|

Keith
Emerson - teclados, piano acústico e elétrico,
sintetizadores. Greg Lake - vocais,
guitarra e baixo. Carl Palmer - Baterias e
percussão.
Faixas:
1. Hoedown - 4:27
2. Jerusalem - 3:19
3. Toccatta - 7:24
4. Tarkus - 27:33
5. Take a pebble - 5:05
6. Still...you turn me on/Lucky man (Medley) -
6:12
7. Piano improvisations - 11:58
8. Take a pebble - 3:00
9. Jeremy Bender/The sheriff (Medley) - 5:37
10. Karn Evil 9 - 35:33
|
Emerson,
Lake & Palmer
- Welcome
back my friends to the show that never ends -
Ladies and Gentlemen
(1974) Por Steve
Hillage
Este
não é o primeiro trabalho ao vivo do ELP e sim o
segundo; o primeiro feito pelo trio foi
"Pictures at an exibihithion" (1.972) em
aparição feita no ano anterior em 1.971 quando
foi lançado "Tarkus" num período muito
frutífero do ELP em seu pouqíssimo início de
carreira; "Pictures..." entretanto não
era uma "exclusividade" em se tratando
de trabalho ao vivo porque era material inédito
que foi aproveitado pela banda, mas são outras
estórias no que diz a respeito deste trabalho no
caso. "Welcome back my friends to the show
that never ends ladies and gentlemen" lançado
na metade de 1.974 teve a ousadia da banda em ter
sido editado na época como um album triplo em
vinil (duplo em CD), seguindo um mesmo esquema que
outra banda de rock progressivo havia feito também
neste tipo de padrão, no caso o "Yes"
em "Yessongs" (1.973). Existiam rumores
na época que o trabalho deveria ter sido editado
em 1.973, mas possivelmente não aconteceria
porque primeiro o album de estúdio anterior
"Brian salad surgery" (1.973) estava
sendo lançado neste ano e segundo que o ELP
estava começando a ter uma certa queda de vendas
em "Trilogy" (1.972) o que fez com que a
banda fundasse um selo próprio que foi a
Manticore Records mas ainda continuavam com o
contrato na Atlantic Records e possivelmente por
estes motivos que "Welcome back..."
acabaria não sendo feito também em 1.973, mas de
qualquer modo o trio extendeu a turnê como pode
durante os anos de 1.973 após o lançamento de
"Brian..." e atingindo o ano de 1.974, não
perdeu grandes oportunidades por causa destes
fatos e mantendo os 3 integrantes numa agenda muitíssimo
ocupada. A partir deste album também o trio iria
ficar um tempo longe dos fãs num profundo silêncio
total sem se manifestarem publicamente descansando
e fazendo trabalhos independentes próprios que só
retornariam 3 anos mais tarde em 1.977 com o lançamento
e divulgação dos 2 volumes de "Works"
(1.977) em parceria com orquestra num outro
esquema completamente diferente desta primeira
fase do trio, muitos fãs na época acompanharam
esta dissolução da banda em meio de muita
expectativa durante este período de ausência do
grupo. A qualidade de som de "Welcome
back..." é muito respeitada pela época
quando foi lançado o trabalho dando até a sensação
de imaginar o ouvinte como se estivesse assistindo
ao trio (dando "asas" em sua imaginação);
pouquíssimos fãs do ELP desagradam pela gravação.
