Inglaterra, 1977.
Músicos:
Bill Bruford
- bateria, percussão
Phil Collins - bateria,
percussão, teclados, vocais
Steve Hackett - guitarras,
violão, baixo, Koto
Chester Thompson - bateria,
percussão (exceto em "Cinema Show")
Tony Banks - teclados, hammond,
mellotron, piano elétrico, background vocal, Arp, Epiphone
Mike Rutherford - baixo,
violão, guitarras, background vocal, baixo moog
Disco 1:
1. Squonk (6:39)
2. Carpet Crawlers (5:28)
3. Robbery, Assault & Battery (6:04)
4. Afterglow (4:28)
5. Firth of Fifth (8:56)
6. I Know What I Like (In Your Wardrobe) (8:50)
7. The Lamb Lies Down on Broadway (4:59)
8. The Musical Box (Closing Section) (3:09)
Disco 2:
1. Supper's Ready (24:35)
2. Cinema Show (11:00)
3. Dance on a Volcano (4:21)
4. Los Endos (7:14)
|
Genesis
Seconds Out
Dados
da resenha:
Comente
e veja outras opiniões aqui.
Este álbum-duplo ao vivo (o segundo da
carreira da banda), apesar da já ausência de Peter Gabriel
(e último com Steve Hackett), talvez seja o melhor e mais
representativo momento da banda no palco, pelo menos em termos de
performance instrumental. Aqui também, pela primeira vez, o
Genesis tenta estabelecer o então inusitado casamento entre as
manifestações da “era Gabriel” e “era
pós-Gabriel”, com bons e eficazes resultados.
A bateria da dupla Thompson/Collins (que se unem somente nos momentos
instrumentais dos longos temas) é vigorosa e eficiente, como se
vê por exemplo, em “Fifth of Fifth”, “Robbery, Assault &
Battery”, "Los Endos" e “Cinema Show” (esta última, a
única tocada por Bruford/Collins): Sensacionais viradas, onde a
técnica e força absurda (a impressão é que
os dois estão “surrando” os ton-tons e pratos dentro da sua
casa) se unem em doses certeiras, além de se fundirem
perfeitamente em dinâmica com os demais instrumentos,
principalmente com o categórico baixo de Rutheford, sempre
preciso e profundo, com suas inversões e fraseados sempre muito
bem colocados.
A versão aqui para a popular “I Know What I Like” é
também mais “swingada” que a original, enquanto a melodiosa e
densa “Carpet Crawlers” e a magistral suíte “Supper’s Ready”,
estão com desenvoltura e fluidez impecáveis.
Os teclados de Tony Banks, com bases que nos proporcionam vagamente a
sensação de “ecos de distantes catedrais”, emitem
timbres, melodias e harmonizações, ao mesmo tempo simples
e sofisticadas, tristes e ternas, que nos toca e comove de maneira
impressionante.
As notas compridas e viajantes da econômica e espacial guitarra
de Hackett, que nos parece, paradoxalmente, “sólitária” e
bem interada dentro do contexto sonoro (além de tecer e
fortalecer a parte harmônica junto ao teclado), possui
também um leve sentimento, que em certos momentos nos remetem a
uma gaita-de-foles, dada ao seu timbre mais agudo, com poucos
médios e graves.
A voz de Phil Collins ainda é um tanto tímida em alguns
momentos, porém menos dramática e teatral que a de Peter
Gabriel, desenvolvendo bem e de maneira objetiva os temas vocais
criados pelo outrora líder e vocalista.
Enfim, o resultado do conjunto sonoro é belo, poderoso e
imponente, e nos mostra mais uma vez porque influenciou uma
miríade de bandas nas décadas posteriores. Considero este
um grande momento ao vivo do progressivo-sinfônico e desta
emblemática banda que é vista por muitos, como o
verdadeiro ícone do mais popular sub-gênero do
progressivo. Me atreveria a dizer que acho algumas versões deste
álbum até melhores que as de estúdio, podendo
inclusive fazer os ouvintes (em momentos mais sensíveis) ficarem
facilmente com seus olhos lacrimejantes. Realmente emocionante...
Dados da
resenha:
Comente e
veja outras opiniões aqui.
"Seconds out"
é o segundo álbum ao vivo do Genesis (confeccionado em
vinil e CD duplo) e que já não haviam gravado algo desde
1.973 com o lançamento de "Genesis live". No caso de "Seconds
out" uma diferença evidentemente entre os trabalhos é em
termos de aparência porque já que o primeiro album ao vivo
foi um lançamento simples em que na época algumas bandas
concorrentes do Genesis mais conhecidas no rock progressivo abusavam
inclusive apresentando um extenso material como no caso dos
álbuns (triplos em vinil e duplos em CD) do "Yes" em "Yessongs"
(1.973) e "Emerson, Lake & Palmer" em "Welcome back my friends to
the show that never ends - Ladies and Gentlemen" (1.974); o Genesis na
época tinha até que um material considerável para
que pudesse ser formatado em album duplo o que não aconteceu.
Este álbum duplo foi o resultado das turnês que foram
feitas durante os anos de 1.976 (apresentado exclusivamente apenas em
uma faixa) e 1.977 e em especial na cidade de Paris na França; o
que significa que é um período do Genesis que já
não apresenta um membro fundador de muita importância na
banda: Peter Gabriel que saiu posteriormente a turnê do
álbum duplo "The lamb lies down on Broadway" (1.975). Detalhe:
algumas bandas no meio cultural musical pelo visto gostam de fazer
registros na França como é o caso do "The Rolling Stones"
em "Love you live" (1.977), "Soft Machine" em "Live in France" (1.977),
"Supertramp" em "Paris" (1.980), o ex-guitarrista do "Gong", Steve
Hillage, em "BBC radio one live in concert" (1.992) sem contar com a
grande variedade de jazzistas que também fizeram seus registros
como é o caso do do saxofonista Gerry Mulligan em "Paris
concert" (1.954) do duo Oscar Peterson/Joe Pass em "A Salle Pleyel"
(1.975), do pianista Joachim Kuhn em "Live 1.989" (1.989) e entre
muitos outros.
Lançado em outubro de 1.977, "Seconds out" foi lançado em
vinil nacional na época e relançado em 1.987; e em CD
também está disponibilizada uma versão brasileira
lançado em 1.994 incluindo as letras das faixas que nelas
são apresentadas através dos selos Charisma Records,
Atlantic Record e Virgin Records. Lembrando que em 1.977 também
aconteceria outros fatores para o Genesis como o lançamento do
álbum de estúdio "Wind and wuthering" no início do
ano e um mais lamentável para a banda que foi a saída do
guitarrista Steve Hackett enquanto estava sendo elaborado este trabalho
ao vivo. Hackett por algum tempo já vinha estado insatisfeito
com a banda, mais em especial por parte do fundador e tecladista do
conjunto, Tony Banks, que aparentemente estava tendo uma
aparição muito forte com seus instrumentos e deixando as
idéias do guitarrista para escanteio. Se o ouvinte observar bem
este detalhe verá como ele está fortemente presente em
sua estréia com a banda no album "Nursery crime" (1.971)
(considerado inclusive uma obra-prima por muitos fãs do Genesis)
e a partir do album seguinte "Foxtrot" (1.972) já demonstra o
quanto que Hackett estava perdendo seu espaço no grupo
até chegar no último álbum de estúdio
"Wind..." onde está a presença de Hackett. Como um
quarteto e mais fácil de observar as coisas, o Genesis vinha
percebendo o quanto o guitarrista estava ficando cada dia mais
angustiado e insatisfeito com a banda e aproximadamente na metade de
1.977 estava tendo uma idéia fixa em mente de deixar o grupo
quando fosse encerrada a turnê (a última
apresentação com Hackett no Genesis ocorreu no mês
de julho em Munique, Alemanha) e num momento que começava a
trabalhar nos preparativos de seu segundo álbum solo entitulado
como "Please, don´t touch!" (1.978).
Na época quando "Seconds out" e estava sendo mixado o baterista
e vocalista, Phil Collins (substituindo Gabriel a partir do
álbum "A trick of the tail" (1.976)), foi o primeiro a saber da
notícia no dia em que Hackett anunciava sua saída no
Genesis; ele havia naquele dia inclusive se deparado com Hackett
andando pela rua indo em direção ao centro de Londres
quando estacionava seu carro oferecendo uma carona para onde estava
indo e comentou que lhe telefonaria mais tarde e ao chegar ao
estúdio o restante dos outros companheiros da banda muito
preocupados questionaram Collins se já sabia a respeito de
Hackett quando o telefone tocou e tendo então Hackett fazendo
seu comunicado finalmente para Collins que se sentiu puramente muito
emocionado e entristecido ao mesmo tempo (o Genesis anuncia
oficialmente a saída de Hackett ao mesmo instante em que
é lançado "Seconds out"). Banks mais tarde declarou em
entrevistas que se sentiu muito chateado o quanto o seu egocentrismo
havia ido a um extremo e de não dar mais atenção
as idéias do guitarrista.
"Seconds out" é também a última oportunidade de
ouvir o guitarrista ainda no Genesis antes que se tornasse um trio em
"And then there were three" (1.978). Apesar de que era um momento
apropriado para o Genesis lançar um album ao vivo, será
que não despertou a atenção de Banks, Collins e
Rutherford sentindo que Hackett sairia e mantendo o público
ocupado em curtir "Seconds out" enquanto pensassem numa
solução de como continuariam seguindo em frente com o
Genesis ? Isto significa que mesmo sem Peter Gabriel o Genesis vinha
sendo admirado como um quarteto e termina definitivamente uma outra
etapa do grupo e daí em diante apresentaria outros tipos
diferentes de propostas ("And then...") o que também são
outras estórias.
Se por um lado o Genesis registrou inicialmente um álbum ao vivo
sendo simples e deste trabalho agora resultando em álbum duplo,
o tamanho do público também evidentemente com o tempo
estava obviamente aumentando, ou seja, em "Genesis Live" a arena agora
deixa ao invés de ser um local mais fechado e para um
público pequeno que se concentrava mais mentalmente com a
música do conjunto, agora a banda se apresentava mais em locais
maiores e em locais mais abertos como em estádios e com um
público que aceitava com um pouco mais de facilidade a
música do Genesis. Também o Genesis que possuia
encenações teatrais e que eram vivenciadas por Gabriel em
seus personagens a medida que as músicas do grupo eram tocadas
ao vivo tinham também Gabriel contando nos intervalos antes das
músicas a serem tocadas por breves estorinhas
introdutórias, e agora que seriam interpretadas por Collins sem
estas encenações teatrais as músicas da era
Gabriel quando executadas agiam com muito mais naturalidade pelos
músicos (especialmente pela interpretação de
Collins) sem execuções teatrais e nos intervalos eram
contadas piadas por este músico e em contrapartida os
cenários eram tomados por conta de uma grande quantidade de
jogos de iluminação. Observa-se também que no
palco não haveria um espaço sendo tomado por apenas um
baterista e sim por 2! O público mais detalhista observaria que
por diversas vezes as baterias de Collins estariam ao lado esquerdo do
outro baterista que o acompanharia e poderiam perceber que Collins
é canhoto. Possivelmente os fatores da iluminação,
a presença de 2 bateristas e a naturalidade de Collins podem ter
surtido efeito ao público e crítica que tanto admiravam
Gabriel e fazer com que até esquecessem em momento que este que
foi um importante fundador do grupo fazia uma imensa falta ao grupo.
