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Keith
Emerson - teclados, piano acústico e elétrico,
sintetizadores. Greg Lake - vocais,
guitarra e baixo. Carl Palmer - Baterias e
percussão.
Faixas:
1. Tarkus - 20:39
a) Eruption
b) Stones of years
c) Iconoclast
d) Mass
e) Manticore
f) Battlefield
g) Aquatarkus
2. Jeremy Bender - 1:41
3. Bitches crystal - 3:50
4. The only way (Hymn) - 3:47
5. Infinite space (Conclusion) - 3:20
6. A time and a place - 2:55
7. Are ou ready Eddy? - 2:09
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Emerson,
Lake & Palmer
- Tarkus (1971) Por
Steve
Hillage
Depois
de estrearem, e bem por sinal, em seu primeiro
album "Emerson, Lake & Palmer"
(1.970) que aparentava até então ser
simplesmente um mero "ensaio", a banda
parte para o segundo trabalho que surpreenderia
ainda mais o público e crítica quanto ao
primeiro e este seria no caso o "Tarkus"
que começou a ser elaborado no final de 1.970 e
início de 1.971 e lançado na metade deste ano.
No Brasil foi lançado e relançado nos anos de
1.975, 1.977, 1.979, 1.983 e 1.991 em vinil e em
CD em 1.996 e 1.999, no caso da versão em CD
importada foi lançada também em 1.996 numa série
em ouro muito luxuosa pela Castle Records.
A formação continuava evidentemente a mesma do
primeiro com os integrantes do ELP; Keith Emerson
nos teclados, Greg Lake no baixo, guitarra e
vocais e Carl Palmer nas baterias e percussão.
"Tarkus" simplesmente fez de um teste de
conhecimentos ao ELP de seus integrantes fazendo o
extremo de novos horizontes e caminhos porque no
caso do anterior foi um tanto difícil até
acertar aquele trabalho pois era uma coleção de
trabalhos "individuais" do que
"coletivo" (geralmente os novos ouvintes
e os fãs do ELP percebem a grande diferença do
primeiro para este segundo em questão de trabalho
em conjunto). Ou seja "individuais"
devido ao fato de que Keith Emerson tinha
recentemente finalizado o "The Nice",
Greg Lake havia abandonado o "King
Crimson" e Carl Palmer deixado o "Atomic
Rooster" (bandas das quais inclusive cada
membro foi também fundador).
Considerado pela grande maioria dos fãs do ELP
como uma obra-prima, uma "opera-rock"
que possui sonoridades que vão desde o próprio
rock progressivo, além do jazz, erudito, clássico,
marcha, rock n roll, e até sonoridade de
velho-oeste; o que demonstra o quanto a banda
varia em sua sonoridade e prova que não é
exclusivamente uma banda de rock progressivo.
Muito dificilmente se encontra alguém que odeia o
trabalho em forma de contexto geral e justamente a
ousadia e criatividade devem ter feitos com que na
época no ano de 1.971 fez com que o trio alcançasse
facilmente o primeiro lugar de parada de sucesso
no país de origem na Inglaterra e o "Top
10" (nona colocação) nos Estados Unidos. O
curioso é que por mais que o sucesso tomou conta
do trabalho nos dois extremos do planeta, não foi
realizado compacto algum e estavam a frente de
bandas como o "Yes", "Genesis"
e "King Crimson" e meramente
reconhecidos como o "Pink Floyd" ou
"Jethro Tull".
Emerson continuava expondo o seu virtuosismo como
um músico se dividindo ora ao lado rock e ora ao
lado erudito, Lake demonstrava também o seu vocal
melodioso e cativante e Palmer parecia ser um músico
apesar de ser o mais novo da banda (estava com 20
anos na época) aparentava ter a experiência de
percussionistas e bateristas 10 anos mais velhos
que este.
