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Gary
Green - violões acústicos de 6 e 12 cordas,
guitarras acústicas e elétricas, mandolins,
percussão, vocais de apoio. Kerry Minnear
- teclados, pianos elétricos, percussão
melodiosa, vocais principais. John Weathers
- baterias, percussão, vocais de apoio. Derek
Shulman - saxofones, flautas, percussão,
vocais principais. Ray Shulman - baixo,
violões acústicos, violinos, percussão, vocais
de apoio.
Faixas:
1.
The runaway - 7:24
2. An inmates Lullaby - 4:39
3. Way of life - 8:01
4. Experience - 7:49
5. A reunion - 2:10
6. In a glass house - 8:04
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Gentle
Giant - In A Glass House (1973) Por
Steve
Hillage
1.973
foi um ano de vários acontecimentos para o
"Gentle Giant". Um deles foi a realização
do album "Octopus" com a entrada do
baterista John Weathers (que tocou em bandas
chamadas "The Eyes of Blue", "Buzzy
Linhart", "Ancient Grease" e outras
não muito conhecidas ao meio do gênero de rock
progressivo) definitivamente no grupo até o fim
das atividades da banda em 1.980 por Malcolm
Mortimore (ele precisou ser substituido em
"Octopus" por Weathers porque sofreu um
sérissimo acidente de motocicleta impedindo-o de
se apresentar).
Com o decorrer da turnê para a apresentação do
album o "Gentle Giant" que inicialmente
era um sexteto, passou a se tornar quinteto com a
saída de um dos irmãos Shulman, Phil Shulman, o
mais velho, que fazia a boa parte dos instrumentos
de sopro sendo mais tarde um professo de música.
Phil saiu do GG no início de 1.973 após o grupo
ter feito apresentações na Itália devido a
motivos de diferenças pessoais muito sérias. Era
já um começo crítico para a banda pois
cogitava-se inclusive na hipótese de que o grupo
terminaria por ali mesmo após a turnê de
"Octopus", mas os rapazes refletiram e
repensaram e arriscaram a idéia de continuar na
estrada da música, continuando a turnê e se
apresentando pela primeira vez como um quinteto
pela primeira vez nos Estados Unidos abrindo os
shows para o "Jethro Tull" e mesmo com
uma boa parte de público e crítica não
acreditando que iriam longe.
Em julho de 1.973 (diga-se que o GG já vinha
desde novembro de 1.972 fazendo as gravações de
"In a glass house", possivelmente a
demora deve ter ocorrido ao fato do
descontentamento de Phil na banda e posteriormente
a sua saída), o grupo vai para o estúdio gravar
como quinteto e mais um outro empeçilho vem a
pertubar o grupo; desta vez seria o selo da
gravadora do qual eles haviam sido contratados em
"Three friends" (1.972), a Columbia
Records (CBS) devido ao interesse que o conjunto
despertou nos Estados Unidos. A Columbia Records
após a realização de "Octopus" (que
também era pertencente) começou repentinamente a
passar por uma crise interna financeira e por via
das dúvidas não conseguiria cobrir os custos que
estariam por vir no album seguinte (que é neste
caso, "In a glass house") ainda que a
gravadora reconhecesse que a banda aplicaria uma série
de efeitos sonoros dos quais foi também outra
desculpa que a gravadora não acreditaria na banda
e ainda mais que o GG não tinha intenção de se
tornar um grupo estritamente comercial.
Fica uma dúvida: será que foi mesmo devido aos
efeitos sonoros (eles nem se apresentam no album
inteiro) e o GG não querer se tornar uma banda
comercial ou a saída de Phil Shulman no conjunto
da Columbia Records não arriscar a permanência
do GG no selo mesmo se estivesse em crise
financeira ? De qualquer maneira o GG seguiu em
frente e conseguiu fazer a gravação com um selo
chamado WWA (World Wide Artists) Label, na
Alemanha a gravação saiu pela Vertigo Records
(que já os tinha desde o album de estréia
"Gentle Giant" (1.970)).
Consequentemente, os Estados Unidos só teve a
lamentar porque precisaram importar "In a
glass house" da Inglaterra (país de origem
da banda) isto porque o album nunca foi realizado
nos Estados Unidos (nem mesmo inclusive em CD!!!!)
e quando foi editado resultou-se numa importação
de cerca de 150.000 cópias, até hoje o album é
um dos mais preferidos pelo público americano.
