Inglaterra, 1974.


Phil Collins - Percussão, bateria, Vocais, Vozes, Vibrafone.

Peter Gabriel – Vocais, Flauta, Percussão, Vozes. 

Steve Hackett - Guitarras. Tony Banks - Teclados. 

Mike Rutherford - Baixo, guitarra 12 cordas.
 

Participação : Brian Eno - Performer.


Faixas:

Disco 1
1. The Lamb Lies Down On Broadway
2. Fly On A Windshield
3. Broadway Melody Of 1974
4. Cuckoo Cocoon
5. In The Cage
6. The Grand Parade Of Lifeless Packaging
7. Back In N.Y.C.
8. Hairless Heart
9. Counting Out Time
10. Carpet Crawlers
11. The Chamber Of 32 Doors

Disco 2
1. Lilywhite Lilith
2. The Waiting Room
3. Anyway
4. Here Comes The Supernatural Anaesthetist
5. The Lamia
6. Silent Sorrow In Empty Boats
7. The Colony Of Slippermen (The Arrival/A Visit To The Doktor/Raven)
8. Ravine
9. The Light Dies Down On Broadway
10. Riding The Scree
11. In The Rapids
12. it.


Genesis

The Lamb Lies Down On Broadway

 

Autor: Rodolfo (rodrod);

Lamb Lies Down on Broadway foi o fechar das cortinas para Peter Gabriel no Genesis, e também o álbum mais controverso da fase clássica do grupo: Para alguns é a obra-prima definitiva da banda, para outros o prenúncio de sua degeneração. Uma crítica da revista Veja em 1975 afirmava que a banda havia se perdido em seu “labirinto barroco”. A extinta revista Bizz, no início dos anos 90, chegou a selecionar o disco como discoteca básica (um dos poucos discos de rock progressivo a aparecer nessa seção da infame publicação). Os próprios integrantes da banda tem opiniões divergentes: Para Gabriel e Collins, Lamb é o melhor disco da banda, Hackett por sua vez nunca demonstrou maior apreço pela obra, até pela pouca participação que teve em sua elaboração.

A temática do álbum , desenvolvida quase que exclusivamente por Gabriel , gira em torno da história de Rael, um porto-riquenho que vive uma aventura urbana , mas surrealista em Nova Iorque. A banda assim se distanciava das temáticas folclóricas e mitológicas, comuns (mas não únicas ) nos álbuns anteriores. Mudanças também musicais: As composições longas , características por exemplo do denso Selling England by the Pound , não são mais predominantes. Surgem canções mais diretas, embora sempre com arranjos sofisticados. Algumas faixas, como Waiting Room e Silent Sorrow in Empty Boats nascem a partir de improvisações.

A gestação do disco foi a mais traumática da história da banda até então. Eis os principais problemas que surgiram:
- Gabriel vivia atormentado e dividido entre as dificuldades familiares decorrentes da gestação de risco e nascimento problemático do seu primeiro filho e a cobrança de maior dedicação pelo restante da banda.

- O vocalista chegou a abandonar a banda em função de uma proposta para trabalhar com o diretor William Friedkin, do filme O Exorcista. Ele voltou após algumas semanas , devido a intervenção da gravadora e também pela desistência de Friedkin, que não queria ser responsável pela separação do grupo.

- O grupo era pressionado para que o disco fosse concluído logo , visto que, a certo ponto, as datas já marcadas para o início da turnê estavam muito próximas. Gabriel várias vezes reclamou que teve que concluir as letras às pressas.

Considerando todos esses problemas não seria surpreendente se o álbum fosse um desastre. Mas não foi . Talvez não supere em muitos aspectos os três álbuns anteriores, mas de qualquer forma se trata de um grande disco . Por que? Algumas razões:

- A banda conseguiu em The Lamb modificar seu som , e mesmo assim manter sua identidade, o que é raro .

- Algumas das melhores melodias criadas pela banda estão aqui: The Lamia, Here Comes the Supernatural Anaesthetist , Cuckoo Cocoon , Carpet Crawlers.

- As composições instrumentais são excelentes. Waiting Room e as atmosféricas Silent Sorrow in Empty Boats, Ravine e Hairless Heart explicitam uma faceta pouco explorada pela banda até então.

- Peter Gabriel tem uma performance vocal arrebatadora, possivelmente a melhor de toda sua carreira, interpretando com toda passionalidade as composições. Talvez tenha ajudado o fato dele estar na época a beira de uma síncope nervosa. Ele realmente coloca as entranhas para fora em faixas como In The Cage , a faixa-título e principalmente em Back in N.Y.C. Os momentos mais suaves, como Carpet Crawlers também são brilhantes. Sua maneira singular de cantar , mudando muito a voz numa mesma canção ao sabor da história de cada letra, vive seu auge, mas paradoxalmente o início do seu fim . Na carreira solo, Gabriel progressivamente abandonou muito dessas particularidades.

