Phil Collins - vocais principais, baterias e percussão
Steve Hackett - guitarras elétricas, violões acústicos de 6 e 12 cordas, kalimba, auto-harpa
Mike Rutherford - pedaleiras e baixo elétrico de 4, 6 e 8 cordas, guitarras elétricas e acústicas de 6 e 12 cordas
Tony Banks - piano acústico, piano elétrico Fender, ARP 2.600, sintetizadores, órgão Hammond, melotron


Faixas:

1. Eleventh Earl of Mar - 7:38
2. One for the vine - 9:54
3. Your own special way - 6:14
4. Wot Gorilla? - 3:15
5. All in a mouse's night - 6:34
6. Blood on the rooftops - 5:19
7. Unquiet slumbers for the sleepers... - 2:23
8. ...In that quiet Earth - 4:49
9. Afterglow - 4:10


Genesis - Wind and Wuthering (1977)
 
Em 1.974 quando o Genesis grava e lança o album duplo "The lamb lies down on Broadway" (1.975), ocorre uma série de problemas internos no grupo, em especial por parte de Peter Gabriel, que foi um dos mentores, fundadores e a peça-chave carismática da banda devido ao mesmo com sua criatividade mostrar aos palcos uma coreografia teatral que representasse os personagens ou aquilo que continha dentro de grande parte das músicas do Genesis. Isso fez com que toda sua desenvoltura propiciasse como sendo a "notícia principal" qualquer que fosse feito uma aparição para a mídia e o público e consequentemente os seguidores do Genesis em parte, esqueciam que o Genesis era uma banda e sim um grupo que apoiava um cantor. Mas Gabriel sentiu isso internamente com a banda porque os outros 4 integrantes restantes já estavam ficando aborrecidos com muito teatro e super-produções (como no caso de "The lamb..."), e para isso se viu como alternativa deixar a banda e seguir futuramente como um músico solo (que teve também uma carreira de muito sucesso, inventindo com outros tipos de som e deixando de lado o rock progressivo conceitual).

O pronunciamento de sua saída no Genesis que ocorreu logo após a turnê de "The lamb..." em agosto de 1.975, e isto deixou os membros da banda evidentemente muito amendrontados pois ficava uma dúvida: como seria possível trilhar o Genesis adiante sem Peter Gabriel ? Parar ? Continuar ? Para isso, o Genesis recrutou um amontoado de músicos (aproximadamente uns 50 por meio de um anúncio com seus tapes mandados para o Genesis) que fariam a subsituição de Gabriel com seus vocais, mas apenas um chamado Mick Strickland agradou a expectativa do quarteto existente ensaiando a primeira faixa de "A trick..." chamada "Squonk" mas o sujeito não cantava ruim, estava apenas nervoso. O grupo se tornava muito aflito só de pensar na tal substiuição, ou seja, era como se alguem substituisse Robert Plant no "Led Zeppelin", o Mick Jagger nos "The Rolling Stones" ou Jon Anderson no "Yes" (ocorreu uma ocasião sim que isto ocorreu no "Yes" quando Anderson foi substituido por Trevor Horn no album "Drama" (1.980), mas aí são outros quinhentos).

Finalmente uma solução é encontrada: o próprio baterista do Genesis, Phil Collins, experimenta a substiuição numa das sessões feitas pelo grupo (com a música "Squonk") e não resta dúvidas de que a banda então irá continuar a sua saga já que Collins quando entrou no Genesis na gravação de "Nursery crime" (1.971) de cara estava contracenando seus vocais junto com os de Gabriel (a estréia pode ser observada na primeira faixa, "The musical box"); os vocais de Collins não eram 100% idênticos, mas muito próximos, ninguém que estivesse envolvido na empreitada desafiadora (os músicos, o produtor, os técnicos de som e até o dono da Charisma Records, Tony Stratton-Smith) perceberam as semelhanças e a banda decide arriscar numa empreitada que foi bem recebida (os vocais de Collins, inclusive !!!) por sinal tanto em estúdio no lançamento de "A trick of the tail" (1.976) como também ao vivo. Ainda no mesmo ano de 1.976 quando foi lançado "A trick...", o Genesis não perde muito tempo percebendo o resultado ("A trick..." foi o primeiro album mais vendido desde que o Genesis se ingressou ao meio cultural musical, isso porque não está presente Peter Gabriel !!!!!) e aproximação do público agora sem Gabriel e entra novamente em estúdio em outubro deste ano para as gravações de "Wind & Wuthering" que seria lançado para o público e crítica em janeiro de 1.977. "Wind..." é portanto o segundo album de estúdio do Genesis sem Peter Gabriel em que a banda se apresenta na forma de um quarteto, mas o segundo album do guitarrista Steve Hackett (entrou no Genesis junto com Phil Collins em "Nursery crime") sem o cantor original, na realidade Hackett tem presença no album seguinte, "Seconds out" (1.977) que é duplo ao vivo, mas fazem parte apresentações que ocorreram na grande parte do ano de 1.976.