Por outro lado divide uma opinião de certa parte
dos fãs neste album; alguns preferem uma
"metade" de "Tarkus" que
possui uma suite que ocupa um lado inteiro de um
disco de vinil e outros preferem a outra
"metade" que é formado de singelas
faixas numa média de 2 e 3 minutos de duração;
mas ainda assim, essa outra metade fica até uma
tanto perdida porque a sonoridade alcança o
extremo de um "inferno" (músicas
agressivas) e o "céu" (músicas
tranquilas). É um trabalho que uma grande parte
dos fãs radicais que adoram ELP acima de tudo não
recomendam para ser escutado em primeira instância
a menos que seje por uma leviana curiosidade, mas
sim ter este album na discoteca do ouvinte
obrigatoriamente em sua aquisição.
"Tarkus" inclusive foi inspirado por um
nome de uma banda brasileira surgida no final dos
anos 90 também de rock progressivo (mas não
extremamente sinfônico, como é o caso do ELP que
é puramente do gênero das
"superbandas") e fundada por Valdir
Zamboni (Keith Emerson mesmo tendo Greg Lake como
o elaborador das letras, ainda assim mesmo no ELP
percebe-se sendo o líder do trio desde a finalização
do "The Nice").
Com o contrato pelo selo Atlantic Records, a produção
foi feita por um membro da banda, Greg Lake, e com
o auxílio de Eddie Offord o mesmo colaborador do
"Yes", Yoko Ono, John Lennon (ambos também
da banda "The Plastic Ono Band"), Brian
Auger e entre outros.
A arte da capa (dupla por sinal) foi feita por
William Neal baseado numa estória comovente de um
tanque de tatu pré-histórico que se estoura de
um orifício vulcânico dentro de um ovo e vai
afora num confronto de uma batalha mortal
destruindo e assassinando primeiramente um
gigantesco gafanhato automatizado e posteriormente
um cavalo-pássaro de grosso metal antes que seje
preso em um acirrado combate cara-a-cara com um leão
contendo um rabo de escorpião. Aqui vai um
detalhe muito interessante e enigmático a este
respeito sobre esta "batalha" entre o leão
e o tatu: no ano de 1.973 quando a banda gravou o
album "Brain salad surgery" o ELP criou
a Manticore Records (a mesma inclusive que
contratou a banda italiana de rock progressivo
"Premiata Forneria Marconi" no lançamento
do album "Photos of ghosts") e
justamente tem a figurinha de um leão com o rabo
de um escorpião e fica uma pergunta: será que o
ELP estava tendo logo de início problemas no que
diz a respeito da Atlantic Records supostamente
sendo o tanque tatu, ou seja ter a liberdade de
possuir uma gravadora própria com o sucesso do
primeiro album e de estréia por sinal ? Somente
alguém do trio para responder verdadeiramente a
esta questão... o ELP ainda em 1.971 com uma
agenda muito atarefada e ocupada se apresentaria
para expor "Tarkus" além do que
gravariam também um próximo album e ao vivo
chamado "Pictures at an exibithion"
(1.972), mas ai é outra estória.
"Tarkus" - é a maior faixa do album com
mais de 20:30 minutos de duração e evidentemente
a maior do trabalho, e na realidade se trata de
ser a suite uma das principais composições do
trabalho. Na verdade, está dividida em 7 temas e
é uma das atrações da banda na grande parte dos
shows ao vivo que carregaram durante a sua
carreira. Ficou de fora do set-list de shows mais
durante a época quando foi lançado os 2 volumes
de "Works" (1.977) por apresentar uma
orquestra sinfônica e que possivelmente não
combinava nem um pouco a colaboração da mesma, não
tinha "feeling" ouvir a orquestra com
esta faixa, a grande verdade. Em muitas diversas
ocasiões o ELP a partir dos anos 90 executava os
3 primeiros temas, mas nem por isso impedia de que
uma grande parte do público tivesse desgosto pela
banda sobre o feitio; um exemplo está no album
"Live at the Royal Albert Hall" (1.993)
época inclusive que o ELP tinha deixado durante
um intervalo de 12 anos uma saudade enorme aos fãs.