O repertório é aprovado e reprovado (em alguns
aspectos) por grande parte dos fãs e inclui desde
o album de estréia "Emerson, Lake &
Palmer" (1.970) até o "Brian...",
excluindo o "Pictures..." que não tem
nem uma nota sequer tocada aqui neste exemplo de
trabalho ao vivo. Mas o que contém no
"Welcome back..." ? 2 suites: a
"Tarkus" do album "Tarkus"
(1.971) e a "Karn Evil 9" do
"Brian..." que inclui um solo de Palmer
em suas baterias e percussão, solos de Emerson
tanto no piano como em sintetizadores em uma
suite, a de Lake também numa outra suite tanto em
canto como em violão acústico e outras músicas
singelas de "covers" tendo o trio em
evidência. Vamos por partes: "Welcome
back..." deveria se chamar "Brian salad
surgery live" ou algo do tipo pois
impressionantemente está 90% do album aqui
apresentado (se é que poderia dizer 90% pois a única
faixa que ficou de fora foi "Benny, the
bouncer" que contém apenas 2 miseros e
poucos minutos de duração !!!!),
"Trilogy" está muito pouqíssimo
apresentado, "Tarkus" um tanto mais do
que a metade do album e "Emerson..."
apresentado um pouquinho mais do que o
"Trilogy". Outro aspecto também um
tanto reprovado por ser um album triplo em vinil
é que o ELP não aproveitou o suficiente o espaço
oferecido do qual foi editado, ou seja o lado 1
tem apenas 15 míseros minutos, a suíte
"Tarkus" além de ocupar o lado 2 de um
disco com também apenas 16 minutos faz o que é
pior: ela ainda utiliza uma parte de outro disco
para finalizar a suite, isto sem contar com o último
disco, o terceiro que dá prioridade apenas
exclusivamente para a suite "Karn Evil
9" e atinge a 35 minutos; alías vale aqui até
uma ressalva pelo menos no caso da suite
"Tarkus" que poderia ser apresentada em
seus 27 minutos totais de duração num único
lado, valeria apostar sim, mesmo sabendo que as
gravadoras de maneira geral recomendavam até 20
minutos por lado, mas existem alguns casos válidos
ao jazz e clássicos/eruditos de gravadoras como a
ECM Records, MPS Records, Philips, Deutsche
Grammophone e até inclusive a Atlantic Records
(em alguns casos de alguns artistas e que é o
caso do ELP do qual são pertencentes) que sempre
apostaram em casos de artistas que atingiam 30 a
35 minutos de duração por lado com uma excelente
gravação sonora. Isto significa que neste
trabalho o ELP "perdeu" pelo menos uns
20 a 30 minutos para apresentar mais alguma coisa
talvez sugerida do album "Emerson...",
"Trilogy" essencialmente, ou fazer um
sumário modesto de "Pictures at an
exibihithion" algo como foi feito numa versão
característica em "Hot seat" (1.994)
relativamente resumida, ou até mesmo apresentar
algo também inédito tanto de material próprio
ou "covers" (por que não ?), e até
mesmo se fosse preciso alguma coisa dos tempos do
"The Nice" (banda de Keith Emerson antes
do ELP) ou "Atomic Rooster" (banda de
Palmer antes do ELP). King Crimson ? Talvez nem
seria necessário, neste aspecto Lake foi
inteligentíssimo e garantiu um trechinho quando
foi integrante da banda e que valeu a iniciativa
desta sua aparição (pequeníssima até por
sinal). Para os ouvintes iniciantes até que é
uma boa pedida para começar ouvindo o trio e
justamente pelo repertório que foi atribuido pela
banda (mesmo com as desvantagens descritas
anteriormente) e recomendado para aquelas pessoas
que gostam de sentir de perto nos ouvidos a
"alma" ao vivo de uma determinada banda.