Os motivos da saída de Hackett segundo ao que se sabe são por parte do egocentrismo do tecladista Tony Banks (que também é fundador do Genesis e um dos primeiros amigos de Peter Gabriel nos tempos de adolescência nos anos 60), pode ser observado que até então o letrista da maior parte das músicas até "The lamb..." foi Gabriel apesar da banda sempre fazer os créditos de todos os membros pertencentes ao conjunto desde o surgimento da banda em 1.968 e o album de estréia "From Genesis to Revelation" (1.969), mas a partir de "A trick..." as coisas mudam (inclusive neste album "Wind...") em que os créditos da banda começam a ser mais específicos creditando as faixas com as pessoas certas. Banks teve participação de 100% dos créditos em "A trick..." e a única diferença em relação a este quesito em "Wind..." é que o tecladista (possivelmente por falta de espaço de tempo neste album) tem um pouco menos de participação, mas mesmo assim é numa boa parte das faixas e obviamente a quantidade de teclados no album é muito grande que quase muito pouco observa-se as guitarras e o talento de Hackett o que em resultado deve ter deixado o guitarrista profundamente muito magoado e um fator que muitos fãs do Genesis não gostem do album por não haver mais transparência de suas guitarras. Aliás, quando Hackett iniciou em "Nursery crime" (e fez uma excelente estréia) onde seus instrumentos parecem ser observados com muito mais vigor e presença, aparentam começar a "perder terreno" a partir de "Foxtrot" (1.972) para os teclados de Banks (observe que o Genesis se centraliza muito nos teclados deste músico na grande maioria dos albums a cada lançamento proposto ao público).

Existem também alguns rumores de que Hackett se contrariava com algumas idéias que Gabriel possuia como aceitar o fato de ter a citação do número "666" na parte inicial da suíte faixa-teatro do tema "Lover´s leap" em "Supper´s ready" que ocupava um lado inteiro de "Foxtrot" e ser o útlimo a fazer as melodias de seus instrumentos a medida que o grupo ia gravando em estúdio as faixas tornando um entrosamento em estúdio diferenciado profissionalmente com o restante dos seus companheiros. Hackett no momento que se encontrava no Genesis quando a banda se tornou um quarteto, ele sentiu que compor ao lado de mais outras 3 pessoas ficava tornavam as coisas mais fáceis e repentinamente começou a compor momentaneamente sem interrupções com uma quantidade de idéias infinitas (tanto que Steve Hackett é o primeiro membro desde que o Genesis surgiu que lançou um album solo "The voyage of Acolyte" (1.976), depois do lançamento do Genesis em "The lamb..." e a saída de Peter Gabriel no grupo contendo a participação de Phil Collins e Mike Rutherford. Rancor com Banks ?). Quando Hackett saiu do Genesis e virou um trio a partir de "And then there were three" (1.978), Banks mais posteriormente admitiu que foi extremamente egoísta com Hackett não dando muita importância para com o seu profissionalismo o que se Hackett tivesse suas guitarras/violões muito mais "aparentes" o Genesis seria muito bem mais competitivo com outras bandas de rock progressivo ou do rock e "Wind..." seria um album apontado pela grande parte do público e crítica como uma obra-prima de qualidade mesmo sem Gabriel se não houvessem estas incoveniências por parte de Banks. Com o resultado só restava a carreira solo para o guitarrista que em 1.977 repensa no que iria fazer e então lança "Please, don´t touch !" (1.978) no mesmo ano de "And then...".

Só para se ter uma idéia de tanto este egocentrismo de Banks a um ponto máximo que chegou sobre "Wind...", existe uma citação feita por ele num livro autobiográfico do Genesis lançado em 1.983 chamado "The book of Genesis" de Hugh Fielder dizendo o seguinte "Se alguém me questionasse sobre qual é o meu album favorito eu responderia "Wind...". É definitivamente o mais complexo musicalmente de todos os album possuindo uma qualidade misteriosa" e isto porque muitos fãs do Genesis centralizaram que o problema no Genesis sempre foi Phil Collins depois que assumiu os vocais no lugar de Gabriel...

Se Keith Emerson tivesse alguem que lhe desse as mãos e andasse junto com ele provavelmente Banks seria esta pessoa; Emerson nos anos 60 em seus tempos de "The Nice" (antes de formar o "Emerson, Lake & Palmer") quando a banda era um quarteto e tinha um guitarrista chamado David O´List, chegou a um certo ponto que O´List também se sentiu muito magoado por Emerson ser a "estrela" do conjunto (só o tecladista queria solar e solar seus instrumentos constantemente), apesar de que o mais hilário nesta virada do século XX ele retorna a gravar junto com O´List (Arrependimento ? Será que algum dia Banks faria a mesma coisa para Hackett ?). Se Hackett inclusive permanecesse no Genesis seria bem possível que o grupo continuaria na ativa com Collins até nos dias atuais (pelo menos o que o baterista apostaria já que o guitarrista tinha sim um talento e muito de sobra e idéias (vide a carreira fonográfica solo deste músico, por exemplo).

