
Tony
Banks - piano, órgão, violão, vocais de
apoio.
Peter Gabriel - vocais principais.
Anthony Phillips - violão acústico,
guitarra elétrica, vocais de apoio.
Mike Rutherford - baixo, violão acústico,
vocais de apoio.
John Silver - baterias, percussão.
Faixas:
1. Where the
Sour Turns to Sweet - 3:20
2. In the Beginning - 3:40
3. Fireside Song - 4:15
4. The Serpent - 4:32
5. Am I Very Wrong? - 3:25
6. In the Wilderness - 3:21
7. The Conqueror - 3:36
8. In Hiding - 3:35
9. One Day - 3:15
10. Window - 3:27
11. In Limbo - 3:24
12. The Silent Sun - 2:07
13. A Place to Call My Own - 1:54
|
Genesis - From Genesis to Revelation
(1.969)
Por
Steve Hillage
Todo o primeiro álbum de estréia de uma banda
existe como sempre uma história por trás e
neste caso em "From Genesis to Revelation", o
primeiro do Genesis não seria muito diferente.
Este trabalho lançado em março de 1.969 foi
feita muito antes de um músico que ingressou
no Genesis e se tornou com o tempo um
mega-star da música pop, Phil Collins e também
de um guitarrista muito conceituado na arte de
explorar os limites da música, Steve Hackett.
É muito difícil imaginar para uma grande
maioria das pessoas que conhecem o nome da
banda Genesis imaginarem que vem em suas
cabeças sucessos estrondosos com o passar dos
anos de hits como "Mama" do álbum "Genesis"
(1.983), a faixa título do álbum "Invisible
touch" (1.986) ou "I can´t dance" do álbum "We
can´t dance" (1.991) como alguns exemplos. É
devido a todo este sucesso que "From..."
estabeleceria e introduziria o Genesis na arte
cultural musical sendo um dos mais conhecidos
grupos de rock progressivo que se enquadram no
gênero do tipo sinfônico e para isso tudo se
tem um começo como o próprio nome da banda
escrito também na Bíblia Sagrada.
Voltando um pouco antes deste tempo iniciado
em "From..." eis que Peter Brian Gabriel
(nascido em 13 de fevereiro de 1.950 - detalhe
1: Steve Hackett que pertenceu ao Genesis é um
dia mais velho que Gabriel!!!! Detalhe 2:
algumas pessoas se confundem com o nome de
Peter Gabriel com o nome Peter Hammill, que
curiosamente é um cantor do "Van Der Graaf
Generator", banda também do gênero do rock
progressivo e que o Genesis pertenceu ao mesmo
selo de gravadora, a Charisma Records) iniciou
parte de sua infância em aulas de piano já que
sua mãe e suas tias faziam canto pela Academia
Royal de Londres, mas um pouco mais
adolescente começou a se desinteressar e
preferiu se aderir à percussão e baterias e
descobrindo que fazer os vocais era o seu
forte (seguindo os instintos da mãe e tias ?).
Um cenário surge em setembro de 1.963 através
de uma escola pública chamada Chaterhouse em
que os alunos num esquema de regime fechado
tinham uma rígida disciplina que mantinham os
britânicos um tanto mais conservadores; o
Chaterhouse foi fundado por Thomas Sutton em
1.611 e com o tempo uma organização de monges
tomou o local para fazer de uso o Chaterhouse
um hospital onde então foi construída uma
escola para aproximadamente 50 alunos na época
(maioria adolescentes) e, além disso, o
crescimento urbano também fez com que tornasse
interessante a expansão desta escola em que a
partir de 1.872 deixasse de ser este hospital
anteriormente e abrigar mais alunos.
Curiosidade: em 1.927 foi construída a maior
capela britânica em dedicação para mais de 700
chartesianos que faleceram na Primeira Guerra
Mundial.
É justamente neste cenário que Gabriel se
ingressa no Chaterhouse e conhece naquele ano
de 1.963 num relacionamento de muita amizade,
Anthony George Banks (nascido em 27 de março
de 1.950) que iniciou sua infância numa escola
preparatória de piano e se tornando-se mais
treinado com a música clássica. Na escola, os
dois começaram a sentir um tanto desorientados
naquele local; Gabriel, por exemplo, odiava o
regime da escola, Banks se sentia tímido e já
havia entrado muito infeliz e com uma
depressão muito forte e eles percebem que suas
afinidades musicais eram um tanto próximas e
os dois vão se interessando pela música tendo
os "The Beatles" e os "The Rolling Stones"
sendo bandas adoradas por estes que na época
estavam começando a serem as sensações do
momento e conhecidos mundialmente. Banks
começou a se desinteressar pelos clássicos e
se aderir a uma música mais acessível, mais
pop e Gabriel passou a se encantar com vocais
do meio jazz como Nina Simone, Otis Redding,
James Brown; aliás, os dois iam juntos
assistir a shows e apresentações assim como
também em muitas ocasiões "cabulavam" as aulas
do Chaterhouse para ouvir nas lojas de discos
novidades em jazz e pop.
Um ano após a entrada de Banks e Gabriel no
Chaterhouse, mais um outro aluno surge chamado
Michael John Cleote Crawford Rutherford
(nascido em 2 de outubro de 1.950) que ganhou
de seus pais aos 7 anos de idade um violão
acústico e se interessando com a música
através da irmã mais velha, Nicolette, que
gostava de Elvis Presley e "Everly Brothers".
