Inglaterra, 1977.


Músicos:

Bill Bruford - bateria, percussão
Phil Collins - bateria, percussão, teclados, vocais
Steve Hackett - guitarras, violão, baixo, Koto
Chester Thompson - bateria, percussão (exceto em "Cinema Show")
Tony Banks - teclados, hammond, mellotron, piano elétrico, background vocal, Arp, Epiphone
Mike Rutherford - baixo, violão, guitarras, background vocal, baixo moog


Disco 1:
1. Squonk (6:39)
2. Carpet Crawlers (5:28)
3. Robbery, Assault & Battery (6:04)
4. Afterglow (4:28)
5. Firth of Fifth (8:56)
6. I Know What I Like (In Your Wardrobe) (8:50)
7. The Lamb Lies Down on Broadway (4:59)
8. The Musical Box (Closing Section) (3:09)

Disco 2:
1. Supper's Ready (24:35)
2. Cinema Show (11:00)
3. Dance on a Volcano (4:21)
4. Los Endos (7:14)


Genesis  

Seconds Out

 
Dados da resenha:
Autor: Gustavo (vital-signs); recebida em: 27/05/2004.
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Este álbum-duplo ao vivo (o segundo da carreira da banda), apesar da já ausência de Peter Gabriel (e último com Steve Hackett), talvez seja o melhor e mais representativo momento da banda no palco, pelo menos em termos de performance instrumental. Aqui também, pela primeira vez, o Genesis tenta estabelecer o então inusitado casamento entre as manifestações da “era Gabriel” e “era pós-Gabriel”, com bons e eficazes resultados.

A bateria da dupla Thompson/Collins (que se unem somente nos momentos instrumentais dos longos temas) é vigorosa e eficiente, como se vê por exemplo, em “Fifth of Fifth”, “Robbery, Assault & Battery”, "Los Endos" e “Cinema Show” (esta última, a única tocada por Bruford/Collins): Sensacionais viradas, onde a técnica e força absurda (a impressão é que os dois estão “surrando” os ton-tons e pratos dentro da sua casa) se unem em doses certeiras, além de se fundirem perfeitamente em dinâmica com os demais instrumentos, principalmente com o categórico baixo de Rutheford, sempre preciso e profundo, com suas inversões e fraseados sempre muito bem colocados.

A versão aqui para a popular “I Know What I Like” é também mais “swingada” que a original, enquanto a melodiosa e densa “Carpet Crawlers” e a magistral suíte “Supper’s Ready”, estão com desenvoltura e fluidez impecáveis.

Os teclados de Tony Banks, com bases que nos proporcionam vagamente a sensação de “ecos de distantes catedrais”, emitem timbres, melodias e harmonizações, ao mesmo tempo simples e sofisticadas, tristes e ternas, que nos toca e comove de maneira impressionante.

As notas compridas e viajantes da econômica e espacial guitarra de Hackett, que nos parece, paradoxalmente, “sólitária” e bem interada dentro do contexto sonoro (além de tecer e fortalecer a parte harmônica junto ao teclado), possui também um leve sentimento, que em certos momentos nos remetem a uma gaita-de-foles, dada ao seu timbre mais agudo, com poucos médios e graves.

A voz de Phil Collins ainda é um tanto tímida em alguns momentos, porém menos dramática e teatral que a de Peter Gabriel, desenvolvendo bem e de maneira objetiva os temas vocais criados pelo outrora líder e vocalista.

Enfim, o resultado do conjunto sonoro é belo, poderoso e imponente, e nos mostra mais uma vez porque influenciou uma miríade de bandas nas décadas posteriores. Considero este um grande momento ao vivo do progressivo-sinfônico e desta emblemática banda que é vista por muitos, como o verdadeiro ícone do mais popular sub-gênero do progressivo. Me atreveria a dizer que acho algumas versões deste álbum até melhores que as de estúdio, podendo inclusive fazer os ouvintes (em momentos mais sensíveis) ficarem facilmente com seus olhos lacrimejantes. Realmente emocionante...
 


Dados da resenha:
Autor: Ricardo (Steve Hillage); recebida em: 05/02/2005.
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"Seconds out" é o segundo álbum ao vivo do Genesis (confeccionado em vinil e CD duplo) e que já não haviam gravado algo desde 1.973 com o lançamento de "Genesis live". No caso de "Seconds out" uma diferença evidentemente entre os trabalhos é em termos de aparência porque já que o primeiro album ao vivo foi um lançamento simples em que na época algumas bandas concorrentes do Genesis mais conhecidas no rock progressivo abusavam inclusive apresentando um extenso material como no caso dos álbuns (triplos em vinil e duplos em CD) do "Yes" em "Yessongs" (1.973) e "Emerson, Lake & Palmer" em "Welcome back my friends to the show that never ends - Ladies and Gentlemen" (1.974); o Genesis na época tinha até que um material considerável para que pudesse ser formatado em album duplo o que não aconteceu. Este álbum duplo foi o resultado das turnês que foram feitas durante os anos de 1.976 (apresentado exclusivamente apenas em uma faixa) e 1.977 e em especial na cidade de Paris na França; o que significa que é um período do Genesis que já não apresenta um membro fundador de muita importância na banda: Peter Gabriel que saiu posteriormente a turnê do álbum duplo "The lamb lies down on Broadway" (1.975). Detalhe: algumas bandas no meio cultural musical pelo visto gostam de fazer registros na França como é o caso do "The Rolling Stones" em "Love you live" (1.977), "Soft Machine" em "Live in France" (1.977), "Supertramp" em "Paris" (1.980), o ex-guitarrista do "Gong", Steve Hillage, em "BBC radio one live in concert" (1.992) sem contar com a grande variedade de jazzistas que também fizeram seus registros como é o caso do do saxofonista Gerry Mulligan em "Paris concert" (1.954) do duo Oscar Peterson/Joe Pass em "A Salle Pleyel" (1.975), do pianista Joachim Kuhn em "Live 1.989" (1.989) e entre muitos outros.

Lançado em outubro de 1.977, "Seconds out" foi lançado em vinil nacional na época e relançado em 1.987; e em CD também está disponibilizada uma versão brasileira lançado em 1.994 incluindo as letras das faixas que nelas são apresentadas através dos selos Charisma Records, Atlantic Record e Virgin Records. Lembrando que em 1.977 também aconteceria outros fatores para o Genesis como o lançamento do álbum de estúdio "Wind and wuthering" no início do ano e um mais lamentável para a banda que foi a saída do guitarrista Steve Hackett enquanto estava sendo elaborado este trabalho ao vivo. Hackett por algum tempo já vinha estado insatisfeito com a banda, mais em especial por parte do fundador e tecladista do conjunto, Tony Banks, que aparentemente estava tendo uma aparição muito forte com seus instrumentos e deixando as idéias do guitarrista para escanteio. Se o ouvinte observar bem este detalhe verá como ele está fortemente presente em sua estréia com a banda no album "Nursery crime" (1.971) (considerado inclusive uma obra-prima por muitos fãs do Genesis) e a partir do album seguinte "Foxtrot" (1.972) já demonstra o quanto que Hackett estava perdendo seu espaço no grupo até chegar no último álbum de estúdio "Wind..." onde está a presença de Hackett. Como um quarteto e mais fácil de observar as coisas, o Genesis vinha percebendo o quanto o guitarrista estava ficando cada dia mais angustiado e insatisfeito com a banda e aproximadamente na metade de 1.977 estava tendo uma idéia fixa em mente de deixar o grupo quando fosse encerrada a turnê (a última apresentação com Hackett no Genesis ocorreu no mês de julho em Munique, Alemanha) e num momento que começava a trabalhar nos preparativos de seu segundo álbum solo entitulado como "Please, don´t touch!" (1.978).

Na época quando "Seconds out" e estava sendo mixado o baterista e vocalista, Phil Collins (substituindo Gabriel a partir do álbum "A trick of the tail" (1.976)), foi o primeiro a saber da notícia no dia em que Hackett anunciava sua saída no Genesis; ele havia naquele dia inclusive se deparado com Hackett andando pela rua indo em direção ao centro de Londres quando estacionava seu carro oferecendo uma carona para onde estava indo e comentou que lhe telefonaria mais tarde e ao chegar ao estúdio o restante dos outros companheiros da banda muito preocupados questionaram Collins se já sabia a respeito de Hackett quando o telefone tocou e tendo então Hackett fazendo seu comunicado finalmente para Collins que se sentiu puramente muito emocionado e entristecido ao mesmo tempo (o Genesis anuncia oficialmente a saída de Hackett ao mesmo instante em que é lançado "Seconds out"). Banks mais tarde declarou em entrevistas que se sentiu muito chateado o quanto o seu egocentrismo havia ido a um extremo e de não dar mais atenção as idéias do guitarrista.

"Seconds out" é também a última oportunidade de ouvir o guitarrista ainda no Genesis antes que se tornasse um trio em "And then there were three" (1.978). Apesar de que era um momento apropriado para o Genesis lançar um album ao vivo, será que não despertou a atenção de Banks, Collins e Rutherford sentindo que Hackett sairia e mantendo o público ocupado em curtir "Seconds out" enquanto pensassem numa solução de como continuariam seguindo em frente com o Genesis ? Isto significa que mesmo sem Peter Gabriel o Genesis vinha sendo admirado como um quarteto e termina definitivamente uma outra etapa do grupo e daí em diante apresentaria outros tipos diferentes de propostas ("And then...") o que também são outras estórias.

Se por um lado o Genesis registrou inicialmente um álbum ao vivo sendo simples e deste trabalho agora resultando em álbum duplo, o tamanho do público também evidentemente com o tempo estava obviamente aumentando, ou seja, em "Genesis Live" a arena agora deixa ao invés de ser um local mais fechado e para um público pequeno que se concentrava mais mentalmente com a música do conjunto, agora a banda se apresentava mais em locais maiores e em locais mais abertos como em estádios e com um público que aceitava com um pouco mais de facilidade a música do Genesis. Também o Genesis que possuia encenações teatrais e que eram vivenciadas por Gabriel em seus personagens a medida que as músicas do grupo eram tocadas ao vivo tinham também Gabriel contando nos intervalos antes das músicas a serem tocadas por breves estorinhas introdutórias, e agora que seriam interpretadas por Collins sem estas encenações teatrais as músicas da era Gabriel quando executadas agiam com muito mais naturalidade pelos músicos (especialmente pela interpretação de Collins) sem execuções teatrais e nos intervalos eram contadas piadas por este músico e em contrapartida os cenários eram tomados por conta de uma grande quantidade de jogos de iluminação. Observa-se também que no palco não haveria um espaço sendo tomado por apenas um baterista e sim por 2! O público mais detalhista observaria que por diversas vezes as baterias de Collins estariam ao lado esquerdo do outro baterista que o acompanharia e poderiam perceber que Collins é canhoto. Possivelmente os fatores da iluminação, a presença de 2 bateristas e a naturalidade de Collins podem ter surtido efeito ao público e crítica que tanto admiravam Gabriel e fazer com que até esquecessem em momento que este que foi um importante fundador do grupo fazia uma imensa falta ao grupo. Collins era visto naquela época em cima dos palcos muito mais barbudo do que um Jesus Cristo, além de utilizar um boné na cabeça (sinais do surgimento de sua calvície ?) diferente dos anos 80 quando iniciaria sua carreira solo musical como um cantor; Hackett também não era mais visto barbudo e tocando sentado e sim de pé, assim como Rutherford que também ocasionalmente acompanhava-o às vezes sentado.