Em 1.977 como se sabe era um ano em que o advento punk estava reinando e junto também com a disco que era outra febre da época, "Wind..." foi um trabalho que o Genesis tentou moldar naquilo que a banda já havia feito como em "Nursery crime" e "Foxtrot" mas muito dificilmente conseguiu atingir a esta estratégia (foi inclusive um dos fatores que muitos fãs da banda não gostam de "Wind..." ao contrário de "A trick...") mas é um album que contém bons elementos progressivos apresentando "baladinhas" românticas, emotivas e pop, épicos e até jazz-fusion mesmo com estas tendências em paralelo ofertadas ao público; e neste mesmo ano temos lançamentos inusitados a saber em seguida.

Um deles é a estréia fonográfica de Peter Gabriel solo com "Peter Gabriel I" (1.977), algumas das ocasiões que se observaria Peter Gabriel no Genesis seria em 1.982 no Festival Milton Keynes, em 1.999 quando a banda se reunia novamente para gravar uma coletânea entitulada "Turn it on again - The hits" (1.999) até junto com Phillips e John Silver, um dos bateristas do Genesis que fez as sessões de "From..." nos tempos de início de carreira da banda e em 2.001 num encontro duvidoso que até hoje não ficou muito bem claro a reunião com a banda. Em contrapartida temos a estréia fonográfica do guitarrista original e também fundador do Genesis, Anthony Phillips, com "The geese and the ghost" (1.977) (contando com a presença dos colega Mike Rutherford e Phil Collins), além de fazer um trabalho e uma excursão com o "IGTB - Intergalatic Touring Band" associado com vários artistas do meio musical e tendo o tecladista Larry Fast (que foi do "Synergy") como o responsável pela coordenação do projeto e sendo um dos músicos que curiosamente tocou junto com Peter Gabriel desde o seu primeiro album solo e permanecendo com o cantor durante um razoável período. E por último o baterista Phil Collins que era recrutado por vários músicos a fazer as mais variadas sessões na época junto com "Cafe Jacques" em "Round the back" (1.977), o multi-instrumentista e fundador do "Roxy Music", Brian Eno, em "Before and after science" (1.977) e sem contar com a sua banda de jazz-fusion que fundou gravando "Moroccan roll" (1.977) e sem perder muito tempo faria um album ao vivo chamado "Livestock" (1.977); muita coisa pra um músico (!?), mas não para Collins que certamente estava naquele tempo com uma disposição muito fortíssima para deixar seus registros sonoros que fosse ou em estúdio ou nos palcos.

Em resumo, o line-up deste album (que é o mesmo de "A trick...") ficou então da seguinte maneira: Tony Banks nos teclados e vocais de apoio, Phil Collins nas baterias e vocais principais, Steve Hackett nas guitarras e violões e Mike Rutherford nos violões, baixo e vocais de apoio; no caso das apresentações ao vivo estaria presente no lugar de Collins em algumas músicas (as apresentações do Genesis a partir de "A trick..." teriam a presença de 2 bateristas, algo muito incomum das bandas de rock progressivo com uma proeza muito parecida e Collins geralmente estava tocado com o outro baterista simultaneamente quando ocorriam solos instrumentais) o ex-baterista e fundador do "Yes" e ex-membro do "King Crimson", Bill Bruford (que ficou mais na turnê de "A trick..." até novembro de 1.976), e o americano Chester Thompson que era do "Frank Zappa and the Mothers" tendo seu primeiro registro em "Roxy & elsewhere" (1.974) e "Wheater Report" e se mantém definitivamente no Genesis a partir de dezembro de 1.976 (quando "Wind..." inclusive é finalizado pelo Genesis).

Juntos com a Charisma Records desde "Trespass" (1.970), o Genesis também era pertencente ao selo americano Atlantic Records (tem como o nome de ATCO observado por outras pessoas), "Wind..." se extende numa turnê durante o ano de 1.977 que passa inclusive pelo Brasil em apresentações feitas no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre tendo o lançamento encontrado em vinil nacional no ano em referência, além de relançamentos feitos em 1.985, 1.987 e 1.989; já em CD se encontra em edições importadas feitas em 1.986 e 1.994 sendo este último ano o Genesis tendo relançado toda a discografia remasterizada (muitos amantes do CD não gostaram muito da remasterização). Como o album atinge pouco mais de 50 minutos de duração no total, além dos compactos ofertados ao público foi também lançado um EP que contém 3 faixas exclusivamente inéditas ("Spot the pigeon", "Match of the day" e "Inside and out" sendo relançadas numa luxuosa caixa de coletânea com faixas do Genesis contendo 3 CDs exclusivamente inéditas chamado "Genesis Archive 2: 1976-1992" (2.000)) e muito procurado (inclusive existe uma versão nacional deste EP) e no caso da versão da ATCO além do encarte vir com as letras vinha junto um folheto dizendo a respeito da história do Genesis, do album "Wind..." e com uma foto da banda (aparenta ser tirada na frente da casa de Phil Collins, incluindo Chester Thompson, que tocava apenas nas apresentações ao vivo já comentado anteriormente).

