Inglaterra, 1990.


Músicos:

Fish: Vocais e letras
Mark Brzezicki: Bateria
John Giblin: Baixo
Mickey Simmonds: teclados
Frank Usher: guitarras
Janick Gers: guitarras
Hal Lindes: guitarras
Aly Bain: violinos
Tessa Niles: Backing Vocals
Kick Horns: metais
Phil Cunningham: metais


01. Vigil (08:46) [Dick/Simmonds]
02. Big Wedge (05:25) [Dick/Simmonds]
03. State Of Mind (04:45) [Dick/Simmonds/Lindes]
04. The Company (04:07) [Dick/Simmonds]
05. A Gentleman's Excuse Me (04:20) [Dick/Simmonds]
06. The Voyeur (I Like To Watch) (04:45) [Dick/Simmonds]
07. Family Business (05:22) [Dick/Simmonds/Lindes]
08. View From The Hill (06:39) [Dick/Gers]
09. Cliché (07:06) [Dick/Simmonds/Lindes]


Fish    

Vigil In A Wilderness Of Mirrors

 
Dados da resenha:
Autor: Roberto Lopes (bobblopes); recebida em: 03/05/2004.
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Em outubro de 1988,o vocalista Fish (apelido usado por Dereck Dick, o nome original do vocalista) surpreenderia os milhões de fãs do Marillion ao redor do mundo anunciando sua saída da banda, após uma amarga briga com os outros membros do grupo, e que iria partir para uma empreitada solo.
Entre 1988 e 89 Fish reorganizaria sua vida pessoal, atribulada graças a massacrante rotina advinda das turnês do grupo, chamaria músicos competentes e aproveitando parte de um material que o vocalista tentara utilizar num possível disco do Marillion (com resultados desastrosos) o mesmo iniciaria sua empreitada solo em janeiro de 1990, lançando seu primeiro trabalho Vigil in the Wilderness of Mirrors. O resultado final mostraria que o músico começava com o pé direito sua jornada.
A faixa título, onde a letra era uma alusão aos truques e armadilhas em que as superpotências praticavam uma com a outra durante a guerra fria, começa num tom melancólico e gradativamente o peso da canção vai crescendo atingido um clímax, ajudados pelo vocal competente de Fish. Já Big Wedge, ótima canção com uma pegada bem rock n' roll, ironizava o american way of life tão vigente na época (a música, que deveria ser utilizada num novo trabalho do Marillion, foi rejeitada pelo grupo, que ambicionava conquistar o mercado americano), destaque também para o backing vocal eficiente de Tessa Niles. State of Mind, com uma deliciosa pegada de baixo, traz um Fish mais suave, dando uma espécie de resposta aos que falavam que ele estava abalado por sua saída do Marillion. Family Business e View from the Hill por outro lado, mostravam Fish de certa forma desabafando a difícil situação que passou no campo afetivo e profissional. Nessas faixas, percebia-se que o vocalista estava no auge de sua performance vocal e que também estava bem acompanhado , com boas performances de Mark Brzezicki na bateria e bons solos de Hal Lindes na guitarra. The Company, uma letra também com aspectos pessoais, mostra uma boa performance do tecladista (e principal colaborador musical de Fish no período) Mick Simmonds e Clichê (música também rejeitada pelo Marillion) terminaria o trabalho de forma concisa.
O sucesso comercial e artístico foi muito positivo, conseguindo superar até o trabalho de seu ex-grupo com o novo vocalista, Steve Hoghart (Season´s End).
Mas infelizmente essa boa fase não seria duradoura. Um longo e desgastante processo judicial com a EMI (do qual Fish perderia) entre 1991 a 1998, somados a problemas do músico com a bebida e drogas fariam sua carreira declinar vertiginosamente, tendo seu reflexos em discos bem inferiores (mesmo que ainda bons) como Sunsets of Empire (1998) e Raingod With Zippo´s (1999).
Mas mesmo assim Vigil permanece como um grande disco, sem duvida o melhor de sua empreitada solo e altamente recomendável. Podendo-se dizer do mesmo nível dos grandes álbuns do Marillion nos anos 80.