A preocupação do Genesis (por parte de Collins) a partir do lançamento de "A trick..." depois de descobrir que poderia fazer os vocais no lugar de Gabriel agora seria quem iria tocar as baterias e percussão e então 2 personalidades importantes que entram em cena e que poderiam ser considerados como "integrantes" do grupo. O primeiro é Bill Bruford que é convidado e faria praticamente as apresentações de todo o ano de 1.976 a partir do mês de março. Aqui vale uma ressalva para este músico: William Scott Bruford nasceu na Inglaterra em 17 maio de 1.948 e cresceu em meio do jazz. Durante os anos 60 ele estudou na Royal Philharmonic Orchestra sendo influenciado por artistas como Miles Davis, Art Blakey e Max Roach. Como todo músico amador procurou por bandas que engajavam numa proposta de influências de jazz (é nesta época antes do "Yes" ter sido fundado por Bruford que Phill Collins que ia nas apresentações iniciais da banda acabou se tornando um grande admirador do músico quando conheceu o baterista) e que inclusive num determinado momento Bruford chegou a ficar indeciso na sua escolha de se tornar músico e retornar seus estudos na universidade até que acaba tomando uma decisão de arriscar a carreira no meio cultural musical sendo então também um outro fundador do "Yes" (através da indecisão de Bruford, Collins chegou a fazer contato com Jon Anderson, o vocalista e fundador do "Yes", se simpatizando com Collins pedindo para que ele fizesse algumas audições e que no final acabou nem indo - provavelmente porque Collins já tinha em vista estar em um outro conjunto, o "Flaming Youth"; se Collins tivesse feito as tais audições seria um possível baterista do Yes com muita tranquilidade). Bruford gravou 5 álbums com o "Yes", saindo no andamento da turnê de 1.972 com o lançamento do álbum "Close to the edge" feito também naquele ano e considerado inclusive uma obra-prima tanto da banda como para muitos uma preciosidade muito fundamental do rock progressivo. Na ocasião ele já possuia embaixo do braço um convite feito pelo guitarrista e também fundador do "King Crimson", Robert Fripp, estreando em "Larks tongues in aspic" (1.973), onde a partir desta banda se desenvolveria muito mais tecnicamente e musicalmente até Fripp decretar o fim das atividades do grupo em setembro de 1.975.

Antes que o Genesis o recrutasse para auxiliar Collins nas baterias enquanto fizesse os vocais nas apresentações ao vivo (Collins reforçava nas baterias e percussão mais nas partes instrumentais das músicas do Genesis), Bruford era tido como um músico free-lancer que participava com diversos artistas como "Pavlov's Dog", "Gong", Roy Harper e também em albums solos dos músicos que foram também pertencentes do "Yes" como o tecladista Rick Wakeman em "Six wives of Henry VIII" (1.973), o guitarrista Steve Howe em "Beginnings" (1.975), o baixista Chris Squire em "Fish out of water" (1.976). Bruford não continuou no Genesis porque Collins percebeu que apesar dele ser um excelente músico, parecia não transmitir sentimentalmente a sonoridade do Genesis ao público, tinha seu estilo próprio e não muito adaptável e além disso ele tinha em vista um projeto prestes a ser realizado como um trio apresentado pelo mesmo, pelo baixista/vocalista e companheiro também do "King Crimson", John Wetton, que também estreou junto com Bruford no album "Larks..." e o tecladista do Yes, Rick Wakeman; sendo denominados por Bruford/Wakeman/Wetton, mas o projeto foi abortado porque Wakeman estava voltando pela sua segunda vez ao "Yes" nas gravações de "Going for the one" (1.977) e o baterista estreiaria então como músico solo no album "Feels good to me" (1.977) já apresentando o seu lado mais jazzístico como músico.

Com a saída de Bruford, o Genesis recruta um segundo baterista que se prontificaria para tocar na banda nas apresentações do conjunto e este seria Chester Thompson (atenção não confundir com um outro Chester Thompson que curiosamente é um pianista jazzista e americano que pertenceu ao grupo "Tower of Power") que também merece uma ressalva: Chester Thompson nasceu em Baltimore, Estados Unidos, em 11 de dezembro de 1.948, quando aos 6 anos de idade começou a tocar um kit de baterias de brinquedo ofertado de presente por um parente quando no início de sua adolescência foi persuadido por amigos de sua vizinhança a se identificar com o gênero jazz e ter então a possuir um kit verdadeiro de baterias. Thompson participou de diversas bandas neste período como "Doc Soul Sirrer Young", "We four trio", "Webster Lewis" onde o jazz, blues e soul estavam fortemente presentes e cada apresentação que fazia tinha uma importância muito grande pois as arrecadações monetárias que recebia iam para ajudar a sua família já que o seu pai havia falecido quando tinha 14 anos de idade. Por volta de 1.969, o baterista se integrava numa banda mais experimental ao extremo chamada "The Post Pop Space Rock Be Bop Band" (imagine todas estas categorias da música misturadas juntamente !!!). O primeiro registro deste músico que se tem notícia ocorreu em 1.973 num album chamado "Dawn of a new day" de um artista chamado O'Donel Levy. A primeira e melhor oportunidade que Thompson recebeu foi em 1.973 quando através de um amigo seu chamado Marty Perellis que estava gerenciando uma turnê do guitarrista de jazz-fusion Frank Zappa e comentou ao músico que tinha um baterista que pudesse prencher as características que Frank Zappa estava necessitando na ocasião; diga-se de passagem que quando Zappa acompanhou Thompson nos testes para a vaga, após uma hora o baterista pediu licença para ir ao banheiro quando o guitarrista disse que não precisava mais continuar as audições e apenas se preparar para a apresentação que viria durante a semana na ocasião. O primeiro album com Zappa (que na realidade é quase que uma discografia infinita deste artista, Thompson tem diversos trabalhos também gravados com o guitarrista) na ocasião denominado "Frank Zappa & The Mother of Invention" foi "Roxy & elsewhere"(1.974) e Thompson admite que tocar com Zappa foi como se estivesse num dos melhores conservatórios musicais existentes no planeta. A chance de vir a tocar no Genesis ocorreu quando Thompson esteve em outra banda de jazz fusion chamada "Wheather Report" quando Collins que na época em meados dos anos 70 estava abrindo fortemente a sua mente para este gênero fundando inclusive uma banda chamada "Brand X" (ironicamente o "Brand X" gravou com Collins um álbum ao vivo chamado "Livestock" no mesmo instante em que estava sendo lançado "Seconds out") e descobre que Thompson era a pessoa ideal para compartilhar as baterias e percussão junto com ele.

Thompson na época que o Genesis lhe ofereceu a proposta não conhecia o Genesis muito bem, sabia que era uma banda de rock progressivo conhecida no meio musical, mas não tinha noção se sua experiência voltada puramente ao puro jazz e ao jazz fusion serviriam para o grupo até que ocorreu de uma maneira muito simples e natural e além disso Thompson ficou até tranquilizado ao saber que só participaria no Genesis apenas nas apresentações ao vivo (em albums ao vivo do Genesis) e não em gravações de estúdio estreando portanto no Genesis no primeiro dia do ano de 1.977. O curioso é que muitas pessoas indagam porque Thompson não se tornou um integrante no Genesis totalmente integro e é justamente pelo fato do músico dar a sua continuidade com outros artistas se tornando um músico de sessions e de vital importância ao meio cultural tanto do rock progressivo como do fusion. Deve ser ressaltado que esta naturalidade de Thompson se deve ao envolvimento que ele teve com o tempo se relacionando com o fusion, pois durante a década dos anos 70 esta foi uma categoria muito promissora que engloba uma fusão do rock com o jazz permanecendo uma tendência em que seria até como se fosse uma espécie de "jazz prog" e que não competia arduamente e diretamente com o rock progressivo propriamente dito como "Return to Forever", "Headhunters", "Mahavishinu Orchestra" e até o trompetista e eterno Miles Davis a partir do final dos anos 60 como exemplos. Thompson considera muito interessante este envolvimento sendo um baterista e percussionista do segmento de jazz e fusion ao Genesis aprendendo a ser um músico mais disciplinar dentro de uma banda independente do gênero ao ser executado.

A formação entretanto de Seconds out" foi estabelecida da seguinte maneira: Phill Collins nos vocais principais, percussão e baterias (tocadas nas partes solos instrumentais das músicas), Steve Hackett nas guitarras elétricas, violões acústicos, Mike Rutherford no baixo e pedaleiras, violões acústicos e vocais de apoio, Tony Banks nos teclados e vocais de apoio, Chester Thompson/Bill Bruford ambos nas baterias e percussões. "Seconds out" é considerado ainda por muitos fãs da banda em se tratando de um trabalho ao vivo uma obra-prima e muito adorado por sinal (mesmo sem a presença de Gabriel) como se fosse até um "Greatest hits (live)" e um bom caminho para quem quer conhecer algo do Genesis do melhor da época referente aos anos 70, já para aqueles fãs do Genesis fissurados que conhecem o pop da decada dos anos 80 é um album que será "estranho" aos ouvidos destas pessoas porque é uma sonoridade que a pessoa precisaria estar muito mais atenta devido a quantidade de épicos que foram registrados nesta gravação, ou seja, bem diferente por exemplo de "Live / The way we walk I - The shorts" (1.992) ou "Live / The way we walk II - The longs" (1.993); já no caso dos ouvintes de "Three sides live" (1.982), talvez "Seconds out" seje ainda aceitável embora este trabalho também trilhava a caminho do pop mas ai são outros esquemas.