Não muito a tardar em abril de 1.965 ingressa
também Anthony Edwin Phillips (nascido em 23
de dezembro de 1.951) que também iniciou na
sua infância estudos com o violão acústico
sempre procurando desenvolver sua técnica com
o instrumento e mais tarde se ingressando com
a guitarra elétrica e Phillips tem um
relacionamento com Rutherford suficiente para
que iniciassem um a formação de um conjunto na
escola (para se ter uma idéia do bom
relacionamento que existe entre estes dois
músicos observa-se que Phillips gravou um
álbum, o primeiro de sua carreira solo,
chamado "The geese and the ghost" (1.977) com
Rutherford e Rutherford por sinal gravando seu
primeiro álbum de carreira solo chamado "Smallcreep´s
day" (1.980) com a presença de Phillips) em
maio de 1.965 chamado "Anon". Esta banda
continha Rivers Job no baixo (foi de uma banda
chamada "The Spiders"), Rob Tyrrell nas
baterias, Richard Mcphail nos vocais e faziam
muitos ensaios (um deles originou uma primeira
demo chamada "Pennsylvania flickhouse") até
que fazem uma apresentação relativamente
grande na escola em dezembro de 1.965 em que
logo após possivelmente incentivou no
Chaterhouse a surgir uma outra banda chamada "The
Garden Wall" que continha Gabriel nos vocais,
Banks no piano e Chris Stewart nas baterias
(também integrante da escola).
Em julho de 1.966 o "The Garden Wall" é
auxiliado pelos integrantes Mcphail e Rivers
do "Anon" numa apresentação em que Gabriel tem
uma idéia de atirar pétalas de rosa (que
retirou do jardim do colégio) ao público
causando uma sensação muito boa a quem estava
assistindo o conjunto (será que Gabriel já
tinha em vista futuramente com o Genesis fazer
suas encenações teatrais feitas nos anos 70
?); então Mcphail (que se integraria no
Genesis no início dos anos 70 como o técnico
de som e também o coordenador da carreira solo
de Peter Gabriel no final dos anos 70) deixa a
escola (seus pais não aprovavam em nada o
rapaz estar dentro de um conjunto musical). O
"Anon" se torna uma banda de blues com
inicialmente Rutherford fazendo o baixo e
cantando passando posteriormente o vocal não
por muito tempo para Phillips e Tyrrell nas
baterias a um instante em que o grupo já
estava compondo razoáveis demos além do "The
Garden Wall" que continuava forte com Banks e
Gabriel e iniciando suas primeiras composições
(uma delas chamada "She´s beatiful" que mais
tarde seria intitulada como "The serpent", do
"From...") quando num determinado momento no
final de 1.966, o Chaterhouse não estava mais
suportando que as bandas por lá não se
apresentassem e proibindo-os de tocar (a
escola em determinados aspectos era liberal em
determinadas áreas em se tratando de esportes
e hobbies - a música como um exemplo).
Neste caso acredita-se que o Chaterhouse tinha
receio de que os alunos ouvintes se tornariam
rebeldes dentro da escola incentivados por um
minúsculo grupo musical de um colégio interno
já que os "The Beatles" e "The Rolling Stones"
estouravam numa carga de sucesso muito forte
tornando uma boa parte de seu público rebelde
e este fato musical era algo muito inédito
para o público britânico que se via sempre
disposto a ter em seus ouvidos apenas os
sucessos americanos. Para se ter uma idéia
naquele tempo os garotos tinham idades entre
15 e 16 anos de idade e um dos diretores da
escola que foi daquele tempo avaliava que o
comportamento dos garotos era da seguinte
maneira: Gabriel e Rutherford (Rutherford era
o único que estava alojado numa unidade do
colégio diferente do restante da turma, apesar
de que ainda assim fazia composições junto com
Phillips) eram mais tranqüilos e Banks,
Phillips e Stewart eram mais rebeldes.
Finalmente no início de 1.967 o "Anon" se
quebra, pois Phillips a esta altura tocava
mais com o "The Garden Wall" do que seu
próprio conjunto, Tyrrell desiste do conjunto
sem deixar rastro e Rivers (que futuramente
iria se associar na banda "Savoy Brown Blues
Band" estreando no album "Getting to the point"
em 1.968) também sai do Chaterhouse. Quando
ocorreu a união dos garotos foi também um
tempo de decidir quem faria os vocais e então
Banks sentiu que Gabriel tinha um vocal melhor
do que Phillips (que considerava um vocal
horrível e estava cobertamente cheio de
razão!!!!!) quando faziam ensaios juntos e
convenceu o guitarrista inclusive a Gabriel
fazer os vocais até nas faixas que Phillips
compunha junto com o colega Rutherford. Neste
ano o Chaterhouse recebe uma visita de um
outro ex-aluno do colégio chamado Jonathan
King que estava já relacionado no meio musical
em se tratando de música pop tendo gravado um
compacto em 1.965 com seu primeiro sucesso
chamado "Everyone's gone to the moon" e King
era assistente do proprietário da Decca
Records, Edward Lewis tendo os "The Rolling
Stones" e "Small Faces" como exemplos estando
presente auxiliando estes grupos de como a
música pop deveria ser caminhada conforme as
tendências musicais iam surgindo através dos
anos 60 e sendo um dos poucos produtores
britânicos interessados exclusivamente no
formato da música pop como um exemplo de uma
banda folk chamada "Hedgehoppers Anonymous".
Alguns garotos naquela ocasião aproveitaram
para lhe entregar algumas "demos" e os futuros
genesianos (King batizou os garotos de "Genesis"
porque o "Anon" já não existia e "The Garden
Wall" não era um nome muito atraente) não
perderam também a deixa para a oportunidade de
fazer o mesmo e inicialmente as primeiras
demos de algumas melodias chamaram atenção de
King que pediu outras para poder melhor
prestar atenção quando uma segunda leva fez
com que King não gostasse devido ao fato da
sonoridade ser um tanto mais complexa (eram
aparentemente demos que serviriam futuramente
das faixas "Visions of angels" e "Dusk" do
segundo álbum do Genesis chamado "Trespass"
(1.970)), mas os garotos não desistem e não
demoram muito a perceber que King gostava de
uma música do tipo pop num estilo de "The Bee
Gees" e então uma nova demo surge fazendo com
que já ocorresse um profundo interesse por
meio de uma "balada" chamada "The silent sun"
o que provocou um entusiasmo muito grande de
King resultando no primeiro registro de
compacto do Genesis em fevereiro de 1.968 ("The
silent sun" / "That´s me") tocada algumas
vezes nas rádios e um contrato de 5 anos com a
Decca Records e posteriormente um segundo
compacto lançado em maio do mesmo ano ("A
winters tale" / "One-eyed Hound´s").
