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Tony
Banks - órgão, melotron,
piano, piano elétrico, violão de 12 cordas, vocais
de apoio. Michael Rutherford - baixo,
pedaleiras de baixo, violão de 12 cordas, vocais
de apoio. Peter Gabriel - vocal principal,
flauta, percussão, tamborim. Steve Hackett
- guitarra elétrica, violão de 12 cordas. Phil
Collins - baterias, percussão, vocais.
Faixas:
1.
The musical box - 10:20
2. For absent friends - 1:42
3. The return of the giant Hogweed - 8:04
4. Seven stones - 5:05
5. Harold the barrel - 2:56
6. Harlequin - 2:50
7. The fountain of Salmacis - 7:48
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Genesis - Nursery Crime (1971) Por
Steve Hillage
O Genesis da fase do início dos anos 70 tinha um
talento de sobra que deveria invejar a muitos dos
concorrentes de rp na época especialmente quando
ingressaram na etiqueta Charisma Records de Tony
Stratton-Smith, o primeiro do Genesis estreiado
pelo título "Trespass" (1.970) (o que acabou
tornando o nome de uma banda israelense
futuramente) e começava a fortalecer o lado
progressivo do Genesis e iria gradualmente tendo
simpatia do público e da crítica e "Trespass" além
de ser conceituado deixa claro o que o Genesis
pretendia nos albums seguintes. O "Nursery crime",
este aqui comentado no caso, antes de ser
iniciado, em suas sessões de gravações no início
de 1.971 tiveram alguns "problemas" no que
competia a formação da banda pois sairiam o
virtuosissimo Anthony Phillips que era até então o
guitarrista/violonista principal e o
baterista/percussionista John Mayhew. No caso de
Mayhew não se tiveram tanta preocupação em sua
saída pois a banda tinha muito trabalho em
esclarecer a este de como queriam editados os
trabalhos e era um baterista muito dependente, e
não correspondia com a edição final das sessões,
ou seja, por exemplo, imagine um pedreiro que faz
a construção de uma residência tem o projeto
(desenho "lay-out") totalmente detalhado (com
todas as características do que será executado) em
mãos e não sabe interpretar o mesmo, o que
caracteriza que precisa ter alguém pra ficar dando
instruções que vão ser uma atrás da outra toda
hora interrompendo as outras pessoas que estão
envolvidas no mesmo trabalho. Era assim que
acontecia com Mayhew, embora óbvio que na música
!!!! Para outras pessoas alegava-se que eram
problemas de saúde, mas tornava-se muito a desejar
essa desculpa. Agora, quanto a Phillips a
preocupação foi muito maior sem sombra de dúvida
primeiro porque ele era membro fundador do
Genesis, segundo porque tinha bom relacionamento
com todos os companheiros da banda por serem na
adolescência amigos de escola de extrema
confiânça, na Fundação Britânica Chaterhouse na
metade dos anos 60 e terceiro por causa do
virtuosismo de Phillips que começava a se tornar
cada vez mais gradual e complexo, sem contar no
desenvolvimento musical criativo que Phillips
possuia. Aliás isso é comprovado na carreira solo
dos trabalhos de Anthony Phillips. Phillips
alegava que sua permanência na banda o deixou
frustado e desgastado com aquilo que estavam
fazendo, é muito difícil de entender este motivo
dele até hoje nos dias atuais. Naquela "altura do
campeonato" eles não acreditavam em jogar fora
tudo aquilo que sonhavam em serem músicos desdes
os tempos de adolescentes e ai vão a procura do
que necessitavam; primeiro o baterista que foi
feito por meio de sessões e no meio de quase 50
surgiu Phil Collins que era de uma banda chamada
"Flaming Youth" e tinha gravado um disco
entitulado como "Ark II" lançado no ano de 1.969
além de 2 compactos. Collins tinha muita precisão
e ritmo nas baterias e percussão, além de um vocal
melodioso que no decorrer do tempo dividiria com
Gabriel e é então recrutado. O guitarrista foi um
pouco mais difícil, chegaram a recrutar um chamado
Mike Bernard mas ficou pouco tempo fazendo apenas
ensaios, quando eles encontram num anúncio musical
de um guitarrista que estava procurando uma banda
que o correspondesse o seus "instintos" e Peter
Gabriel faz contato com este que era nada menos
que Steve Hackett. Hackett tinha muito talento
como guitarrista que variava desde o estilo
clássico/erudito, folk, acústico também havia
feito um album antes de se ingressar no Genesis
numa banda chamada "Quiet World" entitulado como
"The road" e lançado no ano de 1.970, aliás neste
album do Genesis dá uma sensação aparente de que
as guitarras de Hackett estão bem mais presentes,
pelo menos ao que percebe-se diferente dos outros
trabalhos que ele não demonstra tanta
agressividade, talvez nesse caso como é o "Nursery
crime". Em agosto de 1.971 estaria a partir deste
trabalho que iniciariam até o ano de 1.975 quando
o líder e vocalista Peter Gabriel salta fora e é