A grande maioria dos fãs considera o repertório
escolhido até que se sobressaiu melhor do que as
músicas originais de estúdio; certa ocasião
Carl Palmer chegou a declarar numa entrevista o
quanto realmente o trio se dá muito mais
proveitoso ao vivo do que em estúdio e quem já
foi em alguma apresentação do ELP sabe muito bem
que isto é puramente a verdade: vide as ocasiões
quando o ELP esteve no Brasil em 1.993 e 1.997. No
caso de "Welcome back..." as apresentações
que promoveram o trabalho provêem especialmente
das turnês ocorridas exclusivamente nos Estados
Unidos logo após o lançamento de
"Brian..." de novembro de 1.973 até
fevereiro de 1.974 com a inclusão de mais outros
shows extras durando até abril do mesmo ano tendo
um dos eventos mais importantes ocorridos em 6 de
abril chamado "California Jam" que é
considerado o maior de público em toda a carreira
do ELP de frente para 350.000 pessoas junto com o
"Deep Purple" (incluia também "The
Eagles", "Earth, Wind & Fire",
"Black Oak Arkansas" e "Black
Sabbath" no festival) que abriram a apresentação
para o ELP e ainda por cima foi também filmado e
televisionado pela televisão através da Rede
ABC. Detalhe: o guitarrista do "Deep
Purple", Ritchie Blackmore, ficou furioso com
um cinegrafista atirando uma de suas guitarras
acertando o equipamento e consequentemente o ELP
teve de se contentar com uma câmera cinematográfica
a menos na apresentação, mas mesmo assim o vídeo
desta aparição é uma das mais procuradas e
memoráveis para os colecionadores. Em maio
retornam para Inglaterra fazendo últimas
apresentações antes que o trabalho fosse
editado. As mesmas apresentações deste trabalho
podem também ser encontradas em versões muito
pouco diferentes em albums como "King Biscuit
Flower Hour Live" (1.997) e "Then &
now" (1.998). Não existem registros de gravações
de compactos deste trabalho e incrivelmente
atingiu a quarta colocação de paradas em vendas
e sucessos nos Estados Unidos (para um album
triplo em vinil era óbvio que isto acontecesse
pelo fato da turnê ser quase que inteiramente
naquele país) e quinta na Inglaterra. O que dizer
dos músicos naquela ocasião? Keith Emerson
possivelmente era um dos pianistas-tecladistas
mais talentosos que se tinham em momento que fazia
a medida do possível de não ser um músico
"padronizado" tocando mesmas sonoridades
e estilos diferentes e ainda que qualquer ouvinte
que o conhece em estúdio apostaria que ele
poderia fazer tudo aquilo que compôs com o tempo
de forma cada vez mais eficaz; Greg Lake estava
como sempre mantendo ser a cada dia mais
aprimorado com o seu vocal, baixo e violão acústico
sem igual (aqui neste album é uma das últimas
oportunidades de escutar especialmente o vocal de
Lake em suas melhores condições: observe muito
atentamente como do "Works" em diante os
vocais deste vai se descaracterizando), nada muito
fácil encontrar um músico com mesmas características
e por fim Carl Palmer para alguém de sua idade na
época era muito talentoso de sua geração e não
tão simplesmente se encontraria algum músico do
tipo com precisão de ritmos mais complicados do
que este profissional. Enfim, "Welcome
back..." é antes de tudo definitivamente o
ápice da carreira do ELP, um tempo que não
existirá igual para o trio. Já comentado
anteriormente o ELP lançou este album pela
Atlantic Records e a Manticore Records e a produção
do trabalho ficou por conta de Greg Lake com o auxílio
de Peter Granet que já trabalhou também com
muitos nomes desconhecidos ao meio de rock
progressivo como Curt Boetcher, Papa John Creach,
Bruce Haack, David Porter, Nitzinger e entre
outros e somado com também o auxílio de Andy
Hendriksen que teve oportunidade de cooperar no
album de estréia do "Roxy Music"
(1.972), a banda italiana de progressivo
"Premiata Forneria Marconi" em
"Photos of ghosts" (1.973) (curiosidade:
este trabalho de muita importância do progressivo
também estreou na recém inaugurada gravadora
Manticore Records do ELP). A arte gráfica do
trabalho (apesar de muito simples na
"aposta" de um album triplo) ficou por
conta de Michael Ross que fez também para Elton
John e "The Beach boys" (e
coincidentemente também albums ao vivo) e foi
fotografado por Carl Dunn.