A formação destes dois compactos ficou da
seguinte forma: Peter Gabriel nos vocais, Tony
Banks no piano, Mike Rutherford nos violões
acústicos e baixo, Anthony Phillips nas
guitarras e violões acústicos e Chris Stewart
nas baterias (estas são as participações
existentes de que se tem notícia sendo o
original e o primeiro baterista que participou
na banda). Repentinamente cessou o interesse
do público nas rádios e King percebeu que a
banda tinha um material suficiente para gravar
tranqüilamente um álbum oferecendo a idéia
ofertando-os com arranjos nas músicas já
compostas pelos rapazes. Estes arranjos de
cordas e metais seriam elaborados por Arthur
Greenslade que já havia trabalhado com Cat
Stevens, Dusty Springfield e alguns artistas
franceses como Serge Gainsbourg, Françoise
Hardy e entre outros.
A partir do segundo compacto também ocorrem
algumas incertezas e aborrecimentos para o
Genesis: um deles foi de King ainda apostar no
talento do Genesis no contrato de 5 anos em
que os pais dos futuros músicos ficam muito
enfurecidos ao saberem o tal feitio que ora os
responsáveis dos meninos não sabiam se eram
eles que queriam ter um sério envolvimento com
a música ou da incentivação direta de King que
foi duramente bronqueado fazendo com que
intervissem na Decca Records e fosse repassado
o contrato de 5 anos para apenas um, ou seja,
eram pais que queriam ver os filhos serem
"doutores" (só pra se ter uma idéia no
Chaterhouse os alunos que eram matriculados
não eram daqueles que passavam fome e
necessidade e sim eram na grande maioria
filhos de classe média alta pra cima,
burgueses melhor dizendo) e para eles a
atuação no meio musical não seria o tipo de
vida adequada para os filhos.
Com o resultado e decisão de todos, Stewart é
o único que acaba desistindo retornando seus
estudos para a agronomia (que acabou realmente
fazendo e se tornando mais tarde um
gerenciador de fazendas e sítios) e é
substituído por um colega de Gabriel e Banks
chamado Johnathan (John) Silver em que durante
o segundo semestre de 1.968 cede inclusive um
espaço para fazer as sessões de ensaios para
as gravações do primeiro álbum da banda,
Silver é portanto o baterista do Genesis
presente em todas as faixas originalmente de "From...",
o álbum de estréia da banda. E por falta de
espaço para os ensaios era o que não faltava
porque também eles fazem o mesmo no casarão de
um outro amigo chamado David Thomas os ajuda
nos vocais de apoio (ele não é citado nos
créditos geralmente nas versões diversas do
álbum "From..."). Curiosidade: durante este
semestre nasceria o escocês Ray Wilson que se
tornaria dos cantores da banda a partir do
álbum "Calling all the stations" (1.997), um
outro tempo do grupo completamente diferente.
O Genesis grava o então álbum bastante
desejado por todos que foi gravado em 10 dias
feito num ambiente muito tenso e Gabriel tendo
muita dificuldade para alcançar as melodias
mais agudas das músicas. Detalhe: muitas vezes
o nervosismo e ansiedade que tomava conta dos
rapazes era tão grande que eles tomavam duchas
de água fria para ficarem calmos e mais
dispostos para fazer os ensaios.
Antes que o álbum fosse lançado em março de
1.969, King e o Genesis se encontram com mais
uma dificuldade e era a respeito do nome da
banda porque já existia um "Genesis" nos
Estados Unidos, então eles mudam para um outro
chamado "Revelation" e para complicar também
existia este nome na Inglaterra de uma outra
banda. King não perde muito tempo em pensar e
é ele que decide sobre o nome do álbum que se
resulta em "From Genesis to Revelation". Aqui
fica uma dúvida: por que foi ignorado o nome "Genesis"
se os 2 compactos que já haviam sido lançados
com o nome da banda ? Observe que até aqui os
integrantes tinham na faixa de apenas 18 anos
de idade e até o lançamento de "From..." eram
muito manipulados pelos ideais de King. A
idéia oriunda da parte de King baseado em cima
das canções feitas pelo Genesis sobre o álbum
era retratar um início, um começo ("In the
beginning" em inglês) de tudo e do homem de
uma mesma maneira escrita na bíblia e não se
comparar com outros grupos já existentes com
uma proposta bem diferente e mais acessível e
pop para o público e crítica que não notaram
potencial algum sobre o álbum contendo 13
canções que não chegaram na época a vender 600
unidades deste álbum (em compensação com o
tempo o álbum venderia milhares de centenas de
unidades).
Em resultado final na opinião da banda não
ficou muito bom porque eles perceberam que
houve um balanço desequilibrado dos canais dos
arranjos e da banda fazendo com que a
qualidade sonora ficasse muito fraca e pobre
(e de fato isso é verdade); se o ouvinte
colocar o álbum num só lado de uma caixa de
som notará inclusive este detalhe. Os críticos
analisaram como uma bíblia sonora do
sub-mundo, algo muito vergonhoso inclusive
para os conservadores religiosos e o público
britânico que apreciava pop naquele tempo não
vendo nada muito interessante diferente da
recepção que o primeiro compacto do grupo já
despertou um tanto mais de atenção e, além
disso, o Genesis teve um inconveniente de que
o álbum era colocado nas lojas em seções de
músicas religiosas (até que se bobear as
pessoas que gostavam de musicais deste tipo
perceberiam registros de um grupo muito
indefinido meio folk, bem pastoril e gospel
moderado, algumas músicas poderiam ser
executadas tranqüilamente para uma igreja e o
Genesis aqui estava próximo também neste tipo
de sonoridade).
