Frank Bornemann - Guitarra solo, acústica, e vocais. Klaus-Peter Matziol -Vocais, Baixo Detlev Schmidschen - Teclados Hammond, Mini-moog, Mellotron, Xylophone, vozes angelicais. Jürgen Rosenthal - Bateria, naipe de metais, flauta, címbalos, roto-tons, sinos e vocais.


Faixas:
1. Poseidon's Creation
2. Incarnation of the Logos
3. Decay of the Logos
4. Atlantis' Agony at June 5th-8498, 13 P.M.... 


Eloy - Ocean (1977)
 
Por Vanila

Produzido por esses gênios do prog rock alemão, OCEAN é o segundo álbum dessa formação. O anterior "Dawn", foi a descoberta do baterista e tecladista que sem dúvida contribuíram para aperfeiçoar o que já era ótimo. Nesse álbum, acredito que foi utilizada algo não antes aplicado por Frank. Uma musicalidade conceitual que é fiel ao tema, 'Oceano'. É contada a história da formação mitológica do homem e do mundo, em quatro faixas que são estupendas ao meu ver. O álbum tem umas passagens meio difíceis de se ouvir na primeira audição. Que me desculpem os fãs de outras bandas mais tradicionais, mas essa é uma obra-prima do progressivo. O estilo é art-rock, com elementos de prog espacial. Os vocais são em inglês (atente para as letras, escritas pelo baterista). O vocal é aquele que se pode esperar do Frank, mas não deixa a desejar. O baixo de K.P. Matziol é sem dúvida um dos melhores do progressivo: encaixa com tudo. O teclado é bem dosado, ora com atmosferas suaves, ora bem marcado. Os solos são coisa do outro mundo: são balanceados os efeitos e dão uma sensação de que voce está dentro da música. Agora, esse baterista... é fora de série. Influenciado por Neil Peart do Rush, ele desenvolveu um estilo muito próprio, como poucos que se atrevem a seguir essa escola aberta pelo baterista canadense. E desempenha seu papel com louvor. Realmente, ele usa muitíssimo bem os roto-tons, criando passagens adequadas a cada ocasião. Veloz e ao mesmo tempo melódico. Que me desmintam se eu não estiver falando a verdade!

Posseidon´s Creation - Essa faixa é de arrepiar: Linda, que chega a marejar os olhos. Logo no início,Frank usa a guitarra alternadamente com o baixo, criando uma conversa perfeita. Um arranjo difícil de se encontrar em outra música. A bateria conduztudo muito bem, o teclado dá uma atmosfera meio "fria", ao ritmo das ondas! Ao prestar bem atenção no andamento, pode se perceber isso. Uma mudança de andamento depois da introdução, e o vocal entra como se tivesse contando uma história. Um naipe de metais dá um brilho.

Incarnation of the Logos - Aqui a faixa começa mais sombria, com um ritmo lento. De novo, Frank vai desenrolando a história cantada. O teclado dá o ar obscuro. Porém, à medida que a letra prossegue, o tom vai aumentando... aumentando.. até que explode, e adquire um andamento rápido. Acho a conversa baixo-bateria muito especial aqui.
Decay of the Logos - Talvez a melhor faixa do álbum. Muito mais prog, agora já com um andamento mais rápido. O baixo é bem mais marcado, ao estilo do Eloy que KP Matziol sempre leva. Alô flauta! Enérgica e brilhante. Traz elementos empregados em temas anteriores da banda.

Atlanti´s agony at June 5th, 8498, 13 p.m. Gregorian Earthtime - A mais longa das faixas. Começa com Jürgen recitando a destruição do mundo, com uma voz sinistra, que dá medo ás vezes. Enquanto isso, efeitos tenebrosos são libertos dos sintetizadores, com trovões, gemidos, etc. Nisso, uma melodia medieval pode ser ouvida ao fundo, Então, uma mudança de andamento segue até o fechamento do álbum, sempre muito trabalhado. Muita percussão, bateria forte.
Realmente, sou suspeito para recomendar esse álbum. Na minha opinião, o melhor do Eloy - pois ele marca uma divisão de águas na carreira da banda:
Mais bem produzido, mixado. Perde aquele ar meio "abafado" dos outros álbuns, com um som claro e límpido ( pode até se afirmar que foi produzido recentemente.). Aqui também a banda iria marcar a tendência espacial, caminho trilhado por ela nos próximos álbuns.
Recomendo na coleção dos bons apreciadores de Prog rock e Krautrok.