Alemanha,
1978.
Integrantes:
Frank
Bornemann:
Vocal, Guitarras, Efeitos de Guitarra.
Klaus
Peter Matziol:
Baixo, Guitarra, Vocal.
Detlev
Schmidtchen:
Teclados, Hammond, Organ, Mini-Moog ARP Synthesizers, Mellotron,
Xylophone.
Jurgen
Rosenthal:
Bateria, Percussão, Tímpanos, Roto-Toms, Vozes,
Flauta.
Faixas:
01-Poseidon’s
Creation (11:47) “Ocean”.
02-Incarnation
of Logos (8:46) “Ocean”.
03-The
Sun Song (8:32) “Dawn”.
04-The
Dance In Doubt And Fear (7:36).
“Dawn”
05-Mutiny
(9:57). “Power And The Passion”
06-Gliding
Into The Light And Knowledge (4:24).
“Dawn”
07-Inside
(6:34). “Inside”
08-Atlantis’
Agony At June 5th – 8498 13 p.m Gregorian Earthtime (20:57).
“Ocean”
Estilo: Space Rock.
Lançado em: Março de 1.978
Gravado em: EMI Studio.
Informações sobre faixas, instrumentos, etc, aqui.
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Eloy
Live
Dados da resenha:
Autor: Sônia Camargo Klinke (Susan Schmitt); recebida
em: 01/07/2006.
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Em um show gravado ao vivo na Alemanha, os alemães do Eloy em terra
natal fazem seu debuto ao vivo. Em seu primeiro ao vivo, intitulado
simplesmente “Live”, quem olha para a capa e titulo pode até pensar não
ser grande coisa; porém, esse tal não sabe o que está perdendo!!!
Gravado durante a turnê do álbum “Ocean” de 1977, esse que para alguns
(inclusive eu, lógico) foi o auge da carreira da banda! Ainda que a
banda continue a procurar magníficos trabalhos após “Ocean” nenhum
deles consegue superar o que foi feito nesse aqui. O line-up da banda é
o mesmo dos discos anteriores, sem nada a acrescentar. Todos aqui sem
exceção estão na sua melhor forma se tratando de performance ao vivo.
Todos dominam extremamente bem seus respectivos instrumentos. Ao
contrário do que muitos dizem, não acho que em nenhum momento o Eloy
seja um grupo de músicos incompetentes ou sem talento. Falta de talento
essa que às vezes prejudica a música no final das contas. NÃO, são
músicos extremamente criativos, habilidosos, além de uma dose de
felling e um estilo muito próprio de cada um tocar, que no final se
juntam formando um conjunto perfeito e entrosamento impecável entre os
instrumentos. Começando por Frank Bornemann, líder do grupo, guitarra e
desde do segundo álbum da banda vocal principal. É um excelente músico,
sabe dosar bem a sua guitarra, e o seu principal ponto nem é o de tocar
bem, mais de principalmente dominar o instrumento. O seu estilo ao
tocar o instrumento vai remeter ao David Gilmour, guitarrista do Pink
Floyd. É bem parecido; Frank sempre busca o lado mais espacial do
instrumento, consegue ser rápido e objetivo, mas bastante técnico e
detalhista quando quer. Os riffs preguiçosos leva o ouvinte a uma
espécie de Pink Floyd na fase Wish You Were Here. A maestria a guitarra
é um dos pontos altos de Frank, sempre carregado de muito estilo e uma
certa dose de feeling. Essa guitarra promove altas viagens em músicas
como Poseidon’s Creation. Chapante. O vocal também a cargo de Frank é
muito agradável e tem brilhantes momentos. Em alguns, chega a emocionar
o ouvinte... Bem, é impossível dizer que ele cante extremamente bem.