Um fator muito interessante entre este album e o anterior é que mesmo o Genesis como um quarteto, as pessoas aparentam gostar mais do "A trick..." do que de "Wind..."; se a pessoa é um fã radical obcecado por Peter Gabriel pode-se desgostar um tanto pelo trabalho, caso goste da fase do Genesis liderado por Collins nos vocais irá gostar, mas lembre-se que ainda aqui existem 2 membros também fundadores que seguiriam com o Genesis adiante mesmo sem Phil Collins em "Calling all the stations" (1.997): Tony Banks e Mike Rutherford.

A produção foi gravada pela primeira vez na Holanda foi feita por David Hentschel que estreiou seu primeiro contato no Genesis tendo suas primeiras atividades feitas em "Nursery crime" e era amigo de Phil Collins e fez o primeiro album também com o Genesis sem a presença de Peter Gabriel no album anterior, "A trick...", e curiosamente Hentschel gravou um album próprio chamado "Startling music" (1.975) que tem a presença de Phil Collins. Ele foi uma das primeiras pessoas já nas sessões de "Wind..." a perceber o tamanho da infelicidade que Hackett já estava tendo dentro do grupo. O album teve também como o auxílio de Pierre Geoffroy Chateau e de Nick Bradford que também esteve presente em "A trick..." e já tinha feito uma participação no "Curved Air" no album "Airborne" (1.976) e foi ele que remixou "Wind..." em Londres. Um aspecto que o album é muito criticado misteriosamente é a produção como ela foi finalizada; afinal o mesmo produtor trabalhou em "A trick..." (talvez um dos fatores de tamanha negatividade que "Wind..." é julgado como pior coisa já feita do que o album anterior e por muitos imaginarem que nem o próprio Genesis não aprovou o album por existir apenas uma faixa no album seguinte que é ao vivo, "Seconds out" (!?)).

A capa foi feita pela Hipgnosis que já havia feito trabalhos junto com outras bandas de rock progressivo como o dinossauro "Pink Floyd", "Flash" (banda formada pelos músicos fundadores do "Yes", Peter Banks e Tony Kaye) e entre outras e pela primeira vez o grupo sugere uma ilustração que não contém a presença de pessoas desde que a banda começou a investir com belíssimas capas desde "Trespass" e neste caso a árvore solitária e desolada em fundo cinzento certamente convoca um tipo de presença espiritual, romântica, fantasmagórica e sombria que o Genesis sempre procurou atribuir para os seus fãs com o passar do tempo (na frente a árvore está numa época totalmente folheada e no fundo totalmente descoberta) e também como uma forma de relatar paisagens, já que o homem retrata muito sobre a identidade da humanidade num aspecto geral.


"Eleventh Earl of Mar" - com mais de 7:30 minutos de duração e frequentemente encontrada escrita pelas pessoas como "11th Earl of Mar" ou então "Eleventh Earl of March" foi e escrita por Banks, Hackett e Rutherford sendo gravada em setembro de 1.976. A boa parte do público do Genesis aprova a música como sendo uma das mais progressivas do album e da banda sendo um quarteto que chega a soar meio hard-rock em alguns momentos e soando como se fosse uma canção recentemente escrita pelo grupo em "Squonk" do album anterior "A trick...". O vocabulário que Peter Gabriel utilizava ao fazer as letras para a boa parte do Genesis deve ter servido como um professor ensinando alunos a escrever poemas assim que saiu do Genesis e sendo feito uma troca de idéias para os outros integrantes (parece que aqui é como se estivesse sido escrita também por Gabriel) como neste caso em Banks é muito nostálgico com os seus teclados, Hackett que participa neste último album de estúdio e Rutherford que se "tornará" guitarrista no próximo album de estúdio e aqui eles foram muito bons escritores. As letras (por sinais um tanto complexas) foram construídas em cima de um pai contando uma história na cama para sua criança dormir sobre a realeza em um leve cinismo sobre a Rebelião Jacobite ocorrida em 1.715 de heróis que propuseram fazer um ataque surpresa em Londres. Foi muito tocada durante as turnês dos anos de 1.977 e 1.978 e só retornou em ocasião quando o Genesis apareceu de volta aos palcos em 1.984 como uma espécie de "Meddley" na abertura da faixa-título do album "The lamb...". Os tímidos sintetizadores e teclados de Banks fazem com que logo mais a presença de Collins irá coordenar toda a banda com a faixa por toda a sua duração até o final. Muitas pessoas que gostam da faixa enfatizam também o momento em que a banda está mais calma e tranquila próximo da metade da faixa na qual Hackett surge tocando um violão acústico na frase "Time to go to bed now..." antes que o Genesis retorne a energia que consumia nos 2 primeiros refrões da faixa. Observe que futuramente Banks faria uma abertura e final sombrias com seus teclados muito semelhante no que foi feito também na primeira faixa do próximo album de estúdio "And then..." sendo o Genesis como um trio (sem Hackett) na faixa "Down and out".

