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Gary
Green - guitarra,
guitarra de 12 cordas. Kerry Minnear -
teclados, alguns baixos, cello, vocal,
backing vocal, algumas percussões.
Derek Shulman - vocal, backing vocal,
alguns baixos. Phil Shulman - sax,
trompete, recorder, vocal, backing vocal. Ray
Shulman - maioria dos baixos, violino, algumas
guitarras, percussão, backing vocal. Martin
Smith - bateria, percussão.
Faixas:
1.
Giant - 6:22
2. Funny Ways - 4:21
3. Alucard - 6:00
4. Isn't It Quiet And Cold? - 3:51
5. Nothing At All - 9:08
6. Why Not - 5:31
7. The Queen - 1:40
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Gentle Giant - Gentle Giant
(1970) Por
Steve Hillage
Na metade dos anos 60 na
Inglaterra, um grupo de 3 irmãos se uniriam para
mais tardar nos anos 70 formarem uma banda de rp de
"gigantesco escalão" misturando o rp com erudito,
barroco, folk, jazz, blues e música medieval. Essa
banda se chamaria Gentle Giant como apresenta um
pouco desse "mix" neste primeiro trabalho gravado em
novembro de 1.970. Mas a história do Gentle Giant
começa com uma banda chamada de "Simon Dupree and
the Big Sound" formada em 1.966 por estes 3 irmãos
com o mesmo sobrenome: os irmãos Shulman (Phil,
Derek e Ray - aliás o pai dos rapazes era músico
também e fazia muitos ensaios com eles todos juntos,
especialmente no que competia a vocais) e chegaram
inclusive a gravar um único album que foi editado
pela Capitol Records com uma prensagem de 6.000
cópias nomeado de "Presentin Simon Dupree and the
Big Sound" alem de um compacto, a formação
entretanto era Derek nos vocais, Ray na guitarra,
Phil no saxofone, além de Tony Ransley nas baterias
e Pete O´Flaherty no baixo. Claro que como uma
grande maioria dos artistas que lançam
sacrificadamente seu primeiro trabalho como estréia
ainda mais quando se trata de um cenário musical,
foi um fiasco e muito pesado para toda a equipe pois
não acertaram em cheio ao fazer alguma coisa que
desse a impressão da música pop na Inglaterra na
época. O jeito era reformular a banda e ai
observaram que o mercado estava crescendo para as
bandas de rp. Eles não pensaram duas vezes e
recrutaram o classicista-jazzista tecladista
tecnicamente treinado, o fenomenal Kerry Minnear.
Detalhe: Minnear tinha tido problemas também no meio
musical assim como os irmãos Shulman ele vinha
recentemente de uma turnê pela Europa com uma banda
que acabou praticamente colocando quase a familia do
tecladista e dos outros membros na miséria de tanto
prejuízo. Pra compensar a calamidade chamou até um
colega desta "finada" banda e se encaixar no Gentle
Giant, mas os irmãos vendo o profissionalismo de
grande porte de Minnear não tinham nem coragem de
chegar perto do mesmo e dizer que eles estavam
interessados era no tecladista, daí esse outro
colega de Minnear é dispensado por ele. Depois vem o
baterista Martin Smith e adicionaram em março de
1.970 o virtuosissimo guitarrista Gary Green e
assinam com a Vertigo depois de entregar umas fitas
demos a gravadora, já que a Philips acabou não se
interessando. O trabalho teve produção feita por
Tony Visconti com auxílio de Roy Baker. Mesmo com
aproximadamente 37 minutos de gravação, este album
possui um trunfo registrado logo na apresentção da
banda: na capa tem a ilustração de George Underwood,
de um gigante (o Pantagruel, como ele citam várias
vezes e serviria de marca registrada da banda) e
está carregando a banda inteira em suas mãos !!!!! E
ainda tem uma histórinha dentro do encarte
esclarecendo de como a banda foi parar nas mãos
desse gigante !!!! Mesmo considerado por muitas
pessoas um trabalho muito bom é "fraco" da fase, a
melhor que consitia a banda entre 1.970 até 1.976. A
banda era razoável em estúdio apesar de que eles
ainda estavam perdidos, sem muito entrosamento, em
que editariam para o primeiro trabalho. Só a partir
do próximo album "Acquiring the taste" (1.971) é que
eles dão um passo muito importante, mas ai são
outras estórias. Mesmo assim, as melodias são
bonitas e começam a dar sinais daquele "mix" citado
anteriormente. Percebe-se algo incomum que
diferenciariam a partir deste album com as demais
bandas de rp invadindo o cenário pop britanico: os
instrumentos, muitos diversos além dos
convencionais, faziam o uso de violino, violoncelo,
flauta, trumpete, vibrafone, xilofone geralmente
tocados pelos próprios músicos, uma orquestra de
primeira.