Uma excelente versão ao vivo desta faixa pode ser
testemunhada no album triplo "Welcome back my
friends to the show that never endes ladies and
gentlemen" (1.974) onde inclui no tema
"Battlefield" uma pequeníssima versão
cantada por Lake de "Epitaph" do album
"In the court of the Crimson King"
(1.969) do "King Crimson", banda fundada
por Greg Lake. Já citado anteriomente o único
aspecto negativo desta faixa é que uma grande
parte de ouvintes não tem paciência de ouvir
faixas (suites) com aproximadamente 20 minutos de
duração e um outro detalhe é que a música
deste lado do disco tem altos momentos de tensão
como também seus baixos, como se fosse uma
montanha russa que sobe e desce. Justamente que a
outra metade do album ajuda e muito para a apreciação
destes tipos de ouvintes e mesmo assim os mesmos
ouvintes também dividem-se suas opiniões porque
tem vários estilos diversificados. No mesmo ano
em 1.971, o "King Crimson" também
estava vivenciando sua experiência do tipo no
album "Lizard" com a faixa-título e até
mesmo o Van Der Graaf Generator em sua sonoridade
de "A plague of lighthouse keepers" em
"Pawn hearts" e pelo menos o ELP se
garantiu em fazer sua música que ocupasse um lado
inteiro de um disco, mas futuramente o tempo que
diria porque viria no próximo album em
"Pictures at an exibithion" (1.972) e a
suite neste caso já empregava praticamente os
dois lados de um disco, assim como outro exemplo
também em "Brian salad surgery" na
faixa "Karn Evil 9" de qualquer maneira
pelo visto o trio se garantiu manifestando-se com
a longa suite sem imaginar o que estariam pra
oferecer aos fãs. A suite inclusive se baseia nas
idéias das ilustrações feitas por Willian Neal
a respeito do tanque tatu. Muitíssimo bem
arranjada estruturalmente e composta praticamente
por Emerson com a colaboração de Lake nas
letras, se alterna em 4 partes instrumentais
("Eruption", "Iconoclast",
"Manticore", e "Aquatarkus")
com as 3 restantes cantadas por Lake ("Stones
of years", "Mass" e
"Battlefield") não possuindo um enredo
definitivo e sem lógica tendo até algumas
espertas e inteligentes passagens que se baseiam
no tema principal de abertura da faixa, mas o mais
importante é que Emerson já demonstrava aqui a
sua forma de compor a música. Talvez a idéia de
"Tarkus" foi pensada de que era um
trabalho contra as guerras humanas, ou uma
"censura" contra a tecnologia de como
caminha a humanidade e afasta ao mesmo tempo os
seres humanos uns dos outros ou a hipótese de que
mesmo a humanidade naquele ano da gravação se
avançava com a máquina num tempo que a sociedade
ainda era da idade da "pedra", daí
alguns motivos que as ilustrações passam de
animais em forma de máquinas aterrorizando um
planeta. Mas agora imagine você num ano de 1.971
onde o rock progressivo estava tendo o seu
crescimento e num bailinho de colégio colocar
esta faixa inteira onde se subentende-se que
seriam feitas as mais possíveis possibilidades de
dança; provavelmente o público acostumado com o
rock ficaria completamente perdido em como dançar
algo como esta música e quem já conhecesse
possivelmente iria rachar de dar tanta risada até
morrer de ver a reação deste público de como
iriam protagonizar os primeiros passos de dança
nos primeiros minutos (como no tema de abertura
"Eruption"). A faixa é verdadeiramente
acústica em todos os sentidos, mesmo no tema
instrumental "Iconoclast" que induz ser
algo feito "eletronicamente". O tema de
abertura que inicia a apresentação do trio a)
"Eruption, começa num clima de muita
expectativa criando um ambiente muito tenso que
segura o ouvinte até o desenrolar da mesma com os
teclados de Emerson que vão surgindo num volume
baixo e vão ficando crescentes a medida que o
volume vai também se aumentando quando entra
junto Lake e Palmer e este também tornam a faixa
relativamente crescente com o uso de
sintetizadores de Emerson e só nestes primeiros
instantes iniciais já são até suficientes e
implacáveis de um considerável peso, isto porque
os 3 integrantes estão muito bem sincronizados