Uma surpresa até para o GG que quando havia
finalizado o album tinha saído de uma etapa
delicada em vários aspectos fazendo com que a
partir de então a banda se tornaria ainda assim
muito querida e bem recebida pelo público e crítica.
Quanto a saída de Phil Shulman, na banda não foi
tão significante do que o recrutamento do
baterista John Weathers; a banda sentiu
evidentemente muitas dificuldades e tensão nas
gravações com a falta de Phil que manteve um
estilo próprio, mas a facilitação por outro
lado foi devido a contribuição de Weathers
determinando agora um outro estilo trazendo um som
mais sólido e conciso e que compensaria a perda
do integrante que saiu e foi fundador do GG. A
formação deste album a partir como um quinteto
ficou na seguinte maneira: John Weathers nas
baterias, percussão e vocais de apoio; Gary Green
nas guitarras, violões, percussão e vocais de
apoio; Kerry Minnear nos teclados, percussão e
vocais, Derek Shulman nos instrumentos de sopro e
vocais e Ray Shulman no baixo, violão, violino,
percussão e vocais.
Lançado em setembro de 1.973, "In a glass
house" que resultou num único compacto,
marca também pela primeira vez na presença do público
um aspecto mais animador com telas gigantescas
visuais atrás dos palcos e sendo assim, os
espectadores ingleses inicialmente não gostaram
muito desta formação mas aos poucos foram
prestando mais atenção na banda e começavam a
ter mais interesse na música do GG. Detalhe
interessante: Uma idéia que o GG pensou em se
aproximar dos espectadores em suas apresentações
ao vivo era tornar algo semelhante ao que o
"Genesis" (fase de Peter Gabriel em suas
encenações teatrais musicais no conjunto) fazia
como ter Weathers fantasiado sob a forma de um
"Gigante Gentil" (que é vizualizado nas
capas, e repare que a fisionomia de Wheathers é
até próxima do personagem) andando no palco no
meio de várias casinhas de boneca em meio de fumaças
artificiais, mas infelizmente a idéia foi
abortada e nunca utilizada.
Sem muito esforço o GG demonstra neste trabalho
um tanto mais de rock do que nos outros já
gravados, a marca da sonoridade medieval ainda se
mantém e parece que está um tanto
"funk-medieval" feito também de uma
forma estruturalmente complexa, mas evitando
ideais de artistas virtuosos na forma de ajuntar
justamente esta presença mais significante de
rock que possui o trabalho com a arte contemporânea
de artistas clássicos da época moderna como Igor
Stravinsky e Bella Bartok. O que dizer dos múicos
? Kerry Minnear em todo o momento do trabalho está
tanto delicado como também ágil nos teclados,
Derek Shulman se divide nos vocais entre o leve e
o pesado, Ray Shulman prenche linhas de baixo
sendo tocadas de forma muito inteligentemente,
Gary Green se mantém tão discreto em seus
instrumentos de cordas que é impossível deixar
de prestar atenção e por finalmente John
Weathers acompanhando o restante dos companheiros
numa forma de ritmo muito arrojada.
Não existem dúvidas de que o GG era um conjunto
de músicos extremamente talentosos e criativos além
do que também eram multi-instrumentistas e pelo
visto em "In a glass house" eles parecem
mesmo com os problemas decorrentes do ano, se
divertirem com a música deste trabalho que foi
editado tomado pelo toque dos efeitos sonoros que
possui visto que para eles também se tornou um
album muito importante em suas carreiras. Falando
inclusive de efeitos sonoros, o "Pink
Floyd" também naquele ano de 1.973, o mesmo
deste trabalho, também havia gravado um album
muito conceitual e um dos mais vendidos no mundo
do rock em "The dark side of the moon"
onde tais efeitos estão sendo muito explorados
junto com a música. As letras parecem ser
inteligentes e reflexivas e todos os membros tem a
sua oportunidade de se apresentar nos momentos
solos, sem ideologia alguma creditado para um
mesmo músico. Com melodias que se dividem de
maneiras um tanto agitadas e suaves o album
inteiro está perfeito longe de defeitos na
sonoridade consagrando-os mesmo como quinteto e no
fim de 1.973 preparando-os para o que viria a
seguir em seu próximo album "The power and
the glory" (1.974).
