Gary
Green - guitarras elétricas, violões,
vocais de apoio. Kerry Minnear -
teclados, piano elétrico, percussão, vocais
principais. Derek Shulman - vocais
principais, saxofones, percussão. Ray
Shulman - baixo, violino, percussão, vocais
de apoio. John Weathers - baterias,
percussão, vocais.
Faixas:
1.
Proclamation - 6:40
2. So sincere - 3:52
3. Aspirations - 4:40
4. Playing the game - 6:48
5. Cogs in cogs - 3:07
6. No God's a man - 4:27
7. The face - 4:11
8. Valedictory - 3:20
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Gentle Giant - The Power And The
Glory (1974)
O ano de 1.973 para o Gentle Giant foi
fortemente frutífero com o lançamento de 2
trabalhos: "Octopus" e "In a
glass house", além do que tiveram uma
agenda até relativamente ocupada considerando
alguns incovenientes como o problema da
gravadora ocorrido na gravação de "In a
glass house" e a saída de Phil Shulman, o
mais velho dos 3 irmãos que fundaram a banda.
Agora o GG sendo definitivamente passando de ser
um sexteto para um quinteto, mudanças na forma
de pensar e na elaboração estrutural musical
estava começando a surgir embora a marca
registrada da melodia medieval não deixava de
ser descartada. 1.973 para o GG pelo visto
parecia ser interminável; aproximadamente em em
fins de novembro, um pouco depois do recente
"In a glass house" o grupo ia para o
estúdio gravar mais outro album que se
entitularia como "The power and the
glory" e seria extendidas as gravações
até o início de fevereiro de 1.974.
No início como quinteto o público não parecia
confiante de imediato, mas aos poucos a simpatia
tornou a surgir e isto fez inclusive com que o
GG teve uma importação de 150.000 cópias nos
Estados Unidos de "In a glass house",
além das apresentações naquele país e
atingindo um bom posiocionamento para uma banda
que não tinha preocupação alguma em elaborar
músicas não-comerciais. Para tanto, com
"The power..." o grupo se manteve com
a WWA Records (o mesmo do anterior, só que
desta vez o trabalho foi lançado também nos
Estados Unidos e o último com esta gravadora) e
com novas apresentações nos Estados Unidos
(aproximadamente no final de 1.974, porque todas
as apresentações do primeiro semestre foram
canceladas), um convite novo foi ofertado ao
grupo por meio de um telegrama e desta vez era
com a Chrysalis Records que tinha o "Jethro
Tull" (banda inclusive que o GG abriu shows
nos Estados Unidos), "Procol Harum" e
entre outros, a gravadora manteria eles numa
próxima gravação "Free hand"
(1.975) só que ai é outra estória. Dica: este
album saiu edição nacional em vinil.
"The power..." chegou a ficar entre o
Top 50 nos Estados Unidos e nem mesmo os
integrantes do grupo acreditaram na maneira de
como as coisas estavam indo bem para o lado
deles. Foi durante a partir da metade do ano de
1.974 que o GG se apresentou antes que fosse
lançado oficialmente no mes de setembro daquele
ano se extendendo com o repertório de "In
the glass house" até que saísse "The
power..." em setembro de 1.974 e aí
repertório do trabalho fosse incluido para as
novas apresentações que se extenderiam até o
trimestre de 1.975. Por mais que o album tenha
atingido uma boa classificação para o tipo de
grupo que era na época, a grande maioria dos
fãs não gostam muito deste trabalho visto que
o impacto que sofreu entre "In a glass
house" e "Free hand" é bem
considerável, mas mesmo assim não deixa de ser
um "masterpiece" como muitos fãs
também consideram; é claro que é muito
diferente entre o album de estréia "Gentle
Giant" (1.970) como também do último
trabalho "Civilian" (1.980) e ainda
assim para quem gosta do grupo não deve ser
dispensável em hipótese alguma.
O resultado deu na edição também de um
compacto com uma faixa inédita que não pode
ser incluida no vinil "The power and the
glory" e foi colocada no CD (muita
atenção no CD que contém a faixa bônus
porque 2 distribuidoras imprimiram no encarte o
nome da faixa, mas a música está inexistente),
o título deste album. Detalhe a respeito sobre
a este compacto que tem a faixa-título: a
gravadora WWA pressionou o GG que fizessem
músicas mais acessíveis ao público e serem
mais comerciais, se tornando pop (algo que o
grupo não tinha a intenção) fazendo compactos
que incluia esta faixa, e o GG levou a pior na
opinião da banda, levando ao estúdio dando uma
expectativa de que era algo bom para os
empresários, mas ao tocar a demo foi retirado
na hora; aquilo foi uma gota d´água, causando
um enorme insulto ao grupo que fez com que
houvesse no momento troca de ofensas e
xingamentos o que lhes custou a saída da WWA.