quando partem para a tranquilidade e calmaria do
tema b) "Stone of years" que agora
recebe o vocal de Greg Lake de uma forma muito
carismática, doce e romântica inclusive chegando
a emocionar e empolgar durante a medida que vão
sendo executadas as suas palavras o que faz com
que o ouvinte preste mais atenção em Lake do que
Emerson em seus teclados em seus dois refrões
exceto na parte solo instrumental que tem Emerson
solando seu sintetizador ficando ao poucos de uma
forma crescente a sua melodia instrumental do solo
e quando o trio finaliza o segundo refrão com o
trio sendo coordenado por Lake; observe que também
é um dos momentos agradáveis relembrando algo do
que foi em "Lucky man" executado no
album anterior de estréia, trata-se em outras
palavras sendo a "balada" da suite
"Tarkus". Repentinamente a banda vai
para a terceira parte da faixa título em c)
"Iconoclast" que a sonoridade se trata
de ser puramente acústica por mais incrível que
parece e não eletrônica, mesmo de uma maneira
aparentemente programada. Aqui fica um detalhe:
pense num ano de 1.971 uma programação acústica
sendo executada; a medida do tempo com a
tecnologia foi possível observar que deu
facilidade muito maior para um músico poder
elaborar a sua sonoridade e nesta época era início
dos anos 70, o ELP não tinha a facilidade que
dispunha por exemplo de uma decáda como nos anos
90 (ou até dos anos 80 se fosse o caso) e em
apresentações do trio os espectadores podiam ver
atrás de Emerson uma espécie de sintetizador do
tamanho de um armário que controlava essa melodia
exatamente aqui deste tema, o mesmo equipamento
também chegou a coordenar o finalzinho da faixa
"Karn Evil 9 - Third impression" em
"Brian salad surgery" (1.973) e aqui
justamente está um dos momentos mais tensos que a
banda toca tendo esta sonoridade programada e no
fundo os sintetizadores de Emerson sendo executado
acompanhado pela maestria do baixo de Lake e a
precisão de Palmer nas baterias durante um pouco
mais de 1 minuto de duração, sendo o menor
trecho dos temas existentes na faixa-título
"Tarkus". A seguir vem d)
"Mass" e só justamente agora que Lake
toca guitarra além de cantar (algo não muito
comum do trio, já que o ELP utiliza em termos de
instrumentos de cordas o baixo) e como Lake
apresenta a guitarra na faixa quando é finalizado
o segundo refrão onde ocorre a parte instrumental
solo do tema Emerson faz ruídos com os teclados e
sintetizadores em pausas imitando uma possível
guitarra também sendo duetado por Palmer na
bateria (mas tem também a guitarra de Lake neste
trecho instrumental). Observe o seguinte: na época
que Emerson tinha consigo o "The Nice"
antes do ELP existia um guitarrista chamado David
O`List e um baixista chamado Lee Jackson; O´List
se sentiu com o tempo sem muitas chances de
continuar no "The Nice" porque como
muitos fãs sabem Emerson é que predominava nos
teclados em todos os extremos e aí fica
interessante saber que Emerson parece criar um
meio de uma sonoridade que para ele mesmo não faz
falta alguma ter guitarrista no trio porque ele
sendo um tecladista também poderia com seus
instrumentos fazer sonoridades também do
instrumento que possui apenas 6 cordas. O ELP
retorna ao tema citando os últimos 2 refrões
indo para e) "Manticore" o nome deste
tema já diz o que futuramente estaria por vir,
uma nova gravadora do ELP a partir do album
"Brian...", isso sem contar já dito
anteriormente sobre o leão com rabo de escorpião
e aqui sendo instrumental e um tanto
"divertida" também aparenta dar
sonoridades de ambiente em espécie de um
"campo de batalha" (calma, ainda não é
a "Battlefield" !!!) em meio de tempo
9/8 e tocada de uma maneira extremamente
progressiva passando para f)
"Battlefield" que contém quase 4
minutos de duração e sendo o maior tema dos
trechos existentes da faixa-título e tem o
retorno de Lake nos vocais com a guitarra e em
alguns momentos tocado de uma maneira como se
estivesse "chorando" (será a respeito
no que diz a respeito de batalhas e guerrilhas ?)