"Hoedown" - "Welcome back my
friends to the show that never ends, ladies and
gentlemen: Emerson, Lake & Palmer!!!!!!",
que significa "Sejam bem-vindos meus amigos
ao show que nunca termina, senhoras e senhores:
ELP" em inglês, a frase pertencente ao título
do album e considerada uma "marca registrada
falada" muito famosa nas aberturas dos
eventos ao vivo do ELP. Esta frase inclusive faz
parte de um trecho da suite "Karn Evil
9" do album "Brian salad surgery"
(1.973), último trabalho de estúdio antes deste
album ao vivo e estando mais precisamente na faixa
do tema "First impression - part 2" em
seu início. Antes da frase ser dita já se
observa algum "alvoroço" do público
que já tem o ELP no palco e o trio faz um rapidíssimo
teste de som com os instrumentos. Então eis que
vem "Hoedown" pertencente do album
"Trilogy" de autoria do americano Aaron
Copeland (falecido em 1.990) datado de 1.942, como
umas das obras mais conhecidas e entituladas como
"Rodeo", peça de balé. Foi dedicada
para Agnes de Mille e demonstrou ser o sucesso
mais duradouro de coreografia sobre o enredo de
uma mulher jovem realizada com as mesmas
habilidades de um caubói que tem a esperança de
chamar a atenção de um vaqueiro de uma fazenda e
numa atitude anti-feminista e impressionado pela
agilidades da moça, ignora todo qualquer tipo de
charme e aproveita as falhas do mesmo com um
vestido mostrando no espetáculo o lado mais
feminino no rodeio. O tema "Hoedown" é
sem dúvida a parte mais conhecida e preferida
deste balé. Copeland deve ser muito adorado pelo
ELP porque alem da versão de estúdio do ELP está
no "Trilogy" desta faixa, teve uma outra
que é considerada até um "hit" pelo público
chamada "Fanfare for the common man"
presente em "Works" (1.977) tem a tendência
de sonoridade do tipo "velho-oeste" e a
versão do trio claro que virou em forma de rock
curta e simples ganhou esta versão ao vivo com
uma velocidade muito mais rápida (parece que os
teclados e sintetizadores de Emerson foram pré-programados,
mas claro que não acontece isto) do que em
"Trilogy" e além disso parece ter
ficado com uma duração um tanto maior também.
Curiosidade: ao ser colocada a versão de estúdio
em rotação de 45 rpm em vinil observará uma
velocidade muito parecidíssima com o resultado
desta verão ao vivo. Imagine a emoção na época
do ELP tocando esta faixa de frente ao público
americano em suas próprias terras. Neste album o
ELP irá fazer durante os 15 primeiros minutos
apenas versões de "covers" que estão
presente esta faixa e mais outras duas posteriores
a seguir.
"Jerusalem" - é possivelmente neste
album um "hino", outra "cover"
que faz foi elaborada por Willian Blake no século
19, mesmo admirado pelos britânicos mais
conservadores existentes não causou polêmica
quando a princípio foi gravada em
"Brain..." onde a versão de estúdio
feita pelo ELP se encontra. Esta coloca em dúvidas
em muitos ouvintes se sobressaiu melhor ou não do
que a do estúdio justamente pelo fato de que estão
muito próximas uma da outra em termos de perfeição
quando foram gravadas, o que importante sobretudo
é que as duas versões causam muita emoção aos
ouvidos de um ouvinte.
"Toccatta" - outra "cover",
composta pelo classiscista argentino Alberto
Ginastera (falecido em 1.983), e apresentada também
no album "Brian...". Detalhe: no album
de estúdio do ELP "Toccatta" vem a ser
logo em seguida após a faixa
"Jerusalem", mesma ordem mantida neste
album ao vivo. Ginastera inclusive na época do
lançamento deste trabalho de estúdio notificou o
seu entusiamo da versão gravada pelo trio.
Composta em 1.961, "Toccatta" faz parte
mais precisamente da obra "Concerto para
piano n.01, op.28 - quarto movimento" que
combina harmonias dramáticas e dissonantes com
momentos de algumas passagens até românticas por
sinal (de rápidas escalas para piano em mãos
separadas e arpejos complexos) e chegando a ter a
sonoridade numa forma até feroz tipicamente rítmica.