Collins era visto naquela época em cima dos palcos muito mais
barbudo do que um Jesus Cristo, além de utilizar um boné
na cabeça (sinais do surgimento de sua calvície ?)
diferente dos anos 80 quando iniciaria sua carreira solo musical como
um cantor; Hackett também não era mais visto barbudo e
tocando sentado e sim de pé, assim como Rutherford que
também ocasionalmente acompanhava-o às vezes sentado.
A preocupação do Genesis (por parte de Collins) a partir
do lançamento de "A trick..." depois de descobrir que poderia
fazer os vocais no lugar de Gabriel agora seria quem iria tocar as
baterias e percussão e então 2 personalidades importantes
que entram em cena e que poderiam ser considerados como "integrantes"
do grupo. O primeiro é Bill Bruford que é convidado e
faria praticamente as apresentações de todo o ano de
1.976 a partir do mês de março. Aqui vale uma ressalva
para este músico: William Scott Bruford nasceu na Inglaterra em
17 maio de 1.948 e cresceu em meio do jazz. Durante os anos 60 ele
estudou na Royal Philharmonic Orchestra sendo influenciado por artistas
como Miles Davis, Art Blakey e Max Roach. Como todo músico
amador procurou por bandas que engajavam numa proposta de
influências de jazz (é nesta época antes do "Yes"
ter sido fundado por Bruford que Phill Collins que ia nas
apresentações iniciais da banda acabou se tornando um
grande admirador do músico quando conheceu o baterista) e que
inclusive num determinado momento Bruford chegou a ficar indeciso na
sua escolha de se tornar músico e retornar seus estudos na
universidade até que acaba tomando uma decisão de
arriscar a carreira no meio cultural musical sendo então
também um outro fundador do "Yes" (através da
indecisão de Bruford, Collins chegou a fazer contato com Jon
Anderson, o vocalista e fundador do "Yes", se simpatizando com Collins
pedindo para que ele fizesse algumas audições e que no
final acabou nem indo - provavelmente porque Collins já tinha em
vista estar em um outro conjunto, o "Flaming Youth"; se Collins tivesse
feito as tais audições seria um possível baterista
do Yes com muita tranquilidade). Bruford gravou 5 álbums com o
"Yes", saindo no andamento da turnê de 1.972 com o
lançamento do álbum "Close to the edge" feito
também naquele ano e considerado inclusive uma obra-prima tanto
da banda como para muitos uma preciosidade muito fundamental do rock
progressivo. Na ocasião ele já possuia embaixo do
braço um convite feito pelo guitarrista e também fundador
do "King Crimson", Robert Fripp, estreando em "Larks tongues in aspic"
(1.973), onde a partir desta banda se desenvolveria muito mais
tecnicamente e musicalmente até Fripp decretar o fim das
atividades do grupo em setembro de 1.975.
Antes que o Genesis o recrutasse para auxiliar Collins nas baterias
enquanto fizesse os vocais nas apresentações ao vivo
(Collins reforçava nas baterias e percussão mais nas
partes instrumentais das músicas do Genesis), Bruford era tido
como um músico free-lancer que participava com diversos artistas
como "Pavlov's Dog", "Gong", Roy Harper e também em albums solos
dos músicos que foram também pertencentes do "Yes" como o
tecladista Rick Wakeman em "Six wives of Henry VIII" (1.973), o
guitarrista Steve Howe em "Beginnings" (1.975), o baixista Chris Squire
em "Fish out of water" (1.976). Bruford não continuou no Genesis
porque Collins percebeu que apesar dele ser um excelente músico,
parecia não transmitir sentimentalmente a sonoridade do Genesis
ao público, tinha seu estilo próprio e não muito
adaptável e além disso ele tinha em vista um projeto
prestes a ser realizado como um trio apresentado pelo mesmo, pelo
baixista/vocalista e companheiro também do "King Crimson", John
Wetton, que também estreou junto com Bruford no album "Larks..."
e o tecladista do Yes, Rick Wakeman; sendo denominados por
Bruford/Wakeman/Wetton, mas o projeto foi abortado porque Wakeman
estava voltando pela sua segunda vez ao "Yes" nas
gravações de "Going for the one" (1.977) e o baterista
estreiaria então como músico solo no album "Feels good to
me" (1.977) já apresentando o seu lado mais jazzístico
como músico.
Com a saída de Bruford, o Genesis recruta um segundo baterista
que se prontificaria para tocar na banda nas
apresentações do conjunto e este seria Chester Thompson
(atenção não confundir com um outro Chester
Thompson que curiosamente é um pianista jazzista e americano que
pertenceu ao grupo "Tower of Power") que também merece uma
ressalva: Chester Thompson nasceu em Baltimore, Estados Unidos, em 11
de dezembro de 1.948, quando aos 6 anos de idade começou a tocar
um kit de baterias de brinquedo ofertado de presente por um parente
quando no início de sua adolescência foi persuadido por
amigos de sua vizinhança a se identificar com o gênero
jazz e ter então a possuir um kit verdadeiro de baterias.
Thompson participou de diversas bandas neste período como "Doc
Soul Sirrer Young", "We four trio", "Webster Lewis" onde o jazz, blues
e soul estavam fortemente presentes e cada apresentação
que fazia tinha uma importância muito grande pois as
arrecadações monetárias que recebia iam para
ajudar a sua família já que o seu pai havia falecido
quando tinha 14 anos de idade. Por volta de 1.969, o baterista se
integrava numa banda mais experimental ao extremo chamada "The Post Pop
Space Rock Be Bop Band" (imagine todas estas categorias da
música misturadas juntamente !!!). O primeiro registro deste
músico que se tem notícia ocorreu em 1.973 num album
chamado "Dawn of a new day" de um artista chamado O'Donel Levy. A
primeira e melhor oportunidade que Thompson recebeu foi em 1.973 quando
através de um amigo seu chamado Marty Perellis que estava
gerenciando uma turnê do guitarrista de jazz-fusion Frank Zappa e
comentou ao músico que tinha um baterista que pudesse prencher
as características que Frank Zappa estava necessitando na
ocasião; diga-se de passagem que quando Zappa acompanhou
Thompson nos testes para a vaga, após uma hora o baterista pediu
licença para ir ao banheiro quando o guitarrista disse que
não precisava mais continuar as audições e apenas
se preparar para a apresentação que viria durante a
semana na ocasião. O primeiro album com Zappa (que na realidade
é quase que uma discografia infinita deste artista, Thompson tem
diversos trabalhos também gravados com o guitarrista) na
ocasião denominado "Frank Zappa & The Mother of Invention"
foi "Roxy & elsewhere"(1.974) e Thompson admite que tocar com Zappa
foi como se estivesse num dos melhores conservatórios musicais
existentes no planeta. A chance de vir a tocar no Genesis ocorreu
quando Thompson esteve em outra banda de jazz fusion chamada "Wheather
Report" quando Collins que na época em meados dos anos 70 estava
abrindo fortemente a sua mente para este gênero fundando
inclusive uma banda chamada "Brand X" (ironicamente o "Brand X" gravou
com Collins um álbum ao vivo chamado "Livestock" no mesmo
instante em que estava sendo lançado "Seconds out") e descobre
que Thompson era a pessoa ideal para compartilhar as baterias e
percussão junto com ele.
Thompson na época que o Genesis lhe ofereceu a proposta
não conhecia o Genesis muito bem, sabia que era uma banda de
rock progressivo conhecida no meio musical, mas não tinha
noção se sua experiência voltada puramente ao puro
jazz e ao jazz fusion serviriam para o grupo até que ocorreu de
uma maneira muito simples e natural e além disso Thompson ficou
até tranquilizado ao saber que só participaria no Genesis
apenas nas apresentações ao vivo (em albums ao vivo do
Genesis) e não em gravações de estúdio
estreando portanto no Genesis no primeiro dia do ano de 1.977. O
curioso é que muitas pessoas indagam porque Thompson não
se tornou um integrante no Genesis totalmente integro e é
justamente pelo fato do músico dar a sua continuidade com outros
artistas se tornando um músico de sessions e de vital
importância ao meio cultural tanto do rock progressivo como do
fusion. Deve ser ressaltado que esta naturalidade de Thompson se deve
ao envolvimento que ele teve com o tempo se relacionando com o fusion,
pois durante a década dos anos 70 esta foi uma categoria muito
promissora que engloba uma fusão do rock com o jazz permanecendo
uma tendência em que seria até como se fosse uma
espécie de "jazz prog" e que não competia arduamente e
diretamente com o rock progressivo propriamente dito como "Return to
Forever", "Headhunters", "Mahavishinu Orchestra" e até o
trompetista e eterno Miles Davis a partir do final dos anos 60 como
exemplos. Thompson considera muito interessante este envolvimento sendo
um baterista e percussionista do segmento de jazz e fusion ao Genesis
aprendendo a ser um músico mais disciplinar dentro de uma banda
independente do gênero ao ser executado.
A formação entretanto de Seconds out" foi estabelecida da
seguinte maneira: Phill Collins nos vocais principais, percussão
e baterias (tocadas nas partes solos instrumentais das músicas),
Steve Hackett nas guitarras elétricas, violões
acústicos, Mike Rutherford no baixo e pedaleiras, violões
acústicos e vocais de apoio, Tony Banks nos teclados e vocais de
apoio, Chester Thompson/Bill Bruford ambos nas baterias e
percussões. "Seconds out" é considerado ainda por muitos
fãs da banda em se tratando de um trabalho ao vivo uma
obra-prima e muito adorado por sinal (mesmo sem a presença de
Gabriel) como se fosse até um "Greatest hits (live)" e um bom
caminho para quem quer conhecer algo do Genesis do melhor da
época referente aos anos 70, já para aqueles fãs
do Genesis fissurados que conhecem o pop da decada dos anos 80 é
um album que será "estranho" aos ouvidos destas pessoas porque
é uma sonoridade que a pessoa precisaria estar muito mais atenta
devido a quantidade de épicos que foram registrados nesta
gravação, ou seja, bem diferente por exemplo de "Live /
The way we walk I - The shorts" (1.992) ou "Live / The way we walk II -
The longs" (1.993); já no caso dos ouvintes de "Three sides
live" (1.982), talvez "Seconds out" seje ainda aceitável embora
este trabalho também trilhava a caminho do pop mas ai são
outros esquemas.
O que contém em "Seconds out" ? Nada menos que o material
considerado de uma época dos tempos aúreos do Genesis que
procura estar entre os albums "Nursery crime" (1.971) (as
apresentações feitas por Collins abrangiam algumas
versões de faixas deste album) e "Wind...". Encontram-se
aproximadamente: 15% (uma música) de "Nursery crime", 50% (uma
música) do "Foxtrot" (1.972), 50% (3 músicas) de "Selling
England by the pound" (1.974), 10% (2 músicas) de "The lamb...",
50% (4 músicas) de "A trick..." e 10% (uma música) de
"Wind..."; realmente o repertório foi considerado muito perfeito
na escolha feita pelo Genesis para este album duplo sendo um dos fortes
pontos positivos da banda. O outro é a
interpretação de Collins nos palcos e ainda mais quando
ele faz os vocais nas faixas cantadas por Gabriel, ele parece realmente
muito disponível a resguardar a nostalgia que a banda tinha pelo
carismático cantor original do Genesis; dramatiza excelentemente
muito bem na grande parte das faixas mesmo sendo muito natural sem
encenações teatrais. Os pontos negativos podem até
ser ignorados mas a saber: a remasterização que muitos
ouvintes reclamam que os vocais de Collins estão um tanto
"longiquos" e as guitarras de Hackett aparentando estar 'sumidas"
já dando sinais de que o guitarrista realmente estava muito
descontente na sua participação no grupo querendo
demonstrar na ocasião mais disposto a colocar idéias ao
Genesis e as mesmas sendo ignoradas por Banks. O Genesis mesmo
timidamente faz alguns improvisos em algumas faixas, mas o fato
é que a banda sobressai melhor sem os mesmos, musicalmente o
grupo sai bem a frente tocando as faixas do mesmo modo executado em
estúdio (é claro que ao vivo a maioria dos fãs do
grupo sentem que estão bem melhores do que em estúdio);
diferente de bandas conhecidas do rock progressivo como o "Yes",
"Emerson, Lake & Palmer", "Gentle Giant" e entre outras.