"From..." é muito diferente do que o Genesis
viria a ser no álbum seguinte em "Trespass", a
banda demonstrava músicos num estado de
adolescência muito inocente e não muito madura
e insegura em termos de música (como que se
fosse um bebê dando os seus primeiros passos
sem a ajuda de um adulto e caindo diversas
vezes), mas deve-se levar em consideração que
King manteve o Genesis manipulado neste álbum
do primeiro ao último segundo e evidentemente
não é um álbum recomendado para começar a
ouvir a banda, mas muito importante em ter na
aquisição da coleção de que é um fã da banda;
eles chegam a soar num estilo entre os "The
Moody Blues" e "Crosby, Stills, Nash and
Young" mas muito mais comportados, pois as
canções pela quantidade que está presente no
trabalho não são aqueles épicos complexos que
ficam na média dos 10 minutos de duração e sim
canções de melodias simplérrimas com letras
demonstrando um Genesis bem poético e
filosófico (e bíblico, por sinal) numa média
da casa dos 2-3 minutos de duração (o
característico da música pop). King comentou
em certa ocasião que manipulou o Genesis
primeiro que eles não tinham dinheiro para a
gravação, segundo que teve a intenção de fazer
o trabalho acústico porque os rapazes tinham
instrumentos mais acústicos do que elétricos o
que ficaria mais caro para eles mesmos e
terceiro por trabalhar nas faixas
transformando-as todas juntas numa "suíte"
única (tanto que as faixas praticamente não
têm intervalos na grande maioria e sim são
emendadas umas com as outras).
O curioso do álbum é que se tem um resultado
do que foram as duas bandas que originaram o
Genesis através do Chaterhouse: o "Anon" com
canções na maioria de Phillips/Rutherford e o
"The Garden Wall" com canções na maioria de
Banks/Gabriel; aqui tem-se Banks tocando
constantemente muito o piano de maneira muito
primitiva e simples soando para alguns até o
ridículo querendo improvisar, Gabriel
demonstram um vocal muito inocente e puro, bem
adolescente, Phillips tocando frases simples
com a guitarra elétrica e arranjos simples com
o violão, Rutherford dinâmico e já aqui
demonstrando em boa parte que o baixo será o
seu instrumento constante com o Genesis
durante a sua carreira (apesar de reforçar
alguns arranjos acústicos de violão junto com
Phillips) e Silver por último que não aparece
em todas as faixas tocando muito levemente as
baterias (e ora também percussões) deixando o
Genesis algumas vezes um tanto "silencioso" e
tranqüilo.
A partir do momento do lançamento de "From..."
as relações pessoais entre King e o Genesis já
não eram as mesmas porque em vista do fraco
resultado do álbum fez com que causasse aos
rapazes uma indecisão sobre seus futuros
profissionais, pois eles não somente sabiam o
que eles haviam feito como também já não
tinham certeza se o tipo de vida no mundo da
música era ou não promissor. Banks chegou a
retornar seus estudos na física e matemática,
Gabriel tinha intenção de fazer teatro e artes
cênicas, Rutherford pretendia atuar como um
diplomata, Silver deixa a banda de lado
retornando aos estudos (mais tarde se tornaria
um produtor de televisão) ainda que seus pais
também o pressionaram para esta continuidade e
Phillips era um dos únicos já decididos com em
atuar com música e em conseqüência a Decca
Records termina com o prazo do contrato
deixando o Genesis a sós pensando sobre o que
iriam fazer de suas vidas.
Somente em julho de 1.969 o Genesis toma a
decisão de continuar na estrada do rock (que
se tornariam progressivos no álbum seguinte)
com um novo baterista, John Mayhew, e
contratados por um outro selo que estava
contratando bandas que eram do gênero
progressivo, a Charisma Records, do
proprietário Tony Stratton-Smith tendo junto o
"Van Der Graaf Generator", "The Nice", "Lindsfarne"
e entre outros fazendo com a Decca Records
perdesse mais um outro talento em sua casa (a
gravadora recusou os "The Beatles" e o "Giles,
Giles and Fripp" - embrião do "King Crimson"),
mas, ai são outras estórias; Banks e
Rutherford seriam os únicos membros originais
da banda que no decorrer do tempo que
permaneceriam.
Um dos aspectos negativos do Genesis com o
tempo é não ter explorado muito nas
apresentações ao vivo faixas desta época e
muito menos em registro (possivelmente porque
a gravadora e o produtor originais iriam
querer tirar muito proveito do grupo caso isto
acontecesse); seria até interessante os outros
line-ups da banda registrassem algo deste
álbum que pelo visto a banda apesar de assumir
com o tempo que gostaram da experiência de
gravar este álbum, não valorizam por outro
lado. A mesma coisa que acontece em alguns
casos de bandas como o "Yes" em "Yes" (1.969),
o "Supertramp" em "Supertramp" (1.970), o "Van
Der Graaf Generator" em "The aerosol grey
machine" (1.969) e por aí vai.