A produção foi feita pelo próprio GG que está
impressionantemente muito boa para um selo muito
desconhecido no mercado e feito de maneira analógica,
já que na época não tinha uma tecnologia
convencional avançada para a confecção da gravação
digital junto com o auxílio de Gary Martin que
colaborou no "Yes" em
"Fragile" (1.971), um dos albums
fundamentais do conjunto; o "Soft
Machine", o baixista Hugh Hooper, músico
inclusive do "Soft Machine" na época em
que se encontrava na banda com o solo
"1.984" (1.973), "Brian Auger's
Oblivion", David Essex e outros.
A arte gráfica foi elaborada por Martyn Dean,
parente de Roger Dean, que colaborou obviamente
com o "Yes" e "Budgie"
realizados por Roger, além de Keith Tippett
Group, "Gun", "Atomic Rooster"
e entre outros. Vale uma ressalva a respeito da
capa elaborada de forma tridimensional que
originalmente no vinil vinha num papel celofane
com impressões dos músicos e a capa original que
vinha também com impressões dos músicos e
desenhados de maneira diferente. A medida que
fosse ajuntado o celofane com a capa do vinil
ficava mais preenchida a gravura como se houvessem
mais de 5 músicos no conjunto, portanto um achado
caso alguem encontre este vinil. A mesma maneira
ocorreu para o CD lançado em 1.992, só que o
grave é que o proprietário do disquinho deve ter
cuidado enorme pois uma parte destas imagens vem
impressas na proteção acrílica fronta da qual
se abre o CD e se quebrar perde-se a graça do
encarte. A vantagem que o CD possui é que vem
duas faixas a mais de bonus.
Qual americano que em 1.972 que assistiu o filme
"The Glass house" baseado numa estória
de Truman Capote a respeito sobre as horríveis
condições dentro de uma prisão de segurança máxima
e gostasse de GG, tem neste album como o objetivo
retratar o conceito sobre a vida e pensamentos de
um condenado e tem as respostas para esclarecer
aqui em "In a glass house" e acabasse não
se apaixonando ?
"The runaway" - com quase 7:30 de duração,
inicia "In a glass house" com o barulho
de vidros se quebrando já que "glass"
quer dizer "vidro" em inglês, uma
verdadeira "guerra" com razoável
quebradeira. Algo muito semelhante como em
"Money" do "Pink Floyd" de
"The dark...", só que no caso a introdução
é de uma máquina registradora que também se
mantém alguns instantes, assim como "The
runaway", sob a entrada de efeitos sonoros.
Além disso a maneira como foi feita a inclusão
dos efeitos sonoros e o modo de como entra a
melodia da faixa repentinamente lembra também a
faixa "The boys in the band" do
"Octopus", album anterior do GG. A
quebra do vidro da qual apresenta sobre a forma do
título do album dá a intenção de advertir que
quem possui telhado de vidro não deve atirar
pedra no vizinho, ou seja, a pessoa ser o que é e
não cuidar da vida dos outros. Era uma primeira
faixas que foram incluidas no set-list do GG,
incluindo a introdução da quebra do vidro que
quando a banda iniciava a entrada repentina da
melodia um clarão de luzes se colocavam acima do
grupo e em algumas apresentações faziam um
"medley" junto com a
"Experience" tambem do "In a glass
house" e nas apresentações ao vivo o vocal
de Minnear não se apresenta na metade da música.
Quando a quebradeira de vidros termina a melodia
da faixa se inicia de uma maneira muito viva junto
a um teclado que vai aumentando de volume e tendo
Derek surgindo nos vocais que vai coordenando a
faixa e sendo acompanhado relativamente em um
curto instante apenas pela guitarra de Green e
tendo o restante da banda junto nos dois refrões.