"One for the vine" - é a maior faixa do album com quase 10 minutos de duração e também considerada um dos épicos do trabalho e ainda de uma época pós-Gabriel. É bem característica e típica de "Mad man moon" do album anterior, "One..." além de ser musicalmente uma das faixas mais complexas estruturalmente de "Wind...", retrata algo que o tecladista faria em seu primeiro album solo "A curious feeling" (1.979); pode parecer um absurdo mas pela variação de temas que existe nesta faixa o ouvinte no término desta tem a sensação de que se passaram 20 minutos de duração. Composta exclusivamente por Banks (a "Mad..." também foi composta apenas por Banks), aqui o tecladista além de tornar a faixa como se fosse o seu momento puramente "solo" do Genesis com os seus companheiros ele também parece ter ficado bastante empolgado, incentivado, entusiasmado e dedicado em ao escrever as letras da faixa porque ficou quase que um poema puramente dramático de alguem muito inspirado em escrever alguma coisa que chamasse atenção das pessoas em demonstrar que é um filósofo escrevendo com muita convicção. Relacionado ao tema de religião nestas letras de Banks, o músico parece estar oferecerendo uma alternativa perspectiva para Cristo. É um conto sobre um homem que deixa sua comunidade porque não podê acreditar nunca mais em um líder espiritual e então dentro de uma batalha junto com o restante de outras pessoas acaba conduzindo um grupo próprio de seguidores nesta mesma batalha. Quando ele observa pelo lado de trás, percebe que tem um que a em que a sua fé está falhando e faz este novo seguidor lembrar de seus tempos atrás. Quando este seguidor se levanta, desaparece no ar, do mesmo modo como lhe ocorreu completando um círculo. A mensagem de "One..." prediz que responsabilidade e autoridade são frequentemente confiadas através de uma liderança por meio de uma circunstância daqueles que menos querem e necessitam. Liricamente a música pode ser boa para alguns ouvintes e ruim para outros, entretanto, esta faixa é considerada por uma grande maioria sendo um dos pontos mais fortes e ápices de "Wind..."; o bom instrumental na parte mediana da faixa mantém um Genesis cheio de energia (é uma das seções mais apreciadas de "One...", observe que Banks introduz um sintetizador com o efeito sonoro lembrando uma flauta, instrumento tocado por Gabriel quando estava no Genesis) e também o falsetto feito por Collins quando sugere a citação de frases que contém as palavras "Follow me !!!!...". "One..." chegou a ser tocada até o ano de 1.980 e saiu numa versão ao vivo (que muitos fãs do Genesis consideram que ficou muito boa) no album "Three sides live" (1.982), apenas para a versão inglesa (a versão americana possui um lado que permanece apenas sobras de estúdio). A propósito: o que será que passou na cabeça de Banks de entitular a faixa com a palavra "vine" que significa "videira" em inglês e não tem nada a ver com as letras que são citadas por Collins ?