"From..." é um dos álbuns prováveis que possui
mais de dezenas de relançamentos mundialmente
o que inclusive se tornou para os amantes do
Genesis uma tentação aos assíduos
colecionadores especialmente em se tratando da
versão em vinil; no Brasil foi lançado
primeiramente em 1.974 quando mundialmente a
Decca Records lançou sob o título "In the
beginning" (tendo na capa uma cobra amarela
enrolada sobre o planeta Terra e no fundo uma
foto da banda com o baterista Chris Stewart
que não participa das faixas e sim John Silver)
e vem com as 13 faixas do original "From...",
a segunda é de uma série chamada "Rock Roots"
lançado em 1.976 (tem na capa um fundo cor de
rosa com uma vitrola antiga e foto do Genesis
na época que estavam iniciando suas atividades
musicais), mas só chegou aqui no país em 1.981
contendo um bônus de 4 músicas que são dos 2
compactos lançados em 1.968 pelo Genesis, o
terceiro lançamento de que se tem notícia tem
novamente o título modificado por "When the
sour turns to sweet" lançado mundialmente em
1.986 (tem na capa outra modificação com uma
espécie de "cadáveres" flagelados) e só foi
lançado no país em 1.990 tendo o mesmo bônus
como no caso de "Rock Roots". Os relançamentos
em outros países são tantos que muitas vezes
existem até fotos do Genesis quando a banda se
tornou até um trio (deixa até um admirador do
Genesis um tanto confuso).
O fato de acontecer essa quantidade muito
grande de relançamentos é devido que a Decca
Records e o produtor Jonathan King tem os
direitos autorais sobre a banda então saem
conforme a vontade dos mesmos. Detalhe: o
original em vinil de 1.969 que contém o selo
redondo da gravadora em vermelho foi feita em
versão mono é uma preciosidade tão difícil de
ser encontrada que além de ter sido lançada em
pouquíssimas unidades chega em valores que vão
entre 500 a 1.000 dólares.
Em CD não existe disponível em edição nacional
e as principais foram lançadas em 1.993 e
1.996 (fora outras também lançadas); a última
citada contém além da inclusão das músicas dos
2 primeiros compactos realizados em 1.968 como
também uma entrevista de Jonathan King em
aproximadamente 20 minutos falando a respeito
dele e do álbum que considerava "à frente de
seu tempo" e dizendo sobre as diferenças entre
sobre o que foi o Genesis com Peter Gabriel e
com Phil Collins e existem outras faixas
inéditas que ainda puderam ser aproveitadas e
apreciadas na luxuosa caixa de 4 CDs "Genesis
Archive 1: 1.967-1.975" (1.998).
A produção foi feita evidentemente pelo
idealizador e criador do grupo, Jonathan King
que teve inclusive auxílio do colega Brian
Roberts (também do Chaterhouse foi um dos que
acompanhou o Genesis nos ensaios e nas
gravações assiduamente) e Tom Allom (estes
também não são citados em algumas versões dos
diversos "From..." existentes). A idéia da
elaboração da capa também foi de King que
insinuou até as letras douradas num fundo de
cor preta (a original) e se for muito bem
avaliada esta capa não seria a toa que acabou
sendo colocada nas lojas em seções de música
religiosa. Portanto encontrar as músicas do
primeiro álbum encontrando capas constando
absurdas fotos de integrantes que nem eram do
Genesis é bem comum (e desrespeitoso por sinal
!!!!). King mais tardar classificou a gravação
como uma das mais subestimadas feitas por ele
e quando "From..." havia sido lançado ele
tinha mais o que pudesse fazer pela banda
porque já tinha dado oportunidade do grupo
gravar além de 3 compactos (um que saiu após o
álbum) e o álbum o máximo era deixar a banda
sozinha para que ela pudesse se desenvolver
mais independentemente e justamente foi isto
que ocorreu quando ele abandonou o Genesis. A
banda inclusive retribuiu ao longo do tempo
que se não fosse por King eles não seriam
encorajados a fazer "From..." e então
futuramente atravessar décadas resultando em
álbuns assustadoramente cheios de sucessos
incluindo o pop da maneira como ele menos
imaginaria.
"Where the sour turns to sweet" - a faixa de
estréia do Genesis em seu primeiro registro em
formato de álbum já demonstra claramente uma
banda puramente inocente que dá a intenção de
não ter rumo algum. Isso já comentado
anteriormente é porque foi devido à maneira de
como o produtor queria que fosse o Genesis, os
rapazes, entretanto pretendiam ser mais
técnicos e complexos fazendo algo mais
inovador na música. Banks e Gabriel tinham
visto o "The Nice" (banda formada pelo
tecladista Keith Emerson que em 1.970 fundaria
o "Emerson, Lake & Palmer" e seriam
concorrentes do Genesis durante os anos 70) na
época antes de fazerem registros musicais e
era mais ou menos algo parecido que tinham a
intenção de serem como uma banda; claro que
isto não aconteceu logo no princípio.
Elaborada por Banks e Gabriel (parte das
versões de que se tenha notícia coloca os
créditos em todas as faixas como que se todos
os integrantes do Genesis tivessem
participado) saiu num compacto após o
lançamento do álbum "From..." em julho de
1.969, além de ter saído numa edição em álbum
com também o título (até em versão nacional) e
chegou a ser tocada nas primeiras
apresentações da banda no lançamento do
trabalho. "Where..." é como se fosse uma
espécie de convite para se inteirar no som do
Genesis já que a banda estava estreando seu
primeiro trabalho com o intuito de uma nova
proposta "We're waiting for you, Come and join
us now, We want you with us, Come and join us
now" que significa "Nós estamos esperando por
vocês, venham e associem conosco agora, nós
queremos vocês conosco, venham e se associem
conosco agora". O estalo de dedos feito
inicialmente na faixa realmente é um convite
que chama a atenção do ouvinte e ainda mais
com estas frases que o Genesis faz nos 2
refrões. É uma faixa bem tranqüila em que a
percussão de Silver se apresenta mais no
final. Uma versão demo feita sem os arranjos
feitos por Greenslade pode ser encontrado em "Genesis
Archive 1: 1.967-1.975".
