Holanda, 1977.


Philip Catherine, guitarra.

Eef Albers, guitarra.

P.J. Proby, vocals.

Thijs Van Leer, sintetizador, flauta, teclados, vocal.

Steve Smith, bateria


Faixas:
1. Wingless - 5:35 
2. Orion - 4:08 
3. Night Flight - 3:40 
4. Eddy - 5:54 
5. Sneezing Bull - 4:27 
6. Brother - 5:19 
7. Tokyo Rose - 5:08 
8. Maximum - 8:40 
9. How Long - 5:16 


Focus

Focus Con Proby

 
Dados da resenha:
Autor: Leandro (Modulo1000); recebida em: 05/01/2006.
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Esse seguramente é o disco mais atípico do Focus, pois consiste num álbum quase que todo cantado e numa levada bastante acessível, o que não significa tratar-se de uma obra ruim, mas, sem dúvida, esta muito aquém do que o Focus produziu na década de 70.
A voz de Proby é bastante semelhante à de Steve Wonder, tanto em timbre quanto em estilo de cantar, é sem dúvida muito boa mas, cá entre nós, o que tem a ver o estilo do Focus com o do Steve Wonder? Talvez por esse motivo Proby ficou meio deslocado no disco, e uma evidência disso é que os pontos mais altos do mesmo são justamente as músicas instrumentais.
“Wingless” é a música que abre o disco e é um pop-balada bem interessante, curiosamente as introduções e os solos de guitarra foram as características que mais mantiveram-se fiéis ao velho estilo do Focus apesar de a banda não contar mais com Jan Akkerman, e não somente nessa música mas no disco como um todo.
De um modo geral as músicas cantadas são bem semelhantes entre si e todas, sem exceção, podem ser consideradas boas dentro da proposta comercial, mas pouco têm a ver com o progressivo, embora flertem bastante com o fusion. Elas seguem uma fórmula não muito diferente de algumas músicas do “Mother Focus”, como “I Need A Bathroom” e “Soft/Hard Vanilla”. Destas vale a pena destacar-se “Brother”, que até hoje é executada pela banda na sua versão cantada e é talvez a que menos se distancia do rock progressivo, e “How Long” que tem na sua introdução o tema de “Black Beauty” do primeiro disco, executado pela guitarra (entretanto, imaginem, a música tem uma levada “disco”).
Como já disse o ponto forte está nas instrumentais, “Sneezing Bull” é um musicão pra ninguém botar defeito, tem uma levada meio fusion com solos de flauta à la “Jethro Tull” (é daquelas que Thijs mantém-se só na flauta e não toca teclado) e é nesta música que melhor se nota a competência do baterista “Steve Smith”, excelente.
“Maximum “ também é outra música ótima, seus timbres lembram bastante os de “Red Sky at Night” do “Ship of Memories” mas não se trata de uma balada pois seu estilo é bem semelhante à proposta de “Mather Focus” entretanto é bem superior a este, trata-se de um prog bem fusion de muito bom gosto e competência, que remete muito ao velho estilo do Focus.
Em síntese, “Focus Con Proby” não é um disco essencial mas, devido a algumas músicas isoladas, merece ser adquirido para completar-se a coleção do Focus.
 

Autor: Valdir Zamboni (zambinha);

Considerada a primeira banda progressiva a emplacar sucessos instrumentais, o fOCUS gravou em 1977 seu primeiro disco com a participação de um vocalista no LINE-UP, e resolveu denomina-lo "com Proby", com P.J. Proby nos vocais. Nesta época Jan Akkerman já havia deixado a banda e as guitarras para Philip Catherine. O disco, segundo Mike Vernon, famoso editor de rock progressivo foi considerado um fracasso geral de público e prenunciou o fim da banda na época, que viria a lançar uma coletânea de sobras de 1973 em Ship of Memories como sétimo e último disco dos anos 70. A mudança para uma banda com musicas cantadas foi a pretensa razão que justificou o fato, mas instrumentalmente, o disco manteve o nível das composições de seus antecessores. Havia também é claro muito carisma em torno de Akkerman que não estava presente e uma reação até infantil de rejeição pelo outro guitarrista. No entanto basta você começar a ouvir a música wingless e prestar atenção na linha de guitarra, rítmica e solada para perceber que a prevenção era absolutamente ingênua e descabida, pois Catherine é um excepcional músico e participou com uma composição maravilhosa: Sneezing Bull, com um trabalho de flauta digno da grandeza T.V.L. Brother é uma composição belíssima e não se poderia imaginar que viria a ser reagravada muitos anos mais tarde, na volta da banda em 2002 com oitavo CD intitulado Focus 8. Existem duas composições neste CD excepcionais. Tokyo Rose inicia com uma harmonia delicada e sublime e transforma-se na balada melódica com a marca registrada do Focus em meio a declamação de Proby e em seqüência a Maximum, tv a melhor do disco, perfazendo 13:48 de musica de primeiríssima qualidade instrumental Sem dúvida Focus com Proby é ligeiramente diferente dos outros discos do Focus, embora mantenha o nível de composição do grupo, mas nem por isso, ele deve ser desprezado e esquecido. Pode não ser essencial em sua discografia, mas até bem pouco tempo era de fato o réquiem do Focus não considerando o duo tecno TVL/ Akkerman do inicio dos anos 80.