Gary Green - violão, violão de 12 cordas, guitarra de 12 cordas com wah-wah, donkey's jawbone, cat calls, voz. Kerry Minnear - piano elétrico, orgão, mellotron, vibraphone, Moog, piano, celeste, clavichord, harpsichord, tympani, maracas, vocal. Derek Shulman - alto sax, clavichord, cowbell, vocal. Phil Shulman - alto & tenor sax, clarinet, trompete, piano, claves, maracas, vocal. Ray Shulman - baixo, violino, viola, violino elétrico, Spanish guitar, tambourine, violão de 12 cordas, bass pedal, skulls, vocal. Martin Smith - bateria, tambourine, gongo, side drum.

Convidados:
Paul Cosh - trompete, orgão. Tony Visconti - recorder, bass drum, triangulo.


Faixas:
1. Pantagruel's Nativity (6:50)
2. Edge of Twilight (3:47)
3. The House, the Street, the Room (6:01)
4. Acquiring the Taste (1:36)
5. Wreck (4:36)
6. The Moon is Down (4:45)
7. Black Cat (3:51)
8. Plain Truth (7:36)


Gentle Giant - Acquiring the Taste (1971)
 
Por Davi

Neste segundo disco, o estilo típico do Gentle Giant começa a se solidificar, a menos do quesito clima. A música deste grupo geralmente evoca temas suaves e leves, tocados em estranhos tempos; a atmosfera criada no Acquiring the Taste, porém, é sombria. Para quem tem preferência por este tipo de clima, este deve ser o melhor disco para se começar a escutar Gentle Giant.

O Acquiring the Taste parece ser um disco bem polêmico, alguns o consideram o melhor disco do grupo, como é o meu caso, outros um dos piores. Às vezes, realmente parece que os músicos não sabem direito o que fazer com suas grandes idéias; Wreck e Plain Truth são dois bons exemplos disto: algumas ótimas passagens, mas carecem de mais desenvolvimento. Contudo, apesar de não poderem ser consideradas as músicas mais elaboradas do GG, gosto bastante de ambas; elas têm um certo lado agressivo e envolvente que não é encontrado em outras músicas do grupo.

Edge of Twilight, The Moon is Down e Black Cat são as mais lentas do disco, as que levam mais tempo para "acquire the taste" e as mais sombrias e tristes. De início, eu via estas três músicas como um agradável interlúdio entre as três mais fortes e não percebia que elas eram muito elaboradas; na verdade, são justamente as mais elaboradas do disco, ou, no máximo, empatam com The House, the Street, the Room. A atenção dedicada a estas três é recompensadora.

Na música Acquiring the Taste, por incrível que pareça, não encontro nada de interessante, por mais que escute. São apenas uns barulhinhos sem graça que acrescentam muito pouco, ou nada, ao contexto.

Já vi alguns bons comentários sobre Pantagruel's Nativity, mas não vejo muita graça nesta, é a mais fraca do disco depois de Acquiring the Taste.

Deixei para o fim meus comentários sobre The House, the Street, the Room. Mesmo quem não gosta deste disco costuma elogiar bastante esta música. The House... tem um pouco da força de Wreck e Plain Truth e ainda se desenvolve muito bem.