|

Cleem
Determeijer - Hammond Organ, Mellotron, Pianos
e Sintetizador; Beer Klaasse - Bateria; Joop
Van Ninwegen - Guitarra e violão; Peter
Vink - Baixo e pedal.
Faixas:
1. Register Magister (9:22)
2. Paradoxical Moods (10:43)
3. Pisces (9:29)
4. A Bridge to Alice (13:13)
Faixas bônus:
5. Colossus Part 1 (3:28)
6. Colossus Part 2 (3:36)
|
Finch
- Glory of the Inner Force (1975) Por
Davi
Este é
o primeiro e, em minha opinião, o melhor disco
desta banda holandesa que faz fusion com um bom
lado sinfônico. Às vezes seu estilo é comparado
com o do Crucis (devido ao Los Delirios del
Mariscal), mas as diferenças são consideráveis.
O Focus talvez seja a melhor comparação, porém
só devido aos trechos mais "jazzísticos"
com grande presença de guitarra, como alguns de
"Answers? Questions? Questions!
Answers?" e "Anonymus Two".
Glory of the Inner Force é o disco com mais
velocidade e mais técnico do Finch, mas quem
gosta do Beyond Expression (1976) deve gostar
deste também, as diferenças não são muito
grandes. O Galleons of Passion (1977), porém, é
bem mais melódico e costuma ser considerado o
mais fraco do grupo.
O tecladista e o guitarrista deste grupo são
muito bons e rápidos. Joop Nimwegen (o
guitarrista e compositor), em especial, merece
muita atenção! O baterista, porém, acho que
deixa um pouco a desejar frente à qualidade dos
demais integrantes da banda; ele é bom, apenas não
é tão bom quanto os demais.
Register Magister mostra bem o estilo desta banda,
mas a vejo como uma introdução para o que ainda
está por vir, ela é, digamos, a "menos
muito boa".
Paradoxical Moods, minha favorita, é a típica música
que começa muito bem e, a cada minuto, te prova
que ainda existe algo melhor do que estava sendo
tocado. Ela vai ficando cada vez mais rápida e
mais tensa, culminando em um trecho onde o hammond
organ ganha destaque, o que soa bem diferente do
resto resto da música, que é dominada pela
guitarra. Talvez o contraste do clima inicial com
o final seja o motivo do título Paradoxical
Moods.
Pisces e A Bridge to Alice além da usual
velocidade e forte presença de guitarra, contém
passagens mais lentas e melódicas, onde o violão
predomina. Em alguns momentos, um "space
fusion" com sintetizadores também pode ser
encontrado. Gosto dessas outras passagens também,
mas este não é o forte do Finch. Apesar disto,
essas passagens completam a obra, gosto da variação
de clima.
Por fim, as duas bônus encontradas no CD estão
um pouco abaixo do nível das músicas originais,
mas são boas.
|