"Giant" - bem meio estilo rythm blues, inicia com
teclados em volumes bem baixinhos que vão ficando
crescente conforme vai dando a entrada do baixo e
com o vocal que coordena a partir dai o restante do
instrumento nos dois refrões, quando entra um novo
tema ouve um trumpete que infelizmente os teclados
ficam altos demais no som da bateria e pouco se
percebe, então retorna ao tema do refrão mais uma
vez quando fazem uma parte instrumental que observa
bem a particiapação do baixo em conjunto com a
bateria até que são interrompidos por um coral de
vozes e repetido novamente. Mais uma vez retornam ao
refrão que deram o início a faixa finalizando a
música de vez. Possui a participação de Paul Cosh
nos metais.
"Funny ways" - bem de estilo medieval, muito bonita
e muitas vezes executadas nas aparições ao vivo tem
um bonito arranjo de cordas com violão, violino,
violoncelo. Com vocais muito melodiosos são
repetidos o refrão duas vezes até que entram numa
parte meio rock com muito instrumento de sopro
acompanhando o solo de guitarra de Green até
voltarem ao refrão melodioso das cordas finalizando
a faixa.
"Allucard" - essa faixa tem um detalhe interessante
a respeito do nome que seria "Draculla" ao contrário
e os vocais cantou a maioria dos vocais num tape
interno e os reverteu-os de uma maneira que acabou
ficando meio em forma de ecos. Relativamente
progressiva inicia com um timido teclado, sendo
acompanhado pelo saxofone, baixo e bateria os
teclados a medida que vão sendo crescentes até que a
percussão aguardam os vocais citando as primeiras
letras da músicas e o mesmo refrão é repetido até
que observa o baixo silenciosamente aguardando a
bateria e os teclados no fundo que começa a solar
num volume meio baixo e vai ficando crescente com a
guitarra e o saxofone fazendo acordes repetidamente
até ficar razoavelmente tranquila esperando o último
refrão que deu o início da faixa até finalizar a
mesma finalizar com todos os instrumentos juntos
soando insistentemente altos.
"Isn't It Quiet And Cold?" - bem barroca e bem
medieval e bem suave e calma. Inicia com o mesmo
arranjo de teclados no início da "Allucard". Entra
então um bonito arranjo de cordas e com a celista
Claire Deniz e com um som de um cravo executado por
Minnear e dedilhadas de violão de Green em dois
refrões, depois entra um tema que escuta um coral
retornando ao último refrão que este ouve-se o solo
de xilofone acompanhado pelo violão antes de Ray
retornar a executar as palavras finais da faixa
finalizando a mesma no fim escuta-se barulho de
ventania ditando a palavra "alone" entrando os
acordes que iniciam a faixa nos teclados.
"Nothing at all" - é a maior faixa do trabalho com
um pouco mais de 9 minutos de duração que inclusive
é a maior de todos os trabalhos oficiais de estúdio
até então gravados. Por incrivel que pareça mas a
faixa tem acordes que começam num ritmo meio de
estilo The Beatles que lembra "Lucy in the sky with
diamonds" do album "Sargent peper lonely heart band"
(1.967). O vocal vai entrando a medida que o violão
vai dando espaço para a bateria, o baixo, e o
saxofone e conforme vai ficando crescente a guitarra
vai solando de maneira que o vocal vai ficando alto
numa forma de soul tudo isso nos dois refrões isso
sem contar que no segundo refrão percebe-se efeitos
sonoros de ventanias. Entra depois um tema que é
iniciado por um solo de bateria de Smith aguardando
Minnear tocar no piano um trecho de Liebestraum No.
3 (Romance de Amor) de Franz Liszt e o solo de
bateria se extende até que o piano começa a tomar
conta numa melodia mais jazzistica e retornando ao
último refrão da música finalizando-a de vez.
"Why not?" - é uma faixa bem blues, mas contém
alguns trechos no meio medievais. Inicia com a
entrada do órgão junto com a guitarra e bateria e
conforme os vocais vão sendo realizados vai ficando
crescente a instrumentação musical da banda nos
refrões até que suavemente sai desse ritmo de meio
blues com vocais suaves em meio de sopros de flautas
num curto trecho quando a bateria retorna e
percebe-se a guitarra de Green solando antes do
último refrão lembrando uma melodia judiaca chamada
"Hava Nagila" posteriormente entrando os vocais
finalizando o útlimo refrão quando ai ficam num
ritmo bem de blues que tem a mesma melodia parecida
com o início da faixa "Hometown special" do album
"Under construction" (1.997).
"The queen" - é a menor do album com aproximadamente
1:30 minuto. Inicia com a entrada de tambores
rufando e acompanhado por instrumentos de sopro
sendo interrompido pelos "gritos" da guitarra que
parece que a banda está fazendo uma "zorra" pra
querer terminar a faixa e no final da mesma ouve-se
os mesmos acordes que iniciam a faixa "Allucard".
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