Brasil, 2004.


Componentes:
Valdir Zamboni (“Zambinha”): violão, guitarra e vocais
Guilherme Conti Marcello: baixo e teclados
Cesar Frezzato: bateria
 

Convidados:
Leandro Guimarães: flauta
Roberto Vaqueiro: gaita e vocais de apoio


Músicas:
1.- Art Attack – 3:30
2.- The Key – 6:38
3.- Step on board – 3:17
4.- Ola Beck! – 4:54
5.- Hard rock song – 3:40
6.- 2 1/9 – 4:01
7.- The man who was more dung of that shit of the horse of the outlaw – 7:12
8.- Monster… including variations on a theme by Erik Satie – 1st movement (adapted from Trois Gymnopedies) – 6:55
9.- One rocker (celebration fifty years of rock and roll) – 2:27
10.- Bonus track: the key is not me… (wind versions) – 6:40
 

Letras por Zambinha, exceto as faixas 2 e 8, que são de Auro Okamoto


Family Free Rock    

Death Certificate of Blues

 
Dados da resenha:
Autor: Celso (Hammill); recebida em: 18/03/2005.
 
O nome da banda já diz tudo: rock livre, solto. Gravado entre setembro e outubro de 2004, e produzido, composto e com arranjos do Zambinha (co-produzido por Luciano Watase), o primeiro projeto do grupo foi gravado pela gravadora fictícia Zambiapunga Records e idealizado de forma que alguns de seus trechos pudessem ser utilizados como trilha sonora de esportes radicais e de aventura. Todos os detalhes de concepção do projeto podem ser obtidos diretamente no site da banda: http://geocities.yahoo.com.br/family_free_rock/.

É injusto rotular a Family Free Rock, mesmo porque o intuito do grupo não é esse e por causa dos agradecimentos no encarte, motivos de sua influência musical: Jimmy Page, Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmour, Richie Balckmore, Tony Iommy, Andy Angus, Albin Lee, Frank Zappa, J. Pastorios, Steve Morse, Keith Richard e Gary Rossington.

As 10 faixas do cd têm vários tipo de rock que vão desde pitadas de rock progressivo, hard rock e até boogie. A descrição de cada música pode ser obtida através das palavras do próprio Zambinha:

Art Attack
“Uma vinheta instrumental neurótica, repetitiva, com incursões dissonantes zappianas antagônicas ao blues que chamamos de ART ATTACK (causa imediata do óbito.... assim como um ataque do coração)”.

The Key
“Um folkrock que no fundo sustenta uma letra muitíssimo interessante do nosso amigo Auro Okamoto, que representa para nós o mesmo que Keith Reid para o Procol Harum. Convidei o Leandro, antigo flautista da banda Tarkus, a participar dela. Ele nunca tinha ouvido esta música e a conheceu no estúdio. Conhecendo-o, perfeitamente, sei que ele seria capaz, como foi, de improvisar e aprender instantaneamente seus riffs. O mesmo posso dizer do Beto Vaqueiro, na gaita, com uma diferença; não o conhecia anteriormente.”

Step on Board, One Rocker e Hard Rock Song
“Foram músicas resgatadas da época onde tocávamos num power trio de hard rock e jazz rock batizado de Tarkus. Compus músicas novas para o Tarkus, quando dois novos elementos foram incorporados a banda, resolvendo-se adotar um estilo de música pop sofisticada, com tendências progressivas ou simplesmente “art rock” e então, estas velhas e boas músicas foram preteridas. Observo que ainda restou material, desta época, que não foi gravado desta vez.”

2 1/9
“É uma das minhas preferidas neste trabalho por ser um hard rock instrumental com o qual pude homenagear uma das minhas bandas prediletas: o Cactus! A gaita do Beto, o baixo do Gui e a estupenda performance de bateria do nono foram os ingredientes perfeitos para sua formatação, cheia de riffs grudentos e quase de improviso.”

The man who was more dung of that shit of the horse of the outlaw
“Resolvemos prestar uma justa homenagem a banda Lei Seca, gravando uma de suas músicas inéditas, de sua última fase, numa versão acústica e com o título modificado. Nesta versão procuramos manter o mesmo espírito descontraído que a tocávamos na época.”

Monster
“Como toquei, por muito tempo, em banda com elementos utilizados em rock progressivo não experimental foi inevitável sua inclusão nesta trilha. Música rejeitada pelo Tarkus, não resisti em inserir, nesta faixa, um prólogo e um epílogo homenageando Le Gymnopédiste Monsieur Le Pauvre, compositeur di musique, Erik Satie. (Minha queda pelos franceses continuou desde Theodor Gericault e a balsa de Medusa.) Seus movimentos incluem trechos que nos remetem ao Peter Hammill, e seu piano, passando pelo clássico hard rock dos anos 70 e terminando com o clima de gaita num café, em Paris.”

One Rocker
“Como neste ano faz 50 anos que o rock existe, resolvemos homenageá-lo com este autêntico tributo ao rock and roll, que me lembra muito todos aquelas "raw bands" que ouviamos desde pequeno, de A a Z.”

Bônus: The key is not me
“Para quem gosta de cantar, uma “wind version da própria The Key.”


Um projeto feito por quem gosta rock, para quem gosta de rock!

Observação: no encarte há um “atestado do óbito”, forjado é claro, com informações sobre a banda.