Este trabalho foi considerado como o primeiro em
forma conceitual do que os fãs pensavam sobre a
música do GG e ao mesmo tempo sobre poder,
glória (o título do album significa "O
poder e a glória" em inglês) corrupção,
manipulação, acordos, traições, abuso a
formalidade burocrática da política e a guerra
entre as classes sociais. Existem rumores de que
o GG se baseou inclusive o tema em relação ao
caso de Watergate em 1.972, da renúncia de
Richard Nixon (presidente dos Estados Unidos na
época coincidentemente).
Aqui fica uma dúvida: será que a banda já
tinha a idéia do album como todo para depois
posteriormente lançá-lo e tratar o assunto e
ainda mais reforçando o nome no título ?
Imagine a seguinte situação: a Columbia
Records (CBS), uma gravadora norte-americana
descartou o conjunto em "In a glass
house" e o país tem que importar uma
quantidade de 150.000 albums (isso porque é a
quantidade da época!!!) para os ouvintes
americanos, o album sequer é lançado no país
(e nem mesmo quando chegou a tecnologia do
CD!!!) e "The power..." é lançado
estranhamente numa boa nos Estados Unidos. Isso
confirma uma hipótese de que para o GG (ou até
mesmo qualquer ser humano) de que existe
extremos entre a "glória" e a
"queda" de algo, ou alguém na vida,
ainda visto considerando as diversas
manipulações empresariais que o GG sofria com
gravadoras. Para a banda eles procuraram ser
mais espontâneos em envolver uma seleção
musical com os instrumentos mais próximo ao
gênero do rock e como em todos os albums de
praxe traz a parceria da escrita musical feita
pelos irmãos Shulman (Ray e Derek) e Minnear
progredindo o quanto que pudessem.
Encontra-se uma variedade misturada de estilos
musicais como o jazz, polifonia vanguardista,
folk-medieval, música mecânica, sonoridades
chinesa, o neo-clássico de Stravinsky, rock e
claro funk novamente, mas não tanto quanto o
album anterior (1. não deve ser esquecido que
as turnês americanas contribuiram possivelmente
observando esta categoria musical para que o GG
se evoluisse a forma de compor não deixando de
fora a excentricidade medieval procurando deixar
de lado o pop, 2. se deixasse eles
"infernizariam" a vida de nomes como o
"Funkadelic", "Earth, Wind &
Fire", "The Jackson Five" e entre
outros deste meio; se o genêro rap que associa
a música eletrônica com o funk é adorado por
muitas pessoas deste estilo, qual não seria a
diferença se misturando com música medieval
?); ainda assim é muito difícil comparar
similaridades do GG com outros grupos de rock
progressivo daquele ano de 1.974, realmente a
banda tinha a sua sonoridade própria de ser o
que eram em se tratando no meio cultural
musical. Realmente é um album característico
no conjunto dos temas que propõe mesmo quase
após 30 anos o seu lançamento ainda podemos
observar socialmente como que ainda pouquíssimo
houve progresso na forma social mundial.
Um ponto negativo do album é ter um pouco mais
de 37 minutos de duração o que o GG poderia
ter sido mais abusado porque no primeiro lado
eles editaram pouco mais de 22 minutos totais
nas 4 primeiras faixas enquanto que as outras 4
faixas restantes no segundo lado tem míseros 15
minutos de duração totais (o que a banda
poderia ter sido mais produtiva) e daí o
equilíbrio do tempo total devido ao primeiro
lado conter 7 minutos de duração a mais.
A formação nada sofreu de mudanças entre os
integrantes que teve como a produção feita
pelo próprio grupo com a colaboração auxiliar
de Gary Martin, o mesmo engenheiro de som que
esteve presente no album anterior. A capa foi
criada pela empresa "Cream" e uma
diferença do encarte de vinil com o CD é que
no caso do disquinho existe um fundo preto que
aparenta nitidamente a carta de um baralho e
aparece mais um pouco o corpo do lutador
medieval enquanto que no vinil não se observa o
detalhe tão nitidamente a carta do baralho (na
verdade é como se tivesse sido recortada) e
aparece um tanto menos o corpo do lutador
medieval, apesar de que no vinil as cores da
impressão aparenta ser mais claras.
Curiosidades: "The power..." é
também o título de um livro do escritor
inglês Graham Greene escrito em 1.940 a
respeito de um padre bêbado sobrevivente num
estado mexicano que é perseguido por um tenente
do exército obstinado a livrar o país de todos
os religiosos e inclusive o título serviu
também como para um roterista americano Preston
Sturges escrito em 1.933 sobre a ascenção e
queda sobre um empresário de ferrovias.