E justamente foi re-elaborada nesta versão do
compositor por Emerson e Palmer por onde se
observar uma espécie de "duelo" entre
os dois músicos, alías os dois se
"duela" mais precisamente entre
sintetizadores/baterias e piano/percussão. O
momento ápice da faixa é quando existe uma
tranquilidade de apenas Palmer solando por alguns
curtos instantes em meio de sinos num ambiente
extremamente sombrio que repentinamente se retorna
numa energia completamente furiosa até finalizar
a faixa. Sem dúvida destaque para Palmer; observe
o "nervosismo" de Emerson deslizando em
algumas ocasiões as mãos sobre seus
sintetizadores. O ELP encerra as atividades do
show da apresentação das "covers" aqui
neste primeiro lado do disco. O primeiro aspecto
negativo de "Welcome back..." quando lançado
em vinil se inicia aqui porque o primeiro lado
contém apenas pouco mais de 15 míseros minutos,
muito pouco para uma banda como o ELP que tinha um
excelente material já gravado anteriormente sob a
forma de um trio e seria possível ser muito bem
melhor aproveitado.
"Tarkus" - a suite aproveitada no album
"Tarkus" que é representado como uma
faixa-título ocupando um lado inteiro do disco,
considerada por uma grande maioria dos fãs do ELP
uma das mais favoritas deste trabalho ao vivo.
Ganhou uma extensão de aproximadamente 7 minutos
a mais porém observe 2 aspectos negativos na edição
que foi feita em "Welcome back..." em
vinil a seguir: 1) o primeiro lado chega a pouco
mais de 16:30 minutos de duração ocupando o lado
2 do primeiro disco o que é pior finalizando-se
no penúltimo tema da faixa em
"Battlefield" e 2) ocupando uma metade
do segundo disco para a continuação da
"Tarkus" com o tema
"Aquatarkus". Isto significa que a versão
total atingindo 27 minutos de duração se
houvesse ousadia por parte dos músicos e
produtores do album poderia ser aproveitado um
lado inteirinho ocupando este tempo total da gravação,
o que novamente poderia o ELP apresentar mais
outras músicas no album, uma pena neste quesito não
ter sido feito este desafio porque provavelmente
um grande público do ELP agradeceria
profundamente ao trio. Um outro exemplo de banda
de rock progressivo que ocorreu algo muito
parecido foi com o "Yes" em
"Yesshows" (1.981) da faixa
"Ritual" do album "Tales from
topographic oceans" (1.974) e dividiram a
mesma em duas partes uma em cada lado de um disco
em sua versão ao vivo de 28 minutos de duração.
A seguir algums detalhes que diferenciam a faixa
com a da original: a) "Eruption" não
inicia como a original com a melodia crescente de
ambiente sonoro criado por Emerson com os teclados
que vão aumentando de volume e sim com um dos
integrantes dando um sinal de entrada para o trio
iniciar juntos sob forma de
teclados/sintetizadores, baixo e baterias. No tema
b) "Stone of years" o que diferencia da
original é mais a parte solo instrumental de
Emerson que fica um tanto mais nos seus
sintetizadores e o coro do segundo refrão antes
de iniciar esta parte solo instrumental. c)
"Iconoclast" aparenta se tornar mais rápida
a sua "programação" eletrônica do que
na original e quando vem d) "Mass" não
se observa a guitarra elétrica que Lake toca na
faixa de estúdio e Emerson "briga" com
os sintetizadores na parte solo instrumental
procurando fazer a sonoridade também como se
fosse de uma guitarra. Observe também a presença
do baixo-sintetizador tocado pelo tecladista. f)
"Manticore" tem poucas alterações
apenas aparenta estar sendo tocado numa velocidade
um pouquinho maior, e ouve-se uma empolgação de
um dos membros durante uma determinada pausa. g)
"Battlefield" aqui Lake também não
utiliza a guitarra que se apresenta em algums
primeiros momentos do tema e sim mais adiante
junto com também um baixo-sintetizador tocado por
Emerson. Praticamente neste tema está uma das