"Your own special way" - uma das primeiras "baladas" do tipo românticas escritas por Rutherford, bem do estilo já explorado em "Ripples" do album anterior ou de "More fool me" do album "Selling England by the pound" (1.974) e que tornaria outros tipos de canções com o tempo também feitas como em "Snowbound" do album "And then...", ou "Alone tonight" do album "Duke" (1.980) e até mesmo num molde que qualificaria Rutherford nos anos 80 quando formou o "Mike and the Mechanics". É também daqueles do tipo caça-níqueis que quando um grupo está dentro de um pequeno barzinho é tocada para fazer todas as pessoas relaxarem em suas cadeiras e ouvir atentamente a música preguiçosamente gravada sobre a forma de tempo 3/4. Por ser romântica, as letras retratam é claro que sobre o amor feito em primeira pessoa e mas com a característica de tentar procurar encerrar o primeiro lado em uma triste sonoridade e evitando os teclados de Banks que até em momento só dominavam até este instante antes de iniciar "Your own...", outros pontos que tornam ser uma "balada" romântica é o modo executado pelo grupo muito lentamente e novamente o falsetto feito por Collins. Por ter sido escrito por Rutherford lembra um pouco do que Anthony Phillips já havia feito no Genesis em "From..." e também parcialmente a sua carreira solo (Rutherford participou do album de estréia deste músico em "The geese..." já comentado anteriormente) é muito comum alguns fãs do Genesis citarem que é bem o tipo de coisa pop que alegam Collins ser o idealizador de músicas com este próposito (deve ser muito bem ressaltado que nesta época Collins era pertencente do "Brand-X" que foi uma respeitada banda de jazz-fusion na época), algo errôneo, inclusive por parte da crítica que cita que esta é uma das faixas que fez o Genesis trilhar para um caminho mais fortemente ao pop. "Your own..." foi uma das primeiras canções do Genesis que saiu na U.S. Billboad Hot 100 e foi elaborada em compacto na época existindo inclusive uma versão que foi lançada no Brasil, algo portanto, muito raro para os colecionadores do Genesis. "Your own..." foi mais tocada na turnê de "Wind..." e em mini-trechos da turnê do album "We can´t dance" (1.991). Curiosamente o Genesis admitiu numa certa ocasião que eles nunca haviam trabalhado totalmente nesta canção, que em resultado foi uma faixa não muito aceita por eles mesmos para outras turnês. Detalhe: apesar de ser elaborada por Rutherford, foi elaborada no Brasil quando o Genesis esteve em 1.976 no pais a fins de negociações nas apresentações que fariam no ano seguinte em 1.977. Existe uma versão ao vivo que agrada muito mais aos fãs do Genesis em "Genesis Archive 2: 1976-1992" (2.000) e outras feitas por Steve Hackett na sua carreira solo no album "Watcher of the skies: Genesis Revisited" (1.996) e num tributo do Genesis executado pelo baixista e vocalista do "King Crimson" e "Asia", John Wetton, em "The fox lies down" (1.998).

"Wot Gorilla ?" - além de ser um título com um nome meio bizarro, é instrumental (fonograficamente o Genesis em boa parte dos seus albums sempre apresenta uma faixa gravada neste tipo de formato), e fecha o lado um do album numa composição feita por Collins e Banks numa espécie fazendo o Genesis se tornando meio jazz-fusion, do estilo até próximo do "Brand X" do qual Phil Collins além de ser fundador da banda, era também o baterista na época em que quando gravava "Wind...", gravava também um album no mesmo ano de 1.977 entitulado "Moroccan roll" já comentado anteriormente. Se o Genesis trilhasse nesta forma até os dias atuais possivelmente muitos daqueles fãs radicais esqueceriam por alguns instantes que Peter Gabriel foi do grupo. Apesar desta faixa instrumental ser de curta duração tem uma energia muito grande que lembra até um tanto de "Wheater Report", poderia ter até inclusive uma energia extremamente muito maior se infelizmente as guitarras de Hackett não estivessem sido tão "enterradas" em cima de inúmeras camadas de sintetizadores de Banks. Curiosidades: 1) Chester Thompson que seria um membro no Genesis nas apresentações ao vivo participou no "Wheater Report" e Collins sentiu firmeza neste baterista o que também contribuiria para seguir uma tendência alternativa para a banda arriscar a uma outra proposta musical e já que em vista tinha o punk naquela ocasião muito fortemente na época, para o Genesis foi muito importante a gravação desta faixa porque ficou muito claro que o grupo tinha diferentes idéias e sugestões de como a banda poderia seguir o seu caminho; 2) na época Banks admitiu que não gostou nem um pouco da idéia o que demonstra o quanto o tecladista era o pivô em especial deste album e foi só mais tardar que percebeu o quanto tinha sido muito egoísta com os colegas restantes; 3) Banks rejeitou uma idéia que Hackett possuia no lugar de "Wot Gorilla ?" e nada mais era que a instrumental "Please, don´t touch !" (estruturalmente é mais ou menos parecida com esta, só que com mais guitarras apresentadas) que acabou sendo feita em seu segundo album solo servindo inclusive como título do trabalho em 1.978; 4) apesar de ser uma idéia vinda de Collins inspirada pelo grupo "Brand X", Banks ganha o crédito porque fez um re-arranjo musical baseado em cima de "Riding the scree" do album "The lamb...". Evidentemente que o destaque nesta faixa fica ao encargo de Collins com suas baterias e percussão e tendo Banks fazendo a melodia que aparenta ser feita como se ela estivesse se "espiralizando" numa forma crescente conforme a melodia vai crescendo. Pode parecer impossível mas os riffs principais desta faixa são muito próximos da seção mediana de "One...", só que tocadas numa velocidade mais rápida e lembra pela velocidade uma boa parte da instrumental "Los Endos" do album "A trick...".

