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Jan
Akkerman, guitarra; Cyril Havermanns, baixo; Thijs
Van Leer, teclados, flauta, vocal; Pierre VanDer
Linden, bateria
Faixas:
1. Hocus Pocus
2. Le Clochard
3. Janis
4. Moving Waves
5. Focus II
6.
Eruption
Tempo total: 41:25
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Focus
- Moving Waves (1972) Por
Aqualung
Holanda,
começo dos anos 70.
Thijs Van Leer e Jan Akkerman reformam o grupo
Focus, que havia se desintegrado após a gravação
de seu primeiro disco (In And Out Of Focus), com a
entrada do baterista Pierre Van Der Linden (Trace)
e do baixista Cyril Havermans.E o que esses quatro
holandeses viriam a criar em seguida entraria para
a história da música.
Moving Waves, origianlmente gravado em 1970 sob o
nome Focus II e relançado como Moving Waves em
1972, é uma das obras primas do Focus e da música
mundial, sendo influência de mutios grupos de
progressivo, hard rock e até de metal.
O disco começa com a pancada que se tornaria a música
mais famosa do grupo: Hocus Pocus. Uma verdadeira
exibição de técnica, feeling, psicodelia e
humor que dura mais de seis minutos. Destaque para
o incrível trabalho de guitarra de Jan e os hilários
vocais "yodel" (canto típico da
Holanda) de Thijs. A música é extremamente
constrastante, passando de guitarras nervosas para
passagens com acordion, flauta e até assobios,
para voltar ao clima "heavy metal"
segundos depois.
Na sequência, algumas baladas e músicas mais
lentas: Le Clochard (O Vagabundo), Janis (escrita
em homenagem à cantora, falecida meses antes da
gravação do disco), com uma incrível linha de
flauta de Thijs Van Leer, Moving Waves (uma das
poucas e raras músicas do Focus com linhas vocais
sérias), que basicamente é piano e vocal, Focus
II, que começa lenta mas depois tem uma seção
que lembra músicas de vinhetas televisivas dos
anos 70 e que é bem agradável.
Então chegamos ao lado 2, e à musica Eruption, o
projeto mais ambicioso do grupo (lembremos que em
1970 não eram comuns as composições de 20
minutos ou mais, como Close To The Edge, Suppers
Ready, entre outras)
Eruption, na verdade, é uma colagem de várias
vinhetas: Orfeus, Answer, Pupilla, Tommy, The
Bridge, Euridice, Dayglow e Endless Road. Cada uma
extremamente diferente da outra, como se fosse um
bate-papo no meio da música, uma vinheta
"conversando" com a outra. Uma
verdadeira epopéia musical, com passagens lentas
(Orfeus) e outras mais velozes (Answer). Destaque
novamente para a guitarra de Jan Akkerman e os
teclados de Thijs Van Leer.
Esse disco é extremamente recomendado. Quem nunca
ouviu nem imagina o que está perdendo.
Por Fernando Costa (ou Aqualung)
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