partes mais emocionantes que cativa muitos
ouvintes do ELP quando Lake dá os primeiros
passos na parte solo instrumental utilizando então
a guitarra fazendo a suite se tornar mais calma e
tranquila apenas com a presença de Lake cantando
o segundo refrão e de uma tal maneira que parece
que irá finalizar de vez a "Tarkus",
mas inesperadamente ele canta um minúsculo trecho
da faixa "Epitaph" do album de estréia
do "King Crimson" em "In the court
of the Crimson King" (1.969), banda inclusive
que Lake foi fundador o que propõe o público ao
vivo em um delírio. É um dos momentos mais
adorados da grande maioria dos fãs do ELP, sem dúvida
e inclusive o ambiente da maneira conduzido por
Lake põe o ouvinte em expectativa se irá
continuar a suite ou não e justamente aqui nesta
parte que é o ponto negativo do album em vinil
pois em alguns casos de situação emocional do
usuário, este pode perder até sua vontade de
continuar a ouvir a restante da "Tarkus"
porque está no lado de um outro disco o tema g)
"Aquatarkus" e o único quesito que faz
o ouvinte a ter a iniciativa de continuar a ouvir
é a improvisação do trio que extente o tema
maior do que é o original chegando a variar em
rock e fusion, sem contar a manifestação do público
que pode ser ouvido também. Neste tema o trio
extendeu a melodia de uma maneira interessante com
a variação dos sintetizadores de Emerson e ficou
extremamente imporvisada. Se o ouvinte observar
atenção detalhadamente poderá escutar o
primeiro tom forte que o trio faz da mesma maneira
de entrada da faixa "The barbarian" do
album "Emerson...", quando o trio
termina de executar a suite estranhamente anunciam
o nome de Carl Palmer (Keith Emerson
"duetou" bastante com Palmer no último
tema da "Tarkus").
"Take a pebble" - a suite original que
possui mais de 12 minutos de duração, recebeu 8
minutos nestas versões ao vivo, mas existe um
detalhe: está dividida em 2 partes uma primeira
com quase 5 minutos e a outra com os outros 3
minutos restantes que vem logo após a faixa
"Piano improvisations" que está em
"Welcome back...". Ficou relativamente
diferente da original dos temas do meio contendo
Lake solando acusticamente sozinho e a parte solo
instrumental de piano tocada por Emerson. Esta peça
entretanto foi tocada no Festival da Ilha de Wight
e turnê do album "Brian..." e
mostrando-se inclusive em estúdio e um tanto a
frente do "King Crimson" quando gravou
"In the court..." em alguns aspectos. A
estrutura é razoavelmente jazzística e com uma
forma de "Etude" por alguns instantes
por parte de Emerson quando Lake cita os dois refrões,
isto porque no clima acústico do violão na
original só virá após esta forma de melodia
encerrando a primeira parte que dará chance a
Lake ficar sozinho cantando com o violão e
cantando. Na segunda parte após "Piano
improvisations" o trio se entende tendo Lake
cantando o último refrão da faixa original e
encerrando a música deste trabalho ao vivo.
"Still...you turn me on" - oriunda do
album "Brian...", na verdade esta faixa
que se acaba tornando até um medley junto com a
próxima a ser tocada "Lucy man", está
"embutida" em "Take a pebble"
deste trabalho; ou seja o que isto significa?
Significa que como se fosse Lake fazer o solo
instrumental acústico de violão que é executado
nesta faixa anteriormente comentada do album
original, mas é evidente que a melodia não tem
nada a ver em aspecto de ser tocada propriamente
dita. É praticamente a balada do album
"Brian...". O tópico é evidente que se
trata de amor e nada mais com muita ternura em
letras muito paupérrimas, mas mesmo assim é
considerado também um "hit" do trio. O
público tem uma aparição depois do primeiro
refrão se manifestando em euforia. Completamente
sozinho e uma melodia totalmente acústica ao
extremo e muito aplaudido por sinal.