Como de costume e da mesma maneira ocorrida em "Genesis live" (e
até pior que este): eles esquecem completamente que existem os
dois primeiros álbuns, não valorizam aquilo que fez serem
reconhecidos aos poucos pelo público, crítica e
gravadoras (que abriram as portas para a banda) como é o caso do
"Yes" ou o "Supertramp". Já comentado anteriormente que "Seconds
out" é um trabalho adorado por uma grande maioria de fãs,
o Genesis se quisesse também poderia ter abusado e ousado muito
em "Seconds out" com muita tranquilidade como ter feito um album
até triplo apresentando um disco ainda com Peter Gabriel nos
vocais, um segundo com apenas Bill Bruford nas baterias e um terceiro
com apenas Chester Thompson nas baterias; de qualquer maneira o
resultado apresentado e registrado ficou realmente muito
satisfatório.
O resultado de "Seconds out" principiou um registro em video entitulado
como "In concert" com 45 minutos de duração
exclusivamente de uma das apresentações que se deram
durante o ano de 1.976 (uma oportunidade de melhor observar o Genesis
com Bill Bruford nas baterias e percussão) e uma segunda
apresentação ocorrida no final de janeiro do ano seguinte
em que esteve presente a Princesa Ana do País de Gales; tinha
como objetivo incluso a parte não só retratar a
música do Genesis na ocasião como também
apresentar um musical dos jogos de inverno ocorridos na Europa em 1.976
e que junto estava presente a elaboração da música
do tecladista Rick Wakeman do "Yes" tendo seu álbum solo
lançado também sob o título de "White rock"
(1.977). Detalhe curioso: "In concert" é o nome de uma
coletânea de músicas do Genesis lançada
exclusivamente no Brasil pela Som Livre feita pelo ano de 1.977 e
apesar do nome não são faixas de
apresentações ao vivo e sim de estúdio, muito
procurada inclusive no exterior.
Com relação as apresentações o Genesis
durante este período sem Gabriel se deu por alguns fatos
interessantes como no caso de um show feito em Pittsburgh que Collins
diz "Olá Baltimore" (cidade americana a 500 quilômetros de
Pittsburgh) numa situação que Collins acabou tendo que
corrigir a gafe que disse introduzindo uma piada. Já na cidade
de São Francisco, Califórnia, a banda ficou num impasse
perante ao público aguardando que todos sentassem antes que
iniciassem o show até que o anunciante local pediu a
colaboração de todos mas ainda assim o público
permanecia de pé até que o Genesis desiste da tentativa
de ter o público sentado iniciando então a
apresentação. Vale lembrar que a banda muito pouco se
apresentava em locais fechados em sim em espaços maiores como no
caso de estádios diferente da época quando foi
lançado o álbum "Genesis live".
As faixas que se apresentam neste álbum são parecidas das
que também ocorreram em outros países da Europa, Estados
Unidos, Canadá e o Brasil, um dos únicos países da
América Latina em que o Genesis se apresentou em maio de 1.977
permanecendo no país por quase 20 dias em
apresentações feitas em São Paulo, Rio de Janeiro
e Porto Alegre (o Genesis não havia ainda nem sequer feito
apresentações no oriente mundial) e que pela primeira vez
a banda teve de transportar todo o seu equipamento num Boeing 747. Aqui
também uma ressalva da permanência do grupo neste
período no Brasil: o primeiro músico que veio ao Brasil
foi Steve Hackett em 1.974 numa ocasião em que conheceu a
brasileira Kim Poor (na época era uma adolescente de 15 anos de
idade!!!) e viria a ser a capista de seus albums solos e estreando
junto com Hackett no seu primeiro album solo "Voyage of acolyte"
(1.976) e mais tarde seria a sua futura esposa. Hackett sempre foi um
grande admirador do instrumentista brasileiro Baden Powell. Na metade
de 1.976 o Genesis vem ao país para negociar com os
organizadores do que futuramente tornaria a possibilidade do sonho dos
brasileiros assistirem o Genesis no país no ano seguinte junto
é claro que com o dono da Charisma Records, Tony Stratton-Smith,
sendo esta personalidade tido uma oportunidade numa época que
nos seus tempos de jornalista veio também ao Brasil em 1.962
para fazer uma cobertura esportiva retratando a respeito dos
bi-campeões brasileiros ocorridos na copa mundial daquele ano.
Os efeitos de iluminação foram o forte do Genesis numa
época em que os brasileiros não haviam visto coisa igual,
comenta-se que a boa maioria prestava mais atenção nos
efeitos de luz e visuais do que na música que por sinal estava
bem igual com as de estúdio. Rutherford teve diarréia e
desidratação, mas não perdeu o seu senso de
esportivismo com as pessoas em sua volta; embora na última
apresentação gaúcha antes do Genesis fazer o bis
ele saiu correndo do palco e não retornou com o restante de seus
companheiros (sinal de que realmente ele estava bem ruim de
saúde naquela situação) só ressurgiu
durante o meio da música e ele inclusive ficou na ocasião
muito ancioso e preocupado com a esposa que veio a tiracolo e prestes a
ter um filho a qualquer momento em sua permanência no Brasil
(imagine o filho de Mike Rutherford nascendo no Brasil...). Collins e
Thompson ficavam muito juntos o tempo todo e eram vistos lado a lado,
pareciam muito seguros com muita determinação
profissional. Na permanência das apresentações do
Rio de Janeiro, Collins se tranca no banheiro do avião por um
bom tempo até que as coisas se acalmem já que existia uma
multidão a sua espera. O Genesis obviamente aproveitam a
ocasião e curtem uma tarde nas praias cariocas, tomam
caipirinhas e jogam futebol de areia. Eles passeiam em Parati e se
dislumbram com o cenário da rodovia Rio-Santos, Thompson
aproveita e faz uma visita para Hermeto Pascoal (artista instrumentista
brasileiro da categoria do fusion). Uma época muito
memorável que evidentemente deve ter ficado guardada na vida dos
brasileiros que tiveram a oportunidade de assistir a aquelas
apresentações.
O título do álbum "Seconds out" sugerido possui alguns
significados para os curiosos: é um termo utilizado em lutas de
box quando é encerrado um round (o intervalo justamente em que
os boxeadores descansam por míseros instantes e são
orientados pelas estratégias de seus treinadores durante este
período). Também prediz o significado de ser o segundo
album do Genesis ao vivo e que a banda está encerrando uma nova
etapa da carreira com faixas antigas. E enfim sobre a grande
possibilidade de que um segundo membro de extrema importância e
contribuição no grupo estaria saindo, que é no
caso Steve Hackett; tanto é que parece que o Genesis une
coincidentemente os títulos de algarismos numéricos de um
album para o outro como aconteceria no momento em que eles se tornariam
um trio em "And then there were three" (1.978).
A capa do álbum foi feita através das fotografias do
artista fotográfico italiano chamado Armando Gallo que durante
os anos 70 acompanhou a banda e também curiosamente já
escreveu livros autobiográficos tanto do Genesis entitulado como
"I know what I like", "Genesis - from one fan to another" e de Peter
Gabriel; Gallo também participou de um trabalho
fotográfico de uma banda italiana progressiva chamada "Le Orme"
chamado "Smogmagica" (1.975). "Seconds out" tem também
também colaborações fotográficas de Graham
Wood e Robert Ellis que já cooperou junto com o "King Crimson",
"Gryphon", o guitarrista Eric Clapton e entre outros artistas.
Praticamente as fotografias de "Seconds out" já dão uma
idéia de como eram as apresentações do Genesis
durante o período quando o grupo era um quarteto, além de
ter os responsáveis pela administração,
direção e técnicos musicais e demais colaboradores
que também foram clicados (até os carreteiros do
equipamento do Genesis!!!). Nas versões originais do vinil podem
ser encontradas até uma fotografia da apresentação
no selo redondo impresso no disco.
A produção foi feita por David Hentschel que já
estava com eles desde o album "A trick..." e "Seconds out" é
reforçado pela presença técnica de Neil Ross que
curiosamente também tem presença no album da banda de
jazz fusion de Collins chamada "Brand X" em "Livestock" (1.977)
lançado no mesmo ano deste álbum duplo do Genesis.
Squonk" - é pertencente ao álbum "A trick..." e iniciando
o "Seconds out" com uma faixa em que Peter Gabriel já não
estava mais presente no grupo. Isto significa também que
obviamente agora num álbum ao vivo o vocal a perceber é
de Collins que canta a música muita tranquilidade justamente por
ter executado a faixa com seus vocais originalmente em estúdio
só que aqui no álbum ao vivo ele é acompanhado
pelo baterista Chester Thompson. Elaborada por Tony Banks e Mike
Rutherford, muito adorada pelos fãs da banda, "Squonk" retrata
uma trágica e triste "sinfonia" de uma charmosa estória
fantasiosa sobre um pequeno animal que foi caçado pelos humanos
(pelo narrador em especial) e que é dissolvido por si mesmo
resultando em lágrimas como pode ser confirmado na seguinte
frase "A pool of bubbles and tears - JUST A POOL OF TEARS", que
siginifica "Uma piscina de bolhas e lágrimas - somente uma
piscina de lágrimas" em inglês. Algumas partes da faixa
lembram um pouco da estrutura dos temas principais de "Eleventh Earl Of
Mar" do album "Wind..." e em especial o modo de como são tocadas
as guitarras de 12 cordas e em sua forma de acordes feitos. Os mesmos
acordes principais da faixa também se apresentam na instrumental
"Los Endos" do mesmo album "A trick..." (assim como esta
gravação ao vivo). Praticamente a faixa na forma de como
é tocada está bem parecida com a original, um pouquinho
mais rápida, mas se o ouvinte perceber pouca coisa muda em
termos de velocidade; observa-se também a platéia em
expectativa antes que o grupo inicie "Squonk". O que difere sim
é o final da faixa que eles finalizam em definitivo o
último tema que também mesmo com um texto que
contém a faixa originalmente o Genesis não o cita. Existe
uma versão de "Squonk" feito por uma banda chamada "Cairo" que
está representada no álbum tributo do Genesis chamado
"Supper´s ready" (1.995) em que eles citam o texto comentado
anteriormente.