Acho que o caso do Frank é o mesmo caso do Andrew Latimer do Camel, um
vocal que consideram fraco. Eu não concordo com isso, pois um ponto que
me desagrada MUITO no primeiro disco deles “Eloy” é exatamente a
ausência do vocal do Frank. É uma das principais identidades da banda
na minha opinião. O que eu posso dizer do vocal é: simples, bastante
emotivo, apesar das letras em inglês, o sotaque alemão se torna
presente em todas as faixas puxando para aquele lado do idioma natal,
fica uma espécie de meio termo, não prejudica a música, só torna ela
mais cheia e cativante. Klaus Peter Matziol, lembrando que depois de
“Silent Cries...” Detlev Schmidtchen e Jürgen Rosenthal, sairiam da
banda, sobrando da formação dita como clássica da banda respectivamente
as cordas do grupo baixo, Klaus, e guitarra, Frank. Klaus Peter, é um
excelente baixista, e meio as melodias, o seu baixo sempre se torna
presente, às vezes solando poderoso, sozinho, durante improvisações
(nesse ao vivo, podemos perceber bem isso). Ele consegue uma grande
proeza, que baixistas e bandas mais famosas não conseguem com tanta
facilidade, que é simplesmente “aparecer” na música e não ficar na
sombra da bateria lá no fundo da música. Pode parecer pouco, porém é
muito! Rápido e preciso, não economiza nos solos, vide o dialogo
perfeito entre baixo e guitarra em ‘Poseidon’s Creation”, e com o
teclado na parte solo de “Atlantis’ Agony...”. Nos teclados, a presença
de Detlev Schmidtchen é fundamental. Os solos desse cara são muito
bons; é impossível imaginar discos como Dawn, Ocean e esse ao vivo sem
seus solos. Com seus múltiplos teclados, que vão desde Hammonds ao
Mellotron, passando pelos sintetizadores, boa parte dos solos
magníficos da banda vem daqui. Ótimo tecladista. Lamento a sua saída
após o “Silent Cries...”. Por último, esse que considero o melhor
músico da banda. O baterista Jürgen Rosenthal é, assim como tantos
outros, o senhor das baquetas. Jürgen entrou na banda em 1.976, seu
primeiro trabalho com o grupo foi o “Dawn”, e é percebível em cada nota
a mudança que um instrumentista faz em uma banda. A banda ganhou outra
roupagem, um estilo muito mais complexo e progressivo, e muito mais
rico que nos álbuns anteriores. Alem de eximindo baterista, Jürgen pode
se considerar o músico mais completo que já passou pelo Eloy. Com a
entrada de Jürgen na banda, ele tomou frente as letras do grupo,
tornando um grupo que liricamente era apenas razoável em outro muito
mais rico e dinâmico. Além do verdadeiro arsenal de baterias e
percussão usados pelo músico, há ainda sua flauta. E sabe aquelas vozes
e narrativas do Ocean e do Dawn, e aqui nesse ao vivo? Pois quem faz
também é ele. Com certeza, muito do que o Eloy foi ou é deve-se à
passagem desse músico pela banda. Nunca soube o motivo de sua saída do
Eloy, porém nenhum baterista sucessor foi tão brilhante como esse.
Comparo Jürgen a nomes de peso como Neil Peart (Rush) e Bill Bruford
(Yes), sem nenhum problema. O que mais me surpreende no Eloy é de fato
uma coisa: que às vezes arranjos simples e até repetitivos podem levar
a pessoa a uma experiência sonora como poucas. A sonoridade constituída
pelo grupo ao longo desse ao desse ao vivo é complexa, misteriosa,
apocalíptica e climática. No sentido literal da palavra. O estilo
adotado por eles aqui é o Space Rock. Não como poderiam pensar, por ser
uma banda alemã, o Kraut Rock, nem tão experimental ou dissonante
quanto o Faust, e nem um progressivo eletrônico como o Tangerine Dream.
Das bandas alemãs, com certeza é uma das mais convencionais. O que não
torna o grupo menos brilhante do que qualquer nome do Kraut Rock.
