retornar ao furioso tema principal que irá encerrar
a música.
NÃO DIREI INDISPENSÁVEL. MAS CURIOSO E INTERESSANTE
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