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Egberto
Gismonti - piano, piano elétrico, orgão,
guitarra, flauta indiada, sintetizadores, vocal. Robertinho
Silva - bateria.
Luis
Alvés - baixo. Nivaldo
Ornelas - soprano. saxofone, flauta. Tenório
Jr. - piano elétrico. Mauro Senise -
flautas. Danielo
Caymmi - flautas. Paulo Guimarães - flautas.
Dulce
Bressane - vocal. Mauricio Maestro -
vocal. Marcio Montarroyos - flugelhorn.
Darcy
da Cruz - trompete. Ed
Marciel - trombone.
Faixas:
1. Palácio das pinturas
2. Jardim de prazeres
3. Celebração de núpcias
4. A porta encantada
5. Scheherazade
6. Bodas de prata
7. Quatro cantos
8. Vila Rica 1720
9. Continuidade dos parques
10. Conforme a altura do Sol
11. Conforme a altura da lua
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Egberto
Gismonti
- Academia de Danças (1974)
Por zambinha
Academia de Danças é o
trabalho mais progressivo na extensa discografia
de Egberto Gismonti. Esta resenha tem por objetivo
prestar uma merecida homenagem a este que pode ser
considerado um dos maiores compositores da música
de vanguarda e erudita brasileira. Maestro,
multiinstrumentista e arranjador, Egberto nunca
teve o reconhecimento do público e da imprensa
especializada em nosso pais. Claro que inúmeros
dos seus trabalhos, como este que ora comento, são
demais complexos para ouvintes que esperam uma
musica convencional, sem experimentalismo, como
nas faixas conforme altura do sol e da lua cuja
influencia de Hermeto Paschoal é evidente.
Academia de danças nos aproxima muito da
Mahavishnu Orquestra, pois alguns dos seus
segmentos parecem guardar intima relação com o
trabalho de John Mclaughlin.
Os tons são menores e palácio de pinturas
inicia-se com um melodia por demais mórbida e
triste porém belíssima e deslumbrante, assim
como todo o lado A do então vinil, denominado
CORAÇÕES FUTURISTAS, onde predomina os arranjos
para violão e orquestra, com argumento baseado no
livro das 1001 noites. Scheherazade é uma composição
maravilhosa. O modo de execução do violão de
sete cordas de Egberto é singular e lhe confere
identidade notória. O que seria então o lado B,
ACADEMIA DE DANÇAS, revela um Egberto pianista,
virtuoso e com composições cuja linha melódica
é rebuscada e dissonante, com letras de Geraldo
Eduardo Carneiro, muito bonitas. O trabalho tem
participações de Robertinho Silva na bateria que
apoia como ninguém rítimos complexos cheios de
variações. Danilo Caymmi contribui com a flauta
e Luís Alves no baixo. Existem alguns coros e
vocal feminino de Dulce, mas o próprio Egberto é
responsável pelo vocal principal. A regência da
orquestra é de Mário Tavares.
Academia de Danças é um dos mais complexos
discos de progressivo já gravado no Brasil e deve
ser necessariamente conhecido pelos pesquisadores
deste gênero. Ele foi lançado em 1974, em pleno
movimento progressivo nacional, entretanto, ele
extrapola todas as influencias que naturalmente
ocorriam nesta época, nos grupos de progressivo
nacional. Tenho absoluta convicção, até hoje,
de sua originalidade.
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