"Lucky man" - pertence ao primeiro album
e pode ser considerada também outro
"hit" do trio, aliás o primeiro que o
ELP tenha composto em seus albums ao longo de sua
carreira e possivelmente tornando o trio também
conhecido ao meio musical. "Lucky man"
tem uma estória curiosa e ainda mais para um
album de estréia; quando o ELP assinou o contrato
com a Atlantic Records e gravou o material
rapidamente eles ainda não tinham material
suficiente próprio para a banda como ELP e por
uma exigência da gravadora em chegar em um lado
do disco com 20 minutos em média, a banda
precisava fazer mais um e o trio já tinha gravado
tudo o que possiam a princípio na ocasião. Greg
Lake havia composto esta música aproximadamente
no ano de 1.957 ainda quando adolescente contando
a respeito de um homem que tinha de tudo e morre e
de um ritmo meio estilo folk ele começou a tocar
no estúdio e o trio pressentiu que aquela faixa
seria perfeita para o album gravado. Juntos começaram
a improvisar os arranjos. Esta versão ao vivo é
bem a maneira quando Lake compôs na época que
ainda não era músico. O moog de Emerson que dá
uma característica muito marcante na faixa não
está presente porque aqui é apenas Lake sozinho
no palco. "Lucky man" teria uma melodia
futuramente muito aprecidada também em "From
the beggining" do "Trilogy". Esta
faixa geralmente sempre foi tocada nas apresentações
ao vivo mesmo com o "diferente" vocal de
Lake nos anos 90. Observe a euforia do público
nesta versão. O único quesito negativo até em
momento destas duas faixas tocadas exclusivamente
por Lake é que o mesmo fica apenas por 6 minutos
aproximadamente, ruim para quem admira muito este
profissional em seus momentos ainda mais se
tratando de apresentação acústica.
"Piano improvisations" - uma apresentação
puramente tocada em piano acústica por Keith
Emerson e esta faixa com uma duração de
aproximadamente 12 minutos de duração já prova
o suficiente que Emerson é um pianista muito bom.
O único aspecto negativo é que Emerson faz
improvisações que ora se tornam empolgantes ao
ouvinte mas muito repetitivas para outros ouvintes
como tocando acordes que lembram muito os de
"Take a pebble" tocada já
anteriormente. O que dá a impressão é que
Emerson tinha a intenção de demonstrar ao público
seus dotes tocando uma espécie de
"Eteude" e é o que ocorre nesta
improvisação. Descontando as etapas no piano de
um Keith Emerson repetitivo, tem-se por outro lado
um Keith Emerson virtuoso e glamouroso e
justamente é quando o músico toca uma peça do
clascissista e jazzista austríaco Friedrich Gulda
(falecido em 2.000) em "Fugue" do album
"The long road to freedom" (1.971), que
aliás é um trabalho muito conceitual deste
profissional. Quando Emerson encerra um trecho
deste tema vem a seguir o que induz ser a parte
solo instrumental de "Take a pebble" e
logo a seguir o trio vem de uma maneira bem
"mansinha" apresentando um trecho de
"Little rock getaway" do
jazzista-bluesista Joe Sullivan (falecido em
1.971) datada de 1.933 e que virou ao mesmo tempo
na época um sucesso altamente comercial neste gênero
musical e uma espécie de padrão da música de
Sullivan. O mais curioso é a inclusão da palavra
"rock" no título da faixa em que esta
categorial musical só viria 2 décadas depois e o
ELP consegue manter com Emerson
impressionantemente o jazz de uma forma muito
crescente muito ao lado do blues e tocada
timidamente numa forma de rock. Daí um dos
momentos de "Welcome back..." com a
apresentação de Emerson neste trecho pode também
ser considerado como o ápice do trabalho.