Poseidon’s Creation:
Primeira coisa ouvida “Live” é uma frase em inglês dita por Jurgen que
diz: Worlds atomize and oceans evaporate in eternity! Man erects out of
the darkness, laughs into the glimmering light and disappears..." Esta
frase é dita pouco antes do ao vivo começar. O álbum começa com
Poseidon’s Creation. Faixa original do álbum “Ocean”. Ficou
praticamente igual à versão de estúdio. Porém, o teclado aqui fica mais
ao fundo e a guitarra parece bem mais nervosa. Assim como na original,
começa com os arpejos solitários da guitarra de Frank; em conjunto
entram baixo e bateria. Notem como não só aqui, mas em todo o álbum, o
som da bateria de Jurgen é muito diferente do que é apresentado em
estúdio. Então, mais de 4 minutos de instrumental pesado. Especialmente
guitarra e bateria fazem um conjunto perfeito, superando as limitações
de um disco ao vivo. Depois de quatro minutos, entram finalmente os
vocais; agora a música, extremamente calma, segue com os vocais. A
música é constituída por cinco refrões mediamente crescentes a cada
passagem. Como se a música contasse uma história. A emoção dos vocais é
realmente de impressionar, a música antes pesada e rápida agora vai
sobre o ritmo da emotiva guitarra e dos vocais. Passada a parte vocal,
a música novamente se encaminha para outro longo instrumental. Agora os
fraseados de Moog dançam pela faixa assim como a guitarra, espacial, o
baixo e o perfeito entrosamento.
Incarnation Of Logos:
Seguindo fortemente com o repertório do álbum “Ocean”, chegamos à
segunda faixa. Incarnation of Logos. Eu diria que essa versão ficou
muito melhor que a original, instrumental, voz, atmosfera, até a
própria gravação. A faixa no álbum já era bastante sombria, aqui essa
atmosfera se torna muito mais tensa. Jürgen aqui e em todo esse álbum
usa um tipo de bumbo na bateria, que não está presente nas versões de
estúdio. A longa intro da faixa onde Frank declama toda a história do
surgimento da raça humana na ilha de Atlântida, assim desestabilizando
o império de perfeição de Poseidon o Deus dos mares. Nessa parte, eu
gosto especialmente do trecho em que a bateria e todos os instrumentos
somem e voltam com muito mais força no solo crescente do sintetizador e
as citações de Frank, “All of the sudden appears a light...”. A faixa
cresce evoluindo maravilhosamente bem até a citação da palavra “Sky”, e
logo em seguida a citação de “Primary procreation is acomplished”.
Agora, a música deslancha no longo trecho instrumental de baixo teclado
e bateria a toda com inclusões de guitarra! Belo momento para todos
mostrar a sua eficácia nos seus respectivos instrumentos. Quando os
vocais retornam, toda a instrumentação é abandonada, sobrando apenas um
riff de guitarra e os vocais. Isso acontece de “MAN arises out of
dusty...”, até “Fighting of the creatures throne”. Depois toda a
instrumentação volta para a citação do resto das letras. Agora se
aproximando de seu desfecho, assim encerrando com aplausos a faixa.
The Sun Song: Faixa
original do “Dawn”. Aqui começa as surpresas que o Eloy vai
proporcionar durante algumas faixas desse ao vivo. No “Dawn”, The Sun
Song não chega a 5 minutos de duração, e aqui está com quase nove. O
que acontecesse para a música ter tido esse acréscimo de tempo é uma
narrativa em alemão feita por Jürgen, no seu começo, o que toma uns 4
minutos. Na música em si, não houve muitas alterações. É sentida em
algumas partes a ausência dos arranjos orquestrados, presentes na
versão do “Dawn”. Porém, os solos do teclado e a presença do baixo
fazem todo o espetáculo que é a faixa. Desde a mínima citação dos
vocais até os solos instrumentais, em perfeita harmonia. No final, vai
ser sentida a falta da orquestra, porém, entre alguns arpejos de
violino ou o desempenho dos músicos da banda, eu prefiro ver os músicos
tocando. Assim com o seu lindíssimo final, os músicos começam uma longa
passagem pelo disco “Dawn” que irá até a próxima faixa...
