Phil Collins - Percussão, bateirass, vocais de apoio. Peter Gabriel - Fluta, percussão, vocal principal.  Steve Hackett - guitarra elétrica, violão de 6 e 12 cordas. Tony Banks - teclados, vocais de apoio.  Mike Rutherford - baixo, violão, guitarra, vocais de apoio.


Faixas:
1. Watcher of the Skies - 8:36
2. Get 'Em Out by Friday - 9:13
3. The Return of the Giant Hogweed - 8:13
4. Musical Box - 10:54
5. The Knife - 9:45


Genesis - Genesis Live (1973)
 


Muitas pessoas às vezes questionam este trabalho: "Por que é um album ao vivo simples, já que o Genesis tinha um razoável material para um duplo?". Claro que também o Focus também no mesmo ano fizeram um esquema semelhante com um repertório excelentissimo em "At the Rainbow". Por outro lado, naquele ano de 1.973 o concorrente do Genesis no rp, o Yes, lançava um album triplo "Yessongs", algo meio incomum para lançamento de trabalhos ao vivo (o Emerson, Lake & Palmer também lançaria um triplo no ano seguinte em 1.974: "Welcome back my friends to the show that never ends"). Outro exemplo no mesmo ano de 1.973 que lançou um album triplo embora nada muito haver com o gênero, mas investiu melhor ainda do que o Yes em forma de acabamento final foi o pianista fusion Keith Jarrett em "Solo-concerts: Bremen/Lausanne" e nesse caso vinha dentro de uma caixa além de um encarte-livreto citando sobre o trabalho, claro que ai são outros esquemas. O Genesis só lançaria trabalhos ao vivo em forma de album duplo em "Seconds out" (1.977), "Three sides live" (1.982) e The way we walk I - The shorts (1.992)/ The way we walk II - The longs (1.993), mas todos esses sem a presenca de Peter Gabriel que está presente aqui no caso. Resumindo o único gravado que poderia ser dito como a "era Gabriel". Há também o "Genesis Archives, Vol. 1: 1967-1975" (1.998) mas para muitos não passa de um trabalho com faixas inéditas de estúdio e ao vivo com Peter Gabriel, mas uma coletânea por outro lado para outros. Como o ano de 1.972 foi bom para a banda tendo presença nas primeiras paradas musicais da época, a Charisma Records então gravadora responsável pela banda acreditava em um lançamento de um trabalho ao vivo sendo lançado em junho daquele ano sendo oferecido ao público a medida que eles tomariam a liberdade de descansar por uns instantes antes de retornar no segundo semestre de 1.973 para as sessões e gravações de outro trabalho importante; "Selling England by the pound" que sairia ainda no final ainda daquele ano. Este trabalho com apenas 5 faixas ao vivo abriga o essencial do Genesis em questão de rock progressivo e certeiro em escolha abrangendo os essenciais albums "Trespass" (1.970), "Nursery crime" (1.971) e "Foxtrot" (1.972). Pode-se observar além de faixas que aparentam terem saido melhor ao vivo do que em estúdio de shows feitos em Leicester e Manchester em fevereiro de 1.973 com platéias absolutamente comportadas, pelo menos é o que o ouvinte pode perceber a medida que a banda finaliza as faixas para os aplausos e quando eles iniciam as faixas a exceção de "Musical box" quando anuncia o nome da mesma e todos ficam num silêncio abosluto. Os ponto mais altos de simpatia de Gabriel em relação ao público deste album é quando ele se engraça com a platéia antes de iniciar "Get 'Em Out By Friday" e aos pedidos da faixa "The knife" que os deixam satisfeitos. Este trabalho poderia mesmo sendo um album simples ser um pouquinho mais completo acrescentando mais uma faixa pois apesar de serem 46 minutos totais de duração; um lado obtem 26 minutos e o outro "apenas" 20. Até em CD também se encontram apenas as 5 faixas. O interessante seria uma inclusão de uma faixa que creditasse também o "Trespass" já que "The knife" estaria "sozinha" em equivalência das outras 4 faixas restantes pertencentes aos outros 2 albums posteriores e que apresentam 2 faixas para cada um neste album ao vivo. É dificil de entender porque o Genesis parece não dar muita atenção em "Trespass" que é também um esforçadíssimo trabalho feito pela banda e que estão presentes aqui dos 5 integrantes, 3 que são os fundadores da banda e também elaboradores do "Trespass". Outra interessante inclusão alternativa seria incluir se fosse o caso 2 faixas de "From Genesis to revelation" (1.969) o que deveria ser interessante ouvir este line-up que uma grande parte do público consagra como uma das melhores formações do Genesis até então. Poderia não agradar a muitos, mas que seria um desafio para este line-up tocasse ao vivo aquelas musiquinhas pequenas e sair num excelente resultado sem apoio daqueles acordes feitos por Arthur Greenslave, provavelmente isso seria!!! Outro detalhe que seria interessante na inclusão deste album seriam as estorinhas que Peter Gabriel contava ao público antes de iniciar tal faixa o que mantinha o público que assistia numa expectativa muito grande, é uma falha que não custaria alguns pequenos momentos para este disco. O Genesis dedicou este trabalho a um sexto integrante, Richard MacPhail que colaborou também na elaboração das músicas em "Foxtrot" e segundo rumores da sua saída foi de estresse absoluta e