Curiosidade: quando Emerson se apresentava neste
momento o público podia observá-lo sendo
levantado com piano e tudo fazendo acrobacias aéreas
e tocando!!! Houve uma ocasião que a peça que
protege as teclas do piano chegou a bater com força
nas mãos de Emerson ao tocar mas este não perdeu
o "rebolado" e continuou tocando; isto
ocorreu num dos shows do California Jam.
"Jeremy Bender/The sheriff (Medley)" - o
trio fez uma mesclagem de faixas do tipo
honky-tonk, retirada dos albums "Tarkus"
e "Trilogy" respectivamente. Só faltava
a "Benny, the bouncer" do album
"Brian...", que por sinal é a única
faixa que o ELP não toca neste album ao vivo,
talvez não incluiram devido ao motivo de que
sabiam que era uma música superflua e justamente
para os ouvintes adquirirem "Brain...",
provavelmente uma jogada de marketing. Muitos fãs
do ELP não gostam muito deste medley porque o
instrumento que Emerson toca (que não é da época
do início do século XX) é executado em
sintetizador e verdadeiramente dizendo tem uma
sonoridade muito regular, mas isso não impediu de
que o trio pudesse ter simpatia pelo público que
estava assisitindo na ocasião com o estilo de
faroeste. Observe Emerson com Palmer no final da
"The sheriff" ambos se duetando e
fazendo "graça" parecendo não quererem
terminar a faixa e a receptividade do trio antes
de tocar este medley.
"Karn Evil 9" - considerada a maior
faixa do trabalho com 35 minutos de duração
(ficou 6 minutos maior da original) e também uma
das maiores suites que o ELP já compôs em sua
carreira estando presente em "Brain...",
a extensão é mais devido em um determinado
instante que Carl Palmer faz sua execução solo
nas baterias e percussão dando uma nítida
impressão de que provêm da faixa
"Tank" do album de estréia, onde também
tem um solo muitíssimo parecido, e quando Palmer
termina sua aparição é anunciado o seu nome e
recebidíssimo por sinal ao público presente.
Aqui também está a famosa frase do ELP:
"Welcome back my friend to the show that
never ends" e tudo isto citado anteriormente
faz parte do tema "First impression".
Aqui a suite ocupa todo o terceiro disco tendo a
"First impression" estando permanecida
num lado só e as outras duas sessões no outro
lado do disco. O único aspecto negativo é
justamente os 35 minutos que poderiam ter sido
aproveitados no caso com uma faixa pequena-média
sendo apresentada antes do início da suite num
lado e outra faixa pequena-média ao término da
suite. Claro que nada disso ocorreu mas valia sim
a tentativa de investir em duas faixas que se
posicionassem nestas condições. Em "Second
impression" há um Emerson mais uma vez um
tanto eufórico ao tocar o piano acústico e a
versão ao vivo aparenta ter ficado um pouco
melhor do que a original o que só não apresenta
da original são algumas "resmungadas"
feitas pelos integrantes da banda um pouco antes
da faixa entrar no momento em que existe uma
calmaria absoluta do trio e sendo mais uma vez
muito aplaudidos pelo público. Note como a
melodia da faixa nas partes do piano lembram um
tanto da faixa "Mr nine till five" do
album "Photos of ghosts" (1.973) da
banda italiana de rock progressivo "Premiata
Forneria Marconi". A "Third
impression" em alguns instantes se tornando
agressiva por parte do trio e observe como o vocal
de Lake é muito distorcido do que a versão
original tanto na parte inicial do tema como próximo
do final da faixa. Quando surge a parte programada
pelos sintetizadores de Emerson que vão ficando
cada vez mais rápidos, o trio sai de cena neste
momento até a programação encerrar e nesta
ocasião da turnê eles voltavam com o pedido de
"bis" tocando um considerável trecho da
"Pictures at an exihibithion". E por que
não poderia ter sido incluso também neste
trabalho ?
Ficha técnica: Emerson, Lake & Palmer -
Welcome back my friends to the show that never
ends - Ladies and Gentlemen" (1.974)
Músicas:
|