All in a Mouse's Night" - outra faixa escrita por Banks com mais de 6:30 minutos de duração e muitos fãs se esforçam para adorá-la pois temos aqui um Genesis num estilo clássico de como já havia sido há alguns tempos atrás antes de "Wind..." retratando a faixa numa forma de estória, como em exemplos do tipo "Harold, the barrel" do album "Nursery crime", "Get´em out by friday" do album "Foxtrot" ou "The battle of epping forest" do album "Selling...". Retrata sobre um casal namorando e de um rato que necessita obviamente se alimentar para sobreviver e precisa sair de seu esconderijo num momento apropriado em busca de comida e o casal tenta pegá-lo mas não tem sucesso, mas eis que surge um gato que está a sua espera e na perseguição o pequenino derruba um jarro na cabeça do felino, sendo este por sinal, que conta sua versão alegando como um rato monstro o derrotou; algo bem aventureiro, imagine os desenhos do "Tom e Jerry", os personagens também representam os temas a medida que a faixa vai sendo executada. Um aspecto interessante sobre a maneira como a faixa foi escrita, é provável que Banks inteligentemente fez com o próposito de imaginar a situação das pessoas que se esforçam para se conseguir atingir seus resultados, mas que no decorrer de tal situação a pessoa se vê que existirão também dificuldades em seu percusso e precisam ter isto em mente antes que busquem o desafio desejado. O Genesis também ao longo do tempo poderia ter arriscado em investir um pouco mais em estórias como estas, que até são simples por sinal, que a banda seria mais aceita pelo público radical (levaria um tempo, mas os fãs compreenderiam o Genesis sem Gabriel para faixas como estas). Os vocais de Collins não são tão dinâmicos quanto aos de Gabriel, mas o mais importante aqui é justamente pelo jeito de como foi elaborada a faixa em forma de apresentar personagens de uma maneira muito bem humorada e engenhosa e meio a elementos de rock progressivo, tem em alguns instantes um ritmo meio blues. Algo que muitos fãs do Genesis sentem é Banks ter sido generoso novamente com Hackett nas guitarras pelo menos no final da faixa e deixado ter feito um solo de guitarra elétrica que ficaria muito acima da média esta faixa (pelo menos musicalmente). Detalhe: esta faixa substituiu "Inside and out" (hilariamente Phil Collins gravou ao longo de sua carreira solo uma faixa com quase o mesmo nome chamada "Inside out" no album "No jacket required" (1.985)), sendo esta lançada num EP da época e foi apenas tocada na turnê de "Wind..." e praticamente esquecida a partir de então pelo grupo.

"Blood on the rooftops" - outra música feito na forma de uma lenta "balada", é uma das canções mais memoráveis e apreciadas pelos fãs do Genesis neste album elaborada por uma estranha parceria de Hackett e Collins; mas o duo da elaboração foi feita da seguinte forma: Hackett escreveu as letras e Collins sugeriu o título (os fãs da banda acreditam que "Blood..." seje a única música do Geneis que Hackett escreveu as letras). A banda retrata aquilo que compromete valores aceitos de uma sociedade como se fosse uma norma, ou seja, uma apatia do mundo que assombra a sociedade. Diz a respeito de como as notícias noturnas invadem os nossos lares por meio da televisão (as antenas recebem sinais através dos telhados, pois "rooftop" significa "telhado" em inglês) deixando um rastro de sangue nos telhados e consequentemente da forma que nos chega a informação dentro também dos nossos lares e nosso cotidiano (imagine por exemplo uma notícia que retrata uma violência urbana) e além disso como resultado raramente se tem as boas notícias. Deixa também uma revelação que o povo britânico prefere tomar chá ao invés de assistir na televisão péssimas notícias (mesmo que as letras enfatizam os britânicos elas valem para qualquer povo de quaisquer nações). Detalhe: as letras se baseam numa trilogia escrita por Emily Bronte "Wuthering Heights" datado de 1.847. Aqui nesta faixa o destaque (apenas mais nesta faixa) é de Hackett que faz uma memorável entrada de violão acústico meio estilo espanhol maravilhosa para despertar o interesse dos ouvintes de "Wind..." como Hackett já havia tocado um violão acusticamente na instrumental "Horizons" do album "Foxtrot" e muitas pessoas que gostam do Genesis observam este momento que jamais será esquecido. A faixa também tem outros detalhes que marcam: os vocais de Collins, melosos, mas muito dramáticos na melodia sinistra feita em forma de "balada" e a presença é claro, de Banks, mas tocando o melotron, um dos instrumentos que o Genesis utilizou muito na boa parte da década de 70 (especialmente nos primeiros albums da banda) e aqui este equipamento começa a ser deixado de lado até que quando a banda invadir os anos 80 raramente será ainda utilizado. Um fato curioso: o Genesis ao que se sabe não executou esta música nos palcos. Hackett registrou também um minúsculo trecho inicial de "Blood..." também com violão acústico em seu album solo ao vivo em "The Tokyo tapes" (1.997).