O que contém em "Seconds out" ? Nada menos que o material considerado de uma época dos tempos aúreos do Genesis que procura estar entre os albums "Nursery crime" (1.971) (as apresentações feitas por Collins abrangiam algumas versões de faixas deste album) e "Wind...". Encontram-se aproximadamente: 15% (uma música) de "Nursery crime", 50% (uma música) do "Foxtrot" (1.972), 50% (3 músicas) de "Selling England by the pound" (1.974), 10% (2 músicas) de "The lamb...", 50% (4 músicas) de "A trick..." e 10% (uma música) de "Wind..."; realmente o repertório foi considerado muito perfeito na escolha feita pelo Genesis para este album duplo sendo um dos fortes pontos positivos da banda. O outro é a interpretação de Collins nos palcos e ainda mais quando ele faz os vocais nas faixas cantadas por Gabriel, ele parece realmente muito disponível a resguardar a nostalgia que a banda tinha pelo carismático cantor original do Genesis; dramatiza excelentemente muito bem na grande parte das faixas mesmo sendo muito natural sem encenações teatrais. Os pontos negativos podem até ser ignorados mas a saber: a remasterização que muitos ouvintes reclamam que os vocais de Collins estão um tanto "longiquos" e as guitarras de Hackett aparentando estar 'sumidas" já dando sinais de que o guitarrista realmente estava muito descontente na sua participação no grupo querendo demonstrar na ocasião mais disposto a colocar idéias ao Genesis e as mesmas sendo ignoradas por Banks. O Genesis mesmo timidamente faz alguns improvisos em algumas faixas, mas o fato é que a banda sobressai melhor sem os mesmos, musicalmente o grupo sai bem a frente tocando as faixas do mesmo modo executado em estúdio (é claro que ao vivo a maioria dos fãs do grupo sentem que estão bem melhores do que em estúdio); diferente de bandas conhecidas do rock progressivo como o "Yes", "Emerson, Lake & Palmer", "Gentle Giant" e entre outras.
Como de costume e da mesma maneira ocorrida em "Genesis live" (e até pior que este): eles esquecem completamente que existem os dois primeiros álbuns, não valorizam aquilo que fez serem reconhecidos aos poucos pelo público, crítica e gravadoras (que abriram as portas para a banda) como é o caso do "Yes" ou o "Supertramp". Já comentado anteriormente que "Seconds out" é um trabalho adorado por uma grande maioria de fãs, o Genesis se quisesse também poderia ter abusado e ousado muito em "Seconds out" com muita tranquilidade como ter feito um album até triplo apresentando um disco ainda com Peter Gabriel nos vocais, um segundo com apenas Bill Bruford nas baterias e um terceiro com apenas Chester Thompson nas baterias; de qualquer maneira o resultado apresentado e registrado ficou realmente muito satisfatório.

O resultado de "Seconds out" principiou um registro em video entitulado
como "In concert" com 45 minutos de duração exclusivamente de uma das apresentações que se deram durante o ano de 1.976 (uma oportunidade de melhor observar o Genesis com Bill Bruford nas baterias e percussão) e uma segunda apresentação ocorrida no final de janeiro do ano seguinte em que esteve presente a Princesa Ana do País de Gales; tinha como objetivo incluso a parte não só retratar a música do Genesis na ocasião como também apresentar um musical dos jogos de inverno ocorridos na Europa em 1.976 e que junto estava presente a elaboração da música do tecladista Rick Wakeman do "Yes" tendo seu álbum solo lançado também sob o título de "White rock" (1.977). Detalhe curioso: "In concert" é o nome de uma coletânea de músicas do Genesis lançada exclusivamente no Brasil pela Som Livre feita pelo ano de 1.977 e apesar do nome não são faixas de apresentações ao vivo e sim de estúdio, muito procurada inclusive no exterior.

Com relação as apresentações o Genesis durante este período sem Gabriel se deu por alguns fatos interessantes como no caso de um show feito em Pittsburgh que Collins diz "Olá Baltimore" (cidade americana a 500 quilômetros de Pittsburgh) numa situação que Collins acabou tendo que corrigir a gafe que disse introduzindo uma piada. Já na cidade de São Francisco, Califórnia, a banda ficou num impasse perante ao público aguardando que todos sentassem antes que iniciassem o show até que o anunciante local pediu a colaboração de todos mas ainda assim o público permanecia de pé até que o Genesis desiste da tentativa de ter o público sentado iniciando então a apresentação. Vale lembrar que a banda muito pouco se apresentava em locais fechados em sim em espaços maiores como no caso de estádios diferente da época quando foi lançado o álbum "Genesis live".

As faixas que se apresentam neste álbum são parecidas das que também ocorreram em outros países da Europa, Estados Unidos, Canadá e o Brasil, um dos únicos países da América Latina em que o Genesis se apresentou em maio de 1.977 permanecendo no país por quase 20 dias em apresentações feitas em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre (o Genesis não havia ainda nem sequer feito apresentações no oriente mundial) e que pela primeira vez a banda teve de transportar todo o seu equipamento num Boeing 747. Aqui também uma ressalva da permanência do grupo neste período no Brasil: o primeiro músico que veio ao Brasil foi Steve Hackett em 1.974 numa ocasião em que conheceu a brasileira Kim Poor (na época era uma adolescente de 15 anos de idade!!!) e viria a ser a capista de seus albums solos e estreando junto com Hackett no seu primeiro album solo "Voyage of acolyte" (1.976) e mais tarde seria a sua futura esposa. Hackett sempre foi um grande admirador do instrumentista brasileiro Baden Powell. Na metade de 1.976 o Genesis vem ao país para negociar com os organizadores do que futuramente tornaria a possibilidade do sonho dos brasileiros assistirem o Genesis no país no ano seguinte junto é claro que com o dono da Charisma Records, Tony Stratton-Smith, sendo esta personalidade tido uma oportunidade numa época que nos seus tempos de jornalista veio também ao Brasil em 1.962 para fazer uma cobertura esportiva retratando a respeito dos bi-campeões brasileiros ocorridos na copa mundial daquele ano.

Os efeitos de iluminação foram o forte do Genesis numa época em que os brasileiros não haviam visto coisa igual, comenta-se que a boa maioria prestava mais atenção nos efeitos de luz e visuais do que na música que por sinal estava bem igual com as de estúdio. Rutherford teve diarréia e desidratação, mas não perdeu o seu senso de esportivismo com as pessoas em sua volta; embora na última apresentação gaúcha antes do Genesis fazer o bis ele saiu correndo do palco e não retornou com o restante de seus companheiros (sinal de que realmente ele estava bem ruim de saúde naquela situação) só ressurgiu durante o meio da música e ele inclusive ficou na ocasião muito ancioso e preocupado com a esposa que veio a tiracolo e prestes a ter um filho a qualquer momento em sua permanência no Brasil (imagine o filho de Mike Rutherford nascendo no Brasil...). Collins e Thompson ficavam muito juntos o tempo todo e eram vistos lado a lado, pareciam muito seguros com muita determinação profissional. Na permanência das apresentações do Rio de Janeiro, Collins se tranca no banheiro do avião por um bom tempo até que as coisas se acalmem já que existia uma multidão a sua espera. O Genesis obviamente aproveitam a ocasião e curtem uma tarde nas praias cariocas, tomam caipirinhas e jogam futebol de areia. Eles passeiam em Parati e se dislumbram com o cenário da rodovia Rio-Santos, Thompson aproveita e faz uma visita para Hermeto Pascoal (artista instrumentista brasileiro da categoria do fusion). Uma época muito memorável que evidentemente deve ter ficado guardada na vida dos brasileiros que tiveram a oportunidade de assistir a aquelas apresentações.

O título do álbum "Seconds out" sugerido possui alguns significados para os curiosos: é um termo utilizado em lutas de box quando é encerrado um round (o intervalo justamente em que os boxeadores descansam por míseros instantes e são orientados pelas estratégias de seus treinadores durante este período). Também prediz o significado de ser o segundo album do Genesis ao vivo e que a banda está encerrando uma nova etapa da carreira com faixas antigas. E enfim sobre a grande possibilidade de que um segundo membro de extrema importância e contribuição no grupo estaria saindo, que é no caso Steve Hackett; tanto é que parece que o Genesis une coincidentemente os títulos de algarismos numéricos de um album para o outro como aconteceria no momento em que eles se tornariam um trio em "And then there were three" (1.978).

A capa do álbum foi feita através das fotografias do artista fotográfico italiano chamado Armando Gallo que durante os anos 70 acompanhou a banda e também curiosamente já escreveu livros autobiográficos tanto do Genesis entitulado como "I know what I like", "Genesis - from one fan to another" e de Peter Gabriel; Gallo também participou de um trabalho fotográfico de uma banda italiana progressiva chamada "Le Orme" chamado "Smogmagica" (1.975). "Seconds out" tem também também colaborações fotográficas de Graham Wood e Robert Ellis que já cooperou junto com o "King Crimson", "Gryphon", o guitarrista Eric Clapton e entre outros artistas. Praticamente as fotografias de "Seconds out" já dão uma idéia de como eram as apresentações do Genesis durante o período quando o grupo era um quarteto, além de ter os responsáveis pela administração, direção e técnicos musicais e demais colaboradores que também foram clicados (até os carreteiros do equipamento do Genesis!!!). Nas versões originais do vinil podem ser encontradas até uma fotografia da apresentação no selo redondo impresso no disco.

A produção foi feita por David Hentschel que já estava com eles desde o album "A trick..." e "Seconds out" é reforçado pela presença técnica de Neil Ross que curiosamente também tem presença no album da banda de jazz fusion de Collins chamada "Brand X" em "Livestock" (1.977) lançado no mesmo ano deste álbum duplo do Genesis.


Squonk" - é pertencente ao álbum "A trick..." e iniciando o "Seconds out" com uma faixa em que Peter Gabriel já não estava mais presente no grupo. Isto significa também que obviamente agora num álbum ao vivo o vocal a perceber é de Collins que canta a música muita tranquilidade justamente por ter executado a faixa com seus vocais originalmente em estúdio só que aqui no álbum ao vivo ele é acompanhado pelo baterista Chester Thompson. Elaborada por Tony Banks e Mike Rutherford, muito adorada pelos fãs da banda, "Squonk" retrata uma trágica e triste "sinfonia" de uma charmosa estória fantasiosa sobre um pequeno animal que foi caçado pelos humanos (pelo narrador em especial) e que é dissolvido por si mesmo resultando em lágrimas como pode ser confirmado na seguinte frase "A pool of bubbles and tears - JUST A POOL OF TEARS", que siginifica "Uma piscina de bolhas e lágrimas - somente uma piscina de lágrimas" em inglês. Algumas partes da faixa lembram um pouco da estrutura dos temas principais de "Eleventh Earl Of Mar" do album "Wind..." e em especial o modo de como são tocadas as guitarras de 12 cordas e em sua forma de acordes feitos. Os mesmos acordes principais da faixa também se apresentam na instrumental "Los Endos" do mesmo album "A trick..." (assim como esta gravação ao vivo). Praticamente a faixa na forma de como é tocada está bem parecida com a original, um pouquinho mais rápida, mas se o ouvinte perceber pouca coisa muda em termos de velocidade; observa-se também a platéia em expectativa antes que o grupo inicie "Squonk". O que difere sim é o final da faixa que eles finalizam em definitivo o último tema que também mesmo com um texto que contém a faixa originalmente o Genesis não o cita. Existe uma versão de "Squonk" feito por uma banda chamada "Cairo" que está representada no álbum tributo do Genesis chamado "Supper´s ready" (1.995) em que eles citam o texto comentado anteriormente.