"In the beginning" - feita numa parceria de
Gabriel e Phillips, serviu também inclusive de
título de um álbum lançado mundialmente em
1.974 incluindo os Estados Unidos que até
então era inédito. Aqui o Genesis parece se
misturar um pequeno tratamento de psicodelismo
que se apresenta no início da faixa (será
representando um início do tempo ?); pois "In
the beginning" quer dizer início, começo (de
alguma coisa) em inglês e temos rock que vai
ao longo da faixa (observe os acordes de piano
feito por Banks e os riffs de guitarras
elétricas feitos por Phillips acompanhando
Gabriel). Esta é uma das poucas músicas que
não contém os arranjos feitos por Greenslade o
que neste caso aqui torna o Genesis como sendo
uma banda de rock e não de uma forma pastoril
como acontece em boa parte de "From..." sendo
muito apreciada pelo público quando tocada nas
apresentações do Genesis durante o ano de
1.969. No final da faixa quando fica um tanto
mais tranqüila, Banks parece interpretar um
trecho melodia do segundo movimento da Sonata
Patetique do clascissista/erudito Ludwig
Beethoven. As letras parecem informar que o
planeta vai tomando forma através de suas
montanhas e em enormes vales profundos que se
perdem no infinito dos quais a água irá tomar
conta dando origem aos mares e oceanos. Uma
versão demo feita sem os arranjos feitos por
Greenslade pode ser encontrado em "Genesis
Archive 1: 1.967-1.975" e existe uma outra foi
regravada pelo "Mother Gong", banda de Gilly
Smith, que foi fundadora da banda francesa "Gong"
no tributo "The fox lies down" (1.998).
"Fireside song" - elaborada por Banks,
Phillips e Rutherford sendo uma das faixas
mais tranqüilas do álbum e alguns fãs que
consideram sendo uma das mais fracas do álbum
demonstrando o quanto à faixa prova que a
produção do álbum é muito simples e pobre
mesmo com a adição de arranjos de Greenslade e
dos acordes feitos em violão acústico por
Phillips apesar de resultar a ter uma melodia
bela; é possível ouvir claramente em um canal
o violão de Phillips e os violinos no outro
canal. Esta é uma bem estilo de paróquia e
pastoril que aparenta dar continuidade com a
anterior que por sinal aparentam estar
emendada uma com a outra. O vocal de Gabriel
está bem angelical e suave, mas não transmite
muita confiança no ouvinte (o coro do refrão
já consegue fazer, mas um pouquinho...)
diferente da anterior e um aspecto negativo é
que foi colocada no álbum entre 2 faixas que
já são um tanto mais "agitadas", talvez este
um dos motivos que fazem estes ouvintes não
apreciarem muito "Fireside song" e também não
contém muita variação na sua sonoridade. A
faixa faz parte sobre o conceito da idéia de "From..."
dizendo a respeito da calmaria vinda depois de
uma tempestade, de erupções vulcânicas como na
frase "See the future clearly at its dawning"
que significa "Vemos o futuro claramente ao
amanhecer" em inglês. Foi tocada nas
apresentações também iniciais, mas
abruptamente substituída assim que o Genesis
já propunha novas demos para o álbum seguinte
(realmente o grupo queria se desenvolver
musicalmente).
"The serpent" - elaborada por Banks e Gabriel,
esta é a maior faixa do álbum com pouco mais
de 4:30 minutos de duração e foi uma das
primeiras composições que os 2 compositores
fizeram quando estavam no "The Garden Wall"
antes que surgisse o Genesis. Inicialmente
tinha o nome de "She´s beautiful" e justamente
uma das primeiras demos que chegaram em mãos
do produtor Jonathan King em 1.967 quando ele
fez uma visita no Chaterhouse o que fez se
interessar pela música dos rapazes.
Inicialmente a letra dizia a respeito de uma
modelo e quando antes de gravar "From..."
Banks e Gabriel re-editam e modificam as
letras passando ao que seria algo dizendo
sobre uma mulher (a modelo, no caso)
transforma-se a respeito de um homem como em "Images
he made to love" que significa "Imagens que
ele fez amar" em inglês. Esse "homem" a que o
Genesis se refere nas letras possivelmente é
Deus, pois eles citam coisas sobre "Creator"
(criador, em inglês), "God" (Deus, em inglês)
e nas letras também temos citações da palavra
"Evil" (Demônio, em inglês) que possivelmente
o Genesis está se referindo sobre "The serpent"
que significa "A serpente" em inglês (hilariamente
o que seria a "mulher" se considerasse que é
do gênero feminino esta serpente). Mais uma
vez aqui também está uma associação bíblica
dentro do álbum nesta faixa sem sombra de
dúvidas e tem-se também uma outra faixa que
não foi duramente atingida pelos arranjos de
Greenslade. O Genesis também aparenta utilizar
recursos para o uso de efeitos sonoros como no
início da faixa que parece lembrar as batidas
feitas por um relógio com o barulho da
percussão. Somente nesta faixa que Rutherford
apresenta mais nitidamente o uso de linhas de
baixo fazendo o uso do instrumento nesta faixa
coisa que muito dificilmente o ouvinte notaria
até em momento. Phillips também apresenta o
uso da guitarra elétrica e Banks aparentemente
com um órgão muito primitivo pelo visto. A
versão original da faixa (She´s beatiful) pode
ser apreciada em "Genesis Archives Vol. 1:
1.967-1.975".
"Am I very wrong ?" - outra parceria de Banks/Gabriel
seria uma pequena percussora do que o Genesis
faria na música "Stagnation" do álbum
seguinte. Outro tipo de canção muito simples
com praticamente a ausência de Silver, mas com
a presença de Banks no piano, o violão
acústico de Phillips acompanhando Gabriel e um
bonito arranjo de metais nos instrumentos de
sopro. Esta faixa retrata sobre torturas
psicológicas da queda do homem em sua criação
que perdeu sua vida eterna ao ser banido pelo
pecado que cometeu (o tema da Bíblia que
retrata sobre "Adão, Eva e o Paraíso").