emocional, mas bem provável que tenha sido acrescentado de outros problemas pessoais também pois até então depois disso quase não se cita o nome deste sujeito tendo pequenissimas colaborações com Peter Gabriel e Steve Hackett solos. A capa tem alguns detalhes interessantes primeiro em se tratando do logotipo que foi adotado em "Nursery crime" e finaliza neste trabalho, sendo que no próximo trabalho, "Selling England..." já mudam razoavelmente o logo. Observe que além da própria capa que tem uma importância muito grande, o logotipo para determinados artistas também tem a sua importância pois influencia em alguns casos a associação com o público que vai admirando a banda (vide exemplos como o Yes, Eloy, Marillion, Brand X, Asia e outros). Também a partir deste trabalho já não será mais visto a arte de Paul Whitehead que fez as capas dos 3 trabalhos anteriores a este quando se associaram na Charisma Records. No caso da capa de "Genesis live" é puramente simples: são apenas fotografias do conjunto que abrange e nada mais. Detalhe: a foto frontal corresponde a execução teatral da apresentação da faixa "Supper´s ready" do album "Foxtrot" e que curiosamente não foi incluso neste trabalho. Aliás, existe outra foto de Gabriel com uma flor rodeando a cabeça e que faz também parte da encenação de "Supper´s ready". Existe também uma estorinha bizzarra sem muito significado que conta de uma garota dentro de um vagão de trem que começa a se despir e depois começa a cortar o corpo entre as pernas até a testa e continua abrindo toda a pele e carne por meio deste corte grandissimo retirando uma grande haste dourada de dentro de seu corpo colocando-a de pé no piso do vagão quando repentinamente surge uma mulher que ao ver a cena fica aos gritos mandando parar com a "brincadeira" até que a haste acaba sumindo num passe de mágica, assim como a garota. É bem capaz que foi redigida por Peter Gabriel pois afinal de contas o cantor foi convidado para atuar no conhecidíssimo filme de terror "O Exorcista" e deve ter tido a fértil imaginação de inventar uma estorinha deste tipo para ser impresso neste album. Sem comentários, sobre este detalhe...Outra mudança na questão de produção que neste caso passaria a ser feita por John Burns (trabalhou com o Camel, Caravan, Jethro Tull, Rick Wakeman e outros) e ficaria com eles até em "The lamb lies down on Broadway" (1.974). Trabalho ao vivo muito legal que resgata o melhor da banda já gravado anteriormente já comentado.

"Watcher of the skies" - é do album "Foxtrot" que ficou com quase um minuto a mais. O curioso é que a mesma que começa inicia a abertura de "Foxtrot" é a que abre o início do trabalho. Esta faixa pode ser apreciada numa versão feita pelo músico Robert Berry, que já trabalho no "Three" (3) formado também por Keith Emerson e Carl Palmer substiuindo Greg Lake na ocasião num tributo chamado "Supper´s ready" (1.995) e a mesma música pode também ser apreciada no "Genesis Archives, Vol. 1: 1967-1975". Era uma faixa muito favorita em shows da época de Gabriel e serviu também de abertura entre os anos de 1.972 a 1.974 e tornou a ser "excluida" com a realização de "The Lamb Lies Down on Broadway" e inclusive provou uma certa maturidade da banda em aspecto geral. Observe o uso de melotron tocado por Banks que possui meras semelhanças na introdução de "White moutain" do "Trespass" e o final de "Seven stones" do "Nursery crime". Naquela ocasião que o Genesis fazia a dramtização teatral feita por Gabriel nesta faixa geralmente ao vivo tinha na introdução presença de fumaças de gelo com luzes escuras e posteriormente a chegada de Gabriel no palco vestido com uma capa preta e ao redor de seus olhos pintados de brilho com uma espécie de máscara acima dos cabelos de asas de morcego (tanto que tem uma foto de Gabriel no encarte do album com esta fantasia). O que apenas parece diferente desta faixa com a original é ela estar um pouquinho mais lenta, mas imperceptível até demais pra quem já conhece.
"Get 'Em Out By Friday" - é tambem do album "Foxtrot" e ficou um pouquinho também maior com quase 1 minuto a mais da original. Aparenta ter ficado também um pouquinho lenta, mas é o mesmo caso em questão da faixa anterior. A dramatização que ocorre sobre várias passagens com o decorrer do tempo Gabriel cria o tema sobre moradores de pequenos edifícios que estão sendo despejados por homens de negócios que querem ruas inteiras para a total aquisição e mensoprezando o sentimento humano sob a negociação em conjunto destes em relação a equipes de da lei comandadas por tenentes em contrapartida por opositores partidários. Bem política no meio !!! E o ouvinte pode se perceber após a metade da faixa depois da parte instrumental como Gabriel faz a representação de todos esses personagens já ao escutar os vocais. Outro detalhe é que neste trabalho ao vivo não estão aquele amontoado de vozes que fazem parte do trabalho original um pouco antes de encerrar a faixa. O único ponto negativo é que ao longo da faixa o vocal ficou um tanto abafado mas mesmo assim ficou muito bem elaborada para um trabalho ao vivo.