considerado para muitos a partir de "Nursery
crime" o melhor line-up formado da banda e
diferente daquilo que se imaginaria que seria o
"Trespass" (injustiçado, talvez por ser um único
album progressivo com Anthony Phillips) e que por
incrível que parece contém também uma boa formação
e a banda não parece reconhecer isso e mal nos
trabalhos ao vivo, só em pouquíssimas coisas
realizadas contadas a dedo, todos reunidos se
preparam para a elaboração de "Nursery crime" e é
lançado em novembro do mesmo ano contava com a
produção feita por John Anthony e do auxílio de
David Hentschel teve também edições realizadas
pela gravadora Philips e a capa também feita por
Paul Whitehead do album anterior "Trespass", teve
muita repercussão na época porque era justamente
muito ousada para um disco contendo a ilustração
de uma garotinha segurando um martelo de criquete
e insinuando as cabeças de outras crianças serem
as bolas no campo do jogo e serviu de inspiração
na faixa épica "The musical box". Detalhe
enigmático: quem for detalhista em observar na
capa do próximo album "Foxtrot" (1.972) poderá
perceber que tem semelhanças ilustrativas do album
"Nursery crime" como na praia aquele grupinho de
"Klux-klux-klan" ao lado do oceano e que estão
próximos da árvore do casarão ao lado (Nursery
crime), além do jogo de críquete (com a garotinha
e a enfermeira) e o homem do guarda-sol ao lado do
edifício (seria o casarão, no caso?) que estão
atrás dos cavalos em "Foxtrot". O trabalho foi
perfeito para o gênero de rp, geralmente abriam
shows para a banda Van der Graaf Generator, também
da mesma etiqueta Charisma Records e outro detalhe
interessante é que eles estavam a partir deste
trabalho começando a ter uma presença forte em
outros paises europeus, incluindo a Itália onde as
paradas musicais nas primeiras colocações os
apontavam como os melhores e também pelo fato de
que os artistas italianos de rock da época estavam
se baseando em bandas inglesas de rp e no caso do
Genesis, o próprio pais de origem, a Inglaterra,
não observava isto cautelosamente. Mais tarde
Anthony Phillips elogiou o resultado do trabalho
embora não seria este tipo de coisa que gravaria,
além de Keith Emerson, tecladista do ELP que
recomendava ao público que gostava de rp também
por possuir um. Enfim, a estréia deste line-up foi
muito bem recebido tanto pelo público como a
crítica com músicas muito bem elaboradas,
criativas, originais, estruturadas mesmo com os
dois novatos no Genesis, uma obra-prima como
muitos dizem.
"The musical box" - é a praticamente a faixa épica
do trabalho e uma marca registrada do Genesis nos
anos 70 e está representado na idéia da capa
elaborada pelo ilustrador Paul Whitehead. Além de
ser o destaque principal do trabalho, aqui é bem
perceptível a dramatização de Gabriel o que ele
demonstraria nas apresentações ao vivo os
personagens desta faixa, quando é visto cantando
com uma máscara de um velhinho. Representa a
estorinha de uma menininha de 9 anos que brinca
com o coleguinha de 8 anos num campo de críquete e
esta arranca a cabeça do menorzinho com uma
martelada de críquete, depois essa menininha vai
no quarto do coleguinha onde encontra uma caixinha
musical que quando abre surge um "espectro
fantasmagórico (!)" do garotinho que vai ficando
envelhecido conforme a musiquinha da caixa vai
tocando até que entra uma enfermeira
repentinamente e destroi tudo. Com quase 10
minutos e meio de duração é a faixa mais longa do
album e com vários temasinicia tranquilamente com
arpejos na guitarra de 12 cordas de Hackett e
aguarda a entrada de Gabriel sobre os violões
tocados por Hackett, Rutherford e Banks e
curiosamente percebe-se alguns vocais de Collins
apoiando Gabriel nos vocais nos dois refrões que
segue daí o violão de Hackett vai ficando
crescente sob uma flauta e de dedilhadas na
guitarra que aguarda os vocais de Gabriel
novamente até que quando encerra as letras nestes
dois refrões a faixa começa a entrar na parte
progressiva da música juntando o órgão, guitarra e
bateria ficando crescentes quando enfim entra um
"grito" da guitarra de Hackett que coordena o solo
até ficar novamente tranquilos sob o som de
violões quando Gabriel volta a cantar e encerrar
as letras novamente volta o conjunto órgão,
violão, guitarra, bateria onde fazem o
instrumental e percebe-se mais outros "gritos" da
guitarra de Hackett, onde voltam a ficar calmos no
soar de violão, guitarra e quando Gabriel termina
as letras de vez da faixa o órgão de Banks começa
a ficar crescente com apoio da percussão de
Collins voltando o conjunto a ficar progressivo
por 5 tentativas até finalizar a faixa no final. É
uma das faixas geralmente requisitadas ao vivo
pelo público com muito entusiasmo feito pela
banda.