"Carpet crawl" - é justamente aqui que inicia registros dos
quais Collins atua seus vocais em músicas cantadas por Gabriel e
hilariamente é uma das faixas que pertence ao album duplo de
estúdio chamado "The lamb...", último inclusive que o
ouvinte ainda se deliciaria com o vocal do cantor original. A
sensação de ouvir Collins cantando pela primeira vez aos
ouvidos das pessoas as faixas interpretadas por Gabriel é meio
estranha, mas aos poucos a grande maioria dos fãs do Genesis
conseguem ser convencidos de que Collins apesar de não ser um
verdadeiro Peter Gabriel, além de ter um vocal muito melodioso
até que lembra um pouco do original da banda e não
decepciona o ouvinte e ele também passa muito melodrama e
emoção nas faixas de Gabriel visto que Collins no momento
de seu ingresso no Genesis a partir de "Nursery crime" (1.971)
contracenava seus vocais junto com os de Gabriel. O título desta
faixa é um tanto problemático e muito a desejar pois
causa uma enorme confusão quando os fãs do Genesis se
dão de cara quando o nome da música está presente
em algum trabalho que representa a banda. Originalmente no álbum
"The lamb..." está escrita como "Carpet crawl", no encarte das
letras de "The lamb..." e a coletânea "Turn it on again - the
hits" (1.999) - (versão que reune uma regravação
do Genesis da formação original de "The lamb..."
incluindo o guitarrista e o baterista originais da
formação do grupo Anthony Phillips e John Silver
respectivamente) e estão como "The carpet crawlers"; em algumas
versões nacionais em vinil saiu ainda a inscrição
impressa como "Carpet cranl" (!?). Aqui neste trabalho ao vivo
está como "The carpet crawl", dá pra entender como um
título escrito de uma maneira diferente pode causar uma canseira
em quem é fã ardoroso da banda em possuir todas as
versões da faixa ? O único aspecto negativo em especial
estreando justamente nesta primeira faixa a ser executada na
substituição de Gabriel tanto de Collins como do
próprio Genesis é do grupo não ter iniciado a
música originalmente como ela é com o primeiro tema (o
único que é diferente do restante da faixa inteira)
quando a melodia se inicia com a frase "There is lambswool under my
naked feet" e fica a pergunta: por que o Genesis não tocou na
íntegra ? Pode até ser que tenha sido tocada inteiramente
mas na edição a banda achou conveniente cortar este
início da música por eles mesmos não terem se
sobressaido bem. A segunda pergunta: onde está Steve Hackett
tocando suas guitarras ? O pouco que se observa aparenta ser o
mínimo possível tocando tão discretamente o que
induz a imaginar que quanto mais ele toca, vai chegando a um ponto de
que como se fosse desaparecer sem deixar rastros, muito diferente da
faixa original. "Carpet crawl" além de muito adorada pelo
público do Genesis e de se tornar um dos "hits" do album "The
lamb..." saiu num segundo compacto do Genesis juntamente com uma faixa
inédita entitulada como "Evil Jam" lançada em abril de
1.975 e tocada pela banda no set-list até 1.981. Para quem
não sabe o album "The lamb..." retrata sobre um jovem personagem
porto riquenho que vive nas ruas da cidade americana Nova York do qual
no decorrer da vida de seu cotidiano ele vai se marginalizando
urbanamente e a medida que o tempo progride coisas surrealistas
vão acontecendo o que vão atingindo ao o seu lado
emocional em seu redor. Aqui a faixa retrata sobre Rael se
desvinculando de seu sonho recente que teve após adormecer e ele
se encontra sobre um corredor acarpetado onde pessoas se ajoelham
lentamente por uma escadaria em espiral conduzida por uma imensa porta
de madeira. Um dos tapetes "explica" (!?) que irá para uma sala
próxima que é o único caminho de saída, ou
seja, é uma situação em que as pessoas e Rael se
dão conta que estão dentro de um labirinto e Rael se
apressa a esta porta de madeira. A frase memorável presente no
segundo tema das 4 estrofes da faixa e feita pelo coro do Genesis "We
got to get in to get out" que siginifica "Nós conseguiremos
entrar para sair" em inglês, comprova a idéia das letras
da música. Observe também que a faixa tem bem um estilo
de um movimento de Adágio (as linhas de baixo de Rutherford
muito pouco se mudam) que vai ficando crescente conforme o andamento da
música. Veja também que Banks praticamente faz arpejos do
início ao fim da faixa, algo muito parecido seria feito no tema
instrumental da faixa "Ripples" do album "A trick..." e parece que
ficou um pouquinho mais lenta que a original. A faixa pode ser
encontrada tanto na caixa "Genesis Archives, Vol. 1: 1.967-1.975"
(1.998) (em que o Genesis toca inteiramente a obra "The lamb..." nesta
caixa), assim como também num outro tributo da banda chamado
"The for lies down" (1.998) que é representado por John Ford,
músico que era pertencente do grupo folk "Strawbs" em que
até o tecladista do "Yes", Rick Wakeman, já fez as suas
colaborações nesta banda antes de se integrar no "Yes".
"Robbery, assualt and battery" - pertencente ao álbum "A
trick..." e elaborada por Tony Banks e Phil Collins e embora tenha uma
letra atrativa e emocionante que foi inspirada através de
"Harold, the barrel" em "Nursery crime" (indícios que apontam
Collins como o letrista da faixa) resgatando ao modelo de estorinhas
feitas pelo Genesis quando Peter Gabriel estava presente na banda,
"Robbery..." do contrário que se possa imaginar agrada muito
pouquíssimo aos ouvintes do Genesis. Collins procura na faixa
fazer diferentes vocais (alguns inclusive em "falsetto"). O que
dá a entender é que o grupo moldou esta faixa de uma
forma estruturalmente feita como a de um ritmo meio estilo funk (mais
tarde algo próximo seria também observado em "Scenes from
a night's dream" do álbum "And then..."). O que salva para o
agrado destas pessoas que não gostam muito da faixa é no
momento de solo instrumental feito por Banks com os seus sintetizadores
e que pela primeira vez no caso em "Seconds out", o ouvinte aqui tem
oportunidade de observar 2 bateristas tocando juntos (Collins e
Thompson) e numa determinada ocasião o tecladista abre
espaço para receber as guitarras de Hackett que aos poucos
vão se aumentando de volume através de sua pedaleira e
até que em um determinado momento o restante da banda se reune
para que Collins retorne nas letras da música e então
execute o terceiro e último refrão da faixa. Um detalhe a
observar que causa um tanto de confusão com algumas pessoas que
vão conhecendo o Genesis aos poucos: com relação
aos créditos em que "Seconds out" imprimiu no encarte, há
uma estranheza de que é Collins que toca teclados na parte solo
instrumental da faixa - vide: "Robbery, Assualt & Battery -
keyboard solo Phil - (que na realidade é Banks que se encarrega
de fazer o solo de teclados e sintetizadores comentado há
pouco). É verdade que Collins inclusive também teve um
sucinto interesse em piano e teclados na década de 70 e
demonstra muito isso em sua carreira de cantor solo a partir dos anos
80, mas nesse caso o crédito quer dizer que Collins toca
baterias no momento de solo instrumental que é tocado por Banks.
"Afterglow" - pertencente ao album "Wind & wuthering", e o
último de estúdio em que está presente o
guitarrista Steve Hackett é uma composição da
autoria de Tony Banks; trata-se de uma "balada" épica, muito
melosa e pop por sinal. Incrivelmente é a única faixa de
"Wind..." que o Genesis preferiu apostar na inclusão para este
álbum ao vivo (que é duplo) e retrata um triste amor, ou
melhor dizendo, uma triste despedida (a saída de Hackett no
Genesis). Foi tocada praticamente em todas as
apresentações pertencentes da época do "Seconds
out" tendo um outro registro em "Three sides lives" (1.982) e se
estendendo até a turnê do album "Invisible touch" (1.986)
chegando até o ano de 1.987. O aspecto muito negativo desta
faixa é por conter uma melodia que estruturalmente está
muito repetitiva; e o mais interessante é ainda que mesmo que
muitos ouvintes do Genesis a achem "Afterglow" muito parecida com a
versão de estúdio (e as vezes até a mais fraca de
"Seconds out") a mesma foi suficiente para representar o álbum
"Wind..." e ainda encerrando o primeiro lado do primeiro disco.
"Afterglow" para alguns seria até interessante se o Genesis
pudesse ter tido a oportunidade de incluir os 2 movimentos (faixas)
instrumentais que antecedem esta "balada" que no caso seriam "Unquiet
slumbers for the sleepers..." e "...In that quiet Earth".
"Firth of fifth" - está originalmente no álbum de
estúdio "Selling England by the pound" (1.974) e aqui a
versão ao vivo atinge 9 minutos de duração, sendo
a maior faixa do primeiro disco de "Seconds out" e também
contendo uma duração inclusive menor (quase um minuto a
menos) do que a de estúdio pois na realidade o Genesis
não executa a introdução inicial do piano
acústico feita por Banks. Um boa parte dos fãs do Genesis
acham que esta introdução inicial não é
tão agradável quanto ao restante da faixa como um todo; o
engraçado é que este tema introdutório está
presente logo após o início da seção
instrumental no meio da faixa (sintetizadores tocando primeiramente
rápidas notas numa escala de tempo que aparenta ser de 13/8),
assim como no encerramento da mesma. Existe inclusive uma versão
ao vivo desta faixa que foi gravada desta mesma forma com Gabriel em
"Genesis Archives, Vol. 1: 1.967-1.975" (1.998). Por decisão da
banda o crédito foi denominado em nome dos 5 integrantes que
fazem parte deste album de estúdio mas a grande verdade é
que o compositor desta canção é Tony Banks e claro
que pode-se chegar a esta conclusão porque a quantidade de
teclados (e piano acústico) que predomina os quase 10 minutos de
faixa é imenso. Mas existem momentos memoráveis nesta
faixa que também é a presença de Hackett com suas
guitarras elétricas na seção mediana instrumental
a base de pedaleiras e o reforço duplo de bateristas (Collins e
Thompson) nesta mesma seção. Collins age com uma
naturalidade muito grande e competente fazendo os vocais (na verdade
Collins se deu excelentemente muito bem nos vocais porque a faixa
é bem semi-instrumental), que originalmente na versão de
estúdio são feitos por Gabriel, deliciando-se aos ouvidos
de quem presta atenção nesta música. Mesmo com os
vocais esforçadíssimos de Collins na faixa o único
aspecto negativo que lamentavelmente os fãs do Genesis se
dão conta é a ausência dos sopros de flauta que
eram feitos por Gabriel; mas aqui pelo menos são substituidos
por um piano elétrico de Banks e uma tímida guitarra de
Hackett fazendo o máximo possível que a tal
substituição seje satisfeita para com os ouvintes.
"Firth..." retrata sobre um homem que em sua caminhada encontra um
barco num rio, entra dentro deste barco e inicia uma viagem da qual o
encaminha para um majestoso castelo abandonado adentro de um oceano que
então faz uma exploração neste castelo até
o seu reconhecimento e posteriormente o deixa novamente abandonado. O
público do Genesis não se simpatizam muito com as letras
desta faixa sentindo muita pobreza no texto (Tony Banks também
chegou a admitir que as letras são bem fracas) e é a
sonoridade da música que o mesmo público presta muito
mais atenção. "Firth..." é uma das
pouquíssimas faixas já realizadas pelo Genesis que coloca
o músico Tony Banks e seu talento profissional a um patamar que
pudesse ser em momento comparado junto com Keith Emerson, do "Emerson,
Lake & Palmer" e Rick Wakeman, do "Yes" numa época em que o
Genesis concorria com fortes bandas progressivas e
sensações de momento, como estas por exemplo citadas
anteriormente e aqui no exemplo desta faixa ele estaria a frente de
outros tecladistas concorrentes de bandas de rock progressivo como Tony
Kaye do "Yes", Richard Wright do "Pink Floyd", Richard Davies do
"Supertramp" e entre outros. Agradáveis momentos como de
"Firth..." seriam mais frequentes quando Tony Banks colocaria seu
primeiro album solo "A curious feeling" (1.979) para o público e
crítica. Outras versões o ouvinte pode ter oportunidade
de ouvir no tributo "Supper´s ready" feita por uma banda chamada
"Over the Garden Wall" (perfeitíssima, por sinal!!!) e em outro
álbum ao vivo "The way we walk, Vol. 2: The longs" (1.993) numa
seção instrumental que o Genesis elaborou numa faixa
chamada "Old Medley" reunindo inclusive diversos clássicos da
banda de seus anos 70. Um dos integrantes do Genesis que parece zelar
muito por esta faixa é o guitarrista Steve Hackett, pois mesmo
após a sua saída no grupo ele gravou uma versão de
estúdio em "Watcher of the skies: Genesis revisited" (1.996) e
uma versão ao vivo resultante de uma turnê feita no
Japão em "The Tokyo tapes" (1.997).