"Carpet crawl" - é justamente aqui que inicia registros dos quais Collins atua seus vocais em músicas cantadas por Gabriel e hilariamente é uma das faixas que pertence ao album duplo de estúdio chamado "The lamb...", último inclusive que o ouvinte ainda se deliciaria com o vocal do cantor original. A sensação de ouvir Collins cantando pela primeira vez aos ouvidos das pessoas as faixas interpretadas por Gabriel é meio estranha, mas aos poucos a grande maioria dos fãs do Genesis conseguem ser convencidos de que Collins apesar de não ser um verdadeiro Peter Gabriel, além de ter um vocal muito melodioso até que lembra um pouco do original da banda e não decepciona o ouvinte e ele também passa muito melodrama e emoção nas faixas de Gabriel visto que Collins no momento de seu ingresso no Genesis a partir de "Nursery crime" (1.971) contracenava seus vocais junto com os de Gabriel. O título desta faixa é um tanto problemático e muito a desejar pois causa uma enorme confusão quando os fãs do Genesis se dão de cara quando o nome da música está presente em algum trabalho que representa a banda. Originalmente no álbum "The lamb..." está escrita como "Carpet crawl", no encarte das letras de "The lamb..." e a coletânea "Turn it on again - the hits" (1.999) - (versão que reune uma regravação do Genesis da formação original de "The lamb..." incluindo o guitarrista e o baterista originais da formação do grupo Anthony Phillips e John Silver respectivamente) e estão como "The carpet crawlers"; em algumas versões nacionais em vinil saiu ainda a inscrição impressa como "Carpet cranl" (!?). Aqui neste trabalho ao vivo está como "The carpet crawl", dá pra entender como um título escrito de uma maneira diferente pode causar uma canseira em quem é fã ardoroso da banda em possuir todas as versões da faixa ? O único aspecto negativo em especial estreando justamente nesta primeira faixa a ser executada na substituição de Gabriel tanto de Collins como do próprio Genesis é do grupo não ter iniciado a música originalmente como ela é com o primeiro tema (o único que é diferente do restante da faixa inteira) quando a melodia se inicia com a frase "There is lambswool under my naked feet" e fica a pergunta: por que o Genesis não tocou na íntegra ? Pode até ser que tenha sido tocada inteiramente mas na edição a banda achou conveniente cortar este início da música por eles mesmos não terem se sobressaido bem. A segunda pergunta: onde está Steve Hackett tocando suas guitarras ? O pouco que se observa aparenta ser o mínimo possível tocando tão discretamente o que induz a imaginar que quanto mais ele toca, vai chegando a um ponto de que como se fosse desaparecer sem deixar rastros, muito diferente da faixa original. "Carpet crawl" além de muito adorada pelo público do Genesis e de se tornar um dos "hits" do album "The lamb..." saiu num segundo compacto do Genesis juntamente com uma faixa inédita entitulada como "Evil Jam" lançada em abril de 1.975 e tocada pela banda no set-list até 1.981. Para quem não sabe o album "The lamb..." retrata sobre um jovem personagem porto riquenho que vive nas ruas da cidade americana Nova York do qual no decorrer da vida de seu cotidiano ele vai se marginalizando urbanamente e a medida que o tempo progride coisas surrealistas vão acontecendo o que vão atingindo ao o seu lado emocional em seu redor. Aqui a faixa retrata sobre Rael se desvinculando de seu sonho recente que teve após adormecer e ele se encontra sobre um corredor acarpetado onde pessoas se ajoelham lentamente por uma escadaria em espiral conduzida por uma imensa porta de madeira. Um dos tapetes "explica" (!?) que irá para uma sala próxima que é o único caminho de saída, ou seja, é uma situação em que as pessoas e Rael se dão conta que estão dentro de um labirinto e Rael se apressa a esta porta de madeira. A frase memorável presente no segundo tema das 4 estrofes da faixa e feita pelo coro do Genesis "We got to get in to get out" que siginifica "Nós conseguiremos entrar para sair" em inglês, comprova a idéia das letras da música. Observe também que a faixa tem bem um estilo de um movimento de Adágio (as linhas de baixo de Rutherford muito pouco se mudam) que vai ficando crescente conforme o andamento da música. Veja também que Banks praticamente faz arpejos do início ao fim da faixa, algo muito parecido seria feito no tema instrumental da faixa "Ripples" do album "A trick..." e parece que ficou um pouquinho mais lenta que a original. A faixa pode ser encontrada tanto na caixa "Genesis Archives, Vol. 1: 1.967-1.975" (1.998) (em que o Genesis toca inteiramente a obra "The lamb..." nesta caixa), assim como também num outro tributo da banda chamado "The for lies down" (1.998) que é representado por John Ford, músico que era pertencente do grupo folk "Strawbs" em que até o tecladista do "Yes", Rick Wakeman, já fez as suas colaborações nesta banda antes de se integrar no "Yes".

"Robbery, assualt and battery" - pertencente ao álbum "A trick..." e elaborada por Tony Banks e Phil Collins e embora tenha uma letra atrativa e emocionante que foi inspirada através de "Harold, the barrel" em "Nursery crime" (indícios que apontam Collins como o letrista da faixa) resgatando ao modelo de estorinhas feitas pelo Genesis quando Peter Gabriel estava presente na banda, "Robbery..." do contrário que se possa imaginar agrada muito pouquíssimo aos ouvintes do Genesis. Collins procura na faixa fazer diferentes vocais (alguns inclusive em "falsetto"). O que dá a entender é que o grupo moldou esta faixa de uma forma estruturalmente feita como a de um ritmo meio estilo funk (mais tarde algo próximo seria também observado em "Scenes from a night's dream" do álbum "And then..."). O que salva para o agrado destas pessoas que não gostam muito da faixa é no momento de solo instrumental feito por Banks com os seus sintetizadores e que pela primeira vez no caso em "Seconds out", o ouvinte aqui tem oportunidade de observar 2 bateristas tocando juntos (Collins e Thompson) e numa determinada ocasião o tecladista abre espaço para receber as guitarras de Hackett que aos poucos vão se aumentando de volume através de sua pedaleira e até que em um determinado momento o restante da banda se reune para que Collins retorne nas letras da música e então execute o terceiro e último refrão da faixa. Um detalhe a observar que causa um tanto de confusão com algumas pessoas que vão conhecendo o Genesis aos poucos: com relação aos créditos em que "Seconds out" imprimiu no encarte, há uma estranheza de que é Collins que toca teclados na parte solo instrumental da faixa - vide: "Robbery, Assualt & Battery - keyboard solo Phil - (que na realidade é Banks que se encarrega de fazer o solo de teclados e sintetizadores comentado há pouco). É verdade que Collins inclusive também teve um sucinto interesse em piano e teclados na década de 70 e demonstra muito isso em sua carreira de cantor solo a partir dos anos 80, mas nesse caso o crédito quer dizer que Collins toca baterias no momento de solo instrumental que é tocado por Banks.

"Afterglow" - pertencente ao album "Wind & wuthering", e o último de estúdio em que está presente o guitarrista Steve Hackett é uma composição da autoria de Tony Banks; trata-se de uma "balada" épica, muito melosa e pop por sinal. Incrivelmente é a única faixa de "Wind..." que o Genesis preferiu apostar na inclusão para este álbum ao vivo (que é duplo) e retrata um triste amor, ou melhor dizendo, uma triste despedida (a saída de Hackett no Genesis). Foi tocada praticamente em todas as apresentações pertencentes da época do "Seconds out" tendo um outro registro em "Three sides lives" (1.982) e se estendendo até a turnê do album "Invisible touch" (1.986) chegando até o ano de 1.987. O aspecto muito negativo desta faixa é por conter uma melodia que estruturalmente está muito repetitiva; e o mais interessante é ainda que mesmo que muitos ouvintes do Genesis a achem "Afterglow" muito parecida com a versão de estúdio (e as vezes até a mais fraca de "Seconds out") a mesma foi suficiente para representar o álbum "Wind..." e ainda encerrando o primeiro lado do primeiro disco. "Afterglow" para alguns seria até interessante se o Genesis pudesse ter tido a oportunidade de incluir os 2 movimentos (faixas) instrumentais que antecedem esta "balada" que no caso seriam "Unquiet slumbers for the sleepers..." e "...In that quiet Earth".

"Firth of fifth" - está originalmente no álbum de estúdio "Selling England by the pound" (1.974) e aqui a versão ao vivo atinge 9 minutos de duração, sendo a maior faixa do primeiro disco de "Seconds out" e também contendo uma duração inclusive menor (quase um minuto a menos) do que a de estúdio pois na realidade o Genesis não executa a introdução inicial do piano acústico feita por Banks. Um boa parte dos fãs do Genesis acham que esta introdução inicial não é tão agradável quanto ao restante da faixa como um todo; o engraçado é que este tema introdutório está presente logo após o início da seção instrumental no meio da faixa (sintetizadores tocando primeiramente rápidas notas numa escala de tempo que aparenta ser de 13/8), assim como no encerramento da mesma. Existe inclusive uma versão ao vivo desta faixa que foi gravada desta mesma forma com Gabriel em "Genesis Archives, Vol. 1: 1.967-1.975" (1.998). Por decisão da banda o crédito foi denominado em nome dos 5 integrantes que fazem parte deste album de estúdio mas a grande verdade é que o compositor desta canção é Tony Banks e claro que pode-se chegar a esta conclusão porque a quantidade de teclados (e piano acústico) que predomina os quase 10 minutos de faixa é imenso. Mas existem momentos memoráveis nesta faixa que também é a presença de Hackett com suas guitarras elétricas na seção mediana instrumental a base de pedaleiras e o reforço duplo de bateristas (Collins e Thompson) nesta mesma seção. Collins age com uma naturalidade muito grande e competente fazendo os vocais (na verdade Collins se deu excelentemente muito bem nos vocais porque a faixa é bem semi-instrumental), que originalmente na versão de estúdio são feitos por Gabriel, deliciando-se aos ouvidos de quem presta atenção nesta música. Mesmo com os vocais esforçadíssimos de Collins na faixa o único aspecto negativo que lamentavelmente os fãs do Genesis se dão conta é a ausência dos sopros de flauta que eram feitos por Gabriel; mas aqui pelo menos são substituidos por um piano elétrico de Banks e uma tímida guitarra de Hackett fazendo o máximo possível que a tal substituição seje satisfeita para com os ouvintes. "Firth..." retrata sobre um homem que em sua caminhada encontra um barco num rio, entra dentro deste barco e inicia uma viagem da qual o encaminha para um majestoso castelo abandonado adentro de um oceano que então faz uma exploração neste castelo até o seu reconhecimento e posteriormente o deixa novamente abandonado. O público do Genesis não se simpatizam muito com as letras desta faixa sentindo muita pobreza no texto (Tony Banks também chegou a admitir que as letras são bem fracas) e é a sonoridade da música que o mesmo público presta muito mais atenção. "Firth..." é uma das pouquíssimas faixas já realizadas pelo Genesis que coloca o músico Tony Banks e seu talento profissional a um patamar que pudesse ser em momento comparado junto com Keith Emerson, do "Emerson, Lake & Palmer" e Rick Wakeman, do "Yes" numa época em que o Genesis concorria com fortes bandas progressivas e sensações de momento, como estas por exemplo citadas anteriormente e aqui no exemplo desta faixa ele estaria a frente de outros tecladistas concorrentes de bandas de rock progressivo como Tony Kaye do "Yes", Richard Wright do "Pink Floyd", Richard Davies do "Supertramp" e entre outros. Agradáveis momentos como de "Firth..." seriam mais frequentes quando Tony Banks colocaria seu primeiro album solo "A curious feeling" (1.979) para o público e crítica. Outras versões o ouvinte pode ter oportunidade de ouvir no tributo "Supper´s ready" feita por uma banda chamada "Over the Garden Wall" (perfeitíssima, por sinal!!!) e em outro álbum ao vivo "The way we walk, Vol. 2: The longs" (1.993) numa seção instrumental que o Genesis elaborou numa faixa chamada "Old Medley" reunindo inclusive diversos clássicos da banda de seus anos 70. Um dos integrantes do Genesis que parece zelar muito por esta faixa é o guitarrista Steve Hackett, pois mesmo após a sua saída no grupo ele gravou uma versão de estúdio em "Watcher of the skies: Genesis revisited" (1.996) e uma versão ao vivo resultante de uma turnê feita no Japão em "The Tokyo tapes" (1.997).