"Proclamation" - até poderia ser
considerada a maior em termos de extensão
chegando facilmente a 10 minutos de duração (e
tornando até então a maior já gravada em
estúdio pela banda em seus albums oficiais já
que "Nothing at all" do album de
estréia "Gentle Giant" (1.970) tem
pouco mais de 9 minutos), isso porque os vocais
e as melodias são as mesmas mas está dividida
em duas sessões, sendo uma aqui na faixa
inteira exclusivamente com outra faixa chamada
"Valedictory" que encerra o album
"The power...". Possui uma forma de
acordes relativamente repetitiva mas com uma
coordenação de arranjos sensacionais e
equilibrados nos teclados em especial que
incentivam uma melodia assustadora e assombrosa
em alguns momentos o que cria uma tensão e
expectativa ao ouvinte conforme ela vai sendo
tocada no seu início sem a presença das
baterias e percussão e com estilo de prog-funk
a medida que vai tendo crescimento nos temas dos
quais sãos constituidos os refrões da faixa.
Muitos fãs do GG considera esta faixa como uma
das mais dissonantes do album, mas pelo visto
deixa os integrantes bastante ocupados ao
executá-la. Esta faixa aparentemente começou a
dar suas aparências na turnê de "In a
glass house" pelo que alguns espectadores
que assistiram o GG na época lembra, mas tudo
indica que na introdução de uma apresentação
foi tocada de uma forma de como se o GG
estivesse treinando a música num estúdio e
não 100% bem executada o que deixou parte de um
público impaciente, ainda pelo pouco tempo de
apresentação que possuiam para se
apresentarem. Quando foi incluida no set-list
quando o album foi divulgado, o GG incluia
também um trecho de "Valedictory" e
fazendo inclusive com que o tempo de execução
nas apresentações também diminuisse. Existe
uma versão muito empolgante no album ao vivo
conceitual "Playin the fool - live"
(1.977) do qual quando a banda entra em cena com
"Just the same", faixa de abertura do
album "Free hand", finalizam
acrescentando imediatamente a
"Proclamation". Existe também uma
versão diferente que pode ser apreciada em
"The King Biscuit Flower Hour" (1.998)
O final é interessante dão uma impressão de
que o GG vai tocando cada vez mais rápido.
"So sincere" - possivelmente é uma
das faixas bem de um estilo do tipo vanguarda,
com uma sonoridade muito frenética. Uma das
coisas que não agrada muito aos ouvinte é a
voz de Minnear nesta faixa, ele parece estar
não muito entusiasmado quando cita os refrões
da faixa e só apenas no momento que surge o
coro dos integrantes que a música fica mais um
tanto mais interessante quando citam a frase
"So sincere" que significa "muito
sincero" em inglês. Para quem possui
versão do album em CD as duas primeiras notas
são pertencentes a faixa anterior que foi
editados no disquinho. Foi inclusa no set-list
na divulgação do album e com o tempo foi
sofrendo mudanças como uma fantástica
improvisação de todos os membros ajudando John
Weathers em suas baterias e percussão, ficando
assim 5 integrantes por volta de uns 3 ou 4
minutos fazendo com que a faixa se arrastasse
chegando facilmente aos 10 minutos de duração
sendo um exemplo característico encontrado no
album "Playing the fool - live" e
"The King Biscuit Flower Hour" e
apresenta também um considerável
"duelo" entre a guitarra de Green e o
harpischord de Minnear na parte solo
instrumental antes do surgimento do solo de
percussão, além disso a banda não cita as
palavras "So sincere, so sincere, so
sincere, so sincere" a medida que terminam
as estrofes. Comenta-se que existe uma versão
pirata que atinge até os 20 minutos de
duração, mas até então não se sabe
certeiramente a respeito. Na turnê de 1.977, o
início da faixa era tocada apenas em vibrafone.
"Aspirations" - é considerada uma das
melodias mais bonitas do trabalho pela maioria
dos fãs. Realmente é muito melodiosa, talvez
pode ser até considerada a "balada"
do album, já que das outras 7 faixas existentes
não tem nada a ver com a sonoridade desta, a
música do "The power..." já
comentada anteriormente passa por uma série de
estilos, mas "Aspirations" é daquelas
do tipo que sugere ao ouvinte para que sente,
ouça e possa refletir em seus melhores momentos
que passou na vida, ainda que é
consideravelmente muito suave e tranquila do
início ao fim. Uma faixa que se bobear
dependendo do ouvinte acaba se apaixonando e
fazendo com que não se canse de ouvir,
eternamente inesquecível para pessoas que se
sensibilizam com músicas "melosas".