"I know what I like" - originalmente é pertencente ao album
"Selling..." da qual o verdadeiro título se chama "I know what I
like (In your wardrobe)" e sem sombra de dúvidas de que esta
música seria a primeira em que o Genesis desde a sua
formação em 1.968 emplacaria nas paradas de sucessos das
FMs ao mundo da música pop na época e com a
formação que pertencia Peter Gabriel. Há rumores
de que o compositor principal seria Phil Collins com a ajuda de Peter
Gabriel, isto porque a faixa está creditada em nome dos 5
integrantes do álbum. Saiu em mais de um compacto com outras
músicas do álbum em referência como também
com uma outra inédita entitulada como "Twilight Alehouse" (que
pode ser encontrada na caixa "Genesis Archives, Vol. 1", assim como "I
know..."). A versão deste álbum ao vivo atinge o dobro do
tempo da original (especialmente após a saída de Gabriel)
contendo mais de 8:30 minutos de duração e ainda que em
outras apresentações do grupo (com Collins nos vocais)
ultrapassavam a casa dos 10 minutos. O que torna interessante a
razão deste acréscimo de tempo a mais está devido
ao fato de que o Genesis fazia jam sessions e
improvisação na parte do tema instrumental (que
originalmente encerra a música) após os versos "When the
sun beats down...you can tell me by the way I walk" e antes destes
mesmos versos observa-se inclusive Collins fazendo graça,
brincando, dançando tarantela e até tocando um pandeiro
(como mostram fotos ilustrativas do álbum "Seconds out"); se o
ouvinte prestar atenção no momento que existem os
aplausos no meio da faixa está o porquê da euforia deste
público e inclusive se escuta Collins tocando este pandeiro por
alguns instantes. No caso das jam sessions da seção
instrumental se o ouvinte também prestar muita
atenção poderá observar o público
acompanhando o ritmo da banda conforme a faixa vai se desenvolvendo e a
existência de alguns curtérrimos "retalhos" de outras
faixas como as de "Dancing with The moonligth knight" do album
"Seeling...", "Visions of angels" e "Stagnation" ambas do álbum
"Trespass" (1.970) - álbum este que inclusive o Genesis foi
ignorando por completo ao longo da carreira e que o enfocou entrando no
mundo do rock progressivo; parece inclusive que nestes instantes o
Genesis tem uma intenção de medir a capacidade do ouvinte
em adivinhar qual é a música que está tocando no
momento - veja que o mesmo acontece na mesma seção
instrumental de uma outra versão ao vivo em que "I know..."
está presente no álbum "The way we walk, Vol. 2: The
longs" (1.993) numa faixa chamada "Old Medley". A melodia de "I
know..." é tão cativante que até pessoas que
desconhecem o rock progressivo (e música em geral) também
adoram (o que não significa que é uma "musiquinha"
qualquer), sendo uma estória bizarra e divertida que se baseou
através do resultado da própria capa de "Selling..."
(existe uma observação em parenteses sobre este detalhe
nas letras de "I know...") em que contém um narrador com um
personagem (no caso, um ceifador de grama e seu instrumento de trabalho
- "Me, I´m just a lawnmower" que siginifica "Eu, eu sou apenas um
ceifador" em inglês) que corta gramados para sobreviver e ele
evita uma quantidade numerosa de pessoas que querem dar conselhos
interessadas em seu futuro pois o mesmo já está
simplesmente muito contente como ele é e prova no famoso
refrão "I know what I like, and I like what I know" que
significa "Eu sei do que eu gosto, e eu gosto do que eu sei" em
inglês (e no encarte). Quanto aos vocais Collins até
está satisfatório, mas ele parece estar um pouco
entediado quando canta esta música daí talvez a
alternativa que o Genesis teve em apostar as jam sessions referidas e
mesmo Collins substituindo os vocais de Gabriel o que também
deixaria saudades são os sopros de flauta feitos por Gabriel que
ficaram registrados originalmente na seção instrumental e
substituídos pelos teclados de Banks. Pelo menos o Genesis ainda
manteve a expectativa da sonoridade introdutória da faixa de um
ruído que lembra o barulho de um cortador de grama feito pelos
pedais do baixo de Rutherford reforçado com os sintetizadores de
Banks; só não é executado nesta versão ao
vivo quando a faixa acaba sendo encerrada pela banda e o grupo é
recebido muito saudosamente pelo público presente. A
música mesmo tendo sido permanecida no set-list da banda
até nos anos 90, Collins já foi flagrado errando ou
esquecendo as letras como por exemplo numa apresentação
feita na Alemanha em Outubro de 1.981 e até na sua carreira de
músico solo no estádio Wembley em Dezembro de 1.994. "I
know..." tem uma sonoridade estrutural até que relativamente
muito simples e o que também chama a atenção e
poucos ouvintes ignoram (talvez pela sonoridade conjunta ser de uma
música pop) é que a melodia atinge a um estilo musical de
extremo oriente com Hackett tocando as suas guitarras elétricas
em tonalidade de cítara, algo que o Genesis também
explorava a idéia pela primeira vez muito parecido com o que
algumas bandas da mesma categoria já haviam feito anteriormente
como o "Pink Floyd" em "Set the controls for the heart of the sun" do
álbum "A saucerful of secrets" (1.968), o "Yes" em "The ancient
giant under the sun" do álbum "Tales from topographic oceans"
(1.974) ou a banda francesa "Gong" em "Radio gnome invisible" do
álbum "Flying teapot" (1.972). Uma ressalva para este detalhe
citado há pouco: o "Gong" é uma das poucas bandas
progressivas que procurou preservar bastante esta idéia (em
especial com Daevid Allen, o fundador da banda) musical de extremo
oriente tendo mais tarde nos anos 80 o "Ozric Tentacles" como seus
seguidores e de uma época mais moderna. Outras versões da
faixa podem ser encontradas na caixa "Genesis Archives, Vol. 1" (com
Peter Gabriel), no tributo "Supper´s ready" executado pela banda
"Crack the Sky" e em especial pela carreira solo do guitarrista Steve
Hackett nos álbuns "Watcher of the skies" e "The Tokyo tapes",
além de mais uma outra versão ao vivo que este
músico registrou através de uma banda chamada "GTR"
surgida na metade dos anos 80 junto com o guitarrista Steve Howe do
"Yes" no album "The King Biscuit Live" (1.997).
"The lamb lies down on Broadway" - a faixa título pertencente de
um álbum duplo conceituado do Genesis que poderia se enquadrar
em trabalhos de álbuns duplos de importância feitos por
outras bandas como o "Yes" em "Tales...", o "Jethro Tull" em "Living in
the past" (1.972), o "Soft Machine" em "Third" (1.970) e entre outros
é o que justamente a banda havia com o seu lançamento
tido uma oportunidade de fazer mais de 100 apresentações
(incluindo a obra inteira de "The lamb..." atingindo a 2 horas de
música) tanto na América do Norte (foi feito um registro
total de "The lamb..." na turnê americana e encontrado em
"Genesis Archives, Vol. 1") e Europa incrementando em
fantásticos e luxuosos visuais o que em resultado tornaria um
descontentamenteo interno da banda já que o público e
crítica prestariam muito mais atenção nestes
visuais, além de Gabriel que fazia suas encenações
teatrais, do que com a música e deixando 4 dos 5 integrantes
magoados dando a entender que os mesmos simplesmente não
existiam. É a partir do lançamento de "The lamb..." que
as coisas internamente no grupo começam a ficar delicadas porque
Gabriel é convidado para fazer um filme (um convite para
trabalhar no "O exorcista" com a atriz americana Linda Blair) e o
cantor requisita em adiar o trabalho de "The lamb..." mas a resposta de
seus companheiros é negativa. Gabriel até pede
licença para dar um tempo com a banda durante um curto
período, Collins também tinha uma intenção
de sair na banda para se ajuntar numa banda de jazz fusion chamada
"Brand X" e Hackett já tinha planos debaixo do braço de
gravar seu primeiro album solo chamado "Voyage of acolyte". Com a
idéia em mente para fazerem a turnê de "The lamb...",
Gabriel retorna, Collins tem os preparativos em fazer o tal projeto que
seria durante o ano de 1.975 e retorna ao grupo e Hackett iniciava
discretamente as gravações de "Voyage...". Somente em
abril de 1.975 que Gabriel anuncia sua saída na banda, o
resultado aqui é o de Collins nos vocais (e Thompson nas
baterias) e esta versão que acaba sendo emendada com outra faixa
se tornando um pequeno "medley". Curiosamente o álbum "The
lamb..." (apesar dos créditos de todas as faixas estarem em nome
dos 5 integrantes, segundo a banda as letras e uma estória
dentro do álbum foram escritas praticamente por Gabriel, exceto
a música pelos outros integrantes) seria uma estória para
crianças baseada no famoso livro infantil "O pequeno
príncipe" do escritor francês Antoine de
Saint-Exupéry, mas Gabriel pensou melhor, desistiu e sentiu que
a idéia seria muito inadequada naquele momento porque no ano de
1.974 quando o trabalho estava sendo escrito e gravado uma nova
tendência musical estava começando a surgir ao meio
musical e nada mais era do que o punk (ainda na etapa pré-punk)
e seria muito mais interessante criar uma idéia de um personagem
moderno e contemporâneo dos dias atuais daquela época
(jovens rebeldes, no caso) e é justamente ao que aconteceu no
resultado do personagem do album "The lamb...". Esta faixa retrata o
início da estória que irá desdobrar de um jovem
porto riquenho chamado Rael (já comentado detalhes na faixa
"Carpet crawl") na cidade de Nova York, nos Estados Unidos,
iniciando-se numa manhã no distrito (bairro) de Manhattan e ao
despertar da cidade, o jovem Rael sai do metrô de onde ele pichou
as letras bem grandes de seu nome e separadas R-A-E-L e no meio das
atividades de trabalho de baixo nível de vida que ocorrem ao
durante ao longo do dia (talvez referindo-se aos trabalhos do tipo
informais como camelôs e vendedores ambulantes, por exemplo) um
cordeiro se deita no meio de uma rua na Broadway. Na opinião dos
fãs a versão original é de tiro e queda como a
melhor, mesmo Collins procurando dar o melhor de si; a falta de energia
inclusive que Collins cita na frase "Rael Imperial Aerosol Kid"
especialmente no terceiro parágrafo quando o grupo está
numa melodia tranquila e que na realidade faltou a agressividade e
"selvageria" diferente da faixa original. Um outro aspecto
também muito negativo é de Banks não tocar a
canção com o piano diferente do que ele faz aqui com
sintetizadores; Banks mais tarde alegou e admitiu que não ficou
realmente boa a escolha feita por ele em ter trocado a sonoridade de
seus instrumentos. Antes do encerramento da faixa o Genesis
propôs uma sugestão incomum: incluiu os versos "They say
the lights are always bright on Broadway, They say there's always magic
in the air" que estão originalmente na faixa e pertencentes ao
mundialmente famoso hit dos americanos Jerry Leiber and Mike Stoller
gravada em 1.963 entitulada como "On Broadway" tendo até
inúmeras versões gravadas, isso sem contar que nas
apresentações ao vivo eles também fazem a melodia
destes artistas por alguns instantes até que o grupo vai se
preparando para emendar com uma outra melodia seguinte deste "medley"
de "Seconds out". A faixa título também tem uma
espécie de reprise só que tocada de uma forma mais lenta
e menor que se encontra próxima do final do álbum
original só que intitulada como "The light dies down on
Broadway". Esta música foi tocada pelo Genesis até 1.978
e o grupo retornou a incluir no seu set-list em seus anos 90
registrando na faixa "Old medley" do álbum "The way we walk,
Vol. 2".