"In the wilderness" - foi composta por Banks,
Gabriel, Phillips e Rutherford, o que seria um
somatório das duas bandas do Chaterhouse que
formaram o Genesis: "Anon" e o "The Garden
Wall". Acredite se quiser, mas mesmo o álbum
em quase sua totalidade são de músicas muito
comportadas na grande maioria, esta faixa é a
mais agressiva de "From...", mas mesmo assim
pode se considerar que é bem do tipo
"ingênua", gravada justamente para provocar o
ouvinte e chega a cativar a boa maioria dos
fãs da maneira como a melodia foi feita
especialmente quando surgem os versos que
contém "Music, all I hear is music -
guaranteed to please". Phillips ressaltou
certa ocasião que a música poderia ter sido a
sensação do Genesis na época se fosse gravada
originalmente sem os arranjos executados por
Greenslade a mando de King. Na ocasião quando
a gravação estava sendo feita o grupo entrou
em conflito sobre estes arranjos que não eram
muito fracos na equalização da gravação do som
com os instrumentos que a banda estava tocando
junto e uma vez feita a gravação eles não
podiam mais voltar atrás, por ora existiu uma
demo feita em versão mono que pode ser
apreciada em "Genesis Archives Vol. 1:
1.967-1.975". A faixa retrata como se fosse
uma continuação da música anterior, só que
agora depois da banição do homem ocorrem
alegrias e tristezas depois do que restou na
sobra de sua vida e mais uma vez o Genesis
aqui se baseia nos conceitos bíblicos com este
álbum.
"The conqueror" - uma dobradinha de Banks/Gabriel
escrita em 1.966 que tem uma estrutura de rock
em ritmo, mas o comportamento em si é também
mais próximo das músicas gospeis atuais.
Curiosamente a faixa inicia com a melodia da
faixa anterior (mais precisamente quando é a
melodia cantada da frase "Music, all I hear...",
que na verdade é a última que encerra o lado
um do álbum (possivelmente isto foi feito para
que mantesse uma seqüência da saga bíblica que
contém na boa parte das faixas à medida que o
lado um foi sendo gravado). Repentinamente
surgem acordes de piano que vai sendo
recebendo o baixo, as baterias de Silver e uma
guitarra elétrica com riffs meio "nervosos" de
Phillips (ainda mais no final da faixa) e
então que vem em seguida o vocal de Gabriel. A
melodia em si, simples por sinal, é
praticamente repetitiva e a mais próxima que
incentivaria um ouvinte a dançar nos 4 refrões
existentes. Retrata sobre um despojado
conquistador de pessoas em que suas próprias
palavras sobre adoração se voltam contra ele
como observado na frase "And the words of love
are killing him" que significa "E as palavras
de amor estão assassinando-o" em inglês.
"In hiding" - uma estranha parceria de Gabriel
e Phillips na elaboração desta faixa, mas ao
que se sabe musicalmente foi feita por
Phillips que tinha como o título original
chamado "Patricia" e era instrumental (tanto
que a versão original pode ser encontrada em "Genesis
Archives Vol. 1: 1.967-1.975"; Gabriel incluiu
as letras e em nova versão foi entregue a demo
para King em 1.967 que gostou do som.
Futuramente ela também serviria como uma
percussora de "Stagnation" que foi gravada no
álbum "Trespass" depois de "From..." e, além
disso, foi também lançada no único compacto
quando saiu no álbum original em 1.969 junto
com a faixa "Where the sour...". Tem uma
sonoridade do estilo de uma valsa acústica que
o destaque é o violão acústico de Phillips e o
piano de Banks tocados em forma de acordes e
parece retratar sobre uma pessoa solitária que
pretende opinar por si próprio e amar consigo
mesmo. A faixa inclusive contém uma frase
muito memorável "I wish you were here" que
significa "Eu desejaria que você estivesse
aqui"; se fosse pra alguém, este seria nada
menos que Richard Mcphail (que foi também
aluno do Chaterhouse e pertenceu ao "Anon" e
auxiliou o "The Garden Wall") que a partir do
álbum seguinte retornaria sendo o "sexto
integrante" do Genesis que ficaria incumbido
de ser o técnico de som até em "Genesis live"
(1.973). Detalhe: alguns artistas do meio
cultural musical já citaram esta frase com
seus motivos, o "Pink Floyd", uma banda que
seria concorrente do Genesis durante os anos
70 gravou uma faixa que se tornou título de um
álbum "Wish you were here" (1.975).
"One day" - também é uma dobradinha da dupla
Banks/Gabriel da qual a versão original foi
modificada a pedido de King o que
lamentavelmente prejudicou as linhas de baixo
tocada por Rutherford e o violão de Phillips e
o vocal de Gabriel que está num canal do meio,
mas existe uma outra versão que está melhor do
que esta do álbum em "Genesis Archives Vol. 1:
1.967-1.975" e que não contem arranjos de
Greenslade. Possui uma melodia pop, mas se for
bem avaliada lembra incrivelmente a um estilo
brasileiro meio brega dos anos 60 de gente
como Valdick Soriano, Odair José, Vanderlei
Cardoso e entre outros, portanto deve ser
ouvida com muita atenção e em resultado até é
cativante da forma que é tocada. Um aspecto
negativo é que nos 3 refrões existentes não
existe um solo instrumental (aliás, se for bem
observado e ouvido atentamente "From..."
inteiramente não se encontrará solo
instrumental algum nas 13 faixas do álbum) o
que poderia sobressair melhor mesmo com os
arranjos de cordas e metais e ser descartado o
fato do prejuízo que os instrumentos tocados
pelos músicos tiveram com os arranjos. É uma
canção de amor que retrata sobre um herói
propondo o seu amor para a sua amada.