"For absent friends" - é a menor faixa do trabalho
com pouco menos de 2 minutos de duração e detalhe
é que parece que aparenta ser muito conceituada
essa faixa pelo tempo que possui e pela forma que
foi elaborada pois surgiu uma banda holandesa no
cenário do rock que possui o nome dessa faixa
(provavelmente só pode ser sob a inspiração do
Genesis se não for outra coisa !!!) e além disso o
baixista e integrante das bandas Camel e Caravan,
Richard Sinclair chegou a regravar a faixa num
tributo do Genesis pela Magna Carta em "Supper´s
ready" (1.995). Essa faixa praticamente não passa
de ser uma simples baladinha e tem a atração no
caso da explícita exposição dos vocais de Collins
duetando com Gabriel sob o som de violão e
guitarra nos dois refrãos e nada mais.
"The return of the giant Hogweed" - é uma faixa
também de razoavel duração com 8 minutos de
música. Faz parte das de tipo meio agressivas e
meio "pesadinhas". Inicia com um solo de guitarra
de Hackett aguardando a bateria de Collins até que
entre o vocal de Gabriel e acompanhado do piano e
teclado de Banks. Gabriel parece também um ter um
vocal "enfurecido" na faixa além dos instrumentos
e é justamente o que percebe ao citar as primeiras
frases a faixa vai ficando progressiva conforme
canta até que certo momento fica meio calmo e vai
ficando crescente novamente sob o efeito do
teclado e guitarra nos dois refrões sendo que o
terceiro no caso é instrumental e tem como o
destaque do solo a flauta de Gabriel e a guitarra
de Hackett. Já no próximo tema entra várias
arpejadas de piano de Banks que ficam repetitivas
dando oportunidade de entrar o resto do conjunto e
novamente a guitarra de Hackett solando firmemente
por uns instantes até que entre o vocal de Gabriel
um tanto modificado junto aos vocais dos outros
companheiros e aí a faixa volta a ficar
progressivamente pesada com o órgão, guitarra,
baixo e baterias finalizando a música. Existe uma
versão oficial desta faixa no tributo "The fox
lies down" (1.998), de uma banda chamada "Spirits
burning", mas deixa muito o ouvinte a desejar por
ouví-la, parece não ter ficado bem a versão que no
caso é improvisada. Detalhe: observe com até aqui
que já é metade do album como a banda evolui no
som.
"Seven stones" - com um som muito bonito é até que
relativamente calma, tranquila e suave a melodia
mesmo nas partes mais crescentes da faixa. Inicia
com a entrada de dos teclados de Banks acompanhada
por notas da guitarra de Hackett até que entra
suavemente o vocal de Gabriel que mantem a banda
em ritmo em forma lentamente crescente até quando
ouve um coro vocal acompanhado fortemente pelo
órgão elétrico de Banks nos dois refrões, depois
percebe-se na parte solo um moog solando com a
flauta e após esse tema solo instrumental voltam
ao terceiro refrão finalizando a faixa tendo no
fundo o ruído de um melotron de Banks.
"Harold the barrel" - é faixa curta, mas muito
agitada, bem estilo de banda mesmo, de fanfarra.
Inicia com o ruído do prato da bateria de Collins
aguardando os muitos acordes de piano que
gradualmente vai sendo crescente conforme os 2
refrões vão sendo executados até entrar um outro
tema da faixa que é mais tranquilo com o vocal de
Gabriel e mais nítido os toques de piano de Banks
retornando ao último refrão finalizando a faixa
com acordes de piano totalmente livres dos outros
instrumentos.
"Harlequin" - outra faixa também muito calma e
tranquila ao longo de toda a melodia que tem muito
a presença de violão de Hackett e um coro vocal
apoiando Peter Gabriel nos 2 refrões.
"The fountain of Salmacis" - é outro destaque do
album com quase 8 minutos de duração inicia sob o
efeito dos pratos da bateria com o moog e melotron
juntos fazendo muita presença acompanhado por
dedilhadas de guitarra e entra o baixo e bateria
que aguardam o vocal de Gabriel que fica
coordenando o refrão a medida que vai ficando
crescente até compartilhar o vocal com Collins,
inclusive é possível perceber os vocais que estão
separados por terem sido feitos em 2 canais de som
diferentes. Quando encerram o segundo refrão entra
um tema instrumental, pouco agressivo, mas
progressivo com a entrada de guitarra, baixo e
bateria que vai ficando parece que sozinha mas
toda a banda volta em cena com muita batida de
percussão de Collins e seguido de órgão elétrico
de Banks e mais a flauta de Gabriel e este por
sinal cita outros versos da faixa até que a medida
que vai também crescendo ouve-se um coro
acompanhado pela percussão, órgão e baixo
retornando repentinamente pelo refrão que deu
origem a faixa e ao encerrar Gabriel cita as
últimas palavras da música sob um forte som do
melotron e um coro seguido de um pequeno solo de
guitarra de Hackett finalizando então a faixa.
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