"The musical box" - pertencente de um álbum que é uma das
obras-prima da banda chamado "Nursery crime", a versão original
atinge mais de 10 minutos de duração numa
considerável variedade de temas e introduz o Genesis com a
formação apontada como a mais clássica que o grupo
já sofreu contendo Banks, Collins, Gabriel, Hackett e Rutherford
no conjunto; Collins e Hackett haviam sido inclusive os estreantes no
grupo. Esta versão além de fechar o "medley" (a
transcrição está impressa em parênteses como
"Closing section" como se finalizassem a apresentação
para um intervalo) que se une com a música anterior, "The
lamb..." porta com quase apenas 3:30 minutos de duração
(a menor inclusive dos dois discos de "Seconds out", ou seja eles
iniciam a partir dos versos "She's a lady, she's got time..." onde
já é praticamente próximo do final da faixa
original e uma das partes muito adoradas por um grande público
do Genesis. O aspecto negativo para os fãs da banda em
relação sobre a versão desta faixa é de
não ter sido tocada inteiramente na apresentação,
mas ainda assim sob esta forma de como foi editada ela é
aprovada pela grande maioria do público porque aqui Collins
transmite uma energia emocional tão profunda que ora se esquece
ter sido cantada uma vez por Gabriel. É um exemplo
característico momentâneo que é possível
perceber como é até grande a "semelhança" dos
vocais de Collins com os de Gabriel, e além do mais, talvez nem
haveria tanta necessidade neste caso de "The musical box" ter sido
gravado inteiramente porque o Genesis já havia feito uma
versão ao vivo que está em "Live" (1.973), só que
no caso com os vocais de Gabriel. Uma curiosidade sobre esta
época com Gabriel: em fevereiro de 1.973 numa
apresentação feita na Inglaterra quando esta
música estava sendo tocada, repentinamente a
alimentação de energia dos equipamentos falhou e o grupo
teve de iniciar novamente "The musical box". Mais um outro ponto que
ainda percebe que esta faixa é bem favorável para a banda
é devido no momento em que Collins termina de citar as letras da
música ele vai para a suas baterias "duetar" com Thompson
finalizando o primeiro disco. Repare inclusive que a
saudação do público é bem receptiva tanto
no momento em que Collins inicia as letras de "The musical box" mesmo a
partir de "She's a lady..." e no final quando o grupo encerra a
música e o público (que no caso é francês)
até grita e responde por diversas vezes constantemente "Une
autre" que significa "mais um". A faixa retrata sobre a estorinha de
uma menininha de 9 anos que brinca com o amiguinho de 8 anos num campo
de críquete e esta arranca a cabeça do menor com uma
martelada de críquete, depois esta menina vai no quarto do
amiguinho onde encontra uma caixinha musical que quando abre surge uma
espécie de "espectro fantasmagórico (!?)" do garoto que
vai ficando envelhecido conforme a musiquinha da caixa vai tocando
até que entra uma enfermeira repentinamente e destroi tudo e
é justamente como a estrutura da faixa foi criada. Detalhes:
originalmente ela inicia com 3 dos integrantes tocando violões
acústicos - Banks, Hackett e Rutherford. Em algumas
cópias de "Seconds out" que se lê a palavra "box"
está impressa como "fox" e "bow". Deixou de ser tocada no
set-list do conjunto durante os anos 80 e só retornaram com a
existência de uma versão ao vivo que desta mesma forma em
"Seconds out" em "Old medley" do álbum "The way we walk, Vol. 2"
e o público parece se entusiasmar mais ainda com esta mais
recente acreditando que ficou melhor e com muito mais energia e
emoção (será que o restante da faixa se tornou
tão desmerecida, esquecida e sem muita importância para o
público com o passar do tempo ?).
"Supper´s
ready" - aqui inicia o disco dois de "Seconds out" e temos uma faixa
épica (chamada também de faixa-teatro na presença
de Gabriel) do Genesis que tanto neste album ao vivo como no album de
estúdio "Foxtrot" (1.972) ocupa inteiramente um lado inteiro de
um disco, ou seja, ocupando mais de 20 minutos de
duração. Esta versao tem mais de 24:30 minutos de
duração (a maior portanto do "Seconds out" e bem parecida
com a de estúdio, um poquinho mais lenta no final especialmente)
e em algumas apresentações ela atingia a um tempo de 30
minutos. A versão neste caso mesmo com Collins nos vocais
até é vibrante, emocionate e muito cheia de energia e
para muitos admiradores da banda sendo uma das faixas que por vezes
vale pelo "Seconds out" inteiramente; segundo Banks e Rutherford
"Seconds out" foi a chance que eles tiveram para apresentar um forte
material que tinham no passado com Gabriel já que os mesmos
não tiveram espaço suficiente para apresentar no album
"Live" com a presença de Gabriel justamente por se tratar de ser
um album simples e a gravadora junto com os integrantes da banda
não apostarem que seria uma boa hora para o lançamento de
um album duplo. Detalhe: para se ter uma idéia a foto da capa de
"Live" curiosamente é num determinado momento que eles
estão executando "Supper´s ready", sem contar com mais uma
outra na contracapa que contém Gabriel com uma flor ao redor de
sua cabeça que também faz parte de um personagem da
música "Supper´s ready". Como aqui sem a presença
de Gabriel acaba perdendo a presença dos personagens que nela
representam, os efeitos visuais e iluminação se tornavam
"infalíveis" e "imbatíveis" na época para que o
público pudesse receber a presença de sentimento de
música que pelo menos a banda pudesse passar para os ouvintes. O
que poderia o ouvinte de "Seconds out" imaginar como eles poderiam
passar aquela energia como mostra uma fotografia que representa
"Supper´s ready" (tema final da faixa "As sure as eggs is eggs")
na contracapa de fundo do album ? Comenta-se inclusive que o
público presente desta faixa ao término da mesma se
após os aplausos se silenciaram em instante de um minuto e
sentaram de volta as suas cadeiras silenciosamente também.
Alguns ouvintes entretanto acusam como a faixa ter ficado melhor do que
a de estúdio mesmo com Gabriel (até mesmo Banks e
Rutherford tem a mesma opinião de acordo com estes ouvintes),
outros entretanto discordam, mas no final o que realmente ocorre
é que por um detalhe ou outro ambas as versões se bobear
empatam (e é bem verdade que Collins parece estar mais entrosado
aqui neste caso ainda devido a existência da complexidade que a
faixa possui e muito diferente um tanto das outras faixas de "Seconds
out" que ele substitui Gabriel nos vocais), mas deve ficar muito claro
que a "Supper´s ready" original foi um outro momento
importantíssimo do Genesis. Com a chegada dos anos 70 e da
presença forte do rock progressivo que ia com o passar dos dias
na época conquistando espaço ao meio cultural musical, as
bandas desta categoria passaram a investir em seus trabalhos tamanhos
de gravações que saiam dos padrões estruturais da
música pop de 3-5 minutos de duração e gravando
suites com o dobro e o triplo de tempo destes moldes até chegar
a casa dos 20 minutos de duração e geralmente ocupando um
lado inteiro de um disco. E foi como ocorreu com algumas bandas que
eram conhecidas do público fazendo este tipo de arte como o
"Pink Floyd" em "Atom heart mother" no album "Atom heart mother"
(1.970), "Yes" em "Close to the edge" no album "Close to the edge"
(1.972), "Van Der Graaf Generator" em "A plague lighthouse keepers" em
"Pawn hearts" (1.971), "Emerson, Lake & Palmer" em "Tarkus" no
album "Tarkus" (1.971), "Focus" em "Eruption" no album "Moving waves"
(1.971) e entre muitas outras bandas. Com o Genesis não seria
diferente ainda que Gabriel representava na época os personagens
que retratava as faixas em palco, seria muito interessante retratar
vários numa mesma música. Pouco se sabe a respeito mas as
raízes de "Supper´s ready" já vem desde a
época quando os integrantes do grupo estavam no colégio
Chaterhouse ainda nos anos 60 (sem Collins e Hackett, mas com Anthony
Phillips nas guitarras e violões e alguns bateristas
irregulares) onde foi fundada a banda e isso num momento quando o grupo
já tinha idéias musicais um tanto complexas a apresentar
ao produtor Jonathan King (que sugeriu inclusive o nome da banda) para
um futuro album de estréia chamado "From Genesis to Revelation"
(1.969) e que dava apenas preferência para músicas mais
acessíveis e pop. O complexo material era a princípio um
punhado de melodias que somadas resultavam numa música só
que girava em torno dos 45-50 minutos de duração e
segundo a banda eles chegaram a desmembrar com o tempo esta
música que os facilitaria de compor em seu segundo album,
"Trespass", por exemplo; uma boa parte razoável possivelmente
é a que estaria incluso futuramente em "Supper´s ready"
mas é que eles provavelmente não deviam ter idéia
absoluta quando isto ocorreria e em que forma de melodia final tornaria
como uma das canções de extrema importância musical
na trajetória do Genesis. As letras desta música foram
elaboradas praticamente por Gabriel inspirados em um dia que ele estava
num aposento de uma casa da qual era a mais fria do local e numa certa
ocasião ele sentiu a presença de algumas imagens de
rostos de pessoas que não conhecia e Gabriel acabou tendo um
profundo calafrio associando a partir de então as letras de
"Supper´s ready" num objetivo de uma luta entre o bem e o mal mas
Gabriel faz uma mescla das letras com modernidade, guerrilheiros e
lutas, a preparação de uma ceia (do qual é o que
significa "supper" em inglês) e religião; aliás
Gabriel tirou frases da bíblia que estão no livro de
Apocalipse e para alguns críticos e fãs do grupo é
o que torna o Genesis muito polêmico e ousado. Deve ser
também lembrado alguns outros detalhes que acabam se tornando um
tanto esquecidos sobre o mérito do Genesis utilizar o tema
religião: 1) o nome original da banda era "From Genesis to
Revelation" que quer dizer "Do Genesis para a Revelação"
em inglês, ou seja, são dois livros que constam na
bíblia; 2) segundo ao que se entende da bíblia o livro do
"Genesis" significa um começo de algo e
"Revelação" o seu inverso, o fim (livro da
"Revelação" é na realidade subentendido como o
mesmo que o do "Apocalipse") - cruelmente e ironicamente sob marcas do
destino da banda com o passar dos anos e a saída de Collins na
banda em 1.996 mesmo com a banda contendo 2 integrantes originais e
fundadores da banda muitos admiradores do grupo tecem as suas
opiniões de que o grupo finalizou por ali mesmo naquela
época; 3) o grupo na sua estréia gravou um album de
estréia em 1.969 com o mesmo título original da banda do
qual a grande maioria das músicas era bem do tipo pastoris e
paroquianas que tinham como objetivo "resumir" o homem e a
bíblia naquele trabalho; 4) ainda que com a mudança de
nome da banda para simplesmente Genesis ainda assim o nome é
pertencente ao livro da bíblia (que no caso os integrantes, que
eram muito jovens mal chegando a casa do 20 anos de idade, devem ter se
sentidos mais confortáveis em acreditarem que estavam iniciando
e acreditando algo muito promissor, a carreira de músicos no
caso). É lógico que também existem pessoas que
gostam do grupo e não acreditam em nada disso, mas são
apenas algumas reflexões a serem pensadas calmamente. Mas em
vista das letras tem-se também a música que representa e
descreve muito bem a categoria do rock progressivo numa quantidade de
vários trechos, temas, frases, melodias e sonoridades e num
conjunto totalmente muito bem estruturado. Apesar do tamanho que
contém é na realidade dividida em 7 partes (que
representam os 7 anjos pertencentes no livro do Apocalipse) iniciando
com a) "Lover's Leap" no qual o tema retrata sobre dois amantes que se
perdem se olhando pelos olhos dos outros e se encontram transformados
em mais um corpo masculino e feminino; a abertura da peça com
vocal logo na primeira nota musical da música acompanhado de
violões acústicos dedilhados é simples mas muito
cativante feita em dois refrões seguido por b) "The guaranteed
eternal sanctuary man" no qual retrata sobre os amantes que encontram e
atravessam uma cidade dominada por dois personagens sendo um que
é um fazendeiro e o outro que possui uma mente se esquivando
numa religião científica muito disciplinada (seria um
filósofo ? Ou um anti-cristo ?) e este último gosta muito
de ser conhecido e identificado como "Homem do santuário eterno
garantido" (do qual é o significado do tema em inglês e a
frase "He's the guaranteed eternal sanctuary man" é citada 2
vezes inclusive neste tema) comentando que contém algo secreto
inovador capaz de combater o fogo, mas é uma mentira; a
sonoridade aqui permite pela primeira vez as baterias de Thompson
(feitas originalmente por Collins) e um reforço maior de
teclados de Banks ambos estando com o restante da banda na melodia que
às vezes até arrepiam certos ouvites de tão forte
a sonoridade que passa emoção e abruptamente a melodia
é "suspensa" apresentando um coro de crianças (ou seriam
pequeninos anjos ?) entrando com uma frase "We will rock you, rock you
little snake, We will keep you snug and warm"; observe que
também pelas primeiras palavras desta frase citada há
pouco tivemos no mundo do rock o "Queen" que gravou nada menos que uma
faixa mundialmente conhecida entitulada com o "We will rock you" do
album "News of the world" (1.977). Logo após tem-se c) "Ikhnaton
and Itsacon and their band of merry men" retratando aqueles que os
amantes observavam vestidos de cinza e roxo esperando para serem
convocados para o lado de fora de um local e o "Homem do santuario..."