a cada toque de suas cordas e é justamente neste
tema que existe uma versão muito adorada pelos fãs
que Greg Lake cita um trechinho da
"Epitaph" do King Crimson que permanece
no album ao vivo "Welcome back..." sendo
que neste caso leva além do público ao delírio,
também hipnotiza a um meio de muita
tranquilidade. A sonoridade deste tema orignial na
verdade tem bem um espírito de algo relacionado a
batalhas, zonas de combate, campos de concentração
e algo do tipo pois "Battlefied" quer
dizer "batalha, guerrilha" em inglês e
antes de finalizar a suite o trio vai para o tema
instrumental g) "Aquatarkus" que
curiosamente parece se unir em termos de
sonoridade com o tema anterior tocado na forma de
ritmo de uma marcha que vai ficando cada vez mais
crescente conforme o andamento e crescimento da
melodia como se o trio estivesse acompanhando atrás
de um esquadrão de forças armadas. Mas o mais
interessante se o ouvinte prestar muita atenção,
Emerson faz o solo do sintetizador como se fosse
de um pato (seria o pássaro que o tatu enfrenta
?) e assim posteriormente o trio retorna
sincronizado voltando a uma melodia que deu o início
da "Tarkus" do primeiro tema em
"Eruption" finalizando a suite. Os
arranjos inclusive lembra muito a mesma composta
por Elmer Bernestein no filme "The great
escape" (1.963) - "Fugindo do
inferno" dirigido por John Stroghes que
retrata ironicamente sobre um campo prisional de
concentração na Alemanha ocorrido na segunda
guerra mundial da fuga de presos de exércitos de
outras nações munidais. Detalhe: na versão do
album ao vivo "Welcome back..." este
tema tem uma improvisação maior do que a
original que extendeu a faixa numa versão maior
do que esta original.
"Jeremy Bender" - Aqui inicia a outra
metade do album e de outro público que prefere o
ELP do que a faixa-título que pertence a outra
metade de público preferencial. Tem uma
sonoridade que gira em torno de música de
velho-oeste, mas o ELP ainda teria mais a mostrar
para os fãs em exemplos como "The
sheriff" no album "Trilogy" (1.972)
ou "Benny, the bouncer" em
"Brain..." (pelo visto o ELP gostou
muito de gravar algo parecido...), além de ser a
primeira faixa de uma série do que Emerson
gravaria em termos de rhythm blues (do tipo honky
tonk) com o ELP (observe que inclusive no meio do
rock progressivo é muito incomun encontrar
tecladistas ou até uma determinada banda
propriamente dita que realiza algo parecido igual
a este tipo de música), mostrando inclusive o
lado divertido do que o trio executava,
possivelmente porque eram uma das maneiras de
"marketing" de comercializar o album (ou
os albums). A faixa retrata sobre meramente uma
piada tanto que no fim da faixa se escutam risos
dos integrantes pois retrata sobre um homem
(Jeremy Bender) que decide se tornar uma noviça
disfarçada para que ficasse completamente rodeado
de mulheres. Ele se dá de cara com a freira
responsável do local e depois que dá um beijo na
mesma percebe que é também um outro homem disfarçado
(!!!) fazendo com que se desgostasse pela idéia e
tomar outro rumo; "packed up his suitcase and
decided to go" que é justamente esta frase
final da faixa também aparece em "Benny, the
bouncer". Existe uma versão no album
"Welcome back..." que se emenda com a
"The sheriff", mas sem sombra de dúvida
esta de estúdio aparenta ser muito melhor por
causa dos recursos que em estúdio ofereceu ao ELP
para que a faixa fosse assim executada como se
fosse feita em um outro tempo. É a menor faixa do
album como todo com pouco mais de 1:30 de duração.