"Unquiet slumbers for the sleepers..." - instrumental, é também a menor faixa do album com quase 2:30 minutos de duração e feita sobre uma parceria de Hackett e Rutherford. Esta faixa se irá iniciar uma melodia que irá praticamente como se fizesse o desfecho final do album, ou seja, o Genesis emendou esta e as outras 2 músicas restantes que aparenta a formar uma suite com mais de 11 minutos de duração. De qualquer maneira em se tratando de seção instrumental é dividida nesta faixa e na próxima. Aqui o Genesis faz uma suave sonoridade de um modo sombrio que parecem ser 2 violões acústicos tocando (Hackett e Rutherford) em forma de arpejos e Banks que vai surgindo fazendo a melodia de um tímido sintetizador com Collins ao fundo fazendo apenas a percussão também bem suave e próximo do fim da faixa Collins faz um rufar de caixas de suas baterias que partirão para a música seguinte. Detalhe: a primeira edição lançada em CD de "Wind..." está emendada com a próxima faixa se tornando uma única música, no caso do CD remasterizado ficou de acordo como lançado em album vinil; dividida em 2 faixas normalmente. Hackett registrou também um outro minúsculo trechinho desta faixa em seu album solo "The Tokyo tapes".

"...in that quiet Earth" - também instrumental recebe o Genesis já em atividade mais agitada com a presença das baterias de Phil Collins e a guitarra de Hackett que agora é elétrica e Rutherford que toma seu posto no baixo e já comentado anteriormente se fosse trabalhada numa única faixa as 3 últimas faixas de "Wind...", só em se tratando de instrumental ultrapassaria os 7 minutos de duração. Esta composição foi escrita por todos os membros da banda e a última de Hackett feita pelo Genesis neste último album que tem a sua presença em estúdio. Esta instrumental, diferente das outras duas presentes no album é sem sombra de dúvidas a que possui mais variações, ora meio espécie funk, ora meio estilo jam-session e resultando num Genesis que nunca soou tão bem numa instrumental (não que as demais faixas já gravadas sejem ruins, mas talvez por aqui não existir a presença de Gabriel). Se o ouvinte prestar muita atenção próximo do final da faixa irá notar o tema inicial da faixa "Eleventh...", que abre o album, sendo tocada um tanto mais rápida. Estranhamente alguns fãs do Genesis sentem que esta é uma típica música que lembra uma estação de outono. A banda muito pouquíssimo executou esta instrumental nos palcos, o único que trabalhou mais com o decorrer do tempo em apresentações ao vivo foi Steve Hackett já em carreira solo tendo alguns exemplos observados em versões ao vivo apresentadas nos albums "Time lapse" (1.992) e "The Tokyo tapes", além de uma outra versão que este músico também aproveitou em ocasião quando se associou com Steve Howe do "Yes" na metade dos anos 80 formando uma banda chamada "GTR". Uma outra presença do músico (que pelo visto deve gostar muito desta música, isso se verdadeiramente a faixa não lhe pertence inteiramente) está registrada num album feito para o Genesis na forma de orquestra sinfônica regida pelo maestro David Palmer em "We know what we like" (1.987) e com Hackett neste trabalho. Mais tardar o guitarrista parece que baseou alguma sonoridade aqui quando gravaria mais tarde "Spectral mornings" (1.979). Esta faixa também saiu em compacto.

"Afterglow" - outra "balada" pop (um pequeno épico por sinal) do album com um potencial extremamente emotivo e que irá encerrar uma etapa do Genesis sobre a forma de um quarteto com a saída posterior de Hackett e que retrata um triste amor. Ou uma triste despedida ? Existe uma parte de um parágrafo que é citada por Collins que é a seguinte: "For now I've lost everything....I miss you more" tem o significado de alguem que perdeu algo muito vital e sente uma falta muito imensa. Foi a única composição do Genesis (escrita exclusivamente por Banks em violão e não em teclados) tocada desde a turnê de "Wind..." extendida até o ano de 1.987 da turnê do album "Invisible touch" (1.986). Escrita numa forma estruturalmente muito simples a melodia, o único aspecto negativo é dela ser tocada muito repetitiva e que lembra um tanto do tema final de "As sure as egg is eggs (Aching men's feet)" da faixa-teatro do Genesis em "Supper´s ready" do album "Foxtrot" e "Afterglow" faz um desfecho ao album muito poderoso da mesma forma que "As sure..." também já havia feito com os fãs que gostam da fase do Genesis de Gabriel. "Afterglow" é a única das faixas deste album que possui registro do Genesis em albums ao vivo como em "Seconds out" e "Three sides live" (1.982), este último inclusive nesta época em numa apresentação feito na Suécia em setembro de 1.982, Banks ficou muito confuso ao tocar os acordes iniciais em meio de uma outra música que não tinha nada a ver.