
Frank
Bornemann - Guitarra,
Vocais. Helmut Draht - Bateria. Fritz
Randow - Guitarra, Bateria. Erich Schriever
- Vocais. Wolfgang Stocker - Baixo.
Manfred Wieczorke - Guitarra, Teclados,
Vocais.
Faixas:
1. Land of
No Body (17:14)
2. Inside (6:35)
3. Future City (5:35)
4. Up and Down (8:23)
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Eloy - Inside (1973)
Por
Davi
Ao se falar em Eloy, geralmente vem à mente o
seu som bem "floydiano", como o presente nos
discos Ocean e Silent Cries and Mighty Echoes.
Os três primeiros discos do Eloy são bem
diferentes. O primeiro, chamado Eloy, é hard
puro; o segundo, chamado Inside, é o primeiro
disco progressivo do grupo e pode ser
considerado um space-rock um pouco sinfônico,
sendo bem mais pesado que seus discos da segunda
metade da década de 70. O Eloy progressivo do
início de 70, embora fosse um grupo de prog
alemão inclinado para o hard, tinha um estilo
bem diferente de Can, Faust, Amon Düül II e
outras bandas comumente associadas ao Krautrock,
não sendo tão dissonante ou experimental. Esta é
a fase mais original do Eloy e não é muito fácil
compará-la com o estilo de outros grupos.
Os arranjos musicais do Inside dão ênfase aos
instrumentos e não são particularmente
complexos, às vezes, são até bem simples;
contudo, esta aparente desvantagem é compensada
pela rápida e envolvente evolução da música,
criando uma música complexa a partir de trechos
simples. Todas as quatro faixas do Inside contém
uma atmosfera sombria, misteriosa e "viajante";
geralmente com agressividade, mas sem dispensar
as passagens suaves. Sombrio não é uma
característica típica do grupo, mas ela
encontra-se principalmente no Inside.
O Eloy de forma alguma pode ser considerado um
grupo de músicos virtuosos, mas esta falta de
talento não atrapalha em nada a execução do
Inside, pois suas músicas exigem apenas uma
competência básica, e isto o grupo possui. O
segredo do Inside reside, como já disse, na
composição, na evolução das músicas.
Exceto por Up and Down, que para meu gosto é
arrastada demais (poderia evoluir mais), todas
as demais são muito boas e Land of No Body é
justamente minha música favorita do Eloy. Como
um todo, somente o Floating (terceiro disco)
supera o Inside.
Como curiosidade, cabe comentar que o nome do
grupo se refere a uma raça humana inventada por
H. G. Wells em seu livro Time Machine.
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