"Bitches crystal" - muito cheia de
energia com algumas "pegadas" que fazem
o ouvinte associar o que a suite
"Tarkus" já havia apresentado e
razoavelmente agressiva pelo conjunto do trio. As
letras de Lake são um tanto sombrias denunciando
sobre bruxos, espíritos e sepulturas, isso sem
contar que num determinado momento Lake grita de
uma maneira tão forte que parece com a intenção
de estourar os ouvidos de um ouvinte. O piano acústico
de Emerson é bem constante com um singelo
sintetizador aparecendo em poucas ocasiões. Pode
ser encontrada uma versão interessante de um
tributo do ELP em "Encores, legends and
paradox" (1.999) que ficou num tamanho um
tanto maior do que este. Inicia com o trio se
apresentando aos poucos se crescendo conforme o
volume da sonoridade vai sendo aumentada até que
surge finalmente Emerson no piano junto com Lake
cantando e mais as baterias de Palmer fazendo 2
refrões quase que repetidos sendo que na parte
instrumental solo se observa um domínio por
completo no piano se extendendo no solo até que
ele vai sendo acalmado quando faz a melodia que dá
o início da faixa por alguns instantes fazendo a
banda retornar a mais um último refrão que
finalizará a faixa.
"The only way (Hymn)" - algo que o ELP
fez correto: creditar a faixa no compositor J.
Sebastian Bach da "Toccata em fá" e
"Prelúdio n. 6" em dois temas; o
primeiro tocado em órgão e o segundo em piano. O
trio não havia feito o crédito com a faixa
"The barbarian" (primeira por sinal) no
album de estréia de Bela Bartok e se por um lado
surpreendeu um determinado público, por outro
teve a sua crítica o que induziria ao ELP ter
feito um plágio, mas aqui neste caso não há
motivos para o tal julgamento por ter sido feito
da maneira certa. Identificado como um
"hino" (Hymn), muito majestosa, graciosa
e acima de tudo celestial, a melodia desta peça
composta por Bach é relacionado com a celebração
de Deus (o compositor barroquista Bach tem
diversas obras que relacionam sua música com a
religião); o ambiente sonoro inicial é bem clima
de igreja. Lake elaborou letras que se enquadram
contra os princípios religiosos como na seguinte
frase "Can you believe God makes you breathe?
Why did He lose six million jews?" que
significa "Você pode acreditar que Deus
permite-lhe respirar? Por que Ele perdeu seis milhões
de judeus?" em inglês e além de afirmar
"how can you just obey?" que significa
"Como pode você apenas só obedecer?"
em inglês. O que Lake justifica em frases como
estas é que os dogmas cristãos são normas que
ora não tem significado algum na passagem da vida
real e que os humanos fazem as regras de uma
maneira própria. Imagine uma situação pela qual
os religiosos não aprovariam Greg Lake com suas
frases citadas nesta faixa, ou generalizado ainda
mais reprovando o ELP numa tacada só (e ainda
numa melodia propícia de estilo de igreja) !!!!
Detalhe: Lake demonstra sua sensatez ao que diz a
respeito de religião na faixa "Lend your
love to me tonight" no album "Works:
Volume 1" (1.977) na frase "No crucifix,
I am not lame!" que significa "Não me
crucifixe, eu não sou fracote" em inglês. O
tema inicial com as letras seria adequado
suficiente para que isto acontecesse então
espertamente o ELP tratou a melodia se dividir em
outro tema mais jazzístico com a inclusão do
piano, baixo e bateria (representado pelo
"Prelúdio n. 6") para que os ouvintes
se "amarrassem" mais a música do que
nas letras de Lake. Ignorada por parte do público
pelas letras e adorada pela sonoridade.