The Dance In Doubt And Fear:
Também pertencente ao “Dawn”, essa faixa começa emendada com a
anterior. Outra faixa surpreendente, começa com um incrível trabalho de
concentração do baixo e bateria, explodindo na fúria da guitarra e dos
teclados. Passando a introdução, começa “the Day be grey it said...”
não… A música aqui não apresenta as letras da original. É uma
improvisação de todos os músicos solando o tempo todo como se fossem a
voz da original, um verdadeiro instrumental que fala. Chegando aos três
minutos e meio, ouve-se a única citação de letras presente na original
“Wasted time grey light proclain my duty to be prepared for the final
mistake!”. Porém, a faixa apresenta quase 8 minutos totais, assim
chegando aos 3 determinasse o final? Mais uma surpresa, por que, apesar
de não estar citada como presente, a música Lost Introduction é tocada
por inteiro emendada com “The Dance...”, fazendo com que o a platéia vá
a loucura com essa overdose de três faixas seguidas do “Dawn”, quase
que em uma música só de quase 16 minutos! No caso aqui, essa “versão”
de Lost, a única coisa que foi tirada foi o coro da introdução e o
final orquestrado com os arranjos de violino. De resto, tudo muito bem,
obrigado. Os incríveis solos de Moog na faixa a bateria presente e o
baixo e guitarra detonando, nessa que é uma semi-instrumental de muita
presença. Excelente, assim finaliza uma das melhores partes do disco na
minha opinião!
Mutiny: Primeira e
única faixa do Power And the Passion a ser incluída nesse ao vivo. Essa
brilhante faixa aqui com quase dez minutos é uma das melhores faixas do
“Power and the Passion”. Aqui, a versão ao vivo ficou quem sabe até
melhor que a original. Grande ponto para os novos instrumentistas do
grupo, que, com exceção de Frank, o line-up da banda é completamente
diferente. Ganhou uma nova roupagem em alguns trechos; em
contrapartida, outros estão muito fiéis aos originais. Começando com o
vocal solitário, e chegando a uma marcha tipo militar, bastante tensa,
deslanchando em um longo trecho instrumental. Todos estão especialmente
bons aqui, porém o único que já tinha tocado essa faixa, que é Frank,
acho que se saiu muito melhor aqui do que em estúdio. Depois dos longos
solos de guitarra de Frank, surgem os vocais novamente. Indo para
novamente mais um belo solo e mais uma marcha agora muito mais
acelerada, com muito teclado e bateria, além dos solos de Frank. Um
falso final agora a faixa volta apenas com o teclado para finalizá-la
de vez, em um lindo desfecho.
Gliding Into The Light And Knowledge:
Agora voltamos fortemente ao “Dawn” com Gliding into the Light And
Knowledge. Essa que eu considero a balada do disco é uma música
extremamente emotiva e emocionante. Aqui no Live não é de outra forma,
apesar de estar bem diferente da original (eu diria que essa ficou mais
limpa que a original), sem os efeitos de pássaros do sintetizador ou os
arranjos de orquestra. A música é feita em quase uma atuação solo de
Jürgen com vários bumbos bateria e percussão. Junto ao baixo de Klaus,
com um pouco de teclado, e guitarra ausente na maior parte do tempo. É
a menor faixa do álbum com menos de 4 minutos e meio. Porém, acho
excelente, uma faixa magnífica, onde Frank prefere cantar a tocar, e
mostrando que, para quem acha que Frank não canta bem, deve ouvir essa
música nessa versão Live e tirar as dúvidas.
Inside: A faixa
anterior, no álbum original se emendaria com a sua segunda parte “La
Reveil du Soleil Dawn”, porém acho que o grupo preferiu não colocar
tantas músicas do Dawn. E é grata a surpresa de ter essa faixa nesse
álbum. Depois de uma improvisação na faixa anterior, começa meio que
escondida, só que, quando Frank começa a cantar os primeiros versos
todo mundo já sabe... “Inside”, faixa-título do segundo trabalho da
banda de 73. É simplesmente arrebatadora. Com o novo line-up, a música
ganhou uma nova cara, muito mais viva. Se na música anterior, Frank
preferiu tocar a cantar, aqui é exatamente o contrário! Algumas frases
e, de repente, a guitarra estoura. São praticamente 6 minutos de puro
solo com muita velocidade e distorção na guitarra. Lembrando que o
“Inside” faz parte de uma outra fase, em que o Eloy era um grupo muito
bem mais pesado do que por exemplo a fase 76 a 78 do grupo. Engraçado é
que a música anterior é tão calma e emotiva, e depois vem toda a fúria
da guitarra e nos instrumentos tocando a mil por hora! Um contraste e
tanto, porque duas faixas completamente opostas, aqui nesse Live se
combinam perfeitamente bem!