coordena estas pessoas nas entranhas terrestres e atacar a todos
aqueles sem uma "licença" da vida eterna e dos quais eram
obtidos num escritório do "Homem do santuário..." e
justamente as frases "Waiting for battle. The fight's begun, they've
been released.
Killing foe for peace...bang, bang, bang. Bang, bang, bang..." que
significam "Esperando pela batalha. A luta começou, eles foram
liberados. Matando inimigos para a paz...bang, bang..." em inglês
confirmam ao que se passa nesta seção de "Supper´s
ready" e musicalmente pode ser percebido uma tranquila melodia do tema
a) mas tendo Banks substiuindo as flautas com seus teclados que eram
tocadas por Gabriel; observe também que o Genesis entra num
ritmo meio de como se fosse uma marcha de um pelotão de
exército após o momento em que Collins cita a frase
"Waiting for battle" (são os cavaleiros ilustrados na contracapa
de "Foxtrot" que representam este momento). O grupo inclusive parece
que investia musicalmente em algo parecido como é o que acontece
a um exemplo de "The battle of Epping Forest" do album "Selling..." e
ainda agressivamente como algo parecido na parte mediana da faixa "The
musical box" do album "Nursery crime". O ouvinte pode observar ainda
que o teclado acompanha os timbres e riffs das guitarras tocados por
Hackett. A próxima seção d) "How dare I be so
beautiful ?" relacionam os heróis que fazem um levantamento do
resultado do ataque (lembrando que Gabriel tinha como em mente uma luta
do bem e do mal) e descobrem uma figura solitária obcecada pela
própria imagem testemunhando e acompanhando uma estranha
transformação trazida por suas reflexões na
água. Musicalmente é um dos trechos da faixa de uma
maneira geral mais tranquilos que se possa observar, e a surpresa e
expectativa da mesma ocorre no final dos versos quando no caso Collins
citará as palavras "A flower", que significa "uma flor" em
inglês (se o ouvinte prestar atenção eles citam a
palavra "Narcissus" que é uma flor). Algumas versões
piratas ao vivo desta faixa é possível escutar até
o público gritando essas palavras e ainda mais quando Gabriel
estava presente no grupo pois observava o mesmo com uma mascara de uma
flor ao redor de seu rosto e então justamente vem uma das
seções mais aguardadas da faixa e) "Willow Farm" que
retrata sobre uma escalada fora de uma piscina sobre uma forma de vida
existente bem diferente em meio de uma quantidade volumosa de cores
iluminadas em meio a objetos, plantas, animais e seres humanos e
inesperadamente um apito é assoprado e tudo é modificado.
Aqui Gabriel escreveu frases de uma forma muito esperta como por
exemplo: "The frog was a prince, the prince was a brick, the brick was
an egg, the egg was a bird.", que significa "O sapo era um
príncipe, o príncipe era um tijolo, o tijolo era um ovo,
o ovo era um pássaro." em inglês; também é
citado o político inglês Winston Churchill num modo brega
de se vestir com uma bandeira britânica "There's Winston
Churchill dressed in drag, he used to be a British flag..." que
significa "Lá está Winston Churchill vestido em forma
brega, ele costumava estar com uma bandeira britânica..." em
inglês; além de que é citado sobre o bem e o mal
como na frase "Oh, there's Mum & Dad, and good and bad..." que
significa "Mãe e pai, e o bem e o mal...". Mesmo sem as
aparições teatrais nesse momento Collins faz a sua
encenação vocal até que muito boa por sinal,
fazendo uma variação de vozes entre os personagens e
até a risada que ficou bem mais entrosada do que na
versão original. Musicalmente nesta seção é
bem alegre, viva e divertida, no meio desta é observado o apito
comentado anteriormente e vindo posteriormente outras palavras que
emocionam até alguns ouvintes "All Change!". Se das 7
seções da faixa representasse o Genesis em termos de
aparição teatral, a "Supper´s ready", esta seria
provavelmente a mais provável escolhida pelo público
(dá pra se perceber um minúsculo público saudando
o grupo pouco após Collins citar a palavra "flower") já
que estruturalmente em termos de sonoridade ela não se qualifica
muito aos padrões de uma música comum pop e também
do gênero progressivo de uma forma geral (estilo meio "circense",
digamos!!!). Eles continuam até que repentinamente o ambiente
sonoro fica novamente tranquilo mas em forma de suspense e
melodramático. A única perda negativa sonora que o
Genesis aqui não colocou aqui nesta seção foi uma
explosão (e olhe que na época do "Seconds out" eles
já tinham um aparato todo para isso) que existe na original
antes que eles entrem no próximo tema f) "Apocalypse in 9/8
(Co-starring the delicious talents of Gabble Ratchet)" que retrata o
sinal do apito do qual os amantes se tornam sementes em terra onde
reconhecem outras sementes a se tornarem as pessoas no mundo do qual
eles haviam originado e neste interím são devolvidos ao
mundo anterior para observar o Apocalipse de São João se
progredindo. Os sete anjos causam uma sensação estranha
como a raposa que atira pra tudo quanto é lado o número 6
e Pitágoras (deus grego da matemática) fica muito feliz
pela quantidade de números que recebe da raposa como se
estivesse recebendo a quantidade certa de leite e mel para os flocos de
milho (o mesmo que uma pessoa num café da manhã coloca
satisfatoriamente em seus corn-flaks, vulgo "sucrilhos" !!!). As letras
até incitam alguns desses comentários comentando sobre
dragões surgindo do mar (seriam as bestas no livro do Apocalipse
na bíblia?) "Dragons coming out of the sea...", que significa
"Dragões surgindo afora do mar..." em inglês, os
números 6 que a raposa joga "666 is no longer alone". Detalhes:
Gabriel represantava a raposa também em suas
aparições teatrais. Hackett chegou a ficar muito
bronqueado quando em ensaios da faixa original, Gabriel citou o
número 666 não gostando nem um pouco da idéia do
companheiro. O deus da matemática presente "Pythagoras with the
looking glass reflects the full moon" que significa "Pitágoras
com um olhar de vidro que reflete a lua cheia" em inglês, os 7
anjos "And the seven trumpets blowing sweet rock and roll" que
significa "E os 7 trompetes (anjos) soprando docemente um rock and
roll" em inglês. Musicalmente aqui na faixa é um dos
momentos em que o Genesis fica relativamente bem repetitivo com o baixo
e a guitarra num clima até meio que tenso fazendo as mesmas
notas e Banks que estará coordenando o solo instrumental por
volta de pelo menos 3 minutos de duração quando Collins
finalizar a frase "It won't be easy". Algumas bandas de rock
progressivo já fizeram coisa muito parecida com essa
idéia do Genesis como um caso típico igual o "Marillion"
(apontado por muitos ouvintes da categoria como sendo o clone do
Genesis) elaborou na faixa "Grendel" do album "B´sides
themselves" (1.988). No caso da versão ao vivo Thompson é
reforçado com as baterias de Collins durante este momento em que
Banks faz a sua apresentação solo e Banks também
substitui a flauta de Gabriel na versão original com o seu
sintetizador. Collins retorna ao palco finalizando o restante das
letras desta penúltima seção cantando "And it's
hey babe, with your guardian eyes so blue", praticamente a mesma frase
e melodia que está também presente na seção
a) que inicia a faixa. O número 9/8 até pelo que se sabe
é a forma de compasso rítmico desta parte da
música. E temos por finalmente g) "As sure as eggs is eggs
(aching men´s feet)", que representa a chegada dos arcanjos
através do sons de gansos selvagens, mas na verdade nada mais
é do que a rendição, a paz, e a reunião dos
apóstolos na ceia. Algumas das frases inclusive estão
presentes em versículos 17:14, 19:16-17 da bíblia no
Apocalipse como "This is the supper of the mighty one, Lord of Lords,
King of Kings" que "Essa é a ceia do todo poderoso, Deus dos
Deus, Reis dos Reis" significa em inglês ou "There's an angel
standing in the sun", traduzido em inglês "Existe um anjo que
permanece no sol" e a emocionante e triunfante despedida do grupo nas
frases finais "Has returned to lead his children home, To take them to
the new Jerusalem" que significa "Retornou a conduzir suas
crianças em casa, para leva-las a Nova Jerusalém" em
inglês. Ao que se entende no sub-título desta
última seção "eggs is eggs" aparenta ser o sol,
que no fundo brilha com uma claridade tão forte do que qualquer
coisa. Detalhe: estranhamente o verbo ficou no singular sendo que
está entre duas palavras no plural (não seria o correto
"eggs are eggs" ?). A melodia aqui é a mesma da
seção b) só que aparenta estar muito mais lenta na
forma como foi tocada e representada por parte da
representação do grupo com Collins nos vocais
(está inclusive mais lento até do que a
canção original); sinais talvez de que por ser um dos
momentos finais da música a banda manter o público muito
mais emocionado com uma intenção de não quererem
terminar a faixa. Também não é tocado os sinos que
estão na original mas mesmo assim isso não impediu que da
forma como foi executada deixasse de estar muito acima da média
para o ouvinte. É possível observar inclusive que a foto
posterior da capa do disco aparece Collins e justamente repressentando
este final da "Supper´s ready", momento muito memorável e
insesquecível por sinal tanto para a banda como para o
público que esteve presente nas apresentações da
banda naquela época. Nesta última seção com
a presença de Gabriel era possível observá-lo
entrando depois do solo instrumental de Banks vestido com uma capa
preta e com uma máscara vermelha triangular (a mesma que
curiosamente aparece na foto da capa do album "Live", o que induz e
reforça a hipótese de que neste album por ser simples,
"Supper´s ready" teve de ser excluída no trabalho para que
eles pudessem aproveitar o melhor possível com outras faixas
presentes). A "Supper´s ready" é possível ouvir a
versão ao vivo com Gabriel em "Genesis Archives, Vol. 1" e
escutar uma performance interessante de uma banda cover chamada
"Regenesis" em "Live" (1.997), que também coincidentemente na
sua capa observa-se a banda representando a faixa "Supper´s
ready"s. Chegou a ser tocada até a turnê do album
"Invisible touch" (1.986), porém foi definitiva retirada do
set-list devido ao grupo fazer uma aprentação na
época de uma forma tocada completamente errônea.