Na primeira parte instrumental tem-se alguns solos
de teclados e posteriormente o de uma flauta até
que retorna a banda novamente cantando junto com
Minnear junto com um violão acústico. Neste
trecho inclusive tem uma pequena pegada de Buddy
Rich que Weathers comentou numa entrevista que
"copiou" o ritmo do artista. No próximo
tema a banda fica numa forma melódica em estilo
medieval, mas o grupo retorna novamente com a
guitarra de Green solando seguido posteriormente
através de um solo de xilofone. A faixa retorna
ao refrão que se iniciou a melodia terminando por
finalmente de uma forma bem sinistra do grupo.
Aqui existe inclusive um erro fonográfico feito
no CD e no final da faixa; os quase 10 segundos
finais da faixa foram colocados na faixa posterior
"Inmates Lullaby", ou seja "The
runaway" "perdeu" quase 10
segundos. Observe que a faixa tem um ritmo em
determinados momentos em meio funk. A faixa bonus
que vem no CD remasterizado mais recente possui
uma versão ao vivo desta faixa acrescido da
"Experience", música deste mesmo album
numa apresentação de setembro de 1.976. Possui
uma versão ao vivo nos albums "King Biscuit
Flower hour" (1.998) e em "Totally out
of the woods - The BBC sessions" (2.000). O
mesmo "medley" com a
"Experience" está também apresentado
no primeiro album conceitual e um dos favoritos
dos fãs do GG em "Playing the fool-
Live" (1.977).
"Inmates Lullaby" - muitos fãs do GG não
gostam desta faixa, talvez por ela ser melosa até
ao extremo, mas tem um detalhe muito interessante
que possivelmente pouca gente sabe e daria até
mais valor para esta: todos os instrumentos
tocados são de percussão desde o início ao fim
da faixa. Poucos grupos de rock progressivo
exploram instrumentos de percussão melodiosa como
o xilofone, marimbas e outros além dos vocais;
uma banda que explorou muito estes tipos de
instrumentos, embora não tem um carater canônico
igual do GG foi a banda francesa "Gong",
tanto na época com o fundador Daevid Allen (um
exemplo em "Angels egg" (1.973)) e mesmo
com sua ausência (um exemplo em
"Gazeuze!" (1.976)), entretanto são
evidentemente também com esquemas diferenciados.
É uma composição muito excêntrica que
possivelmente o GG já gravou na carreira sob a idéia
da forma em meio de uma canção de ninar que
criou um ambiente muito misteriosos; vide os
vocais de Derek. As letras refere-se sobre alguém
que é insano criminalmente. Não esqueça que se
o ouvinte possuir em CD os quase 10 primeiros
segundos não são pertencentes da faixa e sim da
anterior "The runaway". Saiu inclusive
em compacto.
"Way of life" - com 8 minutos de duração,
é uma das faixas mais rápidas do album, além de
ser triunfante e engenhosa. É um tipo de música
que você lembra aquelas frases musicais que se
seguem uma após outra e com o tempo se o ouvinte
é muito emotivo acaba fazendo com que ele se
torne constantemente surpreso a medida que vai
descobrindo o objetivo tanto de sua sonoridade
como das letras. A faixa em si é relativamente um
tanto diferenciado por conter vários temas
musicais e também se percebe um tímido ritmo de
funk por mais incrível para uma banda como o GG.
Inicia com Gary gritando "Go!" e então
a banda entra totalmente num ritmo rápido com
Derek cantando uma melodia que por uns instante
fica num meio sinistro com a guitarra e o teclado
fazendo uma parceria finalizando o primeiro refrão,
retornando o GG a fazer o segundo refrão em que
possui uma presença de um órgão consistente de
Minnear junto com uma flauta tocada por Ray
causando uma sonoridade medieval que é típica do
conjunto recebendo inclusive Derek nos vocais e aí
entrando o restante da banda ficando uma melodia
novamente um tanto sinistra com a guitarra
recebendo aos poucos os teclados de Minnear e dai
o GG inicia o terceiro refrão do qual Derek
finaliza as letras e o conjunto vai se dissipando
e recebendo apenas Minnear no órgão que fica
quase 2 minutos aos poucos também se
tranquilizando e concluindo a música de vez
(segundo Minnear este final tinha como o propósito
partir para ser uma outra música). Foi também
uma faixa que incluia no set-list do GG durante a
promoção do album.