Aqui neste caso também o vocal é pertencente
do tecladista Kerry Minnear mas está mais
dramático e angelical do que a faixa anterior a
desta. Detalhe: o GG cita nesta faixa as
palavras "so sincere" que é título
também da faixa anterior. É inclusive o
título de uma faixa instrumental de Carlos
Santana no album "Borboletta" gravado
também no mesmo ano de "The power..."
em 1.974.
"Playing the game" - é a maior faixa
do album com quase 7 minutos de duração e soa
com um pouquinho daquilo que foi feito em
"In a glass house", tem também alguns
momentos de funk no decorrer da faixa junto ao
rock, mas no meio da sua sessão a melodia é
tocada sob uma forma medieval e renascente. Foi
incluida no set-list dos shows do GG mas em
pouco tempo foi retirada porque a banda
considerou ela muito sem sucesso, mas o grupo
incluiu novamente a partir da turnê de 1.977
até que a banda se finalizasse em 1.980. Foi
inclusa num compacto, o único lançado pela
banda e considerado por muitos fãs da banda uma
das faixas mais acessíveis em melodia.
Apresenta um instrumento chamado
"Shulberry" (deve ter sido originado
este nome devido ao sobrenome dos irmãos
Shulman e o nome do tecladista Kerry) do qual
possuia 3 simples acordes e inventado por um
acompanhante técnico da banda chamado Phil
Freeman. No final da faixa apresenta um
"falso final" interrompido por 2
frases de Minnear (que está na metade da faixa
a partir da frase: "My thoughts never
spoken...") com baixo de Ray e o piano
elétrico junto com outros mais diversos
teclados na parte solo instrumental. Uma versão
ao vivo pode ser encontrada no album "BBC
in concert" (1.994).
"Cogs in cogs" - é a faixa da qual
inicia o lado 2 do vinil é do qual possui
apenas 15 pequenos minutos totais, sendo que
este é um dos pontos negativos do trabalho e o
GG poderia ter investido em incluir alguma faixa
a mais, talvez até a editada em compacto
inédita que em CD vem como bônus. Também é a
menor faixa do trabalho com pouco mais de 3
minutos de duração e foi incluida também no
set-list da banda nos shows ao vivo e foi
inclusive uma faixa que chegou a ser tocada
antes do "The power..." ser lançado,
assim como a "Proclamation" e
geralmente era tocada no início das
apresentações do GG. A melodia é um tanto
árdua, intensa e feroz soando sob a forma de
rock tendo o ritmo das baterias de Weathers
feito de uma maneira de faixas como "The
runaway" do "In a glass house",
album anterior. Dá uma leve impressão que o GG
gravou esta faixa num dia extremamente de
péssimo humor, numa péssima hora.
"No God´s a man" - é uma das faixas
bem característica ao estilo bem na forma de
senteimento medieval que o GG costuma compor e o
que ainda seria uma das que representa até a
capa do album. A melodia da introdução se
desenvolve gradualmente e de uma maneira lógica
apresentando tanto a guitarra elétrica e o
violão acústico e ambos em conjunto com um
teclado tocado como um cravo. Cantada por Derek
com complexos vocais de apoio fazendo com que
cada um vai se exaltando aos poucos. O destaque
é para Green no solo instrumental e o maravilho
órgão elétrico de Minnear sendo tocado por
notas altas.
"The face" - cantada por Minnear o
destaque vai para o violino tocado por Ray
Shulman e só foi incluida pela primeira vez nas
apresentações do GG a partir da metade de
1.977, onde Ray tinha como naquelas ocasiões de
apresentar suas habilidades com o instrumento
para esta faixa sendo que a faixa se extenderia
um pouco mais do que a original fazendo com que
os 5 integrantes da banda fizessem um show de
percussão junto com as baterias de Weathers,
algo muito parecido na faixa "So
sincere".
"Valedictory" - esta faixa contém o
tema que reprisa a faixa de abertura do album
"Proclamation" com a mesma melodia,
porém um tanto surpreendente ao ouvinte por ela
estar de uma forma mais radical e raivosa,
porém aparenta estar um tanto lenta diferente
de "Proclamation". Foi inclusa nas
apresentações junto com a
"Proclamation" mas numa extensão um
tanto menor e na turnê do ano de 1.975 foi
inclusa como um "medley" com outras
faixas finalizando-o no caso e tendo o final
efeitos sonoros de vidros se quebrando
(pertencentes ao "In a glass house").
Observe que no final da faixa terminar é
possível escutar um gravador rebobinado uma
fita (que induz ser desta música) para como se
fosse voltar a escutar novamente "The
power...".
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