Atlantis’ Agony At June 5th – 8498 13 p.m Gregorian Earthtime:
É a maior faixa do álbum com quase 21 minutos de duração. O que eu
posso dizer?: magistral, melhor momento do disco! Nem sei o que dizer
dessa que, para mim, é a melhor música já feita pelo Eloy. Música
original do “Ocean”, assim como nele, aqui vai encerrar a grande viagem
de “Live” com chave de ouro. No Ocean, ela é a maior faixa do álbum com
quase 16 minutos. Então, aqui nos temos um agregado de quase 6 minutos
em relação a original! Por quê? Narrativa, começa com Decay of Logos e
daí passa pra Atlantis e tocaram o Ocean inteiro? NÃO. É simplesmente
ela! A faixa aqui no caso foi muito alterada, comparando com a
original. Apesar de em vários momentos lembrar a original, tem momentos
que não lembram em nada a original. Pra começar a narrativa inicial,
“And so the gods decided...”, aqui não é executada, o primeiro trecho
que o ouvinte vai conhecer da original é quando Jürgen cita o trecho de
“Spirits Darken th Sky...”. É impressionante o que eles fizeram nesse
começo, começa com um tipo de terremoto, ou algo bem caótico, simulando
uma espécie de desastre! Daí entram a bateria subindo com a música até
a citação da primeira frase da original, em meio aos efeitos do
sintetizador maluco na música. Assim, a música parece começar, e os
teclados se erguem na introdução-monstro da faixa de quase 9 minutos
enquanto Jürgen prossegue com a narrativa. Lembra dos bumbos da
bateria? Aqui se tornam tão presentes, a ponto de conduzir a faixa.
Notável a atmosfera de apocalipse da faixa, que é realmente sombria e
magnífica. E de repente, em meio às falas de Jürgen, surge coro de
vozes na música não presente na original. Porém, esse trecho nada mais
é do que os corais de The Apocalipse na parte de Force Majeure. Essa
música sairia no álbum seguinte “Silent Cries And Mighty Echoes” de 79.
Seria esse trecho uma espécie de preview do trabalho seguinte? Quem
sabe... Quando a faixa volta aos teclados, a bateria surge com aqueles
bumbos levantado a faixa esplendorosa, quando tudo se aquieta sobre
efeitos sombrios e... “Aschmunadai frist genius of the earth sphere...”
A narrativa agora está completa, e a intro agora irá dar espaço a
música que realmente começa. As batidas da bateria e o baixo surgem,
junto com o resto da banda e... O vocal não aparece rs. Primeiramente,
os instrumentos parecem imitar a voz, até o trecho de “It’s light
shines, shine on”, para só depois o vocal entrar na faixa. Agora, a
banda em perfeita sincronia executa o movimento final de “Ocean”, ou
seja, a ira dos deuses culminando na decisão de Poseidon afundar
Atlântida no oceano. Desde o vocal aos instrumentos, está tudo
perfeito, não há o que reclamar. Daí entra o solo do teclado; é
impressionante como a cada nota nessa música nos sentimos dentro
daquilo que ouvimos. Quando os vocais retornam com os últimos versos,
eles se repetem por diversas vezes; é realmente magistral, quando de
repente aparece um solo de guitarra completamente novo na música; não é
uma improvisação de algum trecho, é uma improvisação completamente nova
na música. Lindo por sinal. Novamente as fatídicas frases “We are
particle in the ocean lost and safe like a tear, We are born and lost
in the ocean where is mercy with our fear” são repetidas. Agora, a
viagem se encaminha para o seu final. O solo… sim, o solo de bateria de
Jürgen no final da música, simplesmente matador, junto aos outros
músicos. Final completamente improvisado, ficou bastante diferente da
original, que baixava até sumir no som dos gongos da bateria; aqui é
exatamente o contrário, a música sobe, sobe, sobe, até o extremo e se
encerra com uma batida seca de bateria. Logicamente, os aplausos óbvios
encerram o disco de maneira mais magistral possível, ou seja, o público
abastado, depois do ápice de todo o disco!
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