"I know what I like" - originalmente é pertencente ao album "Selling..." da qual o verdadeiro título se chama "I know what I like (In your wardrobe)" e sem sombra de dúvidas de que esta música seria a primeira em que o Genesis desde a sua formação em 1.968 emplacaria nas paradas de sucessos das FMs ao mundo da música pop na época e com a formação que pertencia Peter Gabriel. Há rumores de que o compositor principal seria Phil Collins com a ajuda de Peter Gabriel, isto porque a faixa está creditada em nome dos 5 integrantes do álbum. Saiu em mais de um compacto com outras músicas do álbum em referência como também com uma outra inédita entitulada como "Twilight Alehouse" (que pode ser encontrada na caixa "Genesis Archives, Vol. 1", assim como "I know..."). A versão deste álbum ao vivo atinge o dobro do tempo da original (especialmente após a saída de Gabriel) contendo mais de 8:30 minutos de duração e ainda que em outras apresentações do grupo (com Collins nos vocais) ultrapassavam a casa dos 10 minutos. O que torna interessante a razão deste acréscimo de tempo a mais está devido ao fato de que o Genesis fazia jam sessions e improvisação na parte do tema instrumental (que originalmente encerra a música) após os versos "When the sun beats down...you can tell me by the way I walk" e antes destes mesmos versos observa-se inclusive Collins fazendo graça, brincando, dançando tarantela e até tocando um pandeiro (como mostram fotos ilustrativas do álbum "Seconds out"); se o ouvinte prestar atenção no momento que existem os aplausos no meio da faixa está o porquê da euforia deste público e inclusive se escuta Collins tocando este pandeiro por alguns instantes. No caso das jam sessions da seção instrumental se o ouvinte também prestar muita atenção poderá observar o público acompanhando o ritmo da banda conforme a faixa vai se desenvolvendo e a existência de alguns curtérrimos "retalhos" de outras faixas como as de "Dancing with The moonligth knight" do album "Seeling...", "Visions of angels" e "Stagnation" ambas do álbum "Trespass" (1.970) - álbum este que inclusive o Genesis foi ignorando por completo ao longo da carreira e que o enfocou entrando no mundo do rock progressivo; parece inclusive que nestes instantes o Genesis tem uma intenção de medir a capacidade do ouvinte em adivinhar qual é a música que está tocando no momento - veja que o mesmo acontece na mesma seção instrumental de uma outra versão ao vivo em que "I know..." está presente no álbum "The way we walk, Vol. 2: The longs" (1.993) numa faixa chamada "Old Medley". A melodia de "I know..." é tão cativante que até pessoas que desconhecem o rock progressivo (e música em geral) também adoram (o que não significa que é uma "musiquinha" qualquer), sendo uma estória bizarra e divertida que se baseou através do resultado da própria capa de "Selling..." (existe uma observação em parenteses sobre este detalhe nas letras de "I know...") em que contém um narrador com um personagem (no caso, um ceifador de grama e seu instrumento de trabalho - "Me, I´m just a lawnmower" que siginifica "Eu, eu sou apenas um ceifador" em inglês) que corta gramados para sobreviver e ele evita uma quantidade numerosa de pessoas que querem dar conselhos interessadas em seu futuro pois o mesmo já está simplesmente muito contente como ele é e prova no famoso refrão "I know what I like, and I like what I know" que significa "Eu sei do que eu gosto, e eu gosto do que eu sei" em inglês (e no encarte). Quanto aos vocais Collins até está satisfatório, mas ele parece estar um pouco entediado quando canta esta música daí talvez a alternativa que o Genesis teve em apostar as jam sessions referidas e mesmo Collins substituindo os vocais de Gabriel o que também deixaria saudades são os sopros de flauta feitos por Gabriel que ficaram registrados originalmente na seção instrumental e substituídos pelos teclados de Banks. Pelo menos o Genesis ainda manteve a expectativa da sonoridade introdutória da faixa de um ruído que lembra o barulho de um cortador de grama feito pelos pedais do baixo de Rutherford reforçado com os sintetizadores de Banks; só não é executado nesta versão ao vivo quando a faixa acaba sendo encerrada pela banda e o grupo é recebido muito saudosamente pelo público presente. A música mesmo tendo sido permanecida no set-list da banda até nos anos 90, Collins já foi flagrado errando ou esquecendo as letras como por exemplo numa apresentação feita na Alemanha em Outubro de 1.981 e até na sua carreira de músico solo no estádio Wembley em Dezembro de 1.994. "I know..." tem uma sonoridade estrutural até que relativamente muito simples e o que também chama a atenção e poucos ouvintes ignoram (talvez pela sonoridade conjunta ser de uma música pop) é que a melodia atinge a um estilo musical de extremo oriente com Hackett tocando as suas guitarras elétricas em tonalidade de cítara, algo que o Genesis também explorava a idéia pela primeira vez muito parecido com o que algumas bandas da mesma categoria já haviam feito anteriormente como o "Pink Floyd" em "Set the controls for the heart of the sun" do álbum "A saucerful of secrets" (1.968), o "Yes" em "The ancient giant under the sun" do álbum "Tales from topographic oceans" (1.974) ou a banda francesa "Gong" em "Radio gnome invisible" do álbum "Flying teapot" (1.972). Uma ressalva para este detalhe citado há pouco: o "Gong" é uma das poucas bandas progressivas que procurou preservar bastante esta idéia (em especial com Daevid Allen, o fundador da banda) musical de extremo oriente tendo mais tarde nos anos 80 o "Ozric Tentacles" como seus seguidores e de uma época mais moderna. Outras versões da faixa podem ser encontradas na caixa "Genesis Archives, Vol. 1" (com Peter Gabriel), no tributo "Supper´s ready" executado pela banda "Crack the Sky" e em especial pela carreira solo do guitarrista Steve Hackett nos álbuns "Watcher of the skies" e "The Tokyo tapes", além de mais uma outra versão ao vivo que este músico registrou através de uma banda chamada "GTR" surgida na metade dos anos 80 junto com o guitarrista Steve Howe do "Yes" no album "The King Biscuit Live" (1.997).

"The lamb lies down on Broadway" - a faixa título pertencente de um álbum duplo conceituado do Genesis que poderia se enquadrar em trabalhos de álbuns duplos de importância feitos por outras bandas como o "Yes" em "Tales...", o "Jethro Tull" em "Living in the past" (1.972), o "Soft Machine" em "Third" (1.970) e entre outros é o que justamente a banda havia com o seu lançamento tido uma oportunidade de fazer mais de 100 apresentações (incluindo a obra inteira de "The lamb..." atingindo a 2 horas de música) tanto na América do Norte (foi feito um registro total de "The lamb..." na turnê americana e encontrado em "Genesis Archives, Vol. 1") e Europa incrementando em fantásticos e luxuosos visuais o que em resultado tornaria um descontentamenteo interno da banda já que o público e crítica prestariam muito mais atenção nestes visuais, além de Gabriel que fazia suas encenações teatrais, do que com a música e deixando 4 dos 5 integrantes magoados dando a entender que os mesmos simplesmente não existiam. É a partir do lançamento de "The lamb..." que as coisas internamente no grupo começam a ficar delicadas porque Gabriel é convidado para fazer um filme (um convite para trabalhar no "O exorcista" com a atriz americana Linda Blair) e o cantor requisita em adiar o trabalho de "The lamb..." mas a resposta de seus companheiros é negativa. Gabriel até pede licença para dar um tempo com a banda durante um curto período, Collins também tinha uma intenção de sair na banda para se ajuntar numa banda de jazz fusion chamada "Brand X" e Hackett já tinha planos debaixo do braço de gravar seu primeiro album solo chamado "Voyage of acolyte". Com a idéia em mente para fazerem a turnê de "The lamb...", Gabriel retorna, Collins tem os preparativos em fazer o tal projeto que seria durante o ano de 1.975 e retorna ao grupo e Hackett iniciava discretamente as gravações de "Voyage...". Somente em abril de 1.975 que Gabriel anuncia sua saída na banda, o resultado aqui é o de Collins nos vocais (e Thompson nas baterias) e esta versão que acaba sendo emendada com outra faixa se tornando um pequeno "medley". Curiosamente o álbum "The lamb..." (apesar dos créditos de todas as faixas estarem em nome dos 5 integrantes, segundo a banda as letras e uma estória dentro do álbum foram escritas praticamente por Gabriel, exceto a música pelos outros integrantes) seria uma estória para crianças baseada no famoso livro infantil "O pequeno príncipe" do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, mas Gabriel pensou melhor, desistiu e sentiu que a idéia seria muito inadequada naquele momento porque no ano de 1.974 quando o trabalho estava sendo escrito e gravado uma nova tendência musical estava começando a surgir ao meio musical e nada mais era do que o punk (ainda na etapa pré-punk) e seria muito mais interessante criar uma idéia de um personagem moderno e contemporâneo dos dias atuais daquela época (jovens rebeldes, no caso) e é justamente ao que aconteceu no resultado do personagem do album "The lamb...". Esta faixa retrata o início da estória que irá desdobrar de um jovem porto riquenho chamado Rael (já comentado detalhes na faixa "Carpet crawl") na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, iniciando-se numa manhã no distrito (bairro) de Manhattan e ao despertar da cidade, o jovem Rael sai do metrô de onde ele pichou as letras bem grandes de seu nome e separadas R-A-E-L e no meio das atividades de trabalho de baixo nível de vida que ocorrem ao durante ao longo do dia (talvez referindo-se aos trabalhos do tipo informais como camelôs e vendedores ambulantes, por exemplo) um cordeiro se deita no meio de uma rua na Broadway. Na opinião dos fãs a versão original é de tiro e queda como a melhor, mesmo Collins procurando dar o melhor de si; a falta de energia inclusive que Collins cita na frase "Rael Imperial Aerosol Kid" especialmente no terceiro parágrafo quando o grupo está numa melodia tranquila e que na realidade faltou a agressividade e "selvageria" diferente da faixa original. Um outro aspecto também muito negativo é de Banks não tocar a canção com o piano diferente do que ele faz aqui com sintetizadores; Banks mais tarde alegou e admitiu que não ficou realmente boa a escolha feita por ele em ter trocado a sonoridade de seus instrumentos. Antes do encerramento da faixa o Genesis propôs uma sugestão incomum: incluiu os versos "They say the lights are always bright on Broadway, They say there's always magic in the air" que estão originalmente na faixa e pertencentes ao mundialmente famoso hit dos americanos Jerry Leiber and Mike Stoller gravada em 1.963 entitulada como "On Broadway" tendo até inúmeras versões gravadas, isso sem contar que nas apresentações ao vivo eles também fazem a melodia destes artistas por alguns instantes até que o grupo vai se preparando para emendar com uma outra melodia seguinte deste "medley" de "Seconds out". A faixa título também tem uma espécie de reprise só que tocada de uma forma mais lenta e menor que se encontra próxima do final do álbum original só que intitulada como "The light dies down on Broadway". Esta música foi tocada pelo Genesis até 1.978 e o grupo retornou a incluir no seu set-list em seus anos 90 registrando na faixa "Old medley" do álbum "The way we walk, Vol. 2".