"Experience" - com quase 8 minutos de
duração, agora é a vez de Minnear fazer os
vocais principais (repare que os vocais de Derek e
Kerry até que não são tão exageradamente muito
diferentes). A banda demonstra um esforço também
muito grande nesta faixa, talvez uma das maiores
complexidades do GG em "In a glass
house" estejem aqui. Por que não ? O nome da
faixa significa "experiência" em inglês,
prova o que eles sejem competentemente no meio
cultural. Algo talvez próximo estaria em
"The adventure of Pantagruel" do
"Octopus", album anterior a este. Mas
aqui a diferença é que apresenta mais rock e
novamente mais funk; a grande parte dos fãs do GG
possivelmente se sentiriam ofendidos, mas uma
parte do album está muito associado a este tipo
de ritmo, portanto "In a glass house"
tem que ser ouvido e admirado inteiramente com
muita cautela. Aliás "Octopus" também
oferece alguns poucos momentos de funk sim, e pode
nem ser vergonhoso que se o GG argumentasse que
gravaram coisa do tipo; imagine o seguinte quando
eles excurionaram nos Estados Unidos na turnê de
"Three friends" (1.972), o país também
vivia uma parte do público que estava sendo
tomado por conta do funk de gente como
"Earth, Wind & Fire", "The
Isley Brothers", Herbie Hancock e entre
outros naquele tempo. É bem possível que o GG
tenha sentido neste país que a forma do grupo em
executar sonoridade medieval com o rock poderia
"casar" perfeitamente com o funk.
"Experience" comprova praticamente esta
hipótese. Os destaques mais interessantes são
possuir alguns toques de violino, toques para
linhas de baixo existentes ao longo da faixa junto
a percussão e baterias de Weathers, órgão de
Minnear com seu vocal, além do ritmo funk em
determinadas ocasiões onde se ouve neste momento
o vocal de Derek na única frase que cita
"Master inner voices, making the
choices". Foi também uma faixa que incluia
no set-list do GG durante a promoção do album
virando um "medley" junto com "The
runaway". Possui uma versão ao vivo nos
albums "King Biscuit Flower hour"
(1.998) e em "Totally out of the woods - The
BBC sessions" (2.000).
"A reunion" - é a menor faixa do album
com pouco mais de 2 minutos de duração, pequena
demais pela forma de como foi tocado, para alguns
ouvintes a vontade é de que poderia ter se
extendido um tanto mais, mas ficou agradável pela
sonoridade que já vale pela faixa. Aqui também
é o vocal de Kerry Minnear que se torna o
principal além de fazer os toques de piano elétrico
sendo acompanhado por bonitos riffs de violinos,
dedilhadas de violão, toques de baixo. A canção
não passa de uma simples "baladinha"
muito melodiosa, mas melosa demais, talvez um
profundo momento do GG de relaxamento e
"meditação" na faixa. Detalhe: onde
está Weathers ? Só na introdução da faixa
fazendo 8 toques no bumbo da bateria lembrando o
ritmo de um coração pulsando.
"In a glass house" - é a maior faixa do
album também com pouco mais de 8 minutos de duração,
mas na verdade ela termina até antes porque os 20
últimos segundos é um retrospecto muito rápido
de um minúsculo trecho de cada faixa executada
pelo GG neste album sendo a ordem da seguinte
maneira das faixas: "The runaway",
"Way of life", "Experience",
"In a glass house", "An inmates
Lullaby", "A reunion", isso sem
contar que a abertura tem a quebra de vidros como
também no seu final. A faixa possui múltiplas
sessões de vários temas, além de que parece que
o GG toca todos os instrumentos que possuem, uma
"guerra" de instrumentos (mandolins,
violões, saxofones, trompetes, piano elétrico,
marimbas, xilofones e etc.), mas de uma maneira
muitíssimo comportada e a banda pelo visto
aproveitou como pode durante estes 8 minuntos que
contém a faixa evitando desperdícios fazendo
mais uma fez rock, folk (medieval), funk
(novamente !?). Saiu em versão em compacto junto
com "An inmates Lullaby". Foi também
uma faixa que incluia no set-list do GG durante a
promoção do album e geralmente com Gary Green
solando um tanto mais na guitarra conduzindo a música.
Esta faixa tem uma outra no CD remasterizado mais
recente de uma versão ao vivo de 1.974. |