"Cinema show" - é pertencente ao album "Selling..." e com quase
11 minutos de duração, outro épico do Genesis,
é a única faixa que aqui no "Seconds out" que foi gravada
no ano de 1.976 e com a participação de Bill Bruford nas
baterias com o grupo inclusive neste ano quando o Genesis
lançava o seu primeiro album sem Gabriel, "A trick..." e
adotando a escolha de um baterista para que acompanhasse Collins no
momento em que ele estivesse em palco fazendo os vocais. Apesar da
grande competência profissional de Bruford com seu instrumento
é muito fácil perceber a grande diferença sonora
que Thompson se encarrega de fazer no restante das outras faixas
apresentadas no "Seconds out". Parece que se for muito bem analisado a
presença de Bruford, ele transmite ao ouvinte um jeito mais
"seco" e leviano de tocar as baterias, não ficando muito
ambientado com a música do Genesis (não quer dizer que
ele toca péssimo, muito pelo contrário mas não
muito bem entrosado com os músicos do Genesis). Pelo menos o
registro foi interessante e importante estar no trabalho porque
futuramente para eles próprios, inclusive pra Bruford em
especial, serveria como uma forma de lição profissional
em seus desenvolvimentos profissionais em carreira com outras
situações para com outros artistas, avaliar
situações de melhoria de equipamento e aúdio, por
exemplo. "Cinema show" é uma faixa semi-instrumental e tem
praticamente uma forma estrutural parecidíssima com a
"Supper´s ready" (um resumo talvez desta ?); e está
dividida praticamente em 2 seções principais uma sendo
cantada por Collins e a outra praticamente instrumental (motivo
principal pelo qual a faixa é extensa). Apesar de os
créditos estarem em nome dos músicos que participaram de
"Selling..." a música foi composta por Banks e Rutherford; e
baseada sobre a idéia de um escritor americano chamado Thomas
Stearns Eliot que escreveu uma obra chamada "The Waste Land" (A terra
desolada) escrito em 1.922 sobre um amplo mural de fragmentos
recolhidos em várias tradições: da Antiguidade
clássica aos Upanixades, das lendas medievais à poesia de
Dante, dos salões franceses à Londres industrial. Apesar
de ser americano Eliot adotou inclusive Londres como sua cidade
opcional em sua cidadania como escritor. Os nomes "Romeo" e "Juliet"
que certamente são aqueles inspirados no romance de William
Shakespeare foram sugeridos nas letras por parte de Gabriel. Eles
iniciam com um duo de violões acústicos e Collins cita as
letras suavemente e docemente nos dois refrões até que as
baterias de Bruford se pronunciam na frase "Take a little trip
back...". Nesta primeira parte da música existe uma pequena
seção instrumental muito delicada que realmente lembra a
"Supper´s ready" na frase existente "I know a farmer who looks
after the farm ..." quando eles ficam em cantoria em
"Na-na-na-na-na-na-na-na-na-na", outro momento memorável e
emocionate da música, pena também não ter a flauta
de Gabriel que é tocada originalmente nesta faixa. Bruford
retorna e tendo o restante do grupo novamente até que o Genesis
entra para a segunda parte da faixa que é puramente instrumental
e é coordenada de ponta a ponta com Banks solando seu
sintetizador mergulhando numa tal forma que parece não terminar
o improviso que foi feito originalmente no album original, Banks nesse
improviso instrumental como a da original dá a entender que
está fazendo uma viagem resumida para o ouvinte de tudo o que
foi gravado no restante das outras faixas do album "Selling...".
É praticamente muito parecido com o que foi feito em
"Supper´s ready" na seção "Apocalypse 9/8", embora
a forma rítmica de compasso aparenta ser de 7/8. A
apresentação se dá conta neste momento
instrumental até o seu final com Bruford tendo reforço de
Collins em suas baterias (os 2 inclusive em determinado momento ficam
sozinhos pelo menos por alguns 10 segundos tendo o restante da banda
ficando silenciosa). Um detalhe a observar que causa um tanto de
confusão com algumas pessoas que vão conhecendo o Genesis
aos poucos: com relação aos créditos em que
"Seconds out" imprimiu no encarte, há uma estranheza de que
é Collins que toca teclados na parte solo instrumental da faixa
- vide: "Cinema Show - keyboard solo Phil - (que na realidade é
Banks que se encarrega de fazer o solo de teclados e sintetizadores
comentado há pouco). Há também quem diga que o
urro final em meio dos aplausos do público no fim da faixa
é de Collins. O Genesis executou essa faixa durante o seu
set-list até os anos 80, uma versão pode ser conferida em
"Three sides live" e a banda "The Flower Kings" fez uma versão
que pode ser escuta no tributo "The fox lies down" (1.998).
"Dance on a Volcano" - pertencente ao album "A trick..." é a
primeira faixa que o Genesis estreou no meio cultural musical sem a
presença de Gabriel, ou melhor dizendo, é a primeira
faixa que Collins "estreia" no Genesis substituindo os vocais de
Gabriel abrindo e apresentando o album. Composta pelos 4 membros
restantes do grupo, também é a partir deste album que o
Genesis especifica de uma forma mais certa de quem compôs o que.
Foi uma das primeiras faixas em estúdio que os músicos
além de terem composto como uma das primeiras, também foi
uma das primeiras que o grupo experimentou ensaiar com outros
músicos no lugar de Gabriel; chegaram numa lista de 40
vocalistas por meio de anúncios de jornais a ficarem em
dúvida de 12 e a quase investir em um até que em
desespero deles mesmos tentaram com Phil Collins e observaram que o
mesmo conseguia se adaptar com as novas canções que
serviriam para o futuro album "A trick..." e o único
artifício que usufruiriam era de um outro baterista enquanto
Collins faria os vocais já comentado anteriormente. "Dance..."
aparentemente refere a algum lugar exótico calorento e uma
vegetação abundante numa estranha ilha cheia de trilhas
com emoções e perigos que cada vez o desafio de
avançar cada vez mais por estas trilhas vai se tornando muito
maior. A abertura musical da faixa é bem contagiante e
deslumbrante tocada de uma forma meio que intercalada com uma guitarra
de 12 cordas junto com uma outra de 6 cordas (provalmente a de Hackett
esta última parece lembrando toques de um apito), que
aliás parece que os instrumentos de cordas são os que
predominam relativamente nesta faixa sem contar com uma
memóravel frase que muitos ouvintes gostam: "Better start doing
it right". Na seção do tema do meio podemos escutar
Collins cantando frases meio que gaguejando como em "B-B-Better start
the dance, D-D-Do you want to dance with me.", algum muito parecido
lembrando por alguns instantes o mesmo que o cantor David Bowie fez em
"Changes" no album "Hunky Dory" (1.971). O último minuto final
da faixa é outro momento que os ouvintes tem uma
adoração muito forte com o Genesis tocando numa forma de
tempo muito rápida e uma pena que eles não mantiveram
aqui nesta versão ao vivo além da última frase da
faixa: "Let the dance begin"; detalhe quem tem o album "A trick..." em
vinil pode conferir nitidamente o vocal de Collins com a
rotação em 45 rpm. Em compensação pode se
escutar Thompson e Collins tocando novamente juntos e solando por um
minuto de duração antes que o grupo se encaminhe para a
próxima música. Chegou a ser tocada até nos anos
90 no set-list do grupo surgindo uma versão pequena que
está em "Old Medley" no album "The live we walk: the longs".
Para quem não sabe o grupo alemão "Triumvirat" gravou uma
faixa com o nome idêntico desta do Genesis que está no
album "Pompeii" (1.977).
"Los Endos" - também pertencente ao album "A trick..." composta
pelos 4 membros restantes do grupo e também curiosamente
além de ser a última faixa de apresentação
da banda ao vivo é também a última do album
original. Instrumental o destaque é praticamente a
presença da percussão e baterias dos 2 músicos
(Collins e Thompson) e além de ser a única faixa em que
é tocada inteiramente com a presença de 2 bateristas do
início ao fim, o meltron de Banks também é um
outro destaque fortemente presente mais no final da faixa. Apesar de
estar emendada junto com a "Dance...", no CD rematerizado a faixa
anterior foi colocada com um tempo errado finalizando corretamente aos
5:09 minutos de duração. A faixa apresenta além de
possuir um tema próprio de composição abrange mais
outros 2 (ou uma reprise para alguns ouvintes) que são temas
pertencentes do início da "Dance on a Volcano" e posteriormente
os acordes iniciais da "Squonk" que também são
pertencentes ao album "A trick..." e o "Seconds out" encerra com a
melodia que faz a abertura do trabalho (a "Squonk" originalmente
é a terceira faixa do "A trick..."). Algo muito parecido
também ocorreu coma a "Cinema show" que depois que a mesma se
encerra originalmente entra num tema da faixa inicial de "Dancing with
The moonlight knight" mas com um nome chamado "Aisle Of Plenty" do
album "Selling...". Originalmente quando o Genesis executa o tema da
"Squonk" aqui na "Los Endos" é possível escutar Collins
citando versos da "Supper´s ready" da seção "As
sure as eggs is eggs" em "There's an angel standing in the sun, freed
to get back home". O Genesis executa essas frases em vista daquilo que
eles sentiam com relação a saída e ao adeus de
Gabriel no grupo. Aqui no caso ao vivo não é cantada
essas frases. No final em meio ao público dizendo "Un autre" que
significa "Mais um" em francês podemos escutar uma melodia
interpretada pela inesquecível e memorável cantora
america Ethel Mermen falecida em 1.984 e que participou dos glamourosos
festivais da Broadway entre 1.930 e 1.960 cantando aqui no caso
"There's no business like show business", uma canção de
Irving Berlin interpretada pela cantora em 1.940. Essa música
foi tocada até a turnê do album "Invisible touch" e depois
retirada do set-list da banda.
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