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Thijs Van
Leer: órgão, flauta,
vocais. Jan Akkerman: guitarra. Pierre
Van Der Linden: bateria.
Bert Ruiter: baixo.
Faixas:
01- Focus III (03:54)
02- Answers? Questions! (11:38)
Questions? Answers!
03- Focus II (04:27)
04- Eruption (08:29)
a) Orfeus
b) Answer
c) Orfeus
d) Answer
e) Pupilla
f) Tommy
g) Pupilla
05- Hocus Pocus (08:29)
06- Sylvia (02:48)
07- Hocus Pocus (Reprise) (02:47)
Tempo Total
(42:32) |
Focus
- Live At The Rainbow (1973)
Por
mirage
Gravado
no Rainbow Theatre, localizado no Finsbury Park em
Londres, não por necessidade, mas por uma
exigência do mercado fonográfico. Aconselhados
pelos executivos da gravadora EMI Bovema Holland,
pois estavam surgindo vários álbuns “ao vivo”,
principalmente de rock progressivo, o Focus gravou
o seu, mas, com personalidade. A seguinte nota foi
publicada na época pelo jornal Melody Maker: “Eles
nem deviam gravar em estúdio, pois são
absolutamente perfeitos num palco”.
O grupo, em 1973, contava com a formação clássica.
O fundador e líder, o carismático Thijs Van Leer
(órgão, flauta e vocais), formado pelo Liceu
Musical de Amsterdam; o virtuoso guitarrista,
violonista e tocador de alaúde, Jan Akkerman
(ex-Brainbox), também formado pelo Liceu Musical
de Amsterdam; o baterista Pierre Van Der Linden
(ex-Brainbox e futuro integrante do Trace) e; o
baixista Bert Ruiter (também ex-Brainbox).
Esse álbum apresenta músicas dos LPs: Moving Waves
(71) e Focus III (72), segundo e terceiro discos
da banda, respectivamente.
“Focus III” é a primeira do disco, começando como
na versão original, com o ótimo solo crescente do
Hammond de Thijs, até a entrada de bons acordes do
baixo de Bert Ruiter acompanhado da guitarra de
Akkerman. Contando com um coro de Van Leer ao
fundo, essa música calma fica empolgante, quando
surgem vigorosas batidas de bateria e um excelente
solo de guitarra, que faz um bom tema, terminando
a faixa.
“Answers? Questions! Questions? Answers!” é
iniciada com um solo de baixo junto com Thijs
fazendo um timbre grave e outro agudo de sua voz
e, batidas fortes de bateria, sempre com o som do
órgão como base. Depois recebe o som da guitarra.
Alternando momentos agitados, como os bons solos
de guitarra e, momentos calmos, como a excelente
flauta de Van Leer, que sola por mais de dois
minutos até entrar, novamente, Jan Akkerman com
solos rápidos e precisos. A música chega ao fim
com um som forte de órgão fazendo base para os
outros instrumentos.
Thijs inicia “Focus II” com a bela introdução de
órgão. Essa ótima música, apresenta variantes,
sempre com Akkerman fazendo solos excelentes,
alternando agudos e graves de sua Gibson Les Paul.
Van Der Linden faz mais um bom trabalho na
bateria. A faixa tem o final parecido com o de
“Answers? Quetions! Questions? Answers!”.
Após o término de “Focus II”, Thijs Van Leer
cumprimenta o público, anunciando o que a banda
tocou e, a próxima música, que é...
“Eruption”, que apesar de nào conter todas as suas
partes, mostra o excepcional dueto (ou seria
duelo) de Akkerman e Van Leer. Pierre Van Der
Linden está bastante ágil. Bert Ruiter faz mais
uma boa linha de baixo. Um dos pontos altos da
música é a parte “Tommy”, que tem mais ótimos
solos de guitarra.
De repente: “Abra Cadabra”!! Começa “Hocus Pocus”
com curtos riffs de guitarra fazendo introdução
para as macabras batidas de Van Der Linden. Bert
Ruiter detona com bizarros acordes de baixo.
Marcada pela cantoria Yodel (canto típico do
Tirol, uma província da Áustria, localizado nos
alpes) de Thijs, que mostra toda sua potência
vocal, inclusive com uma impressionante seção de
assobio. Mais extensa que a original, Thijs
apresenta a banda fazendo parecer mais uma parte
da música, em uma integração perfeita. A bruxaria
acaba com um rápido solo de Akkerman, que faz a
platéia ir ao delírio!
Com o início diferente e menor que a versão de
estúdio, “Sylvia” começa com ótimos riffs de Jan
Akkerman, que dá um show numa das mais, senão, a
mais bela música do Focus.
Finalizando esse magnífico disco, “Hocus Pocus
(Reprise)”, com seu ritmo alucinado, deixa o
ouvinte pedindo bis.
É, para mim, um dos melhores álbuns do Focus e, um
dos melhores álbuns “ao vivo”. Recomendo para quem
não gosta de gravações de shows e, pra quem gosta,
pois é um “prato cheio”.
Thijs Van Leer, em entrevista no Brasil em
novembro de 2002, disse: “Temos muitos elementos
de música clássica. E isto não pode ser
progressivo porque é antigo. Antigo como Johann
Sebastian Bach, como Johannes Brahms, que estão
mortos há muito tempo. Por outro lado, somos
progressivos ao misturar diferentes estilos. Como
nos chamar? Somente Focus”. Concordo e assino em
baixo, pois o som dessa banda é inconfundível.
Curiosidade: Hocus Pocus só fez sucesso nos EUA (o
maior mercado musical), figurando no Top 10 da
Billboard, com essa versão do “Live At The
Rainbow”.
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