"Window" - composta por Phillips e Rutherford
que na realidade foi elaborada no segundo
semestre de 1.968 quando o Genesis estava
fazendo seus ensaios na casa dos pais do
baterista John Silver e no sítio dos pais de
um dos amigos da banda, David Thomas, que faz
vocais de apoio no álbum e geralmente não é
creditado nas versões de "From..." que saíram
ao longo do tempo e fizeram com que os 2
músicos se inspirassem e incentivassem devido
à calmaria dos locais que ofereciam para que a
banda se concentrasse nos ensaios (Phillips
comentou em certa entrevista que ele e
Rutherford elaboraram nos telhados destes 2
locais). Foi uma das canções que não causaram
impacto algum para os ouvintes e rapidamente
esquecida tanto pelos ouvintes como pela
banda. A sonoridade tem alguma similaridade
próxima de faixas como "Dusk" e "Visons of
angels" em especial nos vocais de apoio. As
letras fogem um tanto do contexto do álbum em
relação à bíblia e inicialmente a faixa
apresenta Banks tocando piano numa melodia
meio japonesa, meio oriental e na sua grande
maioria é também uma faixa bem tranqüila tendo
Silver inclusive surgindo com as baterias
apenas em últimos segundos da faixa.
"In limbo" - é uma das únicas faixas que foi
elaborada por todos os músicos participantes
inclusive, John Silver. Foi executada nas
apresentações iniciais da banda e cita coisas
sobre espaço e tempo (fugindo do conceito da
proposta do álbum na sua maioria) tendo uma
energia muito forte na sua sonoridade total
que se apresenta na faixa e bem acústica, mas
inclui Phillips tocando a guitarra elétrica se
apresentando mais ao final se tornando em um
ritmo meio estilo blues. O Genesis inclusive
diferente da grande maioria das faixas nos
momentos finais da faixa varia o tema da
música. Destaque fica por conta das linhas de
baixo feitas por Rutherford, os arranjos de
sopros de Greenslade e os vocais de apoio que
ajudam Gabriel.
"The silent sun" - composta por Banks/Gabriel
foi uma faixa responsável que saiu pela
primeira vez em registro fonográfico da banda
em no primeiro compacto já comentado feito em
fevereiro de 1.968 e que a demo ao ser
entregue a King fez com que se interessasse e
apostasse na banda já que a melodia lembra um
pouco do "The Bee Gees" (Gabriel coordena seus
vocais da mesma forma como Robin Gibb da banda
em referência também faria), banda que King
tinha uma forte adoração e ainda porque era
bem do gosto do produtor; ou seja, era da
categoria pop e que é em si a proposta da
faixa, não há dúvidas de que não seja,
qualquer ouvinte pode observar facilmente
isso, um hit pop da época que chegou a ser
tocada nas rádios. A original do compacto tem
o baterista original, Chris Stewart, e esta
foi regravada, mas com John Silver; avaliando
as duas não tem quase diferença nenhuma.
Detalhe: já comentado anteriormente algumas
versões de "From..." que foram sendo
relançadas com o tempo incluem o primeiro
compacto da banda, isto significa que pode ser
encontrada 2 versões de "The silent sun" (a
diferença é que a do compacto é versão feita
em mono e a do álbum foi gravada em estéreo);
e além de incluir a faixa que pertence ao lado
2 do compacto chamada "That´s me". Mesmo
demonstrando um grupo muito "imaturo" em
termos de sonoridade e música demonstra o
quanto o Genesis iria se desenvolver com o
passar dos anos, e não demorariam muito tempo.
Novamente é outra faixa que foge do escopo da
proposta do álbum com letras enigmáticas que
aparentam retratar sobre uma garota que foi
apaixonada por um rapaz, alem de citar a
palavra "Baby", que significa "querida" em
inglês, para este caso por 6 vezes nos 3
refrões existentes da faixa e se os ouvintes
prestarem muita atenção perceberão que o
Genesis (mesmo sobre a manipulação de King e a
Decca Records) estava perdido no que
pretendiam fazer da vida em relação à música
com o lançamento deste trabalho. Repare que
também com o adicionamento de acordes feitos
por Greenslade motivaria Banks a fazer
bastante o uso do melotron a partir de "Trespass".
Ao que se sabe o grupo chegou a executar esta
faixa nas apresentações existentes após o
lançamento do álbum, assim como numa ou outra
ocasião raríssima durante os anos 70.
"A place to call my own" - é a menor faixa do
álbum com pouco menos de 2 minutos de duração
e também uma das que torna um ambiente muito
tranqüilo em aspecto de sua melodia total
visto que Silver não aparece nesta faixa. Um
dos aspectos negativos de "A place..." é a
maneira como encerra o álbum muito
estranhamente, coisa realmente de artista !!!
A princípio está dividida em 2 temas: um com
Gabriel em uma minúscula letra feita em 6
frases é acompanhado apenas por Banks no piano
e o outro tema já mais instrumental onde
observa-se apenas o piano recebendo os
arranjos de Greenslade e um coro vocal nos
últimos segundos da faixa que foi composta por
Gabriel e Phillips. Suspeita-se que Phillips é
responsável musicalmente pela faixa enquanto
Gabriel seje o responsável pelas letras (o
mesmo caso de "In hiding") e é possível também
deduzir que neste caso Phillips tenha
transcrito para Banks a música visto que mais
tarde Phillips sairia do Genesis depois de "Trespass"
para se estudar e dedicar-se também no piano
(o que na sua carreira solo ele explora o este
instrumento como também os teclados).
Realmente aqui demonstra mais um Genesis sem
muita experiência, mas com dedicação, e em
contrapartida o que em todas as músicas
parecem ter sido feitas com um grande carinho
para com eles mesmos. A virtuose pode não ser
eficaz e o objetivo de "From..." mas uma coisa
é bem certa o Genesis procurou fazer do melhor
possível em colocar os músicos nos momentos
apropriados para tocarem seus instrumentos
prejudicados ou não pelos arranjos de
Greenslade a mando de King.
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