"The Return of the Giant Hogweed" - Pertence ao album "Nursery crime" e o curioso é ela ter sido colocada como a última neste trabalho ao vivo sendo a terceira a ser apresentada e permanece também originalmente como sendo também a terceira no "Nursery crime". Muita coincidência !!! Esta é uma das faixas mais agressivas assim como a "The knife" também presente neste trabalho. Foi inclusive feita em um tributo "The fox lies down" (1.998) por uma banda chamada Spirits Burning, mas deixa um tanto a desejar. No decorrer do tempo o Genesis apresentava essa faixa desde o lançamento de "Nursery crime" até o "Selling England..." a partir dai praticamente foi praticamente esquecida nas apresentações. Ficou até um tanto melhor que a original e dá-se mais a exclusividade para a guitarra elétrica de Hackett que em alguns trechos parece que o guitarrista está "rasgando" alguma coisa especialmente nos trechos que estão as frases de Gabriel "...botanical creature stirs...'. Um outro detalhe curioso é que quando se imagina que Gabriel vai fazer um grito mais raivoso ao citar a primeira frase da que inicia a música em geral ele dá uma leve impressão que ele se quer dar uma risada que acaba perdendo o ritmo do acompanhamento até o momento que Collins o ajuda nos vocais, pelo menos ao que aparenta. Esta faixa ficou também bem mais agressiva e "raivosa" no tema final diferente da original.
"The musical box" - faz parte também do album "Nursery crime". Ficou também melhor do que a original de estúdio e já citado anteriormente o curioso é quando Gabriel anuncia o nome da mesma o público fica num silêncio absoluto inacreditável. Esta faixa é também uma das mais adoradas pelo público de modo geral e se tornou uma "obrigação" da banda apresentar desde a época de seu lançamento até a sua exclusão no repertório a partir de "The lamb lies down on Broadway". Quando Phil Collins assumiu os vocais após a saída de Peter Gabriel, "The musical box" geralmente começou a ser novamente executada mas em forma de "Medley" geralmente acompanhada pela faixa título nas seções finais dos arranjos (incluindo um pequeno trecho dos arranjos do músico americano George Benson do filme "All the jazz") de "The lamb lies down on Broadway" sendo que nas seções finais entrava o tema final de "The musical box" como pode ser encontrada nos albums ao vivo "Seconds out" e "The way we walk II - The longs" pelo menos o curto trecho já empolgava obviamente uma notória quantidade de público que gosta da banda desde os tempos de Gabriel. Geralmente nas dramatizações do tema final da faixa quando inicia a parte tranquila Gabriel geralmente entrava mascarado com uma máscara de um velhinho que inclusive induzia o vocal de uma pessoa idosa e conforme a melodia ia se tornando progressiva até o fim com os instrumentos acompanhando o cantor este manuseava o microfone até com a haste e dançava, levantava pra cima, pra baixo, pros lados encerrando de vez a música. Os destaques que tornam a faixa estupenda do jeito que foi editada fica por conta do ritmo surpreendente de Collins nas partes progressivas e de Hackett que inclusive faz um "grito" fantástico com a guitarra no momento que Gabriel termina de citar nos vocais os trechos "...Play me my song,
Here it comes again." (parece o ronco do motor de um veículo) e mesmo assim arrepia o ouvinte com as soladas de guitarra. Repare também inclusive que Gabriel comete uma pequena gafe no que diz a respeito das letras pois nas originais ele inverte as palavras em "...and I know, and I touch..." neste trabalho ao vivo, mas claro que com muita elegância. De resto a faixa nota 10!!!
"The knife" - faz parte do album "Trespass", sendo a útlima do album original assim por curiosidade como também no encerramento deste trabalho. Ficou quase um minuto a mais que a original. Aqui neste caso os dois "novatos" Collins e Hackett estão muito bem representando ao vivo os seus papéis que eram representados por John Mayhew e Anthony Phillips respectivamente. A guitarra de Hackett faz uma execução nos temas instrumentais excelentemente bons quando surge diversas apitadas feitas por Gabriel, visto que este também faz vocais acompanhados por Collins bem bizzarros e engraçados, e não poderia ficar de fora a excução ao vivo desta música que ficou muitissimo bem editada. Pena que o Genesis não deu chance de incluir mais alguma música que já havia sido explorada por Phillips desde o lançcamento da banda pois ai possivelmente esse "Genesis live" não seria nota 10 como um todo e sim nota 11!!!!