"Infinite space (Conclusion)" -
instrumental, que se emenda com a faixa anterior e
no trio piano, baixo e baterias tem arranjos em
forma de ritmo 7/4 que atende a um padrão que vai
desde o início ao fim e relativamente repetitivo
de forma jazzística, mas com muitos elementos de
rock progressivo muito bem contrabalanceados.
"A time and a place" - apesar de ser
relativamente um tanto lenta é a faixa mais
agressiva e selvagem do album em que o ELP tem
como um aparente objetivo colocar o ouvinte ao
meio de um "inferno musical". Aqui já
é bem suficiente observar como a segunda metade
do album é bem eclética se dividindo entre
melodias "inocentes" com as
"infernais" (que esta é um exemplo
assim com a "Bitches crystal" do mesmo
trabalho, ou "The barbarian" do album de
estréia da banda). Apesar das letras de Lake não
possuir lógica (cita algo sobre não existir o
dia seguinte) e significado algum quem rouba a
cena é o baterista Carl Palmer seguido de Emerson
com seus teclados com suas sonoridades que ficam
ocupadas e ferozes prontos até para
"atacar" o dono dos mesmos. Em meio de
melodias densamente distorcidas, retorcidas com os
deslizamentos que Emerson faz vire e mexe (isso
porque geralmente em cada album do ELP é também
uma marca registrada do músico). É uma das mais
favoritas dos fãs, tirando a suite
"Tarkus" possuindo uma versão de turnês
feitas pelos anos de 1.997/1.998 foi arquivada no
album "Then & now" (1.998); observe
que quase 30 anos após a gravação da versão
original como Emerson perdeu uma agilidade
tremenda durante este tempo, sendo sinais
caracterizados pelo problema que obteve com o
tempo na mão e braço direito. Uma outra versão
também pode ser encontrada no tributo de
"Legends...".
"Are you ready Eddy?" - foi feita sob
uma homenagem ao engenheiro de estúdio Eddie
Offord que colabora neste album "Tarkus"
do ELP. O trio esbanja uma ousadia em gravar esta
faixa que é puramente rock-n-roll mas ao mesmo
tempo o trio também é odiado por uma grande
quantidade de fãs do ELP e ouvintes do rock
progressivo. Por que? Justamente porque para estas
pessoas o trio não teve criatividade suficiente e
também porque uma certa parte destes ouvintes e fãs
do ELP são da época quando o rock-n-roll foi
posto em cena no final dos anos 50 através de
gente como Little Richard, Elvis Presley, Jerry
Lee Lewis e entre outros visto que ainda nos anos
60 surgiriam "The Beatles" ou "The
Rolling Stones", algo que em termos de músicas
destes artistas muita repetição em suas melodias
e justamente o que acontece nesta faixa que tem
pouco mais de 2 minutos de duração e o
suficiente muitas vezes até chegar ao ponto de
pouquíssimas pessoas deste tipo citadas
anteriormente odiar impressionantemente o album
"Tarkus" inteirinho por causa desta música.
Se pessoas deste tipo que experimentavam ouvir
inovações no meio musical vivenciaram em suas
vidas o segmento de rock-n-roll, não teriam de
fato paciência realmente para ouvir uma melodia
deste tipo. Seria o mesmo que uma banda
tipicamente de rock progressivo brasileiro pusesse
num determinado trabalho uma faixa com uma
sonoridade de um puro axé ou pagode e ainda
ficaria uma simples pergunta: que amantes do rock
progressivo brasileiro aprovariam uma proeza
destas? Corajoso mesmo foi Eddie Offord
possivelmente para ouvir, gravar e acima de tudo
virar motivo de críticas pelo resultado...(isto
porque é o homenageado do trio !!!). O trio pelo
visto adorou pois pode ser ouvido risadas ao fundo
na faixa. |