The Lamb , constituiu, junto com os outros discos da fase Gabriel, o Canon onde milhares de outras bandas de progressivo e neo-progressivo se inspiraram. Conhecer esses álbuns é quase uma obrigação para qualquer um que admire esses grupos e tenha tomado gosto pelo gênero.


 
Autor: Cristiano Antônio Cavalcanti Mundim (Waters Floyd);

Excelente trabalho de rock progressivo. Gabriel praticamente monopoliza o álbum por sua escrita automática que retrata a história de um porto riquenho em Nova York. Faixas emendadas, encenações teatrais dos personagens vividos no tema do álbum, explosões vocais, climas atmosféricos lançados pelos instrumentos, com direito a efeitos sonoros, experimentalismo e muito mais. Experiência mágica vivida pelos ouvintes antes da saída do mestre em 1975. Álbum duplo, conceitual, de tirar o fôlego dos amantes do progressivo. Faixa por faixa deve ser ouvido este disco, para se deleitar a cada momento, cada passagem dos fragmentos que se seguem em uma seqüência lógica deste magnífico tema. Altamente recomendável!!!


 
Dados da resenha:
Autor: Victor Emmanuel Ribeiro de Souza (Victor Banks-Wakeman); recebida em: 30/09/2004.
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The Lamb Lies Down on Broadway
Genesis sempre formou um dos pilares do rock progressivo, principalmente nos anos 70, sendo uma de muitas influências tanto no rock como no pop da música mundial. Eu sou um grande fã dessa banda e recomendo um álbum que ouvi recentemente e me marcou muito, principalmente nas melodias e nas letras.
The Lamb Lies Down On Broadway de 1974 é simplesmente fabuloso do início ao fim, mesmo sendo um álbum duplo. Logo de cara, a faixa-título mostra o potencial de toda a melodia proposta pelos componentes, quando o tecladista Tony Banks introduz a música com um fantástico solo de piano.
O disco se passa todo por um mesmo tema, tratando-se portanto de um álbum conceitual. É contada a história de Rael que se depara com a grandiosidade da cidade de Nova York e se deslumbra principalmente com os espetáculos e os personagens da Broadway, vivendo as mais diversas situações. É uma história totalmente louca através das letras de, nada mais nada menos que Peter Gabriel, vocalista da banda naquela época. Durante a turnê do álbum, ele interpretou todos os personagens do álbum no palco, mostrando toda sua versatilidade.
As músicas que mais me impressionaram na parte de arranjos e melodias foram Fly on a Windshield, Broadway Melody of 1974, In the Cage, Back in N.Y.C., Carpet Crawlers, The Chamber of 32 Doors, Anyway, The Lamia, The Colony of Slippermen e Riding the Scree; isso sem falar nas instrumentais Silent Sorrow in Empty Boats, Ravine e Hairless Heart.
Gostaria até de falar mais sobre esse disco, mas vou deixar registrados aqui alguns trechos das letras que me tocaram bastante e a lembrança dos solos do guitarrista Steve Hackett em Anyway e The Lamia.

The Lamb Lies Down on Broadway
“They say the lights are always bright on Broadway.
They say there's always magic in the air.
They say the lights are always bright on Broadway”

Fly on a Windshield
“There's something solid forming in the air,
And the wall of death is lowered in Times Square.
No-one seems to care,
They carry on as if nothing was there.
The wind is blowing harder now,
Blowing dust into my eyes.
The dust settles on my skin,
Making a crust I cannot move in
And I'm hovering like a fly, waiting for the windshield on the freeway.”

In the Cage
“In the glare of a light,
I see a strange kind of sight;
Of cages joined to form a star
Each person can't go very far;
All tied to their things
They are netted by their strings,
Free to flutter in memories of their wasted wings.”

Back in N.Y.C.
“Who needs illusion of love and affection
When you're out walking in the streets with your mainline connection?”

“As I cuddled the porcupine
He said I had none to blame, but me.
Held my heart, deep in hair,
Time to shave, shave it off, it off.
No time for romantic escape,
When your fluffy heart is ready for rape. No!
No time for romantic escape,
When your fluffy heart is ready for ape. No!
Off we go.”

Counting Out Time
“Erogenous zones l love you.
Without you, what would a poor boy do?”

Carpet Crawlers
"We've got to get in to get out
We've got to get in to get out
We've got to get in to get out"

The Chamber of 32 Doors
“I need someone to believe in, someone to trust.
I need someone to believe in, someone to trust.”

Anyway
“Anyway, they say she comes on a pale horse,
But I'm sure I hear a train.
Oh boy! I don't even feel no pain
I guess I must be driving myself insane.”

The Lamia
“Looking behind me, the water turns icy blue,
The lights are dimmed and once again the stage is set for you.”