"The musical box" - pertencente de um álbum que é uma das obras-prima da banda chamado "Nursery crime", a versão original atinge mais de 10 minutos de duração numa considerável variedade de temas e introduz o Genesis com a formação apontada como a mais clássica que o grupo já sofreu contendo Banks, Collins, Gabriel, Hackett e Rutherford no conjunto; Collins e Hackett haviam sido inclusive os estreantes no grupo. Esta versão além de fechar o "medley" (a transcrição está impressa em parênteses como "Closing section" como se finalizassem a apresentação para um intervalo) que se une com a música anterior, "The lamb..." porta com quase apenas 3:30 minutos de duração (a menor inclusive dos dois discos de "Seconds out", ou seja eles iniciam a partir dos versos "She's a lady, she's got time..." onde já é praticamente próximo do final da faixa original e uma das partes muito adoradas por um grande público do Genesis. O aspecto negativo para os fãs da banda em relação sobre a versão desta faixa é de não ter sido tocada inteiramente na apresentação, mas ainda assim sob esta forma de como foi editada ela é aprovada pela grande maioria do público porque aqui Collins transmite uma energia emocional tão profunda que ora se esquece ter sido cantada uma vez por Gabriel. É um exemplo característico momentâneo que é possível perceber como é até grande a "semelhança" dos vocais de Collins com os de Gabriel, e além do mais, talvez nem haveria tanta necessidade neste caso de "The musical box" ter sido gravado inteiramente porque o Genesis já havia feito uma versão ao vivo que está em "Live" (1.973), só que no caso com os vocais de Gabriel. Uma curiosidade sobre esta época com Gabriel: em fevereiro de 1.973 numa apresentação feita na Inglaterra quando esta música estava sendo tocada, repentinamente a alimentação de energia dos equipamentos falhou e o grupo teve de iniciar novamente "The musical box". Mais um outro ponto que ainda percebe que esta faixa é bem favorável para a banda é devido no momento em que Collins termina de citar as letras da música ele vai para a suas baterias "duetar" com Thompson finalizando o primeiro disco. Repare inclusive que a saudação do público é bem receptiva tanto no momento em que Collins inicia as letras de "The musical box" mesmo a partir de "She's a lady..." e no final quando o grupo encerra a música e o público (que no caso é francês) até grita e responde por diversas vezes constantemente "Une autre" que significa "mais um". A faixa retrata sobre a estorinha de uma menininha de 9 anos que brinca com o amiguinho de 8 anos num campo de críquete e esta arranca a cabeça do menor com uma martelada de críquete, depois esta menina vai no quarto do amiguinho onde encontra uma caixinha musical que quando abre surge uma espécie de "espectro fantasmagórico (!?)" do garoto que vai ficando envelhecido conforme a musiquinha da caixa vai tocando até que entra uma enfermeira repentinamente e destroi tudo e é justamente como a estrutura da faixa foi criada. Detalhes: originalmente ela inicia com 3 dos integrantes tocando violões acústicos - Banks, Hackett e Rutherford. Em algumas cópias de "Seconds out" que se lê a palavra "box" está impressa como "fox" e "bow". Deixou de ser tocada no set-list do conjunto durante os anos 80 e só retornaram com a existência de uma versão ao vivo que desta mesma forma em "Seconds out" em "Old medley" do álbum "The way we walk, Vol. 2" e o público parece se entusiasmar mais ainda com esta mais recente acreditando que ficou melhor e com muito mais energia e emoção (será que o restante da faixa se tornou tão desmerecida, esquecida e sem muita importância para o público com o passar do tempo ?).

"Supper´s ready" - aqui inicia o disco dois de "Seconds out" e temos uma faixa épica (chamada também de faixa-teatro na presença de Gabriel) do Genesis que tanto neste album ao vivo como no album de estúdio "Foxtrot" (1.972) ocupa inteiramente um lado inteiro de um disco, ou seja, ocupando mais de 20 minutos de duração. Esta versao tem mais de 24:30 minutos de duração (a maior portanto do "Seconds out" e bem parecida com a de estúdio, um poquinho mais lenta no final especialmente) e em algumas apresentações ela atingia a um tempo de 30 minutos. A versão neste caso mesmo com Collins nos vocais até é vibrante, emocionate e muito cheia de energia e para muitos admiradores da banda sendo uma das faixas que por vezes vale pelo "Seconds out" inteiramente; segundo Banks e Rutherford "Seconds out" foi a chance que eles tiveram para apresentar um forte material que tinham no passado com Gabriel já que os mesmos não tiveram espaço suficiente para apresentar no album "Live" com a presença de Gabriel justamente por se tratar de ser um album simples e a gravadora junto com os integrantes da banda não apostarem que seria uma boa hora para o lançamento de um album duplo. Detalhe: para se ter uma idéia a foto da capa de "Live" curiosamente é num determinado momento que eles estão executando "Supper´s ready", sem contar com mais uma outra na contracapa que contém Gabriel com uma flor ao redor de sua cabeça que também faz parte de um personagem da música "Supper´s ready". Como aqui sem a presença de Gabriel acaba perdendo a presença dos personagens que nela representam, os efeitos visuais e iluminação se tornavam "infalíveis" e "imbatíveis" na época para que o público pudesse receber a presença de sentimento de música que pelo menos a banda pudesse passar para os ouvintes. O que poderia o ouvinte de "Seconds out" imaginar como eles poderiam passar aquela energia como mostra uma fotografia que representa "Supper´s ready" (tema final da faixa "As sure as eggs is eggs") na contracapa de fundo do album ? Comenta-se inclusive que o público presente desta faixa ao término da mesma se após os aplausos se silenciaram em instante de um minuto e sentaram de volta as suas cadeiras silenciosamente também. Alguns ouvintes entretanto acusam como a faixa ter ficado melhor do que a de estúdio mesmo com Gabriel (até mesmo Banks e Rutherford tem a mesma opinião de acordo com estes ouvintes), outros entretanto discordam, mas no final o que realmente ocorre é que por um detalhe ou outro ambas as versões se bobear empatam (e é bem verdade que Collins parece estar mais entrosado aqui neste caso ainda devido a existência da complexidade que a faixa possui e muito diferente um tanto das outras faixas de "Seconds out" que ele substitui Gabriel nos vocais), mas deve ficar muito claro que a "Supper´s ready" original foi um outro momento importantíssimo do Genesis. Com a chegada dos anos 70 e da presença forte do rock progressivo que ia com o passar dos dias na época conquistando espaço ao meio cultural musical, as bandas desta categoria passaram a investir em seus trabalhos tamanhos de gravações que saiam dos padrões estruturais da música pop de 3-5 minutos de duração e gravando suites com o dobro e o triplo de tempo destes moldes até chegar a casa dos 20 minutos de duração e geralmente ocupando um lado inteiro de um disco. E foi como ocorreu com algumas bandas que eram conhecidas do público fazendo este tipo de arte como o "Pink Floyd" em "Atom heart mother" no album "Atom heart mother" (1.970), "Yes" em "Close to the edge" no album "Close to the edge" (1.972), "Van Der Graaf Generator" em "A plague lighthouse keepers" em "Pawn hearts" (1.971), "Emerson, Lake & Palmer" em "Tarkus" no album "Tarkus" (1.971), "Focus" em "Eruption" no album "Moving waves" (1.971) e entre muitas outras bandas. Com o Genesis não seria diferente ainda que Gabriel representava na época os personagens que retratava as faixas em palco, seria muito interessante retratar vários numa mesma música. Pouco se sabe a respeito mas as raízes de "Supper´s ready" já vem desde a época quando os integrantes do grupo estavam no colégio Chaterhouse ainda nos anos 60 (sem Collins e Hackett, mas com Anthony Phillips nas guitarras e violões e alguns bateristas irregulares) onde foi fundada a banda e isso num momento quando o grupo já tinha idéias musicais um tanto complexas a apresentar ao produtor Jonathan King (que sugeriu inclusive o nome da banda) para um futuro album de estréia chamado "From Genesis to Revelation" (1.969) e que dava apenas preferência para músicas mais acessíveis e pop. O complexo material era a princípio um punhado de melodias que somadas resultavam numa música só que girava em torno dos 45-50 minutos de duração e segundo a banda eles chegaram a desmembrar com o tempo esta música que os facilitaria de compor em seu segundo album, "Trespass", por exemplo; uma boa parte razoável possivelmente é a que estaria incluso futuramente em "Supper´s ready" mas é que eles provavelmente não deviam ter idéia absoluta quando isto ocorreria e em que forma de melodia final tornaria como uma das canções de extrema importância musical na trajetória do Genesis. As letras desta música foram elaboradas praticamente por Gabriel inspirados em um dia que ele estava num aposento de uma casa da qual era a mais fria do local e numa certa ocasião ele sentiu a presença de algumas imagens de rostos de pessoas que não conhecia e Gabriel acabou tendo um profundo calafrio associando a partir de então as letras de "Supper´s ready" num objetivo de uma luta entre o bem e o mal mas Gabriel faz uma mescla das letras com modernidade, guerrilheiros e lutas, a preparação de uma ceia (do qual é o que significa "supper" em inglês) e religião; aliás Gabriel tirou frases da bíblia que estão no livro de Apocalipse e para alguns críticos e fãs do grupo é o que torna o Genesis muito polêmico e ousado. Deve ser também lembrado alguns outros detalhes que acabam se tornando um tanto esquecidos sobre o mérito do Genesis utilizar o tema religião: 1) o nome original da banda era "From Genesis to Revelation" que quer dizer "Do Genesis para a Revelação" em inglês, ou seja, são dois livros que constam na bíblia; 2) segundo ao que se entende da bíblia o livro do "Genesis" significa um começo de algo e "Revelação" o seu inverso, o fim (livro da "Revelação" é na realidade subentendido como o mesmo que o do "Apocalipse") - cruelmente e ironicamente sob marcas do destino da banda com o passar dos anos e a saída de Collins na banda em 1.996 mesmo com a banda contendo 2 integrantes originais e fundadores da banda muitos admiradores do grupo tecem as suas opiniões de que o grupo finalizou por ali mesmo naquela época; 3) o grupo na sua estréia gravou um album de estréia em 1.969 com o mesmo título original da banda do qual a grande maioria das músicas era bem do tipo pastoris e paroquianas que tinham como objetivo "resumir" o homem e a bíblia naquele trabalho; 4) ainda que com a mudança de nome da banda para simplesmente Genesis ainda assim o nome é pertencente ao livro da bíblia (que no caso os integrantes, que eram muito jovens mal chegando a casa do 20 anos de idade, devem ter se sentidos mais confortáveis em acreditarem que estavam iniciando e acreditando algo muito promissor, a carreira de músicos no caso). É lógico que também existem pessoas que gostam do grupo e não acreditam em nada disso, mas são apenas algumas reflexões a serem pensadas calmamente. Mas em vista das letras tem-se também a música que representa e descreve muito bem a categoria do rock progressivo numa quantidade de vários trechos, temas, frases, melodias e sonoridades e num conjunto totalmente muito bem estruturado. Apesar do tamanho que contém é na realidade dividida em 7 partes (que representam os 7 anjos pertencentes no livro do Apocalipse) iniciando com a) "Lover's Leap" no qual o tema retrata sobre dois amantes que se perdem se olhando pelos olhos dos outros e se encontram transformados em mais um corpo masculino e feminino; a abertura da peça com vocal logo na primeira nota musical da música acompanhado de violões acústicos dedilhados é simples mas muito cativante feita em dois refrões seguido por b) "The guaranteed eternal sanctuary man" no qual retrata sobre os amantes que encontram e atravessam uma cidade dominada por dois personagens sendo um que é um fazendeiro e o outro que possui uma mente se esquivando numa religião científica muito disciplinada (seria um filósofo ? Ou um anti-cristo ?) e este último gosta muito de ser conhecido e identificado como "Homem do santuário eterno garantido" (do qual é o significado do tema em inglês e a frase "He's the guaranteed eternal sanctuary man" é citada 2 vezes inclusive neste tema) comentando que contém algo secreto inovador capaz de combater o fogo, mas é uma mentira; a sonoridade aqui permite pela primeira vez as baterias de Thompson (feitas originalmente por Collins) e um reforço maior de teclados de Banks ambos estando com o restante da banda na melodia que às vezes até arrepiam certos ouvites de tão forte a sonoridade que passa emoção e abruptamente a melodia é "suspensa" apresentando um coro de crianças (ou seriam pequeninos anjos ?) entrando com uma frase "We will rock you, rock you little snake, We will keep you snug and warm"; observe que também pelas primeiras palavras desta frase citada há pouco tivemos no mundo do rock o "Queen" que gravou nada menos que uma faixa mundialmente conhecida entitulada com o "We will rock you" do album "News of the world" (1.977). Logo após tem-se c) "Ikhnaton and Itsacon and their band of merry men" retratando aqueles que os amantes observavam vestidos de cinza e roxo esperando para serem convocados para o lado de fora de um local e o "Homem do santuario..." coordena estas pessoas nas entranhas terrestres e atacar a todos aqueles sem uma "licença" da vida eterna e dos quais eram obtidos num escritório do "Homem do santuário..." e justamente as frases "Waiting for battle. The fight's begun, they've been released.
Killing foe for peace...bang, bang, bang. Bang, bang, bang..." que significam "Esperando pela batalha. A luta começou, eles foram liberados. Matando inimigos para a paz...bang, bang..." em inglês confirmam ao que se passa nesta seção de "Supper´s ready" e musicalmente pode ser percebido uma tranquila melodia do tema a) mas tendo Banks substiuindo as flautas com seus teclados que eram tocadas por Gabriel; observe também que o Genesis entra num ritmo meio de como se fosse uma marcha de um pelotão de exército após o momento em que Collins cita a frase "Waiting for battle" (são os cavaleiros ilustrados na contracapa de "Foxtrot" que representam este momento). O grupo inclusive parece que investia musicalmente em algo parecido como é o que acontece a um exemplo de "The battle of Epping Forest" do album "Selling..." e ainda agressivamente como algo parecido na parte mediana da faixa "The musical box" do album "Nursery crime". O ouvinte pode observar ainda que o teclado acompanha os timbres e riffs das guitarras tocados por Hackett. A próxima seção d) "How dare I be so beautiful ?" relacionam os heróis que fazem um levantamento do resultado do ataque (lembrando que Gabriel tinha como em mente uma luta do bem e do mal) e descobrem uma figura solitária obcecada pela própria imagem testemunhando e acompanhando uma estranha transformação trazida por suas reflexões na água. Musicalmente é um dos trechos da faixa de uma maneira geral mais tranquilos que se possa observar, e a surpresa e expectativa da mesma ocorre no final dos versos quando no caso Collins citará as palavras "A flower", que significa "uma flor" em inglês (se o ouvinte prestar atenção eles citam a palavra "Narcissus" que é uma flor). Algumas versões piratas ao vivo desta faixa é possível escutar até o público gritando essas palavras e ainda mais quando Gabriel estava presente no grupo pois observava o mesmo com uma mascara de uma flor ao redor de seu rosto e então justamente vem uma das seções mais aguardadas da faixa e) "Willow Farm" que retrata sobre uma escalada fora de uma piscina sobre uma forma de vida existente bem diferente em meio de uma quantidade volumosa de cores iluminadas em meio a objetos, plantas, animais e seres humanos e inesperadamente um apito é assoprado e tudo é modificado. Aqui Gabriel escreveu frases de uma forma muito esperta como por exemplo: "The frog was a prince, the prince was a brick, the brick was an egg, the egg was a bird.", que significa "O sapo era um príncipe, o príncipe era um tijolo, o tijolo era um ovo, o ovo era um pássaro." em inglês; também é citado o político inglês Winston Churchill num modo brega de se vestir com uma bandeira britânica "There's Winston Churchill dressed in drag, he used to be a British flag..." que significa "Lá está Winston Churchill vestido em forma brega, ele costumava estar com uma bandeira britânica..." em inglês; além de que é citado sobre o bem e o mal como na frase "Oh, there's Mum & Dad, and good and bad..." que significa "Mãe e pai, e o bem e o mal...". Mesmo sem as aparições teatrais nesse momento Collins faz a sua encenação vocal até que muito boa por sinal, fazendo uma variação de vozes entre os personagens e até a risada que ficou bem mais entrosada do que na versão original. Musicalmente nesta seção é bem alegre, viva e divertida, no meio desta é observado o apito comentado anteriormente e vindo posteriormente outras palavras que emocionam até alguns ouvintes "All Change!". Se das 7 seções da faixa representasse o Genesis em termos de aparição teatral, a "Supper´s ready", esta seria provavelmente a mais provável escolhida pelo público (dá pra se perceber um minúsculo público saudando o grupo pouco após Collins citar a palavra "flower") já que estruturalmente em termos de sonoridade ela não se qualifica muito aos padrões de uma música comum pop e também do gênero progressivo de uma forma geral (estilo meio "circense", digamos!!!). Eles continuam até que repentinamente o ambiente sonoro fica novamente tranquilo mas em forma de suspense e melodramático. A única perda negativa sonora que o Genesis aqui não colocou aqui nesta seção foi uma explosão (e olhe que na época do "Seconds out" eles já tinham um aparato todo para isso) que existe na original antes que eles entrem no próximo tema f) "Apocalypse in 9/8 (Co-starring the delicious talents of Gabble Ratchet)" que retrata o sinal do apito do qual os amantes se tornam sementes em terra onde reconhecem outras sementes a se tornarem as pessoas no mundo do qual eles haviam originado e neste interím são devolvidos ao mundo anterior para observar o Apocalipse de São João se progredindo. Os sete anjos causam uma sensação estranha como a raposa que atira pra tudo quanto é lado o número 6 e Pitágoras (deus grego da matemática) fica muito feliz pela quantidade de números que recebe da raposa como se estivesse recebendo a quantidade certa de leite e mel para os flocos de milho (o mesmo que uma pessoa num café da manhã coloca satisfatoriamente em seus corn-flaks, vulgo "sucrilhos" !!!). As letras até incitam alguns desses comentários comentando sobre dragões surgindo do mar (seriam as bestas no livro do Apocalipse na bíblia?) "Dragons coming out of the sea...", que significa "Dragões surgindo afora do mar..." em inglês, os números 6 que a raposa joga "666 is no longer alone". Detalhes: Gabriel represantava a raposa também em suas aparições teatrais. Hackett chegou a ficar muito bronqueado quando em ensaios da faixa original, Gabriel citou o número 666 não gostando nem um pouco da idéia do companheiro. O deus da matemática presente "Pythagoras with the looking glass reflects the full moon" que significa "Pitágoras com um olhar de vidro que reflete a lua cheia" em inglês, os 7 anjos "And the seven trumpets blowing sweet rock and roll" que significa "E os 7 trompetes (anjos) soprando docemente um rock and roll" em inglês. Musicalmente aqui na faixa é um dos momentos em que o Genesis fica relativamente bem repetitivo com o baixo e a guitarra num clima até meio que tenso fazendo as mesmas notas e Banks que estará coordenando o solo instrumental por volta de pelo menos 3 minutos de duração quando Collins finalizar a frase "It won't be easy". Algumas bandas de rock progressivo já fizeram coisa muito parecida com essa idéia do Genesis como um caso típico igual o "Marillion" (apontado por muitos ouvintes da categoria como sendo o clone do Genesis) elaborou na faixa "Grendel" do album "B´sides themselves" (1.988). No caso da versão ao vivo Thompson é reforçado com as baterias de Collins durante este momento em que Banks faz a sua apresentação solo e Banks também substitui a flauta de Gabriel na versão original com o seu sintetizador. Collins retorna ao palco finalizando o restante das letras desta penúltima seção cantando "And it's hey babe, with your guardian eyes so blue", praticamente a mesma frase e melodia que está também presente na seção a) que inicia a faixa. O número 9/8 até pelo que se sabe é a forma de compasso rítmico desta parte da música. E temos por finalmente g) "As sure as eggs is eggs (aching men´s feet)", que representa a chegada dos arcanjos através do sons de gansos selvagens, mas na verdade nada mais é do que a rendição, a paz, e a reunião dos apóstolos na ceia. Algumas das frases inclusive estão presentes em versículos 17:14, 19:16-17 da bíblia no Apocalipse como "This is the supper of the mighty one, Lord of Lords, King of Kings" que "Essa é a ceia do todo poderoso, Deus dos Deus, Reis dos Reis" significa em inglês ou "There's an angel standing in the sun", traduzido em inglês "Existe um anjo que permanece no sol" e a emocionante e triunfante despedida do grupo nas frases finais "Has returned to lead his children home, To take them to the new Jerusalem" que significa "Retornou a conduzir suas crianças em casa, para leva-las a Nova Jerusalém" em inglês. Ao que se entende no sub-título desta última seção "eggs is eggs" aparenta ser o sol, que no fundo brilha com uma claridade tão forte do que qualquer coisa. Detalhe: estranhamente o verbo ficou no singular sendo que está entre duas palavras no plural (não seria o correto "eggs are eggs" ?). A melodia aqui é a mesma da seção b) só que aparenta estar muito mais lenta na forma como foi tocada e representada por parte da representação do grupo com Collins nos vocais (está inclusive mais lento até do que a canção original); sinais talvez de que por ser um dos momentos finais da música a banda manter o público muito mais emocionado com uma intenção de não quererem terminar a faixa. Também não é tocado os sinos que estão na original mas mesmo assim isso não impediu que da forma como foi executada deixasse de estar muito acima da média para o ouvinte. É possível observar inclusive que a foto posterior da capa do disco aparece Collins e justamente repressentando este final da "Supper´s ready", momento muito memorável e insesquecível por sinal tanto para a banda como para o público que esteve presente nas apresentações da banda naquela época. Nesta última seção com a presença de Gabriel era possível observá-lo entrando depois do solo instrumental de Banks vestido com uma capa preta e com uma máscara vermelha triangular (a mesma que curiosamente aparece na foto da capa do album "Live", o que induz e reforça a hipótese de que neste album por ser simples, "Supper´s ready" teve de ser excluída no trabalho para que eles pudessem aproveitar o melhor possível com outras faixas presentes). A "Supper´s ready" é possível ouvir a versão ao vivo com Gabriel em "Genesis Archives, Vol. 1" e escutar uma performance interessante de uma banda cover chamada "Regenesis" em "Live" (1.997), que também coincidentemente na sua capa observa-se a banda representando a faixa "Supper´s ready"s. Chegou a ser tocada até a turnê do album "Invisible touch" (1.986), porém foi definitiva retirada do set-list devido ao grupo fazer uma aprentação na época de uma forma tocada completamente errônea.

"Cinema show" - é pertencente ao album "Selling..." e com quase 11 minutos de duração, outro épico do Genesis, é a única faixa que aqui no "Seconds out" que foi gravada no ano de 1.976 e com a participação de Bill Bruford nas baterias com o grupo inclusive neste ano quando o Genesis lançava o seu primeiro album sem Gabriel, "A trick..." e adotando a escolha de um baterista para que acompanhasse Collins no momento em que ele estivesse em palco fazendo os vocais. Apesar da grande competência profissional de Bruford com seu instrumento é muito fácil perceber a grande diferença sonora que Thompson se encarrega de fazer no restante das outras faixas apresentadas no "Seconds out". Parece que se for muito bem analisado a presença de Bruford, ele transmite ao ouvinte um jeito mais "seco" e leviano de tocar as baterias, não ficando muito ambientado com a música do Genesis (não quer dizer que ele toca péssimo, muito pelo contrário mas não muito bem entrosado com os músicos do Genesis). Pelo menos o registro foi interessante e importante estar no trabalho porque futuramente para eles próprios, inclusive pra Bruford em especial, serveria como uma forma de lição profissional em seus desenvolvimentos profissionais em carreira com outras situações para com outros artistas, avaliar situações de melhoria de equipamento e aúdio, por exemplo. "Cinema show" é uma faixa semi-instrumental e tem praticamente uma forma estrutural parecidíssima com a "Supper´s ready" (um resumo talvez desta ?); e está dividida praticamente em 2 seções principais uma sendo cantada por Collins e a outra praticamente instrumental (motivo principal pelo qual a faixa é extensa). Apesar de os créditos estarem em nome dos músicos que participaram de "Selling..." a música foi composta por Banks e Rutherford; e baseada sobre a idéia de um escritor americano chamado Thomas Stearns Eliot que escreveu uma obra chamada "The Waste Land" (A terra desolada) escrito em 1.922 sobre um amplo mural de fragmentos recolhidos em várias tradições: da Antiguidade clássica aos Upanixades, das lendas medievais à poesia de Dante, dos salões franceses à Londres industrial. Apesar de ser americano Eliot adotou inclusive Londres como sua cidade opcional em sua cidadania como escritor. Os nomes "Romeo" e "Juliet" que certamente são aqueles inspirados no romance de William Shakespeare foram sugeridos nas letras por parte de Gabriel. Eles iniciam com um duo de violões acústicos e Collins cita as letras suavemente e docemente nos dois refrões até que as baterias de Bruford se pronunciam na frase "Take a little trip back...". Nesta primeira parte da música existe uma pequena seção instrumental muito delicada que realmente lembra a "Supper´s ready" na frase existente "I know a farmer who looks after the farm ..." quando eles ficam em cantoria em "Na-na-na-na-na-na-na-na-na-na", outro momento memorável e emocionate da música, pena também não ter a flauta de Gabriel que é tocada originalmente nesta faixa. Bruford retorna e tendo o restante do grupo novamente até que o Genesis entra para a segunda parte da faixa que é puramente instrumental e é coordenada de ponta a ponta com Banks solando seu sintetizador mergulhando numa tal forma que parece não terminar o improviso que foi feito originalmente no album original, Banks nesse improviso instrumental como a da original dá a entender que está fazendo uma viagem resumida para o ouvinte de tudo o que foi gravado no restante das outras faixas do album "Selling...". É praticamente muito parecido com o que foi feito em "Supper´s ready" na seção "Apocalypse 9/8", embora a forma rítmica de compasso aparenta ser de 7/8. A apresentação se dá conta neste momento instrumental até o seu final com Bruford tendo reforço de Collins em suas baterias (os 2 inclusive em determinado momento ficam sozinhos pelo menos por alguns 10 segundos tendo o restante da banda ficando silenciosa). Um detalhe a observar que causa um tanto de confusão com algumas pessoas que vão conhecendo o Genesis aos poucos: com relação aos créditos em que "Seconds out" imprimiu no encarte, há uma estranheza de que é Collins que toca teclados na parte solo instrumental da faixa - vide: "Cinema Show - keyboard solo Phil - (que na realidade é Banks que se encarrega de fazer o solo de teclados e sintetizadores comentado há pouco). Há também quem diga que o urro final em meio dos aplausos do público no fim da faixa é de Collins. O Genesis executou essa faixa durante o seu set-list até os anos 80, uma versão pode ser conferida em "Three sides live" e a banda "The Flower Kings" fez uma versão que pode ser escuta no tributo "The fox lies down" (1.998).

"Dance on a Volcano" - pertencente ao album "A trick..." é a primeira faixa que o Genesis estreou no meio cultural musical sem a presença de Gabriel, ou melhor dizendo, é a primeira faixa que Collins "estreia" no Genesis substituindo os vocais de Gabriel abrindo e apresentando o album. Composta pelos 4 membros restantes do grupo, também é a partir deste album que o Genesis especifica de uma forma mais certa de quem compôs o que. Foi uma das primeiras faixas em estúdio que os músicos além de terem composto como uma das primeiras, também foi uma das primeiras que o grupo experimentou ensaiar com outros músicos no lugar de Gabriel; chegaram numa lista de 40 vocalistas por meio de anúncios de jornais a ficarem em dúvida de 12 e a quase investir em um até que em desespero deles mesmos tentaram com Phil Collins e observaram que o mesmo conseguia se adaptar com as novas canções que serviriam para o futuro album "A trick..." e o único artifício que usufruiriam era de um outro baterista enquanto Collins faria os vocais já comentado anteriormente. "Dance..." aparentemente refere a algum lugar exótico calorento e uma vegetação abundante numa estranha ilha cheia de trilhas com emoções e perigos que cada vez o desafio de avançar cada vez mais por estas trilhas vai se tornando muito maior. A abertura musical da faixa é bem contagiante e deslumbrante tocada de uma forma meio que intercalada com uma guitarra de 12 cordas junto com uma outra de 6 cordas (provalmente a de Hackett esta última parece lembrando toques de um apito), que aliás parece que os instrumentos de cordas são os que predominam relativamente nesta faixa sem contar com uma memóravel frase que muitos ouvintes gostam: "Better start doing it right". Na seção do tema do meio podemos escutar Collins cantando frases meio que gaguejando como em "B-B-Better start the dance, D-D-Do you want to dance with me.", algum muito parecido lembrando por alguns instantes o mesmo que o cantor David Bowie fez em "Changes" no album "Hunky Dory" (1.971). O último minuto final da faixa é outro momento que os ouvintes tem uma adoração muito forte com o Genesis tocando numa forma de tempo muito rápida e uma pena que eles não mantiveram aqui nesta versão ao vivo além da última frase da faixa: "Let the dance begin"; detalhe quem tem o album "A trick..." em vinil pode conferir nitidamente o vocal de Collins com a rotação em 45 rpm. Em compensação pode se escutar Thompson e Collins tocando novamente juntos e solando por um minuto de duração antes que o grupo se encaminhe para a próxima música. Chegou a ser tocada até nos anos 90 no set-list do grupo surgindo uma versão pequena que está em "Old Medley" no album "The live we walk: the longs". Para quem não sabe o grupo alemão "Triumvirat" gravou uma faixa com o nome idêntico desta do Genesis que está no album "Pompeii" (1.977).

"Los Endos" - também pertencente ao album "A trick..." composta pelos 4 membros restantes do grupo e também curiosamente além de ser a última faixa de apresentação da banda ao vivo é também a última do album original. Instrumental o destaque é praticamente a presença da percussão e baterias dos 2 músicos (Collins e Thompson) e além de ser a única faixa em que é tocada inteiramente com a presença de 2 bateristas do início ao fim, o meltron de Banks também é um outro destaque fortemente presente mais no final da faixa. Apesar de estar emendada junto com a "Dance...", no CD rematerizado a faixa anterior foi colocada com um tempo errado finalizando corretamente aos 5:09 minutos de duração. A faixa apresenta além de possuir um tema próprio de composição abrange mais outros 2 (ou uma reprise para alguns ouvintes) que são temas pertencentes do início da "Dance on a Volcano" e posteriormente os acordes iniciais da "Squonk" que também são pertencentes ao album "A trick..." e o "Seconds out" encerra com a melodia que faz a abertura do trabalho (a "Squonk" originalmente é a terceira faixa do "A trick..."). Algo muito parecido também ocorreu coma a "Cinema show" que depois que a mesma se encerra originalmente entra num tema da faixa inicial de "Dancing with The moonlight knight" mas com um nome chamado "Aisle Of Plenty" do album "Selling...". Originalmente quando o Genesis executa o tema da "Squonk" aqui na "Los Endos" é possível escutar Collins citando versos da "Supper´s ready" da seção "As sure as eggs is eggs" em "There's an angel standing in the sun, freed to get back home". O Genesis executa essas frases em vista daquilo que eles sentiam com relação a saída e ao adeus de Gabriel no grupo. Aqui no caso ao vivo não é cantada essas frases. No final em meio ao público dizendo "Un autre" que significa "Mais um" em francês podemos escutar uma melodia interpretada pela inesquecível e memorável cantora america Ethel Mermen falecida em 1.984 e que participou dos glamourosos festivais da Broadway entre 1.930 e 1.960 cantando aqui no caso "There's no business like show business", uma canção de Irving Berlin interpretada pela cantora em 1.940. Essa música foi tocada até a turnê do album "Invisible